Segunda-feira, Novembro 09, 2009

Sinceridade não é sinónimo de rudeza II

Quando coloquei o post com este título, apareceram comentários acalorados, embora poucos.
É por me parecer importante esta reflexão na nossa sociedade que volto a levantar a questão.
A Denise, que ainda não conhecia, escreveu isto:

Aqui no Brasil diversas vezes as pessoas confundem sinceridade com grosseria. Fica sempre a dúvida: ser educado é ser falso? Mas eu concordo contigo... ser educado é ser educado, e ser grosso é ser grosso, educados ou não. Abraços

É claro que eu não me referia ao Brasil, mas temos tanta coisa em comum... gostaria de ouvir outras opiniões sobre o assunto, por me parecer que somos todos massacrados com "ideias" como esta, o que a Rekoa exprime bem no comentário que fez.
Deveríamos apreciar a delicadeza, a sensibilidade, estamos numa época em que se diz que devemos ter pensamentos positivos, exprimir afecto, amor, etc., mas basta um burgesso deitar cá para fora uma grosseria para logo nos parecer que é superior a muitos outros.

Já agora, conto um episódio que se passou comigo num paquete de cruzeiro, tendo eu apresentado queixa da criatura "sincera".
Estávamos a fazer a simulação de abandono do navio, que demora sempre bastante tempo e dirigíamo-nos para os botes salva-vidas, quando uma criança comentou, receosamente:
- Se isto fosse a sério, Ao fim de tanto tempo, já o navio se tinha afundado.
Responde um burgesso da tripulação, um marinheiro:
- Ó filho, se isto fosse a sério eu já não estava aqui, já me tinha safado, como me safei doutras vezes. - E começou a contar que já tinha escapado por um triz, mas segundo a filosofia do "salve-se quem puder" e não, nunca, tentando ajudar os outros.
A mãe da criança agradeceu a sinceridade e honestidade da resposta, realmente muito instrutiva para uma criança. E para todos nós.
O meu modo de agradecer a "sinceridade e honestidade" desta resposta foi apresentar uma queixa contra o homem. Não sabia o nome, mas todos os tripulantes sabiam quem era o único "capaz" de dizer estas coisas. Se fossem todos assim...
Talvez devido a esta adorável "sinceridade", houve uma senhora que desmaiou de medo.

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

AMO A LIBERDADE DOS PÁSSAROS

Segunda-feira, Novembro 02, 2009

Zenith no Zénith

Este é o navio Zenith, no Cais da Rocha, no zénite da tarde.

Quinta-feira, Outubro 29, 2009

Sinceridade não é sinónimo de rudeza

As pessoas brutas, quando são sinceras, são brutas.
As pessoas delicadas, quando são sinceras, são delicadas.


Parem de dizer que uma pessoa é pouco sincera porque é querida e de elogiar as pessoas brutas chamando-lhes sinceras. A sinceridade não é sinónimo de rudeza. Nem é necessariamente uma qualidade.

Domingo, Outubro 25, 2009

The Light of Peace

Ainda nem entendi bem o que é isto, mas gosto.
Todas as pinturas com este título são do mesmo sítio (um certo farol) e são da autoria de Thomas Kinkade.

Quinta-feira, Outubro 22, 2009

A casa maravilhosa

Após tanta insistência (ironia, percebem?), vou então contar a história da casa maravilhosa.

A casa maravilhosa

Era uma casa maravilhosa. Por fora, parecia que ia cair, de tão velha.
Antes de nós lá chegarmos, tínhamos de atravessar um lodaçal muito grande e ficávamos com os sapatos cheios de terra e de lama. Quando entrávamos na nossa casa, tínhamos que calçar pantufas porque a vizinha de baixo já era muito velha e não aguentava o barulho dos nossos passos. Lá dentro, nós tínhamos uma inclina também africana como nós, mas é claro que a gente não podíamos nunca entrar no quarto da inclina. Mas depois, quando já estávamos lá dentro, todos de pantufas, a casa era o lugar mais maravilhoso do mundo. Éramos todos pretos, lá dentro. Mesmo a inclina. E estava quentinho...

Até que um dia... a inclina chegou a casa e atirou-se para cima da mesa, a chorar. Tinha perdido o emprego.
- Estou farta disto. Não aguento - dizia, na sua voz rouca - vou voltar para África! estou farta.
Então, a minha mãe disse:
- Se tu vais voltar para África, então nós temos de nos mudar para uma casa mais barata e mais pequena, porque, sem a tua renda, não podemos pagar esta renda.
E então assim foi. Mudámos para um pequeno apartamento. Era mais moderno, não tinha lama, não tinha a vizinha velha a reclamar por causa do barulho. Mas havia um problema.
É que a inclina tinha pago uma calção quando foi morar connosco. E quando nós nos mudámos para a casa nova, tivemos de a levar, para ela se gozar da calção que já estava paga, claro.
Como ela tinha pago uma calção por um quarto onde estava sozinha, então nós tivemos que dormir todos apinhados na sala, para ela poder gozar a calção no único quarto da casa.
- Agora adivinhe, setôra!!
- O quê?
- Adivinhe!!!
- Não sei!
- A inclina gostou tanto da casa nova, que lhe passou a raiva. Arranjou um emprego novo e ficou na mesma a viver connosco.
- Eu sempre me dei bem com vocês. Já estou habituada... E, portanto, fico aqui.
- Não é engraçado, setôra?
- Bem, engraçado...eu... pois, é muito engraçado!

N:B:: Vou colocar este texto no Terra, porque aqui pouca gente o lê.

Terça-feira, Outubro 20, 2009

Ohhhhh!

Parece que ninguém quer ouvir a minha história. Não digo. Não digo. Prontos!