Nestes últimos dias de inverno, sente-se já a primavera em Lisboa.
Pela luz, pelas flores das bordas de rua,
Ainda parecidas, às vezes com as bordas das estradas rurais,
Pelo canto e pelo voo dos pássaros
Pela primavera, pelas flores
Pelas andorinhas
Boa primavera!
sábado, março 07, 2015
domingo, março 01, 2015
Os jardins ocultos
Ainda não começou a primavera, mas já se sentem, por Lisboa, os múltiplos aromas dos jardins que se ocultam por detrás dos edifícios.
sábado, fevereiro 14, 2015
O Carnaval e a Beleza do Mundo
Não aprecio as comemorações de Carnaval.
O meu Carnaval será interior, na tranquilidade de ser.
Na contemplação da beleza do mundo
Da beleza visual, escrita, falada, poética,
Da beleza imaginada, sem palavras nem formas,
Da beleza inexprimível
Que tentarei sempre ver e dizer
O meu Carnaval será interior, na tranquilidade de ser.
Na contemplação da beleza do mundo
Da beleza visual, escrita, falada, poética,
Da beleza imaginada, sem palavras nem formas,
Da beleza inexprimível
Que tentarei sempre ver e dizer
quarta-feira, janeiro 07, 2015
Reis Magos
Adoração dos Reis Magos, Hieronymus Bosch, 1495, Museo Nacional del Prado, Madrid, oil on panel, 138 x 144 cm
sábado, dezembro 27, 2014
As Árvores da Terra
Diospireiro. De onde veio esta árvore? Para onde vai?
A da imagem, permanecerá, aparentemente, ali.
Ruiva de frutos sem folhas
Quase fulva e assustada junto dos telhados daquela terra
Eu, que nunca fui de mudanças
Como árvore que sou diospireira
Poucos gostam dos meus frutos
E os poucos que gostam dos meus frutos, adoram-nos
Etiquetas:
Árvores,
Árvores em Flor,
As Árvores da Terra
sexta-feira, outubro 10, 2014
domingo, agosto 10, 2014
À Beleza do Mundo
Alguns pássaros, algumas flores, algumas pessoas, mas estas só às vezes...
Talvez estes seres magnificos sejam a prova da existência de Deus.
E também quereria dizer que Deus tem muito bom gosto.
Como esta fantástica ave, Taiwan Blue Magpie.
Etiquetas:
A Beleza do Mundo,
Aves,
Variedade do Mundo
sexta-feira, agosto 01, 2014
segunda-feira, julho 21, 2014
A Vida nos Bosques ou Viver nos Bosques
Waldo ou A Vida nos Bosques - Thoreau
Walden ou A Vida nos Bosques é uma autobiografia do escritor transcendentalista Henry David Thoreau. A obra é considerada, simultaneamente, como uma declaração de independência pessoal, uma experiência social, uma viagem de descoberta espiritual e um manual para a autossuficiência1 .
Texto escrito na foto:
“I went to the woods because I wished to live deliberately, to front only the essential facts of life, and see if I could not learn what it had to teach, and not, when I came to die, discover that I had not lived. "
Caminho da Mente
“As a single footstep will not make a path on the earth, so a single thought will not make a pathway in the mind. To make a deep physical path, we walk again and again. To make a deep mental path, we must think over and over the kind of thoughts we wish to dominate our lives.”
"Como um único passo não vai fazer um caminho sobre a terra, assim um único pensamento não fará um caminho na mente. Para fazer um caminho físico profundo, andamos de novo. Para abrir um caminho profundo mental, temos de pensar e sobre o tipo de pensamentos que desejamos que dominem nossas vidas."
Henry David Thoreau
sábado, julho 05, 2014
Belo poema Funeral Blues
Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.
Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He Is Dead,
Put crepe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.
He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last for ever: I was wrong.
The stars are not wanted now: put out every one;
Pack up the moon and dismantle the sun;
Pour away the ocean and sweep up the wood.
For nothing now can ever come to any good.
W. H. Auden
Este belo poema apresenta uma invulgar ironia a propósito da morte e do sentimento de perda. Quase infantil e quase cómica. Mas mostra um sentimento grandioso, absoluto. Preenchendo o Universo.
Tradução encontrada na net, sem indicação de autor
“Pare os relógios, cale o telefone; evite o latido do cão com um osso; emudeça o piano e que o tambor surdo anucie a vinda do caixão, seguido pelo cortejo. Que os aviões voem em círculos, gemendo e que escrevam no céu o anúncio: ele morreu. Ponham laços pretos nos pescoços brancos das pombas de rua e que guardas de trânsito usem finas luvas de breu. Ele era meu Norte, meu Sul, meu Leste, meu oeste. Meus dias úteis, meus finais-de-semana; meu meio dia, meia-noite, minha fala e meu canto… As estrelas não são mais necessárias, apague-as uma por uma. Guarde a lua, desmonte o sol. Despeje o mar e livre-se da floresta. Pois nada mais poderá ser bom como era antes.”
W.H. AudenOutra tradução encontrada na net, sem indicação de autor
Parem os relógios
Cortem o telefone
Impeçam o cão de latir
Silenciem os pianos e com um toque de tambor tragam o caixão
Venham os pranteadores
Voem em círculos os aviões escrevendo no céu a mensagem:
"Ele está morto"
Ponham laços nos pescoços brancos das pombas
Usem os policiais luvas pretas de algodão.
Ele era meu norte, meu sul, meu leste e oeste.
Minha semana de trabalho e meu domingo
Meu meio-dia, minha meia-noite.
Minha conversa, minha canção.
Pensei que o amor fosse eterno, enganei-me.
As estrelas são indesejadas agora, dispensem todas.
Embrulhem a lua e desmantelem o sol
Despejem o oceano e varram o bosque
Pois nada mais agora pode servir.
W.H. Auden
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.
Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He Is Dead,
Put crepe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.
He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last for ever: I was wrong.
The stars are not wanted now: put out every one;
Pack up the moon and dismantle the sun;
Pour away the ocean and sweep up the wood.
For nothing now can ever come to any good.
W. H. Auden
Este belo poema apresenta uma invulgar ironia a propósito da morte e do sentimento de perda. Quase infantil e quase cómica. Mas mostra um sentimento grandioso, absoluto. Preenchendo o Universo.
Tradução encontrada na net, sem indicação de autor
“Pare os relógios, cale o telefone; evite o latido do cão com um osso; emudeça o piano e que o tambor surdo anucie a vinda do caixão, seguido pelo cortejo. Que os aviões voem em círculos, gemendo e que escrevam no céu o anúncio: ele morreu. Ponham laços pretos nos pescoços brancos das pombas de rua e que guardas de trânsito usem finas luvas de breu. Ele era meu Norte, meu Sul, meu Leste, meu oeste. Meus dias úteis, meus finais-de-semana; meu meio dia, meia-noite, minha fala e meu canto… As estrelas não são mais necessárias, apague-as uma por uma. Guarde a lua, desmonte o sol. Despeje o mar e livre-se da floresta. Pois nada mais poderá ser bom como era antes.”
W.H. AudenOutra tradução encontrada na net, sem indicação de autor
Parem os relógios
Cortem o telefone
Impeçam o cão de latir
Silenciem os pianos e com um toque de tambor tragam o caixão
Venham os pranteadores
Voem em círculos os aviões escrevendo no céu a mensagem:
"Ele está morto"
Ponham laços nos pescoços brancos das pombas
Usem os policiais luvas pretas de algodão.
Ele era meu norte, meu sul, meu leste e oeste.
Minha semana de trabalho e meu domingo
Meu meio-dia, minha meia-noite.
Minha conversa, minha canção.
Pensei que o amor fosse eterno, enganei-me.
As estrelas são indesejadas agora, dispensem todas.
Embrulhem a lua e desmantelem o sol
Despejem o oceano e varram o bosque
Pois nada mais agora pode servir.
W.H. Auden
terça-feira, maio 13, 2014
Talvez Deus se veja nas flores silvestres
Como quando, ao fim de muitos anos de agnosticismo, tivesse descoberto Deus debaixo de uma pedra ou numa pequenina flor selvagem azulada, violeta, rubra.
Deus está nos pormenores. Talvez Deus esteja nos pormenores. Seria quase ridículo alguém fazer uma combinação belíssima de tons e de formas numa planta em que ninguém repara, nunca.
Será que Deus é irónico?
É claro que não. Deus não é semelhante aos humanos. É esse o erro de quase todas as religiões.
E muitos desistem de procurar Deus, Deuses, Deusas, em organizações religiosas, que nada têm que não seja humano. Demasiado humano.
Etiquetas:
Flores,
Poesia Mística,
Poesia Religião,
Religiões
sábado, abril 12, 2014
Boa Páscoa
Para celebrar a Páscoa, deixo aqui dois pensamentos místicos, um católico e outro Yogui, que prevêem e até promovem, a libertação da mente. E que se complementam, como se um continuasse o outro.
O primeiro, do Papa Francisco
"Onde está o teu tesouro?" Porque, "onde estiver o teu tesouro, aí estará o teu coração", como diz o Evangelho. E responde: pode estar no "poder, no dinheiro, no orgulho" ou na "bondade, na beleza, no desejo de fazer o bem". Francisco, citado por Anselmo Borges
Possível tradução: "A pessoa cujo objeto da mente é limitado, está amarrada. Quando o objeto da mente é ilimitado, ela (a mente) não pode ficar dentro de limites. Nesse caso não há prisão, mas sim libertação".
sexta-feira, março 21, 2014
Natália Correia a cantar
Neste dia da poesia de 2014, muitos partilham no Facebook os mais variados poemas de Natália Correia. Alguns tão difíceis de entender...
Tenho neste blogue, o seu poema que prefiro entre todos
No vídeo, ouvimos Natália a cantar, num tom de brincadeira, uma canção sobtre a Padeira de Aljubarrota. Havia outra sobre a mesma Padeira que também cantava. E muitas açorianas, imitando o sotaque.
era uma pessoa muito engraçada, muito fora deste mundo.
Etiquetas:
A Beleza do Mundo,
Natália Correia,
Poesia
quarta-feira, março 19, 2014
terça-feira, março 04, 2014
Filme de Animação Walt Dysney / Salvador Dali
Escondido nos Arquivos dos Estúdios Disney, estava um projeto de um filme de curta duração com a arte de Walt Disney e Salvador Dali. Em meados dos anos 40, esquematizaram o projeto baseado na arte arte de Dali. Como Dali não tinha dinheiro suficiente para continuar, só foram produzidos 17 segundos.
O sobrinho, Roy Edward Disney, encontrou esse projeto esquecido e realizou-o com a equipe de animação dos Estúdios Disney. — em Los Angeles.
Etiquetas:
Arte,
Arte Contemporânea,
Arte Moderna,
Vídeo
sábado, março 01, 2014
"Gracias a la vida" para cantar: Violeta Parra, Mercedes Sosa e Joan Baez
(Nadinha continua a dar música neste blogue). Para cantar, ver a letra. Duas interpretações diferentes.
Gracias a la vida,
que me ha dado tanto;
me dio dos luceros
que cuando los abro
perfecto distingo
lo negro del blanco,
y en el alto cielo
su fondo estrellado,
y en las multitudes
al hombre que yo amo.
Gracias a la vida,
que me ha dado tanto;
me ha dado el oído
que en todo su ancho
graba, noche y día,
grillos y canarios,
martillos, turbinas,
ladridos, chubascos.
y la voz tan tierna
de mi bienamado.
Gracias a la vida,
que me ha dado tanto;
me ha dado el sonido
y el abecedario.
Con él, las palabras
que pienso y declaro:
"madre", "amigo", "hermano",
y "luz", alumbrando
la ruta del alma
del que estoy amando.
Gracias a la vida,
que me ha dado tanto;
me ha dado la marcha
de mis pies cansados.
Con ellos anduve
ciudades y charcos,
playas y desiertos,
montañas y llanos,
y la casa tuya,
tu calle y tu patio.
Gracias a la vida,
que me ha dado tanto;
me dio el corazón,
que agita su marco
cuando miro el fruto
del cerebro humano,
cuando miro al bueno
tan lejos del malo,
cuando miro el fondo
te tus ojos claros.
Gracias a la vida,
que me ha dado tanto;
me ha dado la risa
y me ha dado el llanto.
Así yo distingo
dicha de quebranto,
los dos materiales
que forman mi canto;
y el canto de ustedes,
que es el mismo canto;
y el canto de todos,
que es mi propio canto.
Gracias a la vida,
que me ha dado tanto.
(É muito interessante ouvir as diferentes interpretações desta cantiga, a de Violeta Parra muito meiga, ainda que revolucionária, a de Mercedes Sosa um tanto lúcida, quase desencantada, a de Joan Baez, muito alegre e entusiástica.)
A própria letra é belíssima.
quarta-feira, fevereiro 12, 2014
Música napolitana Bellissima: Addio a Lugano Bella
PARA CANTAR, LER A LETRA
Addio a Lugano
Addio, Lugano bella,
o dolce terra pia,
scacciati senza colpa
gli anarchici van via
e partono cantando
colla speranza in
cor.
Ed è per voi
sfruttati,
per voi lavoratori,
che siamo ammanettati
al par dei
malfattori;
eppur la nostra idea
non è che idea
d'amor.
Anonimi compagni,
amici che restate,
le verità sociali
da forti propagate:
è questa la vendetta
che noi vi domandiam.
Ma tu che ci discacci
con una vil menzogna,
repubblica borghese,
un dì ne avrai
vergogna
ed oggi t'accusiamo
di fronte
all'avvenir.
Banditi senza tregua,
andrem di terra in
terra
a predicar la pace
ed a bandir la
guerra:
la pace tra gli
oppressi,
la guerra agli
oppressor.
Elvezia, il tuo
governo
schiavo d'altrui si
rende,
di un popolo
gagliardo
le tradizioni offende
e insulta la leggenda
del tuo Guglielmo
Tell.
Addio, cari compagni,
amici luganesi,
addio, bianche di
neve
montagne ticinesi,
i cavalieri erranti
son trascinati al
nord.
(1895)
Pietro Gori
Etiquetas:
Música,
Música Italiana,
Música Napolitana
sexta-feira, janeiro 31, 2014
O Despertar do Buda
"O Grande Despertar tinha chegado. O ser de Gautama transformou-se e ele tornou-se Buda. O acontecimento teve repercursão cósmica. O ar da manhã ressoou com o júbilo de todas as criaturas da criação e a terra tremeu seis vezes de espanto. Dez mil galáxias tremeram de medo enquanto flores de lótus floresciam em todas as árvores, transformando todo o universo num "ramo de flores rodopiando pelos ares"."
Budismo Huston Smith. - Edição do Expresso
domingo, janeiro 26, 2014
Um navio está muito seguro no porto
"Um navio está muito seguro no porto, mas os navios não foram feitos para estarem muito seguros nos portos"
Grace Hopper
Esta é uma tradução livre, de
“A ship in port is safe, but that's not what ships are built for.”
Esta frase, como mil outras, vai aparecer com vários autores, na net, incluindo Fernando Pessoa. Tenho a convicção de que é de Grace Hopper, mulher que se distinguiu ao nível da computação.
domingo, janeiro 19, 2014
A beleza do invisivel
(Foto da Net)
Grãos de areia ampliados 300 vezes.
Quem fez uma beleza tão pequena, que nem a podemos ver? E para quê?
E nunca mais olharemos para um grão de areia como se fosse uma coisa vulgar.
Assinar:
Postagens (Atom)
















