segunda-feira, julho 11, 2016
domingo, junho 05, 2016
Infernos, Paraísos, a Terra?
Numa cidade como Lisboa, é possível descer aos Inferno ou subir a um qualquer Paraíso só num espaço de um fim de semana, regressando ainda à Terra, ou a qualquer outro lugar que pareça ser a Terra, sobretudo no verão. É até possível fazer tudo isso no mesmo fim de semana. O importante é esquecer depressa: é muito importante esquecer depressa os Infernos, mais importante ainda é esquecer depressa os Paraísos.
E até mesmo a Terra convém esquecer. :)
sexta-feira, junho 03, 2016
Nascer? Onde? Como? Porquê?
Agrada-me a plantinha nascida no telhado da casinha de janelas partidas, descaradíssima, como se quisesse dizer que todos nós podemos nascer onde nos apetecer... oq ue não é verdade, como todos sabemos.
Isto é Lisboa, muito central, mas desconhecida.
sábado, fevereiro 27, 2016
Boa noite e boa madrugada de sábado.
Após uma noite de tempestade em que acordamos várias vezes, com o receio de que a água nos entre na casa, pelo telhado, pelas portas, etc... Mas sabendo que não temos de nos levantar cedo no dia seguinte, porque será sábado e é tão bom ouvir a chuva a tamborilar, acordamos tarde para ouvir os passarinhos a cantar, eles que já estão na primavera.
segunda-feira, fevereiro 08, 2016
Perder-se na cidade e encontrar-se
Quantas viagens lindas faço em Lisboa, armada em turista e com os caça turistas atrás de mim, a falarem inglês, ou mesmo nos bairros antigos, em que ninguém fala outras línguas, perdendo-me e encontrando o mundo.
sábado, novembro 21, 2015
O Mar e a Luz
O mar, a água e a Luz
As fainas piscatórias, mas também o lazer das praias burguesas e o contraste.
Pinturas de Joaquim Sorolla
sábado, novembro 14, 2015
Pray for the World
Crepúsculo dos Deuses
Um sorriso de espanto brotou nas ilhas do Egeu
E Homero fez florir o roxo sobre o mar
O Kouros avançou um passo exactamente
A palidez de Athena cintilou no dia
E Homero fez florir o roxo sobre o mar
O Kouros avançou um passo exactamente
A palidez de Athena cintilou no dia
Então a claridade dos deuses venceu os monstros nos frontões de todos os templos
E para o fundo do seu império recuaram os Persas
E para o fundo do seu império recuaram os Persas
Celebrámos a vitória: a treva
Foi exposta e sacrificada em grandes pátios brancos
O grito rouco do coro purificou a cidade
Foi exposta e sacrificada em grandes pátios brancos
O grito rouco do coro purificou a cidade
Como golfinhos a alegria rápida
Rodeava os navios
O nosso corpo estava nu porque encontrara
A sua medida exacta
Inventámos: as colunas de Sunion imanentes à luz
O mundo era mais nosso cada dia
Rodeava os navios
O nosso corpo estava nu porque encontrara
A sua medida exacta
Inventámos: as colunas de Sunion imanentes à luz
O mundo era mais nosso cada dia
Mas eis que se apagaram
Os antigos deuses sol interior das coisas
Eis que se abriu o vazio que nos separa das coisas
Somos alucinados pela ausência bebidos pela ausência
E aos mensageiros de Juliano a Sibila respondeu:
«Ide dizer ao rei que o belo palácio jaz por terra quebrado
Phebo já não tem cabana nem loureiro profético nem fonte melodiosa
A água que fala calou-se»*
Os antigos deuses sol interior das coisas
Eis que se abriu o vazio que nos separa das coisas
Somos alucinados pela ausência bebidos pela ausência
E aos mensageiros de Juliano a Sibila respondeu:
«Ide dizer ao rei que o belo palácio jaz por terra quebrado
Phebo já não tem cabana nem loureiro profético nem fonte melodiosa
A água que fala calou-se»*
Sophia de Mello Breyner
sexta-feira, outubro 16, 2015
domingo, agosto 30, 2015
A lua cheia
A lua cheia de Agosto desenha contornos diáfanos e sinistros com as suas sombras.
Sobre as aldeias, sobre os jardins, impressionistas contornos dos ramos e das folhas.
Monstros, dragões, fantasmas.
Sobre ou sob os ciprestes.
Monstros, dragões, fantasmas.
Sobre ou sob os ciprestes.
quinta-feira, agosto 27, 2015
segunda-feira, julho 13, 2015
Adeus Goldie
Era um gatinho amarelo, abandonado num beco perto daqui. As senhoras do beco davam-lhe comida e até eu já lhe dava comida comprada, mais os meus restinhos bons. Hoje o Goldie foi atropelado e morreu.
Goldie, obrigada por me lembrares o que eu já sabia: que tudo é impermanente e que não nos devemos prender a nada. Obrigada pela tua brevíssima e muito bela existência.
sábado, junho 13, 2015
Viajar!
Quando viajo, fico sempre surpreendida ao pensar que posso viver tanto tempo com tão pouca coisa que levo. Apetece-me deitar fora tudo o resto, quando chegar a casa. Descobri agora uma frase maravilhosa e que parte para além de deitar tudo fora:
"Quando viajar, deixe a sua vida em sua casa, na sua aldeia, na sua cidade. É um artefacto inútil."
Isto é mais fácil quando se viaja sozinho e de preferência sem outros conterrâneos por perto.
quarta-feira, junho 03, 2015
Poema de Filipa Leal
Gosto deste poema da Filipa Leal.
Dar voz aos que não têm voz foi algo que sempre me agradou na escrita.
Mas os modernos sena brigo e novos pobres podem ter voz. Ou podem ter tido.
O texto em chinês na foto nada tema ver com o poema.
domingo, maio 03, 2015
Meditar na Cidade
No dia 1 de Maio realizou-se uma meditação pela paz no Terreiro do Paço, também chamado Praça do Comércio. Um evento proposto via Facebook.
Num sítio muito belo duma cidade muito bela.
A ideia é mesmo ficar sentado a meditar em silêncio. E foi assim.Ficou combinado as pessoas que quiserem irem meditar todos os domingos entre as 18 e as 19 h no Terreiro do Paço.
https://www.facebook.com/events/976474235697682/
segunda-feira, abril 06, 2015
terça-feira, março 31, 2015
HAD I the heavens’ embroidered cloths
HAD I the heavens’ embroidered cloths,
Enwrought with golden and silver light,
The blue and the dim and the dark cloths
Of night and light and the half light,
I would spread the cloths under your feet:
But I, being poor, have only my dreams;
I have spread my dreams under your feet;
Tread softly because you tread on my dreams.
Enwrought with golden and silver light,
The blue and the dim and the dark cloths
Of night and light and the half light,
I would spread the cloths under your feet:
But I, being poor, have only my dreams;
I have spread my dreams under your feet;
Tread softly because you tread on my dreams.
W.B. Yeats (1865–1939)
sexta-feira, março 20, 2015
sábado, março 07, 2015
Boa primavera! Que vos guiem as andorinhas
Nestes últimos dias de inverno, sente-se já a primavera em Lisboa.
Pela luz, pelas flores das bordas de rua,
Ainda parecidas, às vezes com as bordas das estradas rurais,
Pelo canto e pelo voo dos pássaros
Pela primavera, pelas flores
Pelas andorinhas
Boa primavera!
Pela luz, pelas flores das bordas de rua,
Ainda parecidas, às vezes com as bordas das estradas rurais,
Pelo canto e pelo voo dos pássaros
Pela primavera, pelas flores
Pelas andorinhas
Boa primavera!
domingo, março 01, 2015
Os jardins ocultos
Ainda não começou a primavera, mas já se sentem, por Lisboa, os múltiplos aromas dos jardins que se ocultam por detrás dos edifícios.
sábado, fevereiro 14, 2015
O Carnaval e a Beleza do Mundo
Não aprecio as comemorações de Carnaval.
O meu Carnaval será interior, na tranquilidade de ser.
Na contemplação da beleza do mundo
Da beleza visual, escrita, falada, poética,
Da beleza imaginada, sem palavras nem formas,
Da beleza inexprimível
Que tentarei sempre ver e dizer
O meu Carnaval será interior, na tranquilidade de ser.
Na contemplação da beleza do mundo
Da beleza visual, escrita, falada, poética,
Da beleza imaginada, sem palavras nem formas,
Da beleza inexprimível
Que tentarei sempre ver e dizer
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