sexta-feira, junho 22, 2012
bom verão
ontem foi o solstício de verão. feliz verão para todos voces.
foto de passeio noturno no parque natural do monsanto, para comemorar o solstício.
de onde se ve, ao fundo, a ponte25 de abril e o cristo-rei
quarta-feira, junho 06, 2012
Gosto deste filme, e em particular da versão italiana. Os italianos têm esta parte gira de terem os filmes cantados para eles na sua língua. La bella lengua di Dante. Que é esta versão aqui presente.
Como, por analogia, diríamos nós, a "chata língua de Camões". Em Portugal, é chato tudo o que não é óbvio e, para muitos de nós, é ainda mais chato tudo o que é aparentemente evidente.
A "bela língua de Camões" não dá para falar de patetices.... muitas palavras indicam conceitos e todos os conceitos implicam um nadinha de raciocínio...
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terça-feira, junho 05, 2012
Sarah Bernhardt
Tão mítica no teatro como Maria Callas o foi na ópera, mas anterior, eis aqui a atriz Sarah Bernhardt.
Neste vídeo, o som foi gravado com um fonógrafo de cilindro.
Especializou-se em papéis de travesti (Hamlet, Pelléas), apesar da sua "Voz de Ouro", muito feminina, como se ouve aqui, a representar La Samaritaine de Edmond Rostand.
Amputada da perna direita aos 71 anos, continua a representar em cadeira de rodas, recusando usar próteses.
Por semelhança com o Père Lachaise (do cemitério parisiense com o mesmo nome, onde jaz sepultada), e por representar em cadeira de rodas, algo inédito), passa a ser tratada, ironicamente, por Mère La Chaise.
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sexta-feira, maio 25, 2012
Por Kiri Te Kanawa
O mio babbino caro,
mi piace, bello bello,
vo andare in Porta Rossa
a comperar l'anello!
Si, si, ci voglio andare!
E se l'amassi indarno,
andrei sul Ponte Vecchio
ma per buttarmi in Arno!
Mi struggo e mi tormento,
O Dio! Vorrei morir!
Babbo, pietà , pietà !
Babbo, pietà, pietà !
E pela indescritível Maria Callas
Da ópera opera Gianni Schicchi (1918), de Giacomo Rossini.
quinta-feira, maio 17, 2012
IMPROVISO de Natália Correia
Um amigo meu, ou antes, alguém que ficou meu amigo depois disto, José Daniel Soares Ferreira, colocou no meu Facebook a cópia que fez este disco de vinil, Improviso, com poemas de Natália Correia, declamados pela própria.
Nem eu conhecia isto, nunca sequer tinha ouvido falar.
Mas, pelo minuto 20, talvez um nadinha antes, está um dos meus poemas preferidos, ou talvez o meu preferido, desta autora.
Intitula-se "Núpcias Químicas" e está neste mesmo blogue
AQUI
P.S.: Este conceito de "Núpcias Químicas" relaciona-se com a alquimia e também com outros rituais iniciáticos.
O lado espiritual e iniciático da obra de Natália ainda não está estudado, mas, em breve, vou colocar no Kindle a tese que fiz sobre a sua poesia, desenvolvendo este e outros aspetos, totalmente desconhecidos.
Estive para a publicar há vários anos, mas acabei por não assinar o contrato com o editor, que me deu cabo da paciência, do juízo e do tempo que perdi com isso.
Se me arrependi? Não. O tempo mudou, tudo mudou, eu mudei. A Natália não.
Um dos motivos para este e outros documentos não serem conhecidos é a clandestinidade a que foi votada grande parte da obra de Natália Correia e da obra dos seus amigos.
O grande problema da ditadura salazarista, neste e noutros casos culturais é o não distinguir o bom, do mau, do assim assim, do medíocre. De facto, depois do 25 de Abril, quem tivesse uma obra clandestina e censurada, era considerado bom ou ótimo, dependendo do engagement político. Tal como foram esquecidos e ignorados alguns autores que eram a favor ou simplesmente não eram contra Salazar.
- Tudo isto parece mau ??? - pergunta a Nadinha...
- Só porque ainda não perceberam que agora é pior... - responde a Nadinha.
Agora, publicam-se, vendem-se aos molhos e propagandeiam-se aos molhos os livros que sejam populares e comerciais, sem qualquer respeito pela própria literatura que assim se limita à sua função de contar histórias. histórias que estejam na moda.
Ouvi a Natália Correia, intransigente defensora da cultura e em particular da cultura portuguesa, como muitos amigos a ouviram, dizer assim:
- Vêm aí tempos muito maus no aspeto cultural. Espero já não viver nesse tempo!
Morremos quando estamos fartos? Creio que sim.
Assinado: Nadinha
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sábado, maio 12, 2012
sexta-feira, maio 11, 2012
Jacintos para o espírito
"Se só tens duas moedas, com uma compra pão, com a outra compra jacintos para o espírito" - poeta persa, citado no filme italiano de Ermanno Olmi Cantando Dietro i Paraventi
sábado, maio 05, 2012
Lua Dourada
Celebra-se hoje em muitos lugares do Oriente uma festa importante, um dos mais importantes festivais da lua cheia, o Wesak, o Festival da Iluminação de Buda.
Simboliza também uma ligação espiritual entre o Oriente e o Ocidente, pois acredita-se que Buda se encontra neste dia com Cristo.
VER AQUI (Estas coisas nunca existem em português, na Wikipédia, mas há muitas noutros sítios)
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sexta-feira, maio 04, 2012
Aux marches du palais... (na escadaria do palácio...)
Quase pouco me lembrava desta bela chanson francesa. Aqui deixo a letra (paroles) e dois vídeos diferentes em termos de interpretação: de Nana Mouskouri e de Marie Laforêt. Ou vice-versa, uma com uma interpretação sensitiva e doce, a outra com uma voz potente e "colorida".
Letra
Aux marches du palais
Aux marches du palais
Y a une tant belle fille lonla,
Y a une tant belle fille.
Elle a tant d'amoureux
Qu'elle ne sait lequel prendre.
C'est un p'tit cordonnier
Qu'a eu sa préférence.
C'est en la lui chaussant
Qu'il lui fit sa demande.
La belle si tu voulais
Nous dormirions ensemble.
Dans un grand lit carré
Orné de toile blanche.
Aux quatre coins du lit
Un bouquet de pervenches.
Dans le mitan du lit
La rivière est profonde.
Tous les chevaux du roi
Pourraient y boire ensemble.
Et nous y dormirions
Jusqu'à la fin du monde
segunda-feira, abril 30, 2012
O Agora
"Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um chama-se ontem e o outro chama-se amanhã, portanto hoje é o dia certopara amar, acreditar, fazer e, principalmente, viver."
quarta-feira, abril 25, 2012
Amor incondicional
Coloco neste blogue as imagens ou ideias simplesmente bonitas, e / ou espirituais, ao passo que coloco no Terra Imunda críticas a aspetos da realidade de que não gosto e episódios ou ideias que acho interessantes. Como o Terra tem muito mais "fregueses", quando quero valorizar algo em termos de divulgação, coloco lá.
Este vídeo é simplesmente bonito. E também espiritual. E já o partilhei no Facebook.
O Amor Incondicional é o verdadeiro amor. O único.
sábado, abril 21, 2012
Dos homens e dos deuses
"Voici la nuit,
_ L'immense nuit des origines,
_ Et rien n'existe hormis l'amour,
_ Hormis l'amour qui se dessine :
_ En séparant le sable et l'eau,
_ Dieu préparait comme un berceau,
_ La terre où il viendrait au jour.
Voici la nuit,
_ L'heureuse nuit de Palestine,
_ Et rien n'existe hormis l'Enfant,
_ Hormis l'Enfant de vie divine :
_ En prenant chair de notre chair,
_ Dieu transformait tous nos déserts,
_ En terre d'immortels printemps.
Voici la nuit,
_ L'immense nuit sur la colline,
_ Et rien n'existe hormis le Corps,
_ Hormis le Corps criblé d'épines :
_ En devenant un crucifié,
_ Dieu fécondait comme un verger,
_ La terre où le plantait la mort.
Voici la nuit,
_ L'immense nuit qui s'illumine,
_ Et rien n'existe hormis Jésus,
_ Hormis Jésus où tout culmine :
_ En s'arrachant à nos tombeaux,
_ Dieu conduisait au jour nouveau,
_ La terre où il était vaincu.
Voici la nuit,
_ La longue nuit où l'on chemine,
_ Et rien n'existe hormis ce lieu,
_ Hormis ce lieu d'espoir en ruine :
_ En s'arrêtant dans nos maisons,
_ Dieu préparait comme un buisson,
_ La terre où tomberait le feu. "
Didier Rimaud
Deu hoje na televisão este filme que já tinha visto e que é muito bonito, baseado na realidade do massacre de frades franceses na Argélia.
Uma personagem cita a frase de Pascal, que talvez possa traduzir assim:
"Nunca fazemos o mal tão plenamente e tão alegremente como quando o fazemos por convicção religiosa"-
“Jamais on ne fait le mal si pleinement et si gaiement que quand on le fait par conviction religieuse”. (Blaise Pascal)
Didier Rimaud
Deu hoje na televisão este filme que já tinha visto e que é muito bonito, baseado na realidade do massacre de frades franceses na Argélia.
Uma personagem cita a frase de Pascal, que talvez possa traduzir assim:
"Nunca fazemos o mal tão plenamente e tão alegremente como quando o fazemos por convicção religiosa"-
“Jamais on ne fait le mal si pleinement et si gaiement que quand on le fait par conviction religieuse”. (Blaise Pascal)
quarta-feira, abril 04, 2012
Explicação bonita sobre os Chakras
Primeira Parte
Segunda parte
Terceira Parte
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terça-feira, março 27, 2012
sábado, março 24, 2012
quinta-feira, março 22, 2012
O desencobrimento da Terra (monólogo)
Personagem: mulher que ora se representa a ela mesma, ora simboliza a terra portuguesa, abandonada pelos que partiram e esperando o seu regresso. As frases destacadas em negrito poderão ser acompanhadas por um côro, pois este monólogo exterior é um diálogo interior.
Todos eles partiram e eu fiquei. Fiquei aqui, nesta terra que me parecia imensa, infinita. Agora sei que é pequena, insignificante como um grão de areia ou um torrão que aperto nos meus dedos e esmago e não é nada. Todos ou quase todos eles partiram para o de lá dos mares, à procura doutros sóis, doutras luas e doutras mulheres.
Aqui semeio, aqui planto e colho, o pão que darei aos meus filhos que pari. Também eles me prendem, me impedem de partir além, à aventura pelos mares. Pedem-me o pão, não me pedem a água salgada do sonho marítimo, não me pedem que arrisque a minha vida nem querem que o faça, como fez o pai, como fez o avô que morreu no mar. Coisas bem mais prosaicas tenho que lhes dar, se sou mãe e se mulher me vejo.
Choro o meu marido que partiu p´ró mar, e eu aqui. E eu aqui, semeando e colhendo e comendo o pão, o pão salgado das minhas lágrimas mas não salgado das ondas que imagino e sonho e nunca vi, num sonho de aventura.
Esta terra, portugal chamada, prisão minha e teia de que sou a involuntária aranha, de que sou a aranha e a mosca, presa eu na rede dos meus próprios gestos.
Procriarei, criando aqui aquilo que todas criam, mesmo as fêmeas dos bichos: filhos e filhas. Rapazes que partirão para longe atrás dos outros que já foram, que morrerão talvez no fundo do mar antes de chegarem ao sonho e à aventura.
Salgadas, como as do mar, as minhas lágrimas, águas da minha alma, serão o fruto amargo do meu julgar o tempo.
Esta terra que tão grande parecia na minha inocência, tão pequena a sei agora no meu limite de mulher...desencoberta.
Sonho e desespero e choro por todos aqueles que não são aqui, onde deviam ser, por mim que me julgava eterna e útil mas sem sina me vejo. Mãe de todos, telúrica, genésica de impérios a fazer, aqui me vejo reduzida a nada.
Pátria talvez perdida eu sou, mátria talvez esquecida, gero e gerando espero o que já nem sonhar ouso. De fugaz centelha me anima a Esperança às vezes, pátria sem homens que fiquei, mátria desencoberta, portugal chamada, perdida imaginada apenas e lembrada nas minhas noites e dias de infindável solidão.
Aqui me vêem! Nem já de terra e de ervas mas de pedra, erigida em estátua que ninguém procura, tombada na curva do caminho. Bandeira! Bandeira sem vento que a agite, sem cor que a simbolize no porvir.
Imagino-me pedra, indócil e vazia.
No meu amanhecer esperarei ainda: partiram os meus filhos, os meus amos, os meus fados e os meus todos amores.
Vazia, desértica até mesmo de mim, sem destino nem viagem que me espere, aguardo a serena morte de quem já não crê. O desespero me agita. Em ondas de desejo, desejo tudo e nada ouso.
Sou aquela mulher e aquela mátria que ninguém ama já. Sem deuses, sem homens, sem gente, com a paciência de quem é terra aguardarei o regresso: a fuga de todos os lugares para a pátria-mãe, em séculos a vir. O retorno do desânimo que não é esperança já, antes começo de algo que não quero.
Retornarão um dia, em lama transformados de tanto querer ser água esta terra. Encherão o meu solo de imaginários lugares.
Contemplando-me, verão o que recordam, sonharão o que perderam. Vendo-me, verão outra.
Não só a que deixaram com saudade e ânsia, mas também as que encontraram lá longe e não existem mais, assim como as recordam: o império que perderam.
O que de tudo isto restará serão eternas águas, desabitadas sempre, hostis à amestragem dos que as desejaram possuir, oceanos vazios de gente.
Água eu também gostaria de ser, a nunca possuída nem completamente achada. Marés transitórias que procurarão também no espaço, na lua distante e misteriosa, que de outros sonhos ocupará o meu espaço real. No espaço inconhecido sonharão a aventura outra vez, o sonho e o desejo.
E eu aqui, durante séculos terra despojada, aquela que em saudades recordaram, aquela que abandonada fica, aquela que ninguém ama.
Esperarei para sempre. Aqui, à beira do oceano, transbordante de desejos que não chegam até mim, mátria esquecida, terra desencoberta.
O meu não ser além é o espelho quebrado em que me miram, feita eu em pedaços de não ser outro lugar, mais ao norte ou mais ao sul, segundo a rota e o desígnio das suas intenções.
Mátria mais ousada ou pátria mais fêmea ainda me desejariam, sempre diferente daquilo que fui, daquilo que serei nem posso ser.
Vendo-me, verão outra, sempre outras me verão sem me aceitarem como eu sou e fui, sem me verem a mim.
Mátria esquecida, terra-mãe desencoberta, contudo me sei desenhada nos mapas como qualquer outra. Os mapas me desenham e me apontam, naturalmente, à superfície da esfera que rola pelo espaço infinito: lugar nenhum, dos meus desencontrada, aqui me vejo reduzida a nada.
Lisboa, 30 de Abril de 1997
Graciete Nobre
Texto já publicado na revista TRIPLOV
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sexta-feira, março 09, 2012
Paul Adolf Seehaus
Pintor alemão princípio do Sec. XX
Mas parece que é necessário saber alemão, como eu sei um nadinha, para perceber e para ter ouvido falar deste pintor alemão...
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quinta-feira, março 08, 2012
A propósito do dia da Mulher, o direito à vida
Para celebrar o direito à vida (da mulher, por exemplo), nada como recordar esta belíssima ária de La Traviata: "Parigi, O Cara", quando Violetta Valéry está a morrer, cheia de esperança de viver
Parigi, o cara noi lasceremo,
la vita uniti trascorreremo.
de' corsi affanni compenso avrai,
la tua salute rifiorira'.
Sospiro e luce tu mi sarai,
tutto il futuro ne arridera'.
Parigi, o cara noi lasceremo,
la vita uniti trascorreremo.
de' corsi affanni compenso avrai,
la tua salute rifiorira'.
Sospiro e luce tu mi sarai,
tutto il futuro ne arridera'.
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domingo, março 04, 2012
"Vamos rir, chorar e aprender"
O normal seria o gato comer o pássaro. Quem é bom? Quem é querido? Quem é corajoso?
Aqui, Leonardo Boff refere as conclusões do estudo do DNA, que todos, homens e animais partilhamos o DNA, afirmando que elas comprovam a mensagem de São Francisco de Assis: somos todos irmãos. Ou mesmo, somos todos UM.
"Vamos rir, chorar e aprender. Aprender especialmente como casar Céu e Terra, vale dizer, como combinar o cotidiano com o surpreendente, a imanência opaca dos dias com a transcendência radiosa do espírito, a vida na plena liberdade com a morte simbolizada como um unir-se com os ancestrais, a felicidade discreta nesse mundo com a grande promessa na eternidade. E, ao final, teremos descoberto mil razões para viver mais e melhor, todos juntos, como uma grande família, na mesma Aldeia Comum, generosa e bela, o planeta Terra."
Leonardo Boff:-Casamento entre o céu e a terra. Salamandra, Rio de Janeiro, 2001.pg09.
(P.S.:Se clicar na tag abaixo "O lobo e o cordeiro", vê outras imagens encantadoras: aparecem as mensagens todas seguidas,a começar por esta) |
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