Estes grandes navios à vela fazem sonhar ... sonhar com nada, sonhar com tudo Sonhar com a partida para longes terras, sonhar viver para sempre sobre as águas.
(Foto tirada a bordo do navio (lugre) Príncipe Perfeito. Vê-se o navio escola Sagres a ser ultrapassado por outro. (Tall Ship Race - Lisboa 2012))
Creio que foi o ser humano que inventou a meiguice, as expressões do afeto. E que as transmitiu aos animais domésticos. Que as transmitiram uns aos outros e ainda aos animais não domésticos. Mas o único defeito do amor é essa tendência para domesticar tudo e todos: amantes e amados... E vice-versa.
Nadinha, ou seja, Graciete Nobre
Como se nota, claramente, na foto.
P.S.: Afecto às Catenárias: expressão relativa aos comboios. Significa que algo está exclusivamente destinado às catenárias (aqueles fios elétricos que vemos por cima das carruagens). Pode ser uma carruagem destinada a consertar as peças, ou assim, etc. Pelo novo acordo ortográfico, tudo se mantém: afeto às catenárias.
Surpreendemo-nos com o que às vezes nos parece outra coisa. Como é o caso desta orquídea: "Orquídea Cara de Macaco", Monkey Face Orchidy. AQUI
Por que razão existe neste planeta uma orquídea que parece a cara de um macaco? Por que razão estas semelhanças podem aparecer agora, com a Internet e vulgarizar-se com as redes sociais?
POr que razão somos nós os primeiros a podermos maravilhar-nos como esplendor da criação?
Há uma personagens de livros policiais, Nero Wolf, mais conhecido do que o seu autor, Rex Stout, que ama orquídeas e que passa uma grande parte do dia a cultivá-las na sua estufa privada, ao mesmo tempo que vai pensando na solução dos seus enigmas. Podemos compará-lo com Sherlock Holmes, também mais conhecido do que o seu autor, Conan Doyle, procurando no violino a fuga da realidade. Porque na sua realidade, o mal é constante e é preciso esquecê-lo para se poder perseguir o bem.
O mal é tão sedutor... E já agora acrescento esta, orquídea-pato voador
ontem foi o solstício de verão. feliz verão para todos voces. foto de passeio noturno no parque natural do monsanto, para comemorar o solstício. de onde se ve, ao fundo, a ponte25 de abril e o cristo-rei
quarta-feira, junho 06, 2012
Gosto deste filme, e em particular da versão italiana. Os italianos têm esta parte gira de terem os filmes cantados para eles na sua língua. La bella lengua di Dante. Que é esta versão aqui presente.
Como, por analogia, diríamos nós, a "chata língua de Camões". Em Portugal, é chato tudo o que não é óbvio e, para muitos de nós, é ainda mais chato tudo o que é aparentemente evidente.
A "bela língua de Camões" não dá para falar de patetices.... muitas palavras indicam conceitos e todos os conceitos implicam um nadinha de raciocínio...
Tão mítica no teatro como Maria Callas o foi na ópera, mas anterior, eis aqui a atriz Sarah Bernhardt. Neste vídeo, o som foi gravado com um fonógrafo de cilindro. Especializou-se em papéis de travesti (Hamlet, Pelléas), apesar da sua "Voz de Ouro", muito feminina, como se ouve aqui, a representar La Samaritaine de Edmond Rostand. Amputada da perna direita aos 71 anos, continua a representar em cadeira de rodas, recusando usar próteses.
Por semelhança com o Père Lachaise (do cemitério parisiense com o mesmo nome, onde jaz sepultada), e por representar em cadeira de rodas, algo inédito), passa a ser tratada, ironicamente, por Mère La Chaise.
Um amigo meu, ou antes, alguém que ficou meu amigo depois disto, José Daniel Soares Ferreira, colocou no meu Facebook a cópia que fez este disco de vinil, Improviso, com poemas de Natália Correia, declamados pela própria. Nem eu conhecia isto, nunca sequer tinha ouvido falar. Mas, pelo minuto 20, talvez um nadinha antes, está um dos meus poemas preferidos, ou talvez o meu preferido, desta autora. Intitula-se "Núpcias Químicas" e está neste mesmo blogue
P.S.: Este conceito de "Núpcias Químicas" relaciona-se com a alquimia e também com outros rituais iniciáticos. O lado espiritual e iniciático da obra de Natália ainda não está estudado, mas, em breve, vou colocar no Kindle a tese que fiz sobre a sua poesia, desenvolvendo este e outros aspetos, totalmente desconhecidos. Estive para a publicar há vários anos, mas acabei por não assinar o contrato com o editor, que me deu cabo da paciência, do juízo e do tempo que perdi com isso.
Se me arrependi? Não. O tempo mudou, tudo mudou, eu mudei. A Natália não.
Um dos motivos para este e outros documentos não serem conhecidos é a clandestinidade a que foi votada grande parte da obra de Natália Correia e da obra dos seus amigos.
O grande problema da ditadura salazarista, neste e noutros casos culturais é o não distinguir o bom, do mau, do assim assim, do medíocre. De facto, depois do 25 de Abril, quem tivesse uma obra clandestina e censurada, era considerado bom ou ótimo, dependendo do engagement político. Tal como foram esquecidos e ignorados alguns autores que eram a favor ou simplesmente não eram contra Salazar.
- Tudo isto parece mau ??? - pergunta a Nadinha... - Só porque ainda não perceberam que agora é pior... - responde a Nadinha.
Agora, publicam-se, vendem-se aos molhos e propagandeiam-se aos molhos os livros que sejam populares e comerciais, sem qualquer respeito pela própria literatura que assim se limita à sua função de contar histórias. histórias que estejam na moda.
Ouvi a Natália Correia, intransigente defensora da cultura e em particular da cultura portuguesa, como muitos amigos a ouviram, dizer assim:
- Vêm aí tempos muito maus no aspeto cultural. Espero já não viver nesse tempo!
"Se só tens duas moedas, com uma compra pão, com a outra compra jacintos para o espírito" - poeta persa, citado no filme italiano de Ermanno Olmi Cantando Dietro i Paraventi
Celebra-se hoje em muitos lugares do Oriente uma festa importante, um dos mais importantes festivais da lua cheia, o Wesak, o Festival da Iluminação de Buda. Simboliza também uma ligação espiritual entre o Oriente e o Ocidente, pois acredita-se que Buda se encontra neste dia com Cristo.
VER AQUI (Estas coisas nunca existem em português, na Wikipédia, mas há muitas noutros sítios)
Quase pouco me lembrava desta bela chanson francesa. Aqui deixo a letra (paroles) e dois vídeos diferentes em termos de interpretação: de Nana Mouskouri e de Marie Laforêt. Ou vice-versa, uma com uma interpretação sensitiva e doce, a outra com uma voz potente e "colorida".
Letra Aux marches du palais Aux marches du palais Y a une tant belle fille lonla, Y a une tant belle fille.
Elle a tant d'amoureux Qu'elle ne sait lequel prendre.
C'est un p'tit cordonnier Qu'a eu sa préférence.
C'est en la lui chaussant Qu'il lui fit sa demande.
La belle si tu voulais Nous dormirions ensemble.
Dans un grand lit carré Orné de toile blanche.
Aux quatre coins du lit Un bouquet de pervenches.
Dans le mitan du lit La rivière est profonde.
Tous les chevaux du roi Pourraient y boire ensemble.
"Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um chama-se ontem e o outro chama-se amanhã, portanto hoje é o dia certopara amar, acreditar, fazer e, principalmente, viver."
Coloco neste blogue as imagens ou ideias simplesmente bonitas, e / ou espirituais, ao passo que coloco no Terra Imunda críticas a aspetos da realidade de que não gosto e episódios ou ideias que acho interessantes. Como o Terra tem muito mais "fregueses", quando quero valorizar algo em termos de divulgação, coloco lá. Este vídeo é simplesmente bonito. E também espiritual. E já o partilhei no Facebook.
O Amor Incondicional é o verdadeiro amor. O único.
A Nadinha é a minha pseudo-heterónima. É a protagonista das minhas viagens marítimas, as reais e as sonhadas.
Quanto a mim, considero-me uma neófita na vida e em tudo.
Todos os textos e fotos aqui apresentados, ou são originais, ou é indicado o seu autor.