Já aqui foi referido o Priolo, ave canora dos Açores, bem como a luta pela sua preservação.
terça-feira, janeiro 22, 2013
domingo, janeiro 20, 2013
Depois da tempestade
Só em situações muito excecionais as folhas arrancadas das árvores ficam assim em volta das poças de água. Reflete uma casa também verde, com estilo. E o chão. Perto das Amoreiras, em Lisboa.
Após violenta tempestade, saí de casa sem máquina fotográfica, pelo que fiz esta foto com um telemóvel Blackberry. Na verdade, várias das minhas melhores fotos foram feitas com este telemóvel. Como se vê no álbum Navegações no Flickr, partilhado em slides no blogue Terra Imunda.
(Parece mal, mas adoro tempestades).
terça-feira, janeiro 15, 2013
Insónia
Quando às vezes a rósea madrugada nos acorda de terríveis pesadelos ou de torturantes insónias, devolvendo-nos o prazer e a alegria. Com a luz.
Como se a noite nunca tivesse existido, nem os pensamentos soturnos, saudamos um novo dia, uma nova vida, com um sorriso e um café.
E com a sensação de que o sol, o rio e o mar, todos foram colocado nos seus lugares especialmente para o nosso prazer.
segunda-feira, dezembro 31, 2012
2013: nunca desistir dos sonhos, nem dos desejos
Em 2013, deveremos recordar, mais do que nunca, que nunca deveremos desistir dos sonhos, nem muito menos dos nossos desejos.
E que os nossos sonhos e desejos sejam sempre os mais extravagantes.
Mesmo nos dias aparentemente sem importância, poderemos encontrar algo de muito belo, que nos faça desejar descobrir a própria essência da beleza.
Feliz Ano de 2013!
(Foto de Nadinha: Taj Mahal à distância, paisagem vista através das janelas do Forte Vermelho (Agra, 2012). Ampliar, para ver detalhes).
segunda-feira, dezembro 24, 2012
sexta-feira, dezembro 14, 2012
Dia da aletria
Um dia como hoje, tão chuvoso, húmido, aquático e sombrio, desperta-me sempre a nostalgia de navegar. Ou de comer aletria quente, que para mim, desde a infância é a "comida da chuva".
Mas não sei fazer.
A chuva cai torrencialmente sobre o telhado de telhas de ardósia. A aletria quente rescende a doçura ou a maresia, apelando para horizontes distantes, longínquos, para viagens a outro lado, ali de onde a chuva vem.
É doce, macia, sabe a Natal, sabe à infância, sabe ao calor no inverno, sabe a estarmos todos dentro da mesma casa, no conforto, no aconchego do afeto.
Sabe ao passado, sabe ao futuro. Sabe a viver. Sabe à nostalgia de viver, uma das agri-doces sensações de calcorrear os caminhos.
quarta-feira, dezembro 12, 2012
segunda-feira, novembro 19, 2012
Aves do Paraíso
"Conheci a Beleza que não morre
E fiquei triste"
Antero de Quental
Mais uma ave esplendorosa, a Ave do Paraíso, não mítica, mas simultaneamente mítica e real. Como o pássaro Quetzal.
E um prato que a representa,
AQUI
domingo, novembro 11, 2012
FELIZ DIVALI
Hoje é um dos 5 dias do festival Divali, ou festa das luzes, que celebra a vitória do bem contra o mal.
é um dos festivais da lua, que ainda não está cheia, mas há-de estar em breve.
Feliz Divali
é um dos festivais da lua, que ainda não está cheia, mas há-de estar em breve.
Feliz Divali
sábado, novembro 03, 2012
Relax, don't do it!
(Foto da net - Facebook)
Será por acaso que se partilham fotos como esta aos milhões? Fotos de gatinhos?
Talvez seja por isto:
Os gatinhos, quanto mais pequenos melhor, conseguem um relax que lhes dá a imensa flexibilidade própria dos felinos.
Como não somos felinos, não somos capazes deste contorcionismo relaxado, mas somos capazes de descontrair os músculos. Se não pensarmos muito. O pensamento faz-nos endireitar os músculos e a coluna.
Os médicos naturistas diagnosticam que os doentes da coluna são pessoas rígidas. Se a coluna anda rígida, pode partir. Se anda flexível como a dos felinos, não parte, mesmo que eles saltem do 4º andar...
Bom, o relax também tem relação com o fazer - preceito budista: a ação gera violência, não agir é o modo de não gerar violência. Parece que tudo isto se encontra nesta imagem, de forma simples.
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terça-feira, outubro 30, 2012
La Belle Verte
La Belle Verte - versão completa, com legendas em português
Filme francês de 1996, escrito e dirigido por Coline Serreau, que também é a personagem central.
domingo, outubro 28, 2012
DIA DE NADA
VAMOS COMEMORAR O SER HOJE DIA DE NADA
PODE SER COM CHAMPAGNE
OU APENAS COM MUITA ALEGRIA E SEM DEMONSTRAÇÕES EXTERIORES
NOS DIAS DE NADA NÃO SOMOS OBRIGADOS A FAZER NADA
A ESTAR ALEGRES OU TRISTES OU SISUDOS OU RIDENTES
NÃO SOMOS OBRIGADOS A DIZER NADA: SENSATO, ESTÚPIDO, CONVENCIONAL, ABSURDO
NÃO, NOS DIAS DE NADA, COMO NO DIA DE HOJE, PODEMOS COMEMORAR O SIMPLES EXISTIR
MAS TODOS OS DIAS É OFICIALMENTE DIA DE QUALQUER COISA, DA REPÚBLICA, DA MONARQUIA, DO BEM, DO MAL, DA IGREJA, FALTA DE FÉ, DA FÉ...
TODOS OS DIAS É OFICIALMENTE DIA DE QUALQUER COISA
APROPRIARAM-SE DOS NOSSOS DIAS PARA SEREM DIA DE ALGUÉM E NÃO DIAS NOSSOS
APROPRIARAM-SE DAS NOSSAS HORAS PARA SEREM A HORA DOS OUTROS COMO ANTES ERAM AS HORAS DE DEUS
PORQUE AGORA DEUS SÃO OS OUTROS: OS HOMENS DO DINHEIRO, OS HOMENS DO PODER, ELES DESEJAM SER DEUSES
E NÓS, SE CALHAR, DESEJAMOS INCENSAR OS DEUSES:
OS DEUSES DO PROGRESSO, OS DEUSES DA DÍVIDA, OS DEUSES DO PERDÃO DA DÍVIDA
OS DEUSES DA PLUTOCRACIA, OS DEUSES DA DEMONOCRACIA...
OS DEUSES DE NADA. OS DEUSES DE COISA NENHUMA. OS SERES SEM IMPORTÂNCIA.
AS CRIATURAS IMPERFEITAS DO NOSSO DESASSOSSEGO.
AS CRIATURAS IMPERFEITAS DA NOSSA INGENUIDADE
AS CRIATURAS IMPERFEITAS DA NOSSA EXTREMA BONDADE
OS CANALHAS. OS ANDRÓIDES. OS OMPHALONS! OS UMBIGOS DO MUNDO!
OS QUE DESTROEM OS MILHÕES DE UMBIGOS DO MUNDO
OS QUE JULGAM SER OS ÚNICOS UMBIGOS DO MUNDO!
(Espécie de poema em construção - talvez continue)
PODE SER COM CHAMPAGNE
OU APENAS COM MUITA ALEGRIA E SEM DEMONSTRAÇÕES EXTERIORES
NOS DIAS DE NADA NÃO SOMOS OBRIGADOS A FAZER NADA
A ESTAR ALEGRES OU TRISTES OU SISUDOS OU RIDENTES
NÃO SOMOS OBRIGADOS A DIZER NADA: SENSATO, ESTÚPIDO, CONVENCIONAL, ABSURDO
NÃO, NOS DIAS DE NADA, COMO NO DIA DE HOJE, PODEMOS COMEMORAR O SIMPLES EXISTIR
MAS TODOS OS DIAS É OFICIALMENTE DIA DE QUALQUER COISA, DA REPÚBLICA, DA MONARQUIA, DO BEM, DO MAL, DA IGREJA, FALTA DE FÉ, DA FÉ...
TODOS OS DIAS É OFICIALMENTE DIA DE QUALQUER COISA
APROPRIARAM-SE DOS NOSSOS DIAS PARA SEREM DIA DE ALGUÉM E NÃO DIAS NOSSOS
APROPRIARAM-SE DAS NOSSAS HORAS PARA SEREM A HORA DOS OUTROS COMO ANTES ERAM AS HORAS DE DEUS
PORQUE AGORA DEUS SÃO OS OUTROS: OS HOMENS DO DINHEIRO, OS HOMENS DO PODER, ELES DESEJAM SER DEUSES
E NÓS, SE CALHAR, DESEJAMOS INCENSAR OS DEUSES:
OS DEUSES DO PROGRESSO, OS DEUSES DA DÍVIDA, OS DEUSES DO PERDÃO DA DÍVIDA
OS DEUSES DA PLUTOCRACIA, OS DEUSES DA DEMONOCRACIA...
OS DEUSES DE NADA. OS DEUSES DE COISA NENHUMA. OS SERES SEM IMPORTÂNCIA.
AS CRIATURAS IMPERFEITAS DO NOSSO DESASSOSSEGO.
AS CRIATURAS IMPERFEITAS DA NOSSA INGENUIDADE
AS CRIATURAS IMPERFEITAS DA NOSSA EXTREMA BONDADE
OS CANALHAS. OS ANDRÓIDES. OS OMPHALONS! OS UMBIGOS DO MUNDO!
OS QUE DESTROEM OS MILHÕES DE UMBIGOS DO MUNDO
OS QUE JULGAM SER OS ÚNICOS UMBIGOS DO MUNDO!
(Espécie de poema em construção - talvez continue)
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sábado, outubro 20, 2012
Pássaro Quetzal Resplandecente - entre a realidade e o mito
Este é o pássaro Quetzal Resplandecente, ave sagrada dos Maias. A palavra significava "penas da cauda" e os reis usavam cocares feitos com elas. É também designado por serpente de penas.
Os Maias acreditavam que não sobrevivia em cativeiro, pelo que o consideravam o próprio símbolo da liberdade. Assim, capturavam-no, arrancavam-lhe as penas e voltavam a libertá-lo para que as regenerasse. Vive atualmente em zoos, é já muito raro na natureza por ser muito perseguidos por caçadores.
Tem uma relação simbiótica com os abacates selvagens, que engole inteiros, disseminando as sementes, permitindo a sua reprodução.
A Guatemala valoriza-o ao escolhê-lo para pássaro nacional e ao dar o seu nome à moeda local.
As penas da cauda do macho foram usadas como dinheiro em variadas terras, desde o Novo México até ao sul dos Andes.
Enfim, é tão belo, que se situa entre a realidade e o mito. A realidade nunca nos parece assim tão esplendorosa. Nem, muito menos, resplandecente.
(Foto da net)
Ver também neste blogue Aves do Paraíso
sexta-feira, outubro 19, 2012
Tempo bem vivido, tempo mal vivido
Antes de haver Internet, fixei de memória uma ideia, sem fixar a citação, creio que de Luís António Verney, a não ser que fosse de António Vieira. Sei que era mencionada num livro de estudo chamado Seleta Literária...
A ideia é esta:
Quando um período da nossa vida é bem vivido, temos a impressão, enquanto o vivemos, de que o tempo voa, mas, quando o recordamos, temos a impressão de que foi muito longo e preenchido (imaginem uma semana de férias em viagem, por exemplo, que parece mais cheio do que o ano inteiro).
Inversamente, um tempo mal vivido parece que se arrasta indefinidamente, os dias nunca mais acabam, mas, quando o recordamos, temos a impressão de que esse tempo nem existiu, pois não há nada a recordar.
Se alguém souber o autor e a citação exata (se tiver a tal seleta Literária), que diga.
terça-feira, outubro 16, 2012
Iluminuras
Guillaume Vrelant (Pintor e iluminista do Século XV)
Frontispiece of Book IX by Valère Maxime
A imagem representa os banhos públicos (medievais), locais e motivos de pazer, como se vê claramente na imagem.
segunda-feira, outubro 15, 2012
Maternidade espiritual? Que outra maternidade? "L'amour en plus"
O que é ser mãe? O que é ser filho? Talvez dar leitinho? A estes patinhos?
Vejamos:
Elisabeth Badinter, no seu livro O Amor Incerto: História do Amor Maternal do sec. XVII ao sec. XX, (*) demonstra que o amor maternal não é natural, antes uma criação cultural, algo de adquirido pela civilização. O livro só se refere a pessoas, mas os animais parecem querer dizer-nos algo mais. Civilização? Aquisição cultural?
"1780: o tenente de polícia Lenoir constata, não sem amargura, que das 21 mil crianças que nascem anualmente em Paris, apenas mil são amamentadas pela mãe. Outras mil, privilegiadas, são amamentadas por amas-de-leite residentes. Todas as outras deixam o seio materno para serem criadas no domicílio mais ou menos distante de uma ama mercenária. São numerosas as crianças que morrerão sem ter jamais conhecido o olhar da mãe. As que voltarão, alguns anos mais tarde, ao teto familiar, descobrirão uma estranha: aquela que lhes deu à luz. Nada prova que esses reencontros tenham sido vividos com alegria, nem que a mãe tenha se apressado em saciar uma necessidade de ternura que hoje nos parece natural. Lendo os números do tenente de polícia da capital, não podemos deixar de fazer uma pergunta: como explicar esse abandono do bebê numa época em que o leite e os cuidados maternos representam para ele uma maior possibilidade de sobrevivência? Como justificar tamanho desinteresse pelo filho, tão contrário aos nossos valores atuais? As mulheres do Antigo Regime terão agido sempre assim? Por que razões a indiferente do século XVIII transformou-se em mãe coruja nos séculos XIX e XX? Estranho fenômeno, essa variação das atitudes maternas, que contradiz a idéia generalizada de um instinto próprio tanto da fêmea como da mulher! "
(*) "L'amour en plus", tradução Elisabeth Badinter, O Amor Incerto: História do Amor Maternal do sec. XVII ao sec. XX.- Lisboa 1998. - Editor: Relógio D' Água
quinta-feira, outubro 11, 2012
O mundo na minha pobre secretária
Gosto de pisa-papéis (ou pesa-papéis, esta coisa da foto com o pássaro). Gosto de mapas-mundos e de globos terrestres. E de navegações.
O meu pequeno mundo, digamos assim...
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