domingo, junho 05, 2016

Infernos, Paraísos, a Terra?


Numa cidade como Lisboa, é possível descer aos Inferno ou subir a um qualquer Paraíso só num espaço de um fim de semana, regressando ainda à Terra, ou a qualquer outro lugar que pareça ser a Terra, sobretudo no verão. É até possível fazer tudo isso no mesmo fim de semana. O importante é esquecer depressa: é muito importante esquecer depressa os Infernos, mais importante ainda é esquecer depressa os Paraísos. 
E até mesmo a Terra convém esquecer. :)

sexta-feira, junho 03, 2016

Nascer? Onde? Como? Porquê?




Agrada-me a plantinha nascida no telhado da casinha de janelas partidas, descaradíssima, como se quisesse dizer que todos nós podemos nascer onde nos apetecer... oq ue não é verdade, como todos sabemos.



Isto é Lisboa, muito central, mas desconhecida. 

sábado, fevereiro 27, 2016

Boa noite e boa madrugada de sábado.



Após uma noite de tempestade em que acordamos várias vezes, com o receio de que a água nos entre na casa, pelo telhado, pelas portas, etc... Mas sabendo que não temos de nos levantar cedo no dia seguinte, porque será sábado e é tão bom ouvir a chuva a tamborilar, acordamos tarde para ouvir os passarinhos a cantar, eles que já estão na primavera.

segunda-feira, fevereiro 08, 2016

Perder-se na cidade e encontrar-se


Quantas viagens lindas faço em Lisboa, armada em turista e com os caça turistas atrás de mim, a falarem inglês, ou mesmo nos bairros antigos, em que ninguém fala outras línguas, perdendo-me e encontrando o mundo.


sábado, novembro 21, 2015

O Mar e a Luz


























O mar, a água e a Luz
As fainas piscatórias, mas também o lazer das praias burguesas e o contraste.


Pinturas de Joaquim Sorolla

sábado, novembro 14, 2015

Pray for the World


Crepúsculo dos Deuses
Um sorriso de espanto brotou nas ilhas do Egeu
E Homero fez florir o roxo sobre o mar
O Kouros avançou um passo exactamente
A palidez de Athena cintilou no dia
Então a claridade dos deuses venceu os monstros nos frontões de todos os templos
E para o fundo do seu império recuaram os Persas
Celebrámos a vitória: a treva
Foi exposta e sacrificada em grandes pátios brancos
O grito rouco do coro purificou a cidade
Como golfinhos a alegria rápida
Rodeava os navios
O nosso corpo estava nu porque encontrara
A sua medida exacta
Inventámos: as colunas de Sunion imanentes à luz
O mundo era mais nosso cada dia
Mas eis que se apagaram
Os antigos deuses sol interior das coisas
Eis que se abriu o vazio que nos separa das coisas
Somos alucinados pela ausência bebidos pela ausência
E aos mensageiros de Juliano a Sibila respondeu:
«Ide dizer ao rei que o belo palácio jaz por terra quebrado
Phebo já não tem cabana nem loureiro profético nem fonte melodiosa
A água que fala calou-se»*

Sophia de Mello Breyner



sexta-feira, outubro 16, 2015

Não devemos permitir que a nossa felicidade dependa de outras pessoas.