sexta-feira, outubro 14, 2011

Sonata № 4 para Violino e Cravo - Bach




J.S. Bach Sonata № 4 for Violin and Harpsichord in C Minor Mov. 1/4

sábado, outubro 08, 2011

Chant D'automne - Baudelaire





Bientôt nous plongerons dans les froides ténèbres ;
Adieu, vive clarté de nos étés trop courts !
J'entends déjà tomber avec des chocs funèbres
Le bois retentissant sur le pavé des cours.

Tout l'hiver va rentrer dans mon être : colère,
Haine, frissons, horreur, labeur dur et forcé,
Et, comme le soleil dans son enfer polaire,
Mon coeur ne sera plus qu'un bloc rouge et glacé.

J'écoute en frémissant chaque bûche qui tombe ;
L'échafaud qu'on bâtit n'a pas d'écho plus sourd.
Mon esprit est pareil à la tour qui succombe
Sous les coups du bélier infatigable et lourd.

Il me semble, bercé par ce choc monotone,
Qu'on cloue en grande hâte un cercueil quelque part.
Pour qui ? - C'était hier l'été ; voici l'automne !
Ce bruit mystérieux sonne comme un départ.

II

J'aime de vos longs yeux la lumière verdâtre,
Douce beauté, mais tout aujourd'hui m'est amer,
Et rien, ni votre amour, ni le boudoir, ni l'âtre,
Ne me vaut le soleil rayonnant sur la mer.

Et pourtant aimez-moi, tendre coeur ! soyez mère,
Même pour un ingrat, même pour un méchant ;
Amante ou soeur, soyez la douceur éphémère
D'un glorieux automne ou d'un soleil couchant.

Courte tâche ! La tombe attend ; elle est avide !
Ah ! laissez-moi, mon front posé sur vos genoux,
Goûter, en regrettant l'été blanc et torride,
De l'arrière-saison le rayon jaune et doux !




Um dos meus poemas favoritos, de um dos meus poetas favoritos.


Tradução


Canto do Outono

I
Em breve iremos mergulhar nas trevas frias;
Adeus, radiosa luz das estações ligeiras!
Ouço tombar no pátio em vibrações sombrias
A lenha que ressoa à espera das lareiras.
Em meu ser outra vez se hospedará o inverno:
Ódio, arrepio, horror, labor duro e pesado,
E, como o sol a arder em seu glacial inferno,
Meu coração é um bloco rubro e enregelado.
Tremo ao ouvir tombar cada feixe de lenha;
Não faz eco mais surdo a forca que se alteia.
Minha alma se compara à torre que despenha
Aos pés do aríete incansável que a golpeia.
Parece-me, ao sabor de sons em abandono,
Que alhures um caixão se prega a toda pressa.
Para que? - Ontem era o verão; eis o outono!
Rumor estranho de quem parte e não regressa...
II
Amo em teu longo olhar a luz esverdeada,
Doce amiga, mas hoje amarga-me um pesa,
E nem o teu amor, o lar, a alcova, nada
Vale mais do que o sol raiando sobre o mar.
Mas ama-me assim mesmo e cheia de ternura,
Sê mãe para o perverso, o ingrato em todo caso;
Sê, amante ou irmã, a efêmera doçura
De um outono glorioso ou a de um sol no ocaso.
Breve é a missão! A tumba espera, ávida,à frente!
Ah, deixa-me, a cabeça em teus joelhos pousada,
Degustar, recordando o estio claro e ardente,
Deste fim de estação a suave luz dourada!

quinta-feira, outubro 06, 2011

Ao longe os barcos de flores

Ao longe os barcos de flores

Só, incessante, um som de flauta chora,
Viuva, gracil, na escuridão tranquilla,
- Perdida voz que de entre as mais se exila,
- Festões de som dissimulando a hora

Na orgia, ao longe, que em clarões scintilla
E os lábios, branca, do carmim desflora...
Só, incessante, um som de flauta chora,
Viuva, gracil, na esuridão tranquilla.

E a orchestra? E os beijos? Tudo a noite, fora,
Cauta, detem. Só modulada trila
A flauta flebil... Quem há-de remil-a?
Quem sabe a dor que sem razão deplora?

Só, incessante, um som de flauta chora...

Camilo Pessanha (1867-1926)



Este poema é para a Maria, por ser um dos seus favoritos.

quarta-feira, outubro 05, 2011

Scarborough Fair

sábado, outubro 01, 2011

Era Ameno




GOSTO!!!

Lindo!

quarta-feira, setembro 14, 2011

Caminante, no hay camino,

Caminante, son tus huellas
el camino, y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
Al andar se hace camino,
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante, no hay camino,
sino estelas en la mar.



António Machado, Espanha, 1875-1939

domingo, setembro 11, 2011

Quem sabe responder a isto?

Recebi este comentário neste blogue, pedindo informações sobre navios:

"OI Nadinha!quero parabenizar pelo lindo trbalho que faz, Por nos mostrar coisas maravilhosas.Guando ví o navio Sierra Morena chorei de saudades,porque foi nele que vieram meus pais de Portugalp/o BRASIL EM 1924.SEI QUE GOSTA DE PESGUISAR SOBRE O MAR.PODERIA ME AJUDARA ONDE POSSO ENCOTRAR A LISTA DE PASSGEIROS QUE VIERAM NESSE NAVIO.E O NAVIO MOSSELA QUE T/VEIO DE PT,P/O BRASIL EM 1927+-?ADORÁRIA VÊR UMA FOTO." Obrigada, parabéns, Bernadete

Respondi agradecendo. O Luís Miguel Correia deve saber, tem blogues sobre o mar. Tenho um link para o Ships and he Sea no meu outro blogue. Talvez mais alguém queira comentar...

O postal do navio está aqui.

Bem às vezes apetece-me apagar os blogues, mas quando leio comentários como este...
Bernardete, é melhor deixar-me um contacto, neste email.

sábado, setembro 10, 2011

SÁBADO

NUNCA MAIS É SÁBADO! ÀS VEZES É SÁBADO. OUTRAS VEZES, NÃO.
HOJE, POR EXEMPLO, É SÁBADO.

terça-feira, setembro 06, 2011

O Superman


Laurie Anderson - O Superman from hype on Vimeo.


Do álbum Big Science

domingo, setembro 04, 2011

"Il Quarto stato" ou "O Quarto estado"





Obra de Giuseppe Pellizza da Volpedo, é considerada um símbolo do século XX pela luta dos trabalhadores e pela técnica pictórica. Artista neo-impressionista e divisionista.


Consultar aqui

OU AQUI



quinta-feira, setembro 01, 2011

Sibelius: The Diamond on the march snow



A beleza do mundo é também a beleza inegável de muitas canções.


Ou



sábado, agosto 27, 2011

sexta-feira, agosto 26, 2011

Casa


Estou ali.
Posted by Picasa

domingo, agosto 21, 2011

Prece irlandesa

Que o caminho seja brando a teus pés,
O vento sopre leve em teus ombros.
Que o sol brilhe cálido sobre tua face,
As chuvas caiam serenas em teus campos.
E até que eu de novo te veja,
que os Deuses te guardem nas palmas de Suas mãos


OU (outras versões)

Que a estrada se abra à tua frente,
que o vento sopre levemente em tuas costas,
que o sol brilhe morno em e suave em tua face,
que a chuva caia de mansinho em teus campos.
E até que nos
encontremos de novo...
Que os Deuses te guardem, na palma das suas mãos.

Que as gotas da chuva molhem suavemente o seu rosto,
que o vento suave refresque seu espírito,
que o sol ilumine seu coração,
que as tarefas do dia não sejam um peso nos seus ombros,
e que Deus envolva você no seu manto de amor
.

sábado, agosto 20, 2011

Addio Lugano Bella





Addio Lugano bella
o dolce terra pia
scacciati senza colpa
gli anarchici van via

e partono cantando
con la speranza in cor.
E partono cantando
con la speranza in cor.


Ed è per voi sfruttati
per voi lavoratori
che siamo ammanettati

al par dei malfattori
eppur la nostra idea
è solo idea d'amor.
Eppur la nostra idea
è solo idea d'amor.


Anonimi compagni
amici che restate
le verità sociali
da forti propagate
è questa la vendetta
che noi vi domandiam.
E questa la vendetta

che noi vi domandiam.


Ma tu che ci discacci
con una vil menzogna
repubblica borghese
un dì ne avrai vergogna
noi oggi t'accusiamo
in faccia all'avvenir.
Noi oggi t'accusiamo
in faccia all'avvenir.


Banditi senza tregua
andrem di
terra in terra
a predicar la pace
ed a bandir la guerra
la pace per gli oppressi
la guerra agli oppressor.
La pace per gli oppressi
la guerra agli oppressor.


Elvezia il tuo governo
schiavo d'altrui si rende
d'un popolo gagliardo
le tradizioni offende
e insulta la leggenda
del tuo Guglielmo Tell.
E insulta la leggenda
del tuo Guglielmo Tell.


Addio cari compagni
amici luganesi
addio bianche di neve
montagne ticinesi
i cavalieri erranti
son trascinati al nord.
E partono cantando
con la speranza in cor.


(Canção anarquista italiana, música popular toscana de autor anónimo, letra de Pietro Gori, 1895)

sexta-feira, agosto 12, 2011

Quien es más macho?



Esta é quase a única frase que se destaca nesta ária de Laurie Anderson, do seu álbum e filme "The home of the brave". O verso que dá título à obra é retirado do hino dos Estados Unidos da América, the home of the brave.
É uma das minhas cantoras favoritas. Ou a favorita.
Laurie Anderson

quinta-feira, agosto 11, 2011

A verdadeira viagem é para dentro