quinta-feira, março 08, 2012

A propósito do dia da Mulher, o direito à vida

Para celebrar o direito à vida (da mulher, por exemplo), nada como recordar esta belíssima ária de La Traviata: "Parigi, O Cara", quando Violetta Valéry está a morrer, cheia de esperança de viver



Parigi, o cara noi lasceremo,
la vita uniti trascorreremo.
de' corsi affanni compenso avrai,
la tua salute rifiorira'.
Sospiro e luce tu mi sarai,
tutto il futuro ne arridera'.

domingo, março 04, 2012

"Vamos rir, chorar e aprender"



O normal seria o gato comer o pássaro. Quem é bom? Quem é querido? Quem é corajoso?



Aqui, Leonardo Boff refere as conclusões do estudo do DNA, que todos, homens e animais partilhamos o DNA, afirmando que elas comprovam a mensagem de São Francisco de Assis: somos todos irmãos. Ou mesmo, somos todos UM.


 "Vamos rir, chorar e aprender. Aprender especialmente como casar Céu e Terra, vale dizer, como combinar o cotidiano com o surpreendente, a imanência opaca dos dias com a transcendência radiosa do espírito, a vida na plena liberdade com a morte simbolizada como um unir-se com os ancestrais, a felicidade discreta nesse mundo com a grande promessa na eternidade. E, ao final, teremos descoberto mil razões para viver mais e melhor, todos juntos, como uma grande família, na mesma Aldeia Comum, generosa e bela, o planeta Terra."
Leonardo Boff:-Casamento entre o céu e a terra. Salamandra, Rio de Janeiro, 2001.pg09.


(P.S.:Se clicar na tag abaixo "O lobo e o cordeiro", vê outras imagens encantadoras: aparecem as mensagens todas seguidas,a começar por esta) 

quinta-feira, março 01, 2012

Vois sur ton chemin


Vois sur ton chemin
Gamins oubliés égarés
Donne leur la main
Pour les mener
Vers d'autres lendemains
REFRAIN:
Sens au coeur de la nuit
L'onde d'espoir
Ardeur de la vie
Sentier de gloire

Bonheurs enfantins
Trop vite oubliés effacés
Une lumière dorée brille sans fin
Tout au bout du chemin

REFRAIN:
Sens au coeur de la nuit
L'onde d'espoir
Ardeur de la vie
Sentier de la gloire

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Memory




Gosto muitíssimo disto. E de cantar isto, bom para a minha voz.
Também adoro e gosto de cantar "Lilly Marlene" que não é nada adequado à minha voz, tal como o fado e outros.
"But, Who cares? Whatever?" Não me pagam para cantar bem, pois não? Ah!

terça-feira, fevereiro 21, 2012

Not the Golden Gate





Bridge 25 de Abril (25th April)
Lisbon

"Uma pacata vida de rio" para citar Eça de Queirós

domingo, fevereiro 19, 2012

Carnaval em Portugal



Maria do Carmo Miranda da Cunha GO IH (Marco de Canaveses9 de fevereiro de 1909— Los Angeles5 de agosto de 1955), mais conhecida como Carmen Miranda, foi umacantora e atriz luso-brasileira.[nota 1] Sua carreira artística transcorreu no Brasil e Estados Unidos entre as décadas de 1930 e 1950


segunda-feira, fevereiro 13, 2012

Whitney Houston R.I.P.




Mais uma que partiu. Aqui, num excerto do filme The Bodyguard - Guarda Costas


Deve ser maravilhoso ter uma profissão que só dá prazer aos outros, que desperta o afeto e a gratidão de tanta gente, mas, ironicamente, os muitos cantores que se suicidaram parecem não ter a mesma opinião... Ou talvez o seu mal estar resulte da angústia criativa...


Encontrei no Facebook uma frase muito interessante, que vou citar:


"When I stand before God at the end of my life, I would hope that I would not have a single bit of talent left, and could say, 'I used everything you gave me'."


Erma Bombeck


VER AQUI

domingo, fevereiro 05, 2012

Cantigas de Amigo - Amália e Natália Correia



Numa breve e criativa amizade entre Amália e Natália Correia, nasceu este disco, que, mais ou menos desconhecido,  vai agora ser reditado em CD. No dia 6 de Fevereiro.
Natália fez uma "tradução" / adaptação das cantigas de amigo para português atual, que permite a qualquer pessoa entender estas jóias da poesia medieval portuguesa. Ou Europeia.
Já conheço e aconselho vivamente.

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

Wislawa Szymborska



Lembro-me de ter lido, ou ouvido ler, há uns anos, estas palavras da poetisa Wislawa Szymborska, referindo-se a guerras no Leste:
"Foram-se os anéis, mas os dedos não ficaram".
Palavras difíceis de esquecer... 

A poetisa morreu, o que é sempre um dano.

Claro que terá ganho o Nobel sobretudo por ser Polaca, numa época em que a Polónia estava na moda por razões políticas e religiosas, mas passou, sem dúvida, à frente de outros escritores polacos.

A sua poesia é pouco poética, mas não tão pouco como a do Vasco Graça Moura. LOL.

Um poema


AS TRÊS PALAVRAS MAIS ESTRANHAS


Digo a palavra futuro,
a segunda sílaba já se despede no passado.

Digo a palavra silêncio,
destruo-o.

Digo a palavra nada
construo algo que não se encaixa em qualquer inexistência.

( Versão de Luís Costa ) 

Retirada do blogue

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

A flor apaixona-se pela borboleta e pede-lhe que não fuja. É no tempo em que a tristeza era natural, as pessoas lidavam bem com a frustração... Não precisavam de confessar isso ao psiquiatra. Não havia anti-depressivos, ninguém se sentia estranho ou marginalizado por ser infeliz. Não como agora. 



quarta-feira, fevereiro 01, 2012


Dia cansativo. Vida cansativa.
Vou dormir e ler. Ou vice-versa. 
Nunca dormi tão bem como neste inverno. Abençoado Inverno.


Já coloquei mais um cobertor por causa da vaga de frio, anunciada aos quatro ventos pelos media... mas o frio não vem e morro de calor. E durmo. No Inverno do nosso (contentamento).


Tudo me tira o sono: a preocupação, a dor, a felicidade e a alegria. O entusiasmo...


Mas ninguém consegue fazer-me doer a cabeça. NEVER. A minha cabeça não dói por causa dos outros.


Abençoada cabeça! Abençoada noite! Abençoado Inverno! Abençoada noite de Inverno!


(Vou colocar aqui um pequeno texto dramático que escrevi, relativo a uma noite de Inverno. E outro, a uma noite de natal.). Escrevi-os há bué.

terça-feira, janeiro 24, 2012

o tempo de dormir é o tempo de esperar



Já semeei. Vou dormir, enquanto a seara cresce. Ou se estiola. Ou se multiplica. Enquanto as sementes se germinam. Enquanto a seara se transforma nas ondas marítimas... ou se perde, vazia, na imensidão dos mares.
o tempo de dormir é o tempo de esperar as transformações da terra e do mar.
Confiando.

segunda-feira, janeiro 23, 2012

Esconjuro pela luz - esconjuro pelo sal



Que se livre esta casa pela luz

Que se livre esta casa pelo sal

Que se livre esta casa pela luz
da Luz

Que se livre esta casa pelo sal
Do sal

Que se livre esta casa pela luz
Do sal

Que se livre esta casa pelo sal
da luz

Que se livre esta luz pelo sal 
Que se livre este sal pela luz do mar


Que se livre esta água pelo sal do mar
Que se livre esta água da maré 
Que se livre esta maré pela luz 
Que se livre o marinheiro pela luz do mar

sábado, janeiro 21, 2012

Cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz!





Hoje cantaram isto para mim, o que me deu grande alegria.
Já não me lembrava de que gosto de música brasileira e que até sabia isto de cor.

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Sim! - E eles a mim?



- Medo do mar? 

- Sim, claro que sim!
- Medo da vida? Medo da morte?

- Claro que sim! - Sim? 
- Sim!
- Medo dos homens? - E eles a mim? 
- Sim - Medo dos outros? 
- Sim! E eles a mim? 
- Sim. Medo, sim, claro que sim. 
- E eles a mim?
- Sim, claro que sim!

G. Nobre (Scherzo)

terça-feira, janeiro 17, 2012

"À Fragilidade da Vida Humana"



Esse baixel nas praias derrotado
Foi nas ondas Narciso presumido
Esse farol nos céus escurecido
Foi do monte libré, gala do prado.

Esse nácar em cinzas desatado
Foi vistoso pavão de Abril florido;
Esse Estio em Vesúvios encendido
Foi Zéfiro suave, em doce agrado.

Se a nau, o Sol, a rosa, a primavera
Estrago, eclipse, cinza, ardor cruel
Sentem nos auges de um alento vago,


Olha, cego mortal, e considera
Que és rosa, Primavera, Sol baixel,
Para ser cinza, eclipse, incêndio, estrago.

Francisco de Vasconcelos, Fénix III

Vem agora muito a propósito este poema intitulado ""À Fragilidade da Vida Humana"", sobretudo os dois primeiros versos. É um poema muito característico da estética Barroca, em que a elaboração formal e a musicalidade conseguida desse modo, quase obscurecem o sentido, tornando-o numa espécie de adivinha. É um soneto.

domingo, janeiro 08, 2012

Ano poético

2012 será seguramente um ano poético. Um ano estranho, talvez mesmo uma obra de arte.
Muitos ficarão à espera que o mundo acabe no último mês, outros, que tudo fique maravilhoso, o início de uma nova era de paz, abundância e felicidade. E essa nova era seria a última.
Estão também anunciados três dias de completa escuridão. 

Isto faz-me lembrar, é claro, uma coisa que tenho andado a  escrever, sem pensar em nada disto. E que partilhei aqui, mas apenas umas frases. Dos textos que escrevo, os que mais me agradam são constituídos por pequenas frases como essas, sobrepostas.

Navegamos na escuridão


Agora, há novidades. A circunspecta e lacónica monarquia japonesa abriu uma ou duas brechas, como esta da princesa Nakamaru. Deu muitas entrevistas sobre o que acontecerá em 2012. Como o Tsunami do Japão se assemelha às previsões apocalíticas e escatológicas...

AQUI: Alguns vídeos têm traduções em português e espanhol, todos são falado sem inglês.

Longe de mim propor alguma versão. Apenas partilho as que conheço.
Provavelmente, vamos todos acordar em 1 de Janeiro de 2013 com um mundo igual e igualmente monótono, com os mesmos políticos, a mesma crise, a  mesma mé... a mesma mera realidade.

domingo, janeiro 01, 2012

Feliz 2012! Que a Luz nos Ilumine





Que a luz vinda das estrelas, filtrada pelo conhecimento e refletida pela arte, nos ilumine a todos neste novo ano!

Feliz 2012!




Nota: (Cúpula da Basílica da Estrela, Lisboa)

sábado, dezembro 31, 2011

Feliz 2012



Já de outras vezes anunciaram que o mundo "ia si acabar", mas o mundo "não si acabou".


Como diz a Carmen Miranda. E já que não vai se acabar: "Ô Balancê Balancê"






Feliz Ano Novo de 2012

domingo, dezembro 25, 2011

Natal






Natal.
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