Bernard Shaw
quinta-feira, agosto 27, 2015
segunda-feira, julho 13, 2015
Adeus Goldie
Era um gatinho amarelo, abandonado num beco perto daqui. As senhoras do beco davam-lhe comida e até eu já lhe dava comida comprada, mais os meus restinhos bons. Hoje o Goldie foi atropelado e morreu.
Goldie, obrigada por me lembrares o que eu já sabia: que tudo é impermanente e que não nos devemos prender a nada. Obrigada pela tua brevíssima e muito bela existência.
sábado, junho 13, 2015
Viajar!
Quando viajo, fico sempre surpreendida ao pensar que posso viver tanto tempo com tão pouca coisa que levo. Apetece-me deitar fora tudo o resto, quando chegar a casa. Descobri agora uma frase maravilhosa e que parte para além de deitar tudo fora:
"Quando viajar, deixe a sua vida em sua casa, na sua aldeia, na sua cidade. É um artefacto inútil."
Isto é mais fácil quando se viaja sozinho e de preferência sem outros conterrâneos por perto.
quarta-feira, junho 03, 2015
Poema de Filipa Leal
Gosto deste poema da Filipa Leal.
Dar voz aos que não têm voz foi algo que sempre me agradou na escrita.
Mas os modernos sena brigo e novos pobres podem ter voz. Ou podem ter tido.
O texto em chinês na foto nada tema ver com o poema.
domingo, maio 03, 2015
Meditar na Cidade
No dia 1 de Maio realizou-se uma meditação pela paz no Terreiro do Paço, também chamado Praça do Comércio. Um evento proposto via Facebook.
Num sítio muito belo duma cidade muito bela.
A ideia é mesmo ficar sentado a meditar em silêncio. E foi assim.Ficou combinado as pessoas que quiserem irem meditar todos os domingos entre as 18 e as 19 h no Terreiro do Paço.
https://www.facebook.com/events/976474235697682/
segunda-feira, abril 06, 2015
terça-feira, março 31, 2015
HAD I the heavens’ embroidered cloths
HAD I the heavens’ embroidered cloths,
Enwrought with golden and silver light,
The blue and the dim and the dark cloths
Of night and light and the half light,
I would spread the cloths under your feet:
But I, being poor, have only my dreams;
I have spread my dreams under your feet;
Tread softly because you tread on my dreams.
Enwrought with golden and silver light,
The blue and the dim and the dark cloths
Of night and light and the half light,
I would spread the cloths under your feet:
But I, being poor, have only my dreams;
I have spread my dreams under your feet;
Tread softly because you tread on my dreams.
W.B. Yeats (1865–1939)
sexta-feira, março 20, 2015
sábado, março 07, 2015
Boa primavera! Que vos guiem as andorinhas
Nestes últimos dias de inverno, sente-se já a primavera em Lisboa.
Pela luz, pelas flores das bordas de rua,
Ainda parecidas, às vezes com as bordas das estradas rurais,
Pelo canto e pelo voo dos pássaros
Pela primavera, pelas flores
Pelas andorinhas
Boa primavera!
Pela luz, pelas flores das bordas de rua,
Ainda parecidas, às vezes com as bordas das estradas rurais,
Pelo canto e pelo voo dos pássaros
Pela primavera, pelas flores
Pelas andorinhas
Boa primavera!
domingo, março 01, 2015
Os jardins ocultos
Ainda não começou a primavera, mas já se sentem, por Lisboa, os múltiplos aromas dos jardins que se ocultam por detrás dos edifícios.
sábado, fevereiro 14, 2015
O Carnaval e a Beleza do Mundo
Não aprecio as comemorações de Carnaval.
O meu Carnaval será interior, na tranquilidade de ser.
Na contemplação da beleza do mundo
Da beleza visual, escrita, falada, poética,
Da beleza imaginada, sem palavras nem formas,
Da beleza inexprimível
Que tentarei sempre ver e dizer
O meu Carnaval será interior, na tranquilidade de ser.
Na contemplação da beleza do mundo
Da beleza visual, escrita, falada, poética,
Da beleza imaginada, sem palavras nem formas,
Da beleza inexprimível
Que tentarei sempre ver e dizer
quarta-feira, janeiro 07, 2015
Reis Magos
Adoração dos Reis Magos, Hieronymus Bosch, 1495, Museo Nacional del Prado, Madrid, oil on panel, 138 x 144 cm
sábado, dezembro 27, 2014
As Árvores da Terra
Diospireiro. De onde veio esta árvore? Para onde vai?
A da imagem, permanecerá, aparentemente, ali.
Ruiva de frutos sem folhas
Quase fulva e assustada junto dos telhados daquela terra
Eu, que nunca fui de mudanças
Como árvore que sou diospireira
Poucos gostam dos meus frutos
E os poucos que gostam dos meus frutos, adoram-nos
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As Árvores da Terra
sexta-feira, outubro 10, 2014
domingo, agosto 10, 2014
À Beleza do Mundo
Alguns pássaros, algumas flores, algumas pessoas, mas estas só às vezes...
Talvez estes seres magnificos sejam a prova da existência de Deus.
E também quereria dizer que Deus tem muito bom gosto.
Como esta fantástica ave, Taiwan Blue Magpie.
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sexta-feira, agosto 01, 2014
segunda-feira, julho 21, 2014
A Vida nos Bosques ou Viver nos Bosques
Waldo ou A Vida nos Bosques - Thoreau
Walden ou A Vida nos Bosques é uma autobiografia do escritor transcendentalista Henry David Thoreau. A obra é considerada, simultaneamente, como uma declaração de independência pessoal, uma experiência social, uma viagem de descoberta espiritual e um manual para a autossuficiência1 .
Texto escrito na foto:
“I went to the woods because I wished to live deliberately, to front only the essential facts of life, and see if I could not learn what it had to teach, and not, when I came to die, discover that I had not lived. "
Caminho da Mente
“As a single footstep will not make a path on the earth, so a single thought will not make a pathway in the mind. To make a deep physical path, we walk again and again. To make a deep mental path, we must think over and over the kind of thoughts we wish to dominate our lives.”
"Como um único passo não vai fazer um caminho sobre a terra, assim um único pensamento não fará um caminho na mente. Para fazer um caminho físico profundo, andamos de novo. Para abrir um caminho profundo mental, temos de pensar e sobre o tipo de pensamentos que desejamos que dominem nossas vidas."
Henry David Thoreau
sábado, julho 05, 2014
Belo poema Funeral Blues
Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.
Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He Is Dead,
Put crepe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.
He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last for ever: I was wrong.
The stars are not wanted now: put out every one;
Pack up the moon and dismantle the sun;
Pour away the ocean and sweep up the wood.
For nothing now can ever come to any good.
W. H. Auden
Este belo poema apresenta uma invulgar ironia a propósito da morte e do sentimento de perda. Quase infantil e quase cómica. Mas mostra um sentimento grandioso, absoluto. Preenchendo o Universo.
Tradução encontrada na net, sem indicação de autor
“Pare os relógios, cale o telefone; evite o latido do cão com um osso; emudeça o piano e que o tambor surdo anucie a vinda do caixão, seguido pelo cortejo. Que os aviões voem em círculos, gemendo e que escrevam no céu o anúncio: ele morreu. Ponham laços pretos nos pescoços brancos das pombas de rua e que guardas de trânsito usem finas luvas de breu. Ele era meu Norte, meu Sul, meu Leste, meu oeste. Meus dias úteis, meus finais-de-semana; meu meio dia, meia-noite, minha fala e meu canto… As estrelas não são mais necessárias, apague-as uma por uma. Guarde a lua, desmonte o sol. Despeje o mar e livre-se da floresta. Pois nada mais poderá ser bom como era antes.”
W.H. AudenOutra tradução encontrada na net, sem indicação de autor
Parem os relógios
Cortem o telefone
Impeçam o cão de latir
Silenciem os pianos e com um toque de tambor tragam o caixão
Venham os pranteadores
Voem em círculos os aviões escrevendo no céu a mensagem:
"Ele está morto"
Ponham laços nos pescoços brancos das pombas
Usem os policiais luvas pretas de algodão.
Ele era meu norte, meu sul, meu leste e oeste.
Minha semana de trabalho e meu domingo
Meu meio-dia, minha meia-noite.
Minha conversa, minha canção.
Pensei que o amor fosse eterno, enganei-me.
As estrelas são indesejadas agora, dispensem todas.
Embrulhem a lua e desmantelem o sol
Despejem o oceano e varram o bosque
Pois nada mais agora pode servir.
W.H. Auden
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.
Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He Is Dead,
Put crepe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.
He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last for ever: I was wrong.
The stars are not wanted now: put out every one;
Pack up the moon and dismantle the sun;
Pour away the ocean and sweep up the wood.
For nothing now can ever come to any good.
W. H. Auden
Este belo poema apresenta uma invulgar ironia a propósito da morte e do sentimento de perda. Quase infantil e quase cómica. Mas mostra um sentimento grandioso, absoluto. Preenchendo o Universo.
Tradução encontrada na net, sem indicação de autor
“Pare os relógios, cale o telefone; evite o latido do cão com um osso; emudeça o piano e que o tambor surdo anucie a vinda do caixão, seguido pelo cortejo. Que os aviões voem em círculos, gemendo e que escrevam no céu o anúncio: ele morreu. Ponham laços pretos nos pescoços brancos das pombas de rua e que guardas de trânsito usem finas luvas de breu. Ele era meu Norte, meu Sul, meu Leste, meu oeste. Meus dias úteis, meus finais-de-semana; meu meio dia, meia-noite, minha fala e meu canto… As estrelas não são mais necessárias, apague-as uma por uma. Guarde a lua, desmonte o sol. Despeje o mar e livre-se da floresta. Pois nada mais poderá ser bom como era antes.”
W.H. AudenOutra tradução encontrada na net, sem indicação de autor
Parem os relógios
Cortem o telefone
Impeçam o cão de latir
Silenciem os pianos e com um toque de tambor tragam o caixão
Venham os pranteadores
Voem em círculos os aviões escrevendo no céu a mensagem:
"Ele está morto"
Ponham laços nos pescoços brancos das pombas
Usem os policiais luvas pretas de algodão.
Ele era meu norte, meu sul, meu leste e oeste.
Minha semana de trabalho e meu domingo
Meu meio-dia, minha meia-noite.
Minha conversa, minha canção.
Pensei que o amor fosse eterno, enganei-me.
As estrelas são indesejadas agora, dispensem todas.
Embrulhem a lua e desmantelem o sol
Despejem o oceano e varram o bosque
Pois nada mais agora pode servir.
W.H. Auden
terça-feira, maio 13, 2014
Talvez Deus se veja nas flores silvestres
Como quando, ao fim de muitos anos de agnosticismo, tivesse descoberto Deus debaixo de uma pedra ou numa pequenina flor selvagem azulada, violeta, rubra.
Deus está nos pormenores. Talvez Deus esteja nos pormenores. Seria quase ridículo alguém fazer uma combinação belíssima de tons e de formas numa planta em que ninguém repara, nunca.
Será que Deus é irónico?
É claro que não. Deus não é semelhante aos humanos. É esse o erro de quase todas as religiões.
E muitos desistem de procurar Deus, Deuses, Deusas, em organizações religiosas, que nada têm que não seja humano. Demasiado humano.
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sábado, abril 12, 2014
Boa Páscoa
Para celebrar a Páscoa, deixo aqui dois pensamentos místicos, um católico e outro Yogui, que prevêem e até promovem, a libertação da mente. E que se complementam, como se um continuasse o outro.
O primeiro, do Papa Francisco
"Onde está o teu tesouro?" Porque, "onde estiver o teu tesouro, aí estará o teu coração", como diz o Evangelho. E responde: pode estar no "poder, no dinheiro, no orgulho" ou na "bondade, na beleza, no desejo de fazer o bem". Francisco, citado por Anselmo Borges
Possível tradução: "A pessoa cujo objeto da mente é limitado, está amarrada. Quando o objeto da mente é ilimitado, ela (a mente) não pode ficar dentro de limites. Nesse caso não há prisão, mas sim libertação".
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