sábado, outubro 20, 2012

Pássaro Quetzal Resplandecente - entre a realidade e o mito




Este é o pássaro Quetzal Resplandecente, ave sagrada dos Maias. A palavra significava "penas da cauda" e os reis usavam cocares feitos com elas. É também designado por serpente de penas.

Os Maias acreditavam que não sobrevivia em cativeiro, pelo que o consideravam o próprio símbolo da liberdade. Assim, capturavam-no, arrancavam-lhe as penas e voltavam a libertá-lo para que as regenerasse. Vive atualmente em zoos, é já muito raro na natureza por ser muito perseguidos por caçadores.

Tem uma relação simbiótica com os abacates selvagens, que engole inteiros, disseminando as sementes,  permitindo a sua reprodução.

A Guatemala valoriza-o ao escolhê-lo para pássaro nacional e ao dar o seu nome à moeda local.

As penas da cauda do macho foram usadas como dinheiro em variadas terras, desde o Novo México até ao sul dos Andes.

Enfim, é tão belo, que se situa entre a realidade e o mito. A realidade nunca nos parece assim tão esplendorosa. Nem, muito menos, resplandecente.

VER AQUI EM INGLÊS

(Foto da net)

Ver também neste blogue Aves do Paraíso

sexta-feira, outubro 19, 2012

Tempo bem vivido, tempo mal vivido



Antes de haver Internet, fixei de memória uma ideia, sem fixar a citação, creio que de Luís António Verney, a não ser que fosse de António Vieira. Sei que era mencionada num livro de estudo chamado Seleta Literária...

A ideia é esta: 

Quando um período da nossa vida é bem vivido, temos a impressão, enquanto o vivemos, de que o tempo voa, mas, quando o recordamos, temos a impressão de que foi muito longo e preenchido (imaginem uma semana de férias em viagem, por exemplo, que parece mais cheio do que o ano inteiro).

Inversamente, um tempo mal vivido parece que se arrasta indefinidamente, os dias nunca mais acabam, mas, quando o recordamos, temos a impressão de que esse tempo nem existiu, pois não há nada a recordar.

Se alguém souber o autor e a citação exata (se tiver a tal seleta Literária), que diga.

terça-feira, outubro 16, 2012

Iluminuras






Guillaume Vrelant (Pintor e iluminista do Século XV)

Frontispiece of Book IX by Valère Maxime

A imagem representa os banhos públicos (medievais), locais e motivos de pazer, como se vê claramente na imagem.



segunda-feira, outubro 15, 2012

Maternidade espiritual? Que outra maternidade? "L'amour en plus"



O que é ser mãe? O que é ser filho? Talvez dar leitinho? A estes patinhos?

Vejamos:

Elisabeth Badinter, no seu livro O Amor Incerto: História do Amor Maternal do sec. XVII ao sec. XX, (*) demonstra que o amor maternal não é natural, antes uma criação cultural, algo de adquirido pela civilização. O livro só se refere a pessoas, mas os animais parecem querer dizer-nos algo mais. Civilização? Aquisição cultural?


Fica aqui uma citação do prefácio em brasileiro e o respetivo link:

"1780: o tenente de polícia Lenoir constata, não sem amargura, que das 21 mil crianças que nascem anualmente em Paris, apenas mil são amamentadas pela mãe. Outras mil, privilegiadas, são amamentadas por amas-de-leite residentes. Todas as outras deixam o seio materno para serem criadas no domicílio mais ou menos distante de uma ama mercenária. São numerosas as crianças que morrerão sem ter jamais conhecido o olhar da mãe. As que voltarão, alguns anos mais tarde, ao teto familiar, descobrirão uma estranha: aquela que lhes deu à luz. Nada prova que esses reencontros tenham sido vividos com alegria, nem que a mãe tenha se apressado em saciar uma necessidade de ternura que hoje nos parece natural. Lendo os números do tenente de polícia da capital, não podemos deixar de fazer uma pergunta: como explicar esse abandono do bebê numa época em que o leite e os cuidados maternos representam para ele uma maior possibilidade de sobrevivência? Como justificar tamanho desinteresse pelo filho, tão contrário aos nossos valores atuais? As mulheres do Antigo Regime terão agido sempre assim? Por que razões a indiferente do século XVIII transformou-se em mãe coruja nos séculos XIX e XX? Estranho fenômeno, essa variação das atitudes maternas, que contradiz a idéia generalizada de um instinto próprio tanto da fêmea como da mulher! "



(*) "L'amour en plus", tradução Elisabeth Badinter,  O Amor Incerto: História do Amor Maternal do sec. XVII ao sec. XX.- Lisboa 1998. - Editor: Relógio D' Água



quinta-feira, outubro 11, 2012

O mundo na minha pobre secretária






Gosto de pisa-papéis (ou pesa-papéis, esta coisa da foto com o pássaro). Gosto de mapas-mundos e de globos terrestres. E de navegações.

O meu pequeno mundo, digamos assim...


domingo, outubro 07, 2012

Firmeza




Firmeza

Música de Lopes Graça 
Versos de José João Cochofel

"Sem frases 
de desânimo,
Nem complicações
 de alma,
Que o teu corpo
 agora fale,
Presente e seguro
 do que vale.

Pedra em que
 a vida se alicerça,
Argamassa
 e nervo,
Pega-lhe como
 um senhor
E nunca 
como um servo.

Não seja o travor
 das lágrimas
Capaz de embargar
-te a voz;
Que a boca a sorrir
 não mate
Nos lábios
 o brado de combate.

Olha que a vida 
nos acena
Para além
 da luta.
Canta os sonhos 
com que esperas,
Que o espelho da vida
 nos escuta."

sexta-feira, outubro 05, 2012

Contestações do 5 de Outubro: Tanta hipocrisia já chateia



Firmeza

Música de Lopes Graça 
Versos de José João Cochofel

"Sem frases
de desânimo,
Nem complicações
de alma,
Que o teu corpo
agora fale,
Presente e seguro
do que vale.

Pedra em que
a vida se alicerça,
Argamassa
e nervo,
Pega-lhe como
um senhor
E nunca
como um servo.

Não seja o travor
das lágrimas
Capaz de embargar
-te a voz;
Que a boca a sorrir
não mate
Nos lábios
o brado de combate.

Olha que a vida
nos acena
Para além
da luta.
Canta os sonhos
com que esperas,
Que o espelho da vida
nos escuta."

Foi esta a canção cantada por Ana Maria Pinto, cantora lírica que regressou em abril a Portugal, depois de sete anos a estudar e a viver em Berlim

domingo, setembro 30, 2012

Menina do Mar


Está no Museu da Fundação Calouste Gulbenkian, chama-se Menina do Mar, é da autoria de Lalique.
É linda.

terça-feira, setembro 25, 2012

UMA DAS POUCAS COISAS QUE APRENDI NESTA [adjetivos vários] VIDA É QUE, QUASE TUDO QUE FAZEMOS DE ERRADO, PODE SER ALTERADO LOGO A SEGUIR

domingo, setembro 23, 2012

Michael Palin repete viagem de Jules Verne




Ando a ler com entusiasmo e prazer o livro Volta ao Mundo em 80 dias, de Michael Palin.
Este elemento do grupo de humoristas ingleses Monthy Pyton decidiu repetir a volta ao mundo em 80 dias, de Júlio Verne, desta vez acompanhado de uma experiente equipa de televisão da BBC, que irá filmar quase tudo.

Para além do livro existe o programa televisivo. Que gostaria de ver.

Procura repetir o percurso de Phileas Fogg, mas está tudo muito diferente. Para além de que Phileas Fogg era uma personagem de ficção. Pelo que li até agora, atrasou-se 8 dias até chegar a Bombaim...

O livro está bem escrito, lê-se com o entusiasmo de quem acompanha uma aventura e apresenta a vantagem de, na sua maior parte, narrar viagens por mar.

É difícil. Nunca acontece nada no mar. E quando acontece, não fica nada nem ninguém para o contar.

Apresento aqui, também, um excerto em vídeo, da travessia do mar Vermelho num pequeno barco, sem cobertura.

sexta-feira, setembro 21, 2012

ACORDAI!!!



Acordai de Lopes Graça, que cantei no Coral de Letras da Universidade do Porto, cantada na manifestação  / vigília em frente a São Bento, em 21 de setembro de 2012.



"Acordai,
Homens que dormis
A embalar a dor
dos silêncios vis!
Vinde, no clamor
Das almas viris,
Arrancar a flor
Que dorme na raiz!

Acordai,
Raios e tufões
Que dormis no ar
E nas multidões!
Vinde incendiar
De astros e canções
As pedras e o mar,
O mundo e os corações!

Acordai!
Acendei,
De almas e de sóis
Este mar sem cais,
Nem luz de faróis!
E acordai, depois
Das lutas finais,
Os nossos heróis
Que dormem nos covais
Acordai!"

quarta-feira, agosto 22, 2012

Debussy




Faz hoje 150 anos (22 de Agosto de 1862) que morreu o compositor francês Claude Debussy. 


Segundo Pierre Boulez, a sua obra, aqui incluída, Prélude à l'après midi d' un faune (Prelúdio à tarde de um fauno), baseado no poema de Mallarmé com o mesmo nome, seria a primeira música verdadeiramente moderna. Inconformado com as normas e revolucionário em termos musicais, também considerado impressionista, influenciou músicos como: RavelBéla Bartók, Manuel de Falla, Heitor Villa-Lobos.

Este vídeo faz acompanhar a música de pinturas impressionistas (o impressionismo foi particularmente interessante na pintura).

sábado, agosto 18, 2012

India





Nem tudo sao rosas, mas tambem existem as rosas.

quinta-feira, agosto 16, 2012

India



Veem se muitos passaros em toda a parte e tambem dentro dos templos a cantar. Entram e saem quando lhes apetece. Nao tem tanto medo das pessoas como os passaros dos outros paises.

sábado, agosto 11, 2012

Surpresa no blogue: esperem!

Para os apreciadores deste blogue, haverá uma surpresa a partir do dia 14 de Agosto, o mais tardar. 
Passem por aqui.
Ciao Amori!

domingo, agosto 05, 2012

Deus

Não consigo acreditar num deus único e macho, porque não venero o princípio masculino.

quarta-feira, agosto 01, 2012

Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos





Para a minha mãe, que morreu, faz hoje demasiados anos. Muitas pessoas conheço melhor e há muito mais tempo do que a conheci. Gostava de animais, era bondosa... como a personagem aqui referida. Pouco mais sei...

"Que o pai seja pelo menos o universo / e a mãe seja, no mínimo a terra" como diz a canção O Amor de Caetano Veloso.



"Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos,
se não tiver amor, sou como um bronze que soa
ou um címbalo que retine."

Carta de S. Paulo aos Coríntios, Novo Testamento.

sábado, julho 28, 2012

Férias


A deliciosa solidão e a maravilhosa despreocupação das férias.
Não ser obrigado a aturar ninguém, por muito que amemos aqueles que aturamos.
Não ter nada para fazer... 

Mas talvez este dolce far niente só seja bom se for temporário.

domingo, julho 22, 2012

O tempo que escorre





A recordação dos dias intensamente vividos, incluindo aqueles em que procuramos ativamente a beleza, permite-nos  suportar  o tempo que escorre




(Foto tirada a bordo do navio (lugre) Príncipe Perfeito. Tall Ship Race - Lisboa 2012)

Chegar a casa



Estes grandes navios à vela fazem sonhar ... sonhar com nada, sonhar com tudo
Sonhar com  a partida para longes terras, sonhar viver para sempre sobre as águas.


(Foto tirada a bordo do navio (lugre) Príncipe Perfeito. Vê-se o navio escola Sagres a ser ultrapassado por outro. (Tall Ship Race - Lisboa 2012))