quarta-feira, novembro 26, 2008

O Velho Moinho

No fundo do vale o ribeiro de águas mansas
macias e tranquilas nos espera


Corre sempre, levemente, lugar escondido de paz
Salgueiros de folhas glaucas como a água se inclinam
no seu curso em solene homenagem.


Para lá chegar temos que descer o monte:
Tojos, silvas, urtigas cor de esmeralda,
ásperas nos arranham a pele.


Não passes, dizem. Não procures o caminho
O ribeiro é um mistério que não deves desvendar
Volta para trás--dizem --pára!


A lua cheia ilumina docemente o ribeiro escondido
atravessando a sombra das altas árvores que o cercam


Parada entre salgueiros a pequena enseada
Devolve à lua os raios de luar
silenciosa homenagem da terra líquida ao universo vazio
O moinho abandonado recorda outros tempos que já foram.


Graciete Nobre

5 comentários:

Anônimo disse...

Muito bonito. Tem a ver om os moinhos de Almarde, onde foste há anos?

Intebe

Nádia Jururu disse...

Ainda bem que gostaste. A minha amiguíssima Grazi escreveu isto, e, de forma não-poética, antes pelo contrário, dá conta da mesma experiência no blogue Terra Imunda em

http://terraimunda.blogspot.com/2008/10/nova-visista-de-estudo-feira-biolgica.html

Nádia Jururu disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Nádia Jururu disse...

N.B.: Se clicarmos duas vezes aqui, aparecem dois comentários iguais.

Anônimo disse...

Palmas! Palmas! Lindo amiga.

Beijos
Andarilha