Hoje é um dos 5 dias do festival Divali, ou festa das luzes, que celebra a vitória do bem contra o mal.
é um dos festivais da lua, que ainda não está cheia, mas há-de estar em breve.
Será por acaso que se partilham fotos como esta aos milhões? Fotos de gatinhos?
Talvez seja por isto:
Os gatinhos, quanto mais pequenos melhor, conseguem um relax que lhes dá a imensa flexibilidade própria dos felinos.
Como não somos felinos, não somos capazes deste contorcionismo relaxado, mas somos capazes de descontrair os músculos. Se não pensarmos muito. O pensamento faz-nos endireitar os músculos e a coluna.
Os médicos naturistas diagnosticam que os doentes da coluna são pessoas rígidas. Se a coluna anda rígida, pode partir. Se anda flexível como a dos felinos, não parte, mesmo que eles saltem do 4º andar...
Bom, o relax também tem relação com o fazer - preceito budista: a ação gera violência, não agir é o modo de não gerar violência. Parece que tudo isto se encontra nesta imagem, de forma simples.
La Belle Verte - versão completa, com legendas em português Filme francês de 1996, escrito e dirigido por Coline Serreau, que também é a personagem central.
VAMOS COMEMORAR O SER HOJE DIA DE NADA PODE SER COM CHAMPAGNE OU APENAS COM MUITA ALEGRIA E SEM DEMONSTRAÇÕES EXTERIORES NOS DIAS DE NADA NÃO SOMOS OBRIGADOS A FAZER NADA A ESTAR ALEGRES OU TRISTES OU SISUDOS OU RIDENTES NÃO SOMOS OBRIGADOS A DIZER NADA: SENSATO, ESTÚPIDO, CONVENCIONAL, ABSURDO NÃO, NOS DIAS DE NADA, COMO NO DIA DE HOJE, PODEMOS COMEMORAR O SIMPLES EXISTIR MAS TODOS OS DIAS É OFICIALMENTE DIA DE QUALQUER COISA, DA REPÚBLICA, DA MONARQUIA, DO BEM, DO MAL, DA IGREJA, FALTA DE FÉ, DA FÉ... TODOS OS DIAS É OFICIALMENTE DIA DE QUALQUER COISA APROPRIARAM-SE DOS NOSSOS DIAS PARA SEREM DIA DE ALGUÉM E NÃO DIAS NOSSOS APROPRIARAM-SE DAS NOSSAS HORAS PARA SEREM A HORA DOS OUTROS COMO ANTES ERAM AS HORAS DE DEUS PORQUE AGORA DEUS SÃO OS OUTROS: OS HOMENS DO DINHEIRO, OS HOMENS DO PODER, ELES DESEJAM SER DEUSES E NÓS, SE CALHAR, DESEJAMOS INCENSAR OS DEUSES: OS DEUSES DO PROGRESSO, OS DEUSES DA DÍVIDA, OS DEUSES DO PERDÃO DA DÍVIDA OS DEUSES DA PLUTOCRACIA, OS DEUSES DA DEMONOCRACIA... OS DEUSES DE NADA. OS DEUSES DE COISA NENHUMA. OS SERES SEM IMPORTÂNCIA. AS CRIATURAS IMPERFEITAS DO NOSSO DESASSOSSEGO. AS CRIATURAS IMPERFEITAS DA NOSSA INGENUIDADE AS CRIATURAS IMPERFEITAS DA NOSSA EXTREMA BONDADE OS CANALHAS. OS ANDRÓIDES. OS OMPHALONS! OS UMBIGOS DO MUNDO! OS QUE DESTROEM OS MILHÕES DE UMBIGOS DO MUNDO OS QUE JULGAM SER OS ÚNICOS UMBIGOS DO MUNDO! (Espécie de poema em construção - talvez continue)
Este é o pássaro Quetzal Resplandecente, ave sagrada dos Maias. A palavra significava "penas da cauda" e os reis usavam cocares feitos com elas. É também designado por serpente de penas.
Os Maias acreditavam que não sobrevivia em cativeiro, pelo que o consideravam o próprio símbolo da liberdade. Assim, capturavam-no, arrancavam-lhe as penas e voltavam a libertá-lo para que as regenerasse. Vive atualmente em zoos, é já muito raro na natureza por ser muito perseguidos por caçadores.
Tem uma relação simbiótica com os abacates selvagens, que engole inteiros, disseminando as sementes, permitindo a sua reprodução.
A Guatemala valoriza-o ao escolhê-lo para pássaro nacional e ao dar o seu nome à moeda local.
As penas da cauda do macho foram usadas como dinheiro em variadas terras, desde o Novo México até ao sul dos Andes.
Enfim, é tão belo, que se situa entre a realidade e o mito. A realidade nunca nos parece assim tão esplendorosa. Nem, muito menos, resplandecente.
Antes de haver Internet, fixei de memória uma ideia, sem fixar a citação, creio que de Luís António Verney, a não ser que fosse de António Vieira. Sei que era mencionada num livro de estudo chamado Seleta Literária...
A ideia é esta:
Quando um período da nossa vida é bem vivido, temos a impressão, enquanto o vivemos, de que o tempo voa, mas, quando o recordamos, temos a impressão de que foi muito longo e preenchido (imaginem uma semana de férias em viagem, por exemplo, que parece mais cheio do que o ano inteiro).
Inversamente, um tempo mal vivido parece que se arrasta indefinidamente, os dias nunca mais acabam, mas, quando o recordamos, temos a impressão de que esse tempo nem existiu, pois não há nada a recordar.
Se alguém souber o autor e a citação exata (se tiver a tal seleta Literária), que diga.
O que é ser mãe? O que é ser filho? Talvez dar leitinho? A estes patinhos?
Vejamos:
Elisabeth Badinter, no seu livro O Amor Incerto: História do Amor Maternal do sec. XVII ao sec. XX, (*) demonstra que o amor maternal não é natural, antes uma criação cultural, algo de adquirido pela civilização. O livro só se refere a pessoas, mas os animais parecem querer dizer-nos algo mais. Civilização? Aquisição cultural?
Fica aqui uma citação do prefácio em brasileiro e o respetivo link:
"1780: o tenente de polícia Lenoir constata, não sem amargura, que das 21 mil crianças que nascem anualmente em Paris, apenas mil são amamentadas pela mãe. Outras mil, privilegiadas, são amamentadas por amas-de-leite residentes. Todas as outras deixam o seio materno para serem criadas no domicílio mais ou menos distante de uma ama mercenária. São numerosas as crianças que morrerão sem ter jamais conhecido o olhar da mãe. As que voltarão, alguns anos mais tarde, ao teto familiar, descobrirão uma estranha: aquela que lhes deu à luz. Nada prova que esses reencontros tenham sido vividos com alegria, nem que a mãe tenha se apressado em saciar uma necessidade de ternura que hoje nos parece natural. Lendo os números do tenente de polícia da capital, não podemos deixar de fazer uma pergunta: como explicar esse abandono do bebê numa época em que o leite e os cuidados maternos representam para ele uma maior possibilidade de sobrevivência? Como justificar tamanho desinteresse pelo filho, tão contrário aos nossos valores atuais? As mulheres do Antigo Regime terão agido sempre assim? Por que razões a indiferente do século XVIII transformou-se em mãe coruja nos séculos XIX e XX? Estranho fenômeno, essa variação das atitudes maternas, que contradiz a idéia generalizada de um instinto próprio tanto da fêmea como da mulher! "
(*)"L'amour en plus", tradução Elisabeth Badinter, O Amor Incerto: História do Amor Maternal do sec. XVII ao sec. XX.- Lisboa1998. - Editor: Relógio D' Água
Música de Lopes Graça Versos de José João Cochofel
"Sem frases de desânimo, Nem complicaçõesde alma, Que o teu corpoagora fale, Presente e seguro do que vale.
Pedra em quea vida se alicerça, Argamassae nervo, Pega-lhe como um senhor E nunca como um servo.
Não seja o travordas lágrimas Capaz de embargar-te a voz; Que a boca a sorrirnão mate Nos lábioso brado de combate.
Olha que a vida nos acena Para alémda luta. Canta os sonhos com que esperas, Que o espelho da vidanos escuta." Foi esta a canção cantada por Ana Maria Pinto, cantora líricaque regressou em abril a Portugal, depoisde sete anos a estudare a viver em Berlim
Ando a ler com entusiasmo e prazer o livro Volta ao Mundo em 80 dias, de Michael Palin.
Este elemento do grupo de humoristas ingleses Monthy Pyton decidiu repetir a volta ao mundo em 80 dias, de Júlio Verne, desta vez acompanhado de uma experiente equipa de televisão da BBC, que irá filmar quase tudo.
Para além do livro existe o programa televisivo. Que gostaria de ver.
Procura repetir o percurso de Phileas Fogg, mas está tudo muito diferente. Para além de que Phileas Fogg era uma personagem de ficção. Pelo que li até agora, atrasou-se 8 dias até chegar a Bombaim...
O livro está bem escrito, lê-se com o entusiasmo de quem acompanha uma aventura e apresenta a vantagem de, na sua maior parte, narrar viagens por mar.
É difícil. Nunca acontece nada no mar. E quando acontece, não fica nada nem ninguém para o contar.
Apresento aqui, também, um excerto em vídeo, da travessia do mar Vermelho num pequeno barco, sem cobertura.
Acordai de Lopes Graça, que cantei no Coral de Letras da Universidade do Porto, cantada na manifestação / vigília em frente a São Bento, em 21 de setembro de 2012.
"Acordai,
Homens que dormis
A embalar a dor
dos silêncios vis!
Vinde, no clamor
Das almas viris,
Arrancar a flor
Que dorme na raiz!
Acordai,
Raios e tufões
Que dormis no ar
E nas multidões!
Vinde incendiar
De astros e canções
As pedras e o mar,
O mundo e os corações!
Acordai!
Acendei,
De almas e de sóis
Este mar sem cais,
Nem luz de faróis!
E acordai, depois
Das lutas finais,
Os nossos heróis
Que dormem nos covais
Acordai!"
Faz hoje 150 anos (22 de Agosto de 1862) que morreu o compositor francês Claude Debussy.
Segundo Pierre Boulez, a sua obra, aqui incluída, Prélude à l'après midi d' un faune (Prelúdio à tarde de um fauno), baseado no poema de Mallarmé com o mesmo nome, seria a primeira música verdadeiramente moderna. Inconformado com as normas e revolucionário em termos musicais, também considerado impressionista, influenciou músicos como: Ravel, Béla Bartók, Manuel de Falla, Heitor Villa-Lobos.
Este vídeo faz acompanhar a música de pinturas impressionistas (o impressionismo foi particularmente interessante na pintura).
A Nadinha é a minha pseudo-heterónima. É a protagonista das minhas viagens marítimas, as reais e as sonhadas.
Quanto a mim, considero-me uma neófita na vida e em tudo.
Todos os textos e fotos aqui apresentados, ou são originais, ou é indicado o seu autor.