domingo, maio 12, 2013

Delicadeza interior?


Como é que você concilia as suas ideias de igualdade e fraternidade com as suas opiniões elitistas?

Como é que você concilia as suas ideias tolerantes e anti-racistas com as suas atitudes racistas?

Como é que você concilia o amor incondicional aos animais, com a sua atitude carnívora?

Como é que você concilia o amor incondicional aos animais, com a sua indiferença perante a miséria humana no planeta?

sexta-feira, maio 10, 2013

Dia da Espiga



O amor, o pão, a paz... a beleza... a abundância... a felicidade
É o que simbolizam os elementos deste ramo, chamado Espiga.
É uma tradição lisboeta:
Colocar este ramo na parede e deixá-lo um ano, para dar abundância e felicidade à casa.
Mais fotos no meu outro blogue.

segunda-feira, abril 01, 2013

Abril






Alegoria de Abril, Triunfo de Vénus e pormenor da mesma pintura







sábado, março 23, 2013

Sai Baba



Sai Baba é um grande santo indiano, que fez o sincretismo religioso entre a religião hindu e a muçulmana. Morreu em 1918.

Esta imagem encontra-se por toda a parte na Índia, em pequenos templos nas ruas, em paredes de edifícios, talvez de instituições, etc. Algumas são de porcelana branca ou de mármore branco.

Os discípulos consideravam-no a encarnação do deus Xiva ou de um outro deus menos conhecido. Vários dos seus discípulos são também considerados santos. Não dava valor aos bens perecíveis, vivendo para a espiritualidade.

Tem um mantra próprio (espécie de oração que se diz repetidas vezes) : OM SAI RAM

SAI significa Deus Mãe e RAM  significa Deus Pai.

(Há um outro Sai Baba, que se diz a sua reencarnação, nascido em 1926, falecido em 2011, mas recaem sobre eles muitas suspeitas e acusações, apenas proferidas por americanos e ingleses, pois este último foi venerado no mundo inteiro.)

Enquanto a imagem deste ressuma espiritualidade e bondade, a foto do 2º, facilmente encontrável na net, não tem nada a ver, nem se parece nada. Mas vivemos num tempo em que os poucos que são admirados, são logo postos na lama por alguns jornalistas. 

terça-feira, março 19, 2013

Bulhão Pato

Nome muito conhecido da culinária, sobretudo pelas deliciosas ameijoas a que deu o nome, Bulhão Pato  foi também um muito conhecido, no seu tempo, poeta romântico, hoje um tanto esquecido.

Talvez injustamente.



O frio aumenta. Já silva,
Às refregas, o aquilão!
Nem no valado uma silva,
Para o cabrito saltão!
Atrás da vaca a novilha,
Já não pula na lezíra!
A mãe não sustenta a filha
Que o leite se lhe exaurira!
O boi bravo, na campina
Erguendo a fronte, pareçe
Que à Providência Divina,
Mugindo faz uma prece!
E até se dirá que tem,
Claramente, proferido
O próprio nome da mãe,
No doloroso mugido!
Sempre coisas misteriosas
Nas mais triviais verdades!…
Porque são joviais as rosas,
E tão tristes as saudades?
Canta, à tarde, um passarito —
E aquele singelo idílio,
Quem lho inspirou, do infinito,
Como um poema a Virgílio?
Trezentos mil eruditos,
Bem debruados de ateus,
Pondo esforços inauditos,
Não deitam abaixo Deus!
*

E este poema sobre a caça, intermédio entre um poema e a vontade de comer, ou mesmo cozinhar "a criação", com a Conceição.



Na jardia e no souto, a entrada não foi grande;
Nem um pombo trocaz a procurar a glande!
Porém não falta ensejo,— até à Conceição,
Para entrada real, é próspera a sazão!
Agora palestrar, em volta da lareira,
Ao grato crepitar dos tors da azinheira!
Aperta, lá por fora, o límpido nordeste;
Caça de arribação gosta do tempo agreste.
Com sessenta e mais quatro, e quatro bem contados,
Inda rompo com alma os matagais fechados!
Quero que encham ver amanhã, praguentos,
Como bate o montado, a minha Tullia, a ventos!

segunda-feira, março 18, 2013

Chris Antemann




A obra de Chris Antemann é, no mínimo, surpreendente.
Como podemos ver aqui.
Política, feminista, feminina, põe em causa a relação entre as pessoas, sobretudo entre as mulheres, questionando-as.

A incrível peça da foto 2 é cheia de detalhes. Ambíguos. E a pergunta: será que a rapariga tem alguma intenção (secreta), ou apenas deseja tomar chá com as amigas?


CLICAR AQUI 
 


quarta-feira, março 13, 2013

São Francisco de Assis



Recordo neste blogue um filme já aqui referido, de Franco Zefirelli, intitulado Brother Sun, Sister Moon. (Tradução Irmão Sol, Irmã Lua).

É a biografia de são Francisco de Assis e Santa Clara de Assis, a sua noiva mística.
Também nisto S. Francisco não é ortodoxo, teve uma noiva.