terça-feira, março 15, 2011

Adeus ao mar!



Junto aqui mais uma tela marinha do mesmo pintor russo, Ivan Aivazovsky, o pintor dos mares e um poema de Pushkin, grande poeta russo, também do Sec. XIX.

A pintura chama-se Adeus ao Mar de Pushkin e o poema é o "Adeus ao mar", de Pushkin, escrito na sua juventude. Não encontro em tradução portuguesa, vai em Espanhol.



Al Mar
¡Adiós, libérrimo elemento!

Contemplo por postrera vez

tus olas célicas al viento,

tu hermosura y altivez.

Cual queja triste de un amigo,

como su voz de despedida,

tu imperativo, mustio ruido

por vez postrera se avecina.

¡Límite ansiado de mi alma!

Por tus orillas en tinieblas

tan a menudo yo vagaba,

atormentado por mi idea.

¿Y no amé tu eco acaso,

todo el fragor de tus abismos,

y el silencio al ocaso,

y el arrebato advenedizo?

La barca fiel del pescador

que guardas tú, mar, por antojo,

roza el oleaje con valor,

mas desenfrenas tu enojo

y se hunde en banda la mejor.

sábado, março 12, 2011

Em benefício dos mares





Nunca é tarde para descobrir coisas novas e agora com a net, encontra-se tudo.
É como a diferença ou ausência de diferença existente entre oposições de palavras como descobrimento / encontro. Ou descoberta / invenção. Pois toda a descoberta é uma invenção. E toda a descoberta é também um encontro. Às vezes mesmo um encontrão. É por isso que muitas pessoas se recusam a descobrir seja o que for.


Pinturas sobre o mar do pintor russo Ivan Aivazovsky, artista romântico do Século XIX, considerado lá, alhures, numa parte do mundo considerada esquisita e que passou por convulsões esquisitas, em tudo e também na arte, como o pintor dos mares.


Os mares têm cor política? Podem ser pintados com as bandeiras dos reinos ou das repúblicas, mas todas as construções humanas caem. Todas as realizações humanas estão condenadas à destruição. Só sobra o que existe de divino no ser humano. A criação. A arte. O amor. A compaixão.

VER MAIS AQUI

sexta-feira, março 11, 2011

Oração atribuída a São Francisco de Assis

Descobri, através duma amiga virtual indiana e de religião hindu, que esta oração atribuída a São Francisco de Assis é partilhada por muitas religiões do mundo, ao ponto de se ter perdido a noção da sua autoria...


Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.

quarta-feira, março 09, 2011

TRANSFORMAR A TRISTEZA EM INDIGNAÇÃO

segunda-feira, março 07, 2011

Como se colocam os navios na água

Este vídeo mostra como se colocam os navios na água

terça-feira, março 01, 2011

Mirabai: poetisa e santa indiana da Idade Média








«Ajoelho-me perante ti
Bihari A tua coroa é
de penas de pavão e o tilak
brilha na tua fronte
Ondulam os pendentes de oiro
nas tuas orelhas e os negros
anéis dos teus cabelos
Quando tocas flauta
deixas desassossegado
o coração das mulheres
de Braj Ao contemplar-te
Mira desfalece»
in A Phala, Jul-Out 2009


I Am Mad(FOR LORD KRISHNA)

I am mad with love
And no one understands my plight.
Only the wounded
Understand the agonies of the wounded,
When the fire rages in the heart.
Only the jeweller knows the value of the jewel,
Not the one who lets it go.
In pain I wander from door to door,
But could not find a doctor.
Says Mira: Harken, my Master,
Mira's pain will subside
When Shyam comes as the doctor.

- Mirabai

sábado, fevereiro 19, 2011

Fitzcarraldo



Encontrei no Youtube este excerto do filme Fitzcarraldo de Werner Hertzog, cuja acção decorre na Amazónia, no tempo de Caruso.

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Glória ao Egipto








Glória ao Egipto Giuseppe Verdi

É uma revolução bonita: um rapaz que se imolou pelo fogo iluminou o mundo com a sua luz.
(1º Vídeo: Gloria all' Egitto - Coro y Marcha Triunfal).

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Poesia de Pablo Neruda

terça-feira, janeiro 25, 2011

Previsões astrológicas para 2011

Previsões astrológicas para 2011

Encontrei este sítio, que faz uma explicação longa, completa e minuciosa da posição dos planetas ao longo do ano. Nunca vi nada assim. E as previsões não parecem ser más...

segunda-feira, janeiro 24, 2011

La Wally


Esta é uma das minhas árias preferidas de uma das minhas óperas preferidas.
La Wally de Alfredo Catalani
Ária Ebben? Ne andrò lontana
Inspirei-me nela para escrever o texto "A Estalagem", uma tragédia.
Letra da ária
  Ebben? Ne andrò lontana,
  Come va l'eco della pia campana,
  Là, fra la neve bianca;
  Là, fra le nubi d'ôr;
  Laddóve la speranza, la speranz
  È rimpianto, è rimpianto, è dolor!


  O della madre mia casa gioconda,
  La Wally ne andrà da te, da te
  Lontana assai, e forse a te,
  E forse a te, non farà mai più ritorno,
  Nè più la rivedrai!
  Mai più, mai più!
Ne andrò sola e lontana,
Come l'eco è della pia campana,
Là, fra la neve bianca;
Ne andrò, ne andrò sola e lontana!
E fra le nubi d'ôr!

sexta-feira, janeiro 21, 2011

Blogue

Existem às vezes situações nos blogues que não entendo. Será que alguém me pode explicar por que razão andam agora muitas pessoas de várias regiões a ler o post

A Masseira Sombria ?

Que escrevi em 1 de agosto de 2010?
Em Lisboa, em Viseu, nos Estados Unidos... será que enviaram emails uns aos outros?

segunda-feira, janeiro 17, 2011

Santa Clara de Assis e São Francisco de Assis



Como este blogue trata às vezes de santos, aqui fica um excerto do filme sobre Santa Clara de Assis e São Francisco de Assis, do filme de Franco Zefirelli


Brother Sun Sister Moon

Traduzido seria "Irmão sol, irmã lua", mas a versão portuguesa intitula-se São Francisco de Assis.
Alguém conhece um filme sobre a vida de um santo, intitulado O Sal da Terra? Talvez italiano, europeu...

sábado, janeiro 15, 2011

Mar


Mar

quarta-feira, janeiro 12, 2011

sexta-feira, janeiro 07, 2011

"Caem co’a calma as aves" Sá de Miranda


Aqui temos também aves  a caírem, neste soneto do Sec. XVI, não por causa do frio, mas por causa do calor, numa estação que costuma ser fria.
Será que as mudanças climáticas só aconteceram agora e por nossa culpa? Leiamos!


O sol é grande, caem co’a calma as aves,
do tempo em tal sazão, que sói ser fria;
esta água que d’alto cai acordar-m’-ia
do sono não, mas de cuidados graves.

Ó cousas, todas vãs, todas mudaves,
qual é tal coração qu’em vós confia?
Passam os tempos vai dia trás dia,
incertos muito mais que ao vento as naves.

Eu vira já aqui sombras, vira flores,
vi tantas águas, vi tanta verdura,
as aves todas cantavam d’amores.

Tudo é seco e mudo; e, de mestura,
Também mudando-m’eu fiz doutras cores:
E tudo o mais renova, isto é sem cura!


Sá de Miranda


É um dos mais belos poemas do autor e, sem dúvida, o mais estranho. No Sec. XVI, o tema da mudança parecia tão moderno como nos parece hoje. Tudo muda, até mesmo o clima. Mas, em vez do nosso sentimento de culpa, exprime-se talvez uma sensação de impotência...
Mas, as aves cantando de amores, apesar de caírem, talvez nos passem despercebidas. Talvez porque o tempo delas não parece ser o nosso.

quarta-feira, janeiro 05, 2011

Às vezes, ao ver o pôr-do-sol da minha janela, imagino que estou no alto-mar a ver o sol a pôr-se sobre terra.
Imagino que estou noutra janela, enquanto, no alto-mar, me sonho noutra terra, vendo os navios por entre as cortinas.

sábado, janeiro 01, 2011

FELIZ ANO NOVO!!!


O ano nasceu assim, em Lisboa.
A segunda fotografia retrata os últimos minutos de 2010, Ano Velho e a primeira, os primeiros segundos de 2011, Ano Novo. Vida Nova.
Felicidades.

terça-feira, dezembro 28, 2010

O lobo e o cordeiro... amizade improvável





Esta é uma mensagem de amizade. 
Mas a amizade e o amor não são diferentes.
Seres diferentes de diferentes espécies podem amar-se amigavelmente
Podem ser amigos amoravelmente
Como este veado e este gato... conseguindo ajustar os corpos que não foram feitos para se ajustarem...
Como nós. Amigos virtuais e desconhecidos.


Esta é uma mensagem de Natal, de Ano Novo e de Todos Os Dias
Para vocês.

( A imagem era nítida, mas apagou-se com o tempo)

sexta-feira, dezembro 24, 2010

terça-feira, dezembro 21, 2010

Bom Inverno!

Começa hoje o Inverno, mas todos os tempos são belos. E bons.
É bom ficar à lareira a olhar o fogo, a mexer no lume... a sonhar, a beber algo quente...
É bom estar numa cama quentinha... muito quentinha, a ouvir a chuva torrencial a cair no telhado...
As madrugadas geladas e chuvosas fazem-nos apreciar melhor o mês de Maio, desejar o tempo das cerejas, o futuro.
Bom Inverno!
E para os brasileiros: Feliz Verão.

domingo, dezembro 19, 2010

Dez Mil Guitarras

Acabo de comprar um livro que deve ser giríssimo, Dez Mil Guitarras um romance histórico de Cathérine Clément, uma das melhores do género, sobre... adivinhem o quê....
Alcácer Quibir.  Depois conto.
A despropósito: ouvi dizer muito bem sobre o fime Laços Brancos que passou há pouco no cinema e reparei que está a dar no TV  Cine. Vi um bocado. Tem um tipo de violência psicológica que faz lembrar Fassbinder e imagens lindas de morrer. Longe daquela ingenuidade americana, bang, bang, bang...

Segunda impressão: o livro é um pouco chato, tal como um que li anteriormente da mesma autora... pensei que fosse apenas aquele... pretende dar tanta informação que acaba por ser uma reportagem ficcional e não um verdadeiro romance.


Enfim, hoje, Janeiro de 2012, já o esqueci completamente.

sexta-feira, dezembro 17, 2010

Vidas e Viagens



Uma ópera sobre "as vidas e as mortes" da escritora e aventureira francesa Isabelle Eberhardt (1877-1904)
Jornalista e viajante, morreu no decurso de uma inundação em Marrocos, no decorrer de uma das suas viagens.

Song From the Uproar: The Lives and Deaths of Isabelle Eberhardt

quarta-feira, dezembro 15, 2010

 princípes, meus irmãos
Arre, estou farto de semideuses! "


Fernando Pessoa / Álvaro de Campos

sábado, dezembro 11, 2010

Sensações Oblíquas de Leitura

Não sei se já vos aconteceu, mas provavelmente...
Às vezes receamos assumir as sensações que nos parecem inusitadas... e, apesar de ter lido muito sobre estética literária, nunca vi esta sensação referida.

Recordo-me de estar num hotel de Sintra, estirada na estreita cama, a reler um livro de Júlio Dinis, em que tudo se passa no campo, a imaginar um muro à beira dos campos cultivados, num caminho cheio de pó e ao mesmo tempo vendo e sentindo Sintra, a sua paisagem em volta do quarto e do hotel, ao mesmo tempo que sentia o cheiro da cozinha, entrando pela janela aberta ao sol da tarde.
Ainda ontem, enquanto lia um livro de Marguerite Yourcenar, Un Homme Obscur, na parte em que a acção decorre no mar, imaginava ao mesmo tempo estas sensações / recordações de estar em terra a ler sobre a terra, em Sintra.

Ou estar num navio a ler as descrições do deserto do livro "Vers Ispaham" de Pierre Loti.
Recordo a sensação de ver o mar sem terra à vista, observando distraidamente uma rola solitária e peregrina pousando num estai, ao mesmo tempo que imaginava, lendo, uma pequena cidade no meio do deserto onde o autor viu os condenados em celas subterrâneas, quase via as mulas a treparem pelos despenhadeiros do Irão, no insuportável calor e na insuportável poeira das paisagens desérticas... a água e o mar que me rodeavam e que são o contrário do deserto.

Estes momentos de leitura foram alguns dos inúmeros e muito intensos momentos de prazer da minha vida.

quarta-feira, dezembro 08, 2010

SUSAN PHILIPSZ



Esta performer ganhou o prémio de arte Turner com uma instalaçãoo que inclui uma canção medieval. Pode ver-se e ouvir-se também no Centro de Arte Moderna da Gulbenkian.
Retirado do site da revista L+Arte do Facebook

quarta-feira, dezembro 01, 2010

Oração Budista

Dedicatória:

"Possam os seres, em toda a parte, que padecem 
Tormento nas suas mentes e corpos
Possuir, por virtude do meu mérito,
Alegria e felicidade em grau ilimitado.


Que eles não estejam doentes
nem se comportem malignamente.
Possam eles não ter medo, nem sofrer insultos.
Possam as suas mentes ser sempre livres de mágoa.

Possam os cegos receber a sua vista,
Possam os surdos começar a ouvir
E as mulheres à beira do momento dar à luz
Como Mayadevi, livres de toda a dor.


Possam todos os nus ser agora vestidos
E todos os famintos comer até se fartarem.
Possam todos aqueles ressequidos de sede receber
Águas puras e deliciosa bebida.

Possam os pobres e indigentes encontrar riqueza
E alegria os conturbados e ansiosos.
Possam aqueles agora desesperados terem a mente sã,
De verdadeira constância dotados.


Possa todo o ser afligido de doença
Ser imediatamente livre de todo o mal.
Possa toda a enfermidade que atormenta os vivos
Ser totalmente e para sempre ausente do mundo.

quinta-feira, novembro 25, 2010

O Alarme

A minha comédia O Alarme e uma outra peça de minha autoria foram agora publicadas na revista online 
TRIPLOV nºs 5 e 7
 Se quiserem ler o Alarme, espero que se riam... é sobre a actual sociedade portuguesa... e mais não digo.
Procurar por ordem alfabética, no G.
VER AQUI REVISTA TRIPLOV
Mas afinal parece que 
Vale a pena ler outros artigos desta revista.

sexta-feira, novembro 19, 2010

Hortelã Mourisca



Para recordar esta letra tão campestre, tão ecológica e mesmo tão biológica. Quem se lembraria hoje de meter o nariz, ou melhor, o rosto, logo de madrugada, no orvalho da Hortelã Mourisca e da Macela? Sem pesticidas, claro. A propósito, algum de vocês conhece essas plantas?
Letra da própria Amália Rodrigues.
(Este post tem as cores do Verão, verde e dourado)

Vem o sol de agosto, vou dormir no prado,
Tudo lá é de gosto, sem ferro de arado.
A cama está feita de hortelã mourica
E a macela espreita com graça e belisca!
Hortelã mourisca por entre a macela,
Vem lavar teu rosto no orvalho dela!
Hortelã mourisca pela madrugada,
Beijarei teus olhos, rosa perfumada!
Sob um mar de estrelas de flor de macela,
Não tenho fronteiras, não tenho janelas!
Tenho a minha amada, cotovia arisca,
Toda perfumada de hortelã mourisca!

sábado, novembro 06, 2010

Exposição das Relíquias do Buda e de Outros Grandes Mestres Budistas


Local: Lisboa - Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa, Rua de Dona Estefânia, 175
Entre 6 e 14 de Novembro de 2010, aberto ao público das 10.00 às 19.00 horas. 
Com palestras, sessões de meditação e bênçãos.
ENTRADA LIVRE
(Algumas relíquias são pequenos cristais que aparecem entre as cinzas da cremação. Não aparecem normalmente, só estas pessoas as têm. Algumas destas pedras, na sua maioria parecidas com pérolas, mas baças, segundo dizem, apareceram espontaneamente junto das outras.)


A exposição faz parte do Projecto Maytreia. Houve vários Budas, aquele a quem chamamos Buda pode ser considerado o Buda Histórico e foi o quarto, está previsto existir um dia o Buda do Futuro, Buda Maytreia.
Este projecto pretende desenvolver em todos os aspectos uma região muito pouco desenvolvida e muito pobre a norte da Índia, a terra onde morreu o Buda Histórico. Vão construir uma estátua gigante de Maytreia, igual à da imagem e colocarão dentro as relíquias que, segundo dizem, têm o poder de curar doenças, entre vários outros.

quinta-feira, novembro 04, 2010

Carta aberta a um amigo virtual

Caro Medina (do Brasil):
A verdadeira fraternidade é esta: a fraternidade do espírito.
Está para nascer o homem novo, mas talvez o homem novo sejamos nós mesmos. Está para nascer, ou a nascer, talvez até dentro de nós mesmos, o homem novo. A mulher nova. Uomini.
Mas esse novo humano não dará mais valor ao cérebro do que ao coração. E o medo não será a sua principal motivação para fazer ou não fazer. Como é agora.
E o medo não será a sua principal motivação para viver ou não viver, como é agora.
E sim a alegria. E a alegria será a sua principal motivação para fazer ou não fazer.
Incluindo a alegria do encontro.


Caro amigo: isso que você vê nascer dentro de si, talvez de inconfessado, é mesmo você.
É você mesmo, fruto dos tempos a ser. Acolha sem desconfiança o que aparecer dentro de si de novo e de bom.
Nunca apreciei a intimidade nem valorizei a proximidade, não são os próximos no espaço que nos inspiram. E o corpo... bem, o corpo... importante embora, parece ser, sem o ser, o essencial. O corpo é importante como impressão, mas é irrelevante como verdade. O corpo é apenas a verdade da terra. O mar delimita os seus limites. E a terra expande as suas ilusões.
Por mim, sei que fui feita para viver neste tempo em que a amizade e a proximidade mental ou psíquica ignoram a distância.
E para começar agora a ser. E a ter sido. A não ser que a relação entre as pessoas seja irrelevante e que só na solidão possamos encontrar a distância...
Não posso ter sido a única. Espero por vocês. Por si, caro amigo. Podemos encontrar-nos na diferença e na semelhança e na ilusão e no sonho. Ou digamos assim: 
Encontrar-nos-emos por aí.
E vai ser bom.


(Texto a ser alterado, claro.)

domingo, outubro 31, 2010

Constable



Carroça de Feno, Constable, 1928
Embora tenha prometido colocar aqui marinhas e motivos aquáticos, (prometi no outro blogue, não neste), para já fica aqui esta paisagem campestre como um apelo à nostalgia do Outono, ou em sintonia com ela.

segunda-feira, outubro 18, 2010

Almário

Ocorre-me muitas vezes esta palavra: almário.
É apenas uma corruptela de armário, que dizem muito as pessoas do Norte de Portugal.
É um daqueles erros bonitos. Será que os armários são todos almários?
Também ficava melhor (era mais correcto, no fundo) dizer: ele está na idade do almário.

sexta-feira, outubro 15, 2010

Que falta que faz a Natália!

"Temos fantasmas tão educados
Que adormecemos no seu ombro
Somos vazios despovoados
De personagens de assombro"
Natália Correia

quinta-feira, outubro 14, 2010

"Graças a Deus sou ateu"

"Vivemos numa sociedade laicizada, a maior parte são cristãos não praticantes, outros nem fé têm, mas a maioria são homens e mulheres rectos que procuram fazer o melhor que podem. Eu acho que Deus age nessa gente sem eles saberem", disse o cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, ontem na celebração da missa dos 50 anos do movimento dos Cursilhos de Cristandade em Portugal.


No mínimo, é uma visão simpática da sociedade. Só deve ser chato para aqueles que não acreditam nem querem acreditar...
E para os que dizem: "Graças a Deus sou ateu", frase que caracteriza os que acreditam mas fingem que não acreditam... pior ainda para os que não acreditam, mas fingem acreditam...
E já agora, ainda há os que acreditam e fingem que acreditam, e os que não acreditam e fingem que não acreditam...

sábado, outubro 09, 2010

Nossa Senhora do Cabo

Conto-a como ma contaram a mim.
Um saloio e uma velhota tiveram um sonho em que lhes apareceu Nossa Senhora. 
E então encontraram-se. E combinaram ir os dois juntos ao Cabo Espichel.
E, quando lá chegaram, encontraram uma imagem abandonada da Nossa Senhora. 
E o povo começou a fazer uma romaria à "Nossa Senhora do Cabo".
E todos os anos, a Nossa Senhora do Cabo fica numa das 25 freguesias das redondezas e depois vai em procissão para outra.
E este ano está em Sintra, mas só voltará daqui por 25 anos.
E não me peçam mais pormenores. De cada vez que os pedi, responderam-me: não sei. Só me disseram que isto do saloio e da velhota aconteceu há 300 anos. Mais coisa menos coisa.

quinta-feira, outubro 07, 2010

Olá Amílcar! Há que tempos!
Eu andava a cismar como foram os meus blogues parar aos preferidos do blogue da Ex-DGEMN...

quarta-feira, setembro 29, 2010

A Stranger in Paradise



É assim que eu vejo uma viagem por mar. Ou por outros mares.
Entre o esplendor do espírito e o esplendor da matéria.

domingo, setembro 26, 2010

sábado, setembro 25, 2010

terça-feira, setembro 21, 2010

"A gente só nasce
Quando somos nós
Que temos as dores"

segunda-feira, setembro 20, 2010

A luzinha é você

Este blogue também já tem um globinho, que muda com as estações do ano, por exemplo, fica com neve, etc.
A luzinha também é você, mas este gira mais.

domingo, setembro 19, 2010

Osho

"Chegou a hora em que é necessário uma grande rebelião contra todas as religiões estabelecidas. A religiosidade é necessária no mundo, mas não precisamos de novas religiões – chega de hindus, cristãos, mulçumanos -, apenas de pessoas puramente religiosas, pessoas que tenham grande respeito por si mesmas"
Osho

sábado, setembro 11, 2010

Viagem luminosa




A luz do sol reflecte-se nas ondas que a devolvem
A luz da lua regressa ao espaço,
As estrelas são demasiado nítidas num écran de escuridão
A viagem marítima é a viagem luminosa.

A luz do espaço, a luz do mar, a luz interior de quem navega por ser seu destino navegar:
Estar entre a escuridão e a luz, entre o medo e a aventura
Entre o que é e o que poderá deixar de ser, na imaterialidade das vagas formas marinhas

terça-feira, setembro 07, 2010

AS FÉRIAS SÃO DEMASIADO ESTAFANTES. VAMOS TRABALHAR

VAMOS TRABALHAR PORQUE PRECISAMOS DE DESCANSAR.

Nem que nos pagassem bem, nunca nós correríamos ou caminharíamos, para trabalhar, muitos quilómetros debaixo da torreira do sol, nos países mais quentes do mundo. Como fazemos nas férias. Antes organizaríamos tremendas manifs para protestarmos contra o trabalho escravo.

Tive sorte: depois de me ter esmifrado até perder o fôlego e até me arderem os pés à torreira do sol mediterrânico e de outros sóis, o meu primeiro dia de trabalho é o primeiro dia que vi, em vários meses, nublado e com chuva.

Bom trabalho para vocês.

segunda-feira, setembro 06, 2010

It's so easy to leave me All alone with the memory Of my days in the sun.




Os meus amigos mais jovens ainda não devem conhecer esta música.
É preciso construir agora boas recordações dos nossos dias "in the sun"


Midnight,
Not a sound from the pavement
Has the moon lost her memory?
She is smiling alone.
In the lamplight,
The withered leaves collect at my feet,
And the wind begins to moan.

Memory,
All alone in the moonlight,
I can dream of the old days
Life was beautiful then
I remember the time
I knew what happiness was.
Let the memory live again.

Every street lamp seems to beat
A fatalistic warning.
Someone mutters and the street lamp gutters
And soon it will be morning.

Daylight,
I must wait for the sunrise,
I must think of a new life
And I musn't give in.
When the dawn comes,
Tonight will be a memory too
And a new day will begin.

Burnt out ends of smoky days,
The stale cold smell of morning.
A street lamp dies,
Another night is over,
Another day is dawning.

Touch me,
It's so easy to leave me
All alone with the memory
Of my days in the sun.
If you touch me,
You'll understand what happiness is.
Look, a new day has begun.

Navegações




Belo três mastros, que avistei perto de Saint Tropez. Para embarcações de recreio, nunca vi nada que se lhe comparasse.
Conheci em tempos uma jornalista alemã que tinha um barco. Disse que eram muito mais baratos se comprados em segunda mão em qualquer país europeu e levados a navegar. Sabia que em Portugal é difícil ter barcos...

sexta-feira, setembro 03, 2010

Amarrações





1ª foto: O porto de Ceuta é muito bonito, é o que aparece no genérico deste blogue.
Manobras para zarpar do porto de Ceuta.
2ª foto: Navegação em alto-mar

quinta-feira, setembro 02, 2010

Minha peça de teatro

Interrupção das navegações para dizer:

Foi publicada na Revista Triplov a minha peça de teatro, inédita até agora

Aldeia das Cavernas



Pretende demonstrar a ideia de que a aldeia global também pode ser considerada uma aldeia de cavernas, tanto no sentido do primitivismo das relações, como no sentido platónico das ilusões.
Essa não é necessariamente a minha opinião, é apenas um ponto de vista, que me surgiu na escrita desse texto.

Um enorme agradecimento a Estela Guedes, directora da Revista.

quarta-feira, setembro 01, 2010

terça-feira, agosto 31, 2010



"A vizinhança do mar destrói a pequenez"
Stendhal.
1ª foto - Em navegação
2ª foto - Museu da pesca, Palamós, Catalunha, Espanha

sábado, agosto 28, 2010

Navegaçoes

Balleira do navio Funchal, porto de Saint Tropez, França.
A caminho do navio, fundeado ao largo

sexta-feira, agosto 27, 2010

Navegações


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Porto de Saint Tropez

quinta-feira, agosto 26, 2010

Navegação




Posted by Picasa
Quando o navio fica fundeado ao largo, o embarque e o desembarque faz-se de lancha.
Chama-se baleeiras a estas embarcações, pois os navios de caça à baleia levam, ou levavam vários pequenos barcos acoplados, usados depois para as perseguir.
E depois é preciso içar tudo.

quarta-feira, agosto 25, 2010

Lua Cheia





A Oriente, a lua, nascendo. A nordeste, a lua. A Norte a Europa, Ao sul, a África. Breve momento de passagem.

Fecham-se-me os olhos doridos e cansados de terem visto tanta beleza e tanta luz.

Guardarei dentro de mim a memória deste esplendor luminoso para o recordar no Inverno e nas noites sem lua.

(Estreito de Gibraltar, lado Norte, Europa)

Para o Luis Miguel, o Joao e outros amantes de navios








Porto de Ajaccio, Corsega


terça-feira, agosto 24, 2010

segunda-feira, agosto 23, 2010

Navegações



Por mares já muito navegados, mas sempre misteriosos e inauditos.