Música de Lopes Graça Versos de José João Cochofel
"Sem frases de desânimo, Nem complicaçõesde alma, Que o teu corpoagora fale, Presente e seguro do que vale.
Pedra em quea vida se alicerça, Argamassae nervo, Pega-lhe como um senhor E nunca como um servo.
Não seja o travordas lágrimas Capaz de embargar-te a voz; Que a boca a sorrirnão mate Nos lábioso brado de combate.
Olha que a vida nos acena Para alémda luta. Canta os sonhos com que esperas, Que o espelho da vidanos escuta." Foi esta a canção cantada por Ana Maria Pinto, cantora líricaque regressou em abril a Portugal, depoisde sete anos a estudare a viver em Berlim
Ando a ler com entusiasmo e prazer o livro Volta ao Mundo em 80 dias, de Michael Palin.
Este elemento do grupo de humoristas ingleses Monthy Pyton decidiu repetir a volta ao mundo em 80 dias, de Júlio Verne, desta vez acompanhado de uma experiente equipa de televisão da BBC, que irá filmar quase tudo.
Para além do livro existe o programa televisivo. Que gostaria de ver.
Procura repetir o percurso de Phileas Fogg, mas está tudo muito diferente. Para além de que Phileas Fogg era uma personagem de ficção. Pelo que li até agora, atrasou-se 8 dias até chegar a Bombaim...
O livro está bem escrito, lê-se com o entusiasmo de quem acompanha uma aventura e apresenta a vantagem de, na sua maior parte, narrar viagens por mar.
É difícil. Nunca acontece nada no mar. E quando acontece, não fica nada nem ninguém para o contar.
Apresento aqui, também, um excerto em vídeo, da travessia do mar Vermelho num pequeno barco, sem cobertura.
Acordai de Lopes Graça, que cantei no Coral de Letras da Universidade do Porto, cantada na manifestação / vigília em frente a São Bento, em 21 de setembro de 2012.
"Acordai,
Homens que dormis
A embalar a dor
dos silêncios vis!
Vinde, no clamor
Das almas viris,
Arrancar a flor
Que dorme na raiz!
Acordai,
Raios e tufões
Que dormis no ar
E nas multidões!
Vinde incendiar
De astros e canções
As pedras e o mar,
O mundo e os corações!
Acordai!
Acendei,
De almas e de sóis
Este mar sem cais,
Nem luz de faróis!
E acordai, depois
Das lutas finais,
Os nossos heróis
Que dormem nos covais
Acordai!"
Faz hoje 150 anos (22 de Agosto de 1862) que morreu o compositor francês Claude Debussy.
Segundo Pierre Boulez, a sua obra, aqui incluída, Prélude à l'après midi d' un faune (Prelúdio à tarde de um fauno), baseado no poema de Mallarmé com o mesmo nome, seria a primeira música verdadeiramente moderna. Inconformado com as normas e revolucionário em termos musicais, também considerado impressionista, influenciou músicos como: Ravel, Béla Bartók, Manuel de Falla, Heitor Villa-Lobos.
Este vídeo faz acompanhar a música de pinturas impressionistas (o impressionismo foi particularmente interessante na pintura).
Veem se muitos passaros em toda a parte e tambem dentro dos templos a cantar. Entram e saem quando lhes apetece. Nao tem tanto medo das pessoas como os passaros dos outros paises.
Para a minha mãe, que morreu, faz hoje demasiados anos. Muitas pessoas conheço melhor e há muito mais tempo do que a conheci. Gostava de animais, era bondosa... como a personagem aqui referida. Pouco mais sei...
"Que o pai seja pelo menos o universo / e a mãe seja, no mínimo a terra" como diz a canção O Amor de Caetano Veloso.
"Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos,
Estes grandes navios à vela fazem sonhar ... sonhar com nada, sonhar com tudo Sonhar com a partida para longes terras, sonhar viver para sempre sobre as águas.
(Foto tirada a bordo do navio (lugre) Príncipe Perfeito. Vê-se o navio escola Sagres a ser ultrapassado por outro. (Tall Ship Race - Lisboa 2012))
Creio que foi o ser humano que inventou a meiguice, as expressões do afeto. E que as transmitiu aos animais domésticos. Que as transmitiram uns aos outros e ainda aos animais não domésticos. Mas o único defeito do amor é essa tendência para domesticar tudo e todos: amantes e amados... E vice-versa.
Nadinha, ou seja, Graciete Nobre
Como se nota, claramente, na foto.
P.S.: Afecto às Catenárias: expressão relativa aos comboios. Significa que algo está exclusivamente destinado às catenárias (aqueles fios elétricos que vemos por cima das carruagens). Pode ser uma carruagem destinada a consertar as peças, ou assim, etc. Pelo novo acordo ortográfico, tudo se mantém: afeto às catenárias.
A Nadinha é a minha pseudo-heterónima. É a protagonista das minhas viagens marítimas, as reais e as sonhadas.
Quanto a mim, considero-me uma neófita na vida e em tudo.
Todos os textos e fotos aqui apresentados, ou são originais, ou é indicado o seu autor.