segunda-feira, julho 25, 2011

Fecho os olhos e vejo os imensos oceanos azuis, infinitos no seu extenso vazio
Sonho-os também na noite, quando nenhum barco acordado os povoa de humanidade
E atravessando o tempo da terra
Dum lado a intensa luz, do outro a escuridão
Ponte incandescente ou passagem sinistra entre o dia de hoje e o dia de amanhã


Enquanto nós prosseguíamos a nossa viagem pela terra
Tão ausentes de nós mesmos...


Os camelos tinham sede, o sal sobrava na nossa pele e na nossa boca
Como se só existisse a terra
E o deserto

quinta-feira, julho 21, 2011

"Durmo e desdurmo"


Fernando Pessoa

quarta-feira, julho 13, 2011

Mares


"Uma saudade ansiada impelia-me para o mar"
in Eurico o Presbítero, Alexandre Herculano

sábado, julho 09, 2011

Entardecer



Tudo fica mais belo ao entardecer. E há um entardecer todos os dias. Em toda a parte.
Posted by Picasa

quinta-feira, julho 07, 2011

Fotos minhas

Este é o slideshow das minhas fotos no Flickr.
Quase me tinha esquecido delas, mas aparecem-me pessoas a pedir contactos, como no Facebook.
O Flickr é bom para partilhar fotografias.
E cá vai.


CLICAR AQUI

terça-feira, julho 05, 2011

Luz violeta transmutadora: a luz sagrada



Já existe neste blogue uma meditação da luz violeta.

domingo, julho 03, 2011

Palavras de Osho

"No Oriente, as pessoas condenaram o corpo, condenaram a matéria, chamaram-na de "ilusória", de maya: coisa que de fato não existe, apenas parece existir; coisa feita da mesma substância dos sonhos. As pessoas renegaram o mundo, e esta é a razão pela qual o Oriente permaneceu pobre, doente, faminto.

Metade da humanidade tem vivido aceitando o mundo interior, mas negando o mundo exterior. A outra metade tem aceitado o mundo material, e negado o mundo interior. Ambas são metades, e homem nenhum que seja uma metade pode estar satisfeito.
É necessário ser inteiro: rico no corpo, rico em ciência; rico em meditação, rico em consciência.
No meu modo de ver, apenas a pessoa inteira é uma pessoa sagrada.
Eu quero que se misturem Zorba e Buda. Zorba sozinho é vazio. Sua dança não tem significação eterna, é prazer momentâneo. Logo ele se cansará dela. A menos que você disponha de fontes inesgotáveis que lhe venham do próprio cosmos... a menos que você se torne existencial, não poderá tornar-se inteiro.
Esta é a minha contribuição para a humanidade: a pessoa inteira."


Osho Communism and Zen Fire, Zen Wind Chapter 2

sexta-feira, julho 01, 2011

Cajuína - Caetano Veloso



Uma das minhas canções preferidas em música brasileira. De Caetano Veloso.


Letra


"Existirmos: a que será que se destina?
Pois quando tu me deste a rosa pequenina
Vi que és um homem lindo e que se acaso a sina
Do menino infeliz não se nos ilumina
Tampouco turva-se a lágrima nordestina
Apenas a matéria vida era tão fina
E éramos olharmo-nos intacta retina
A cajuína cristalina em Teresina"

segunda-feira, junho 27, 2011

Ao Templo das Ameixas Verdes

Estendida ao sol de verão na erva fresca e na terra molhada
A pele quente e húmida de ter trepado à ameixoeira
Saboreando uma ameixa pequena e quente, amarela e amarga, 
Ainda verde por não poder esperar que amadureça, uns dias, uma eternidade
Uma vida inteira, quase

Sentindo o sol e as férias no sabor agri-doce do fruto
Nas costas molhadas de terra e redondas de serem minhas

Tudo muda e tudo pode doer, menos a infância
Quando o universo era o templo das ameixas verdes

terça-feira, junho 21, 2011

METAPHORICAL JOURNEY



Vladimir Kush, METAPHORICAL JOURNEY
São mais conhecidos alguns pormenores desta obra, como o central, navio das borboletas e o do lado direito, moinhos com borboletas. Mas existe outro navio com borboletas do mesmo autor.


VER AQUI neste blogue.


OU AQUI, informação interessante sobre a obra de Kush e imagens.

domingo, junho 19, 2011

Santo António de Lisboa e de Pádua



Excerto de série que passou na televisão portuguesa. Há mais no Youtube. Ou mesmo aqui.
Para o meu amigo do blogue Dies Domini, que anda adoentado e que é devoto deste santo.

quarta-feira, junho 15, 2011

sábado, junho 11, 2011

Pôr-do-sol visto do Espaço






"A tripulação da Estação Espacial Internacional (ISS) fotografou este pôr do sol na América do Sul e a Agência Espacial Americana divulgou a bela imagem nesta sexta-feira, 6 de maio de 2011. Em média, eles veem o sol nascendo e se pondo 16 vezes durante o período orbital de 24 horas."


in http://www.starnews2001.com.br/

sexta-feira, junho 10, 2011

"Na Floresta" de Kalil Gibran

Na floresta não existe nem rebanho nem pastor
Quando o inverno caminha
Segue seu distinto curso como faz a primavera
Os homens nasceram escravos daquele que repudia a submissão
Se ele um dia se levanta e lhes indica o caminho
Com ele caminharão
Dá-me a flauta e canta
O canto é o pasto das mentes
E o lamento da flauta perdura mais que rebanho e pastor.



Na floresta não existe ignorante ou sábio.
Quando os ramos se agitam a ninguém reverenciam
O saber humano é ilusório
como a serração dos campos que se vai quando o sol se levanta no horizonte.
Dá-me a flauta e canta
O canto é o melhor saber
E o lamento da flauta sobrevive ao contilar das estrelas.


Na floresta só existe lembrança dos amorosos.
Os que dominaram o mundo e oprimiram e conquistaram
os seus nomes são como letras dos nomes dos criminosos.
Conquistador entre nós é aquele que sabe amar.
Dá-me a flauta e canta
E esquece a injustiça do opressor.
Pois o lírio é uma taça para o orvalho
E não para o sangue.


Na floresta não há crítico nem censor
Se as gazelas se perturbam quando avistam o companheiro
a águia não diz: que estranho.
Sábio entre nós é aquele que julga estranho apenas o que é estranho.
Ah, dá-me a flauta e canta
O canto é a melhor loucura
e o lamento da flauta sobrevive aos ponderados e aos racionais.


Na floresta não existem homens livres ou escravos.
Todas as glórias são vãs como borbulhas na água.
Quando a amendoeira lança suas flores sobre o espinheiro não diz:
“Ele é desprezível e eu sou um grande Senhor.”
Dá-me a flauta e canta
que o canto é glória autentica
E o lamento da flauta sobrevive
Ao nobre e ao vil.


Na floresta não existe fortaleza ou fragilidade
Quando o leão ruge não dizem:“Ele é temível.”
A vontade humana é apenas
uma sombra que vagueia no espaço do pensamento
e o direito dos homens fenece
como folhas de outono.
Dá-me a flauta e canta
O canto é a força do espírito
E o lamento da flauta sobrevive ao apagamento dos sóis.


Na floresta não há morte nem apuros.
A alegria não morre quando se vai a primavera.
O pavor da morte é uma quimera que se insinua no coração,
pois quem vive uma primavera é como se houvesse vivido séculos.
Dá-me a flauta e canta
O canto é o segredo da vida eterna
E o lamento da flauta permanecerá após findar-se a existência.

Kalil Gibran

quinta-feira, junho 09, 2011

Amigos menos do que virtuais do blogue

Olá amigo(s) de Mountain View, California.
Já que não quer manifestar-se, parabéns para o seu aniversário, quando for o seu aniversário. Se acertei ou andei perto, é só intuição. Se não acertei, fica para o próximo.


Já agora:


Rekoa Meton


Vi que você apagou o seu blogue e tive pena. Calculo que ainda ande por aqui... diga qualquer coisa, por exemplo assim:
- Qualquer coisa!

sábado, junho 04, 2011

Rio



Filme Rio: primeiros dois minutos. Lindíssimo!

terça-feira, maio 31, 2011

Prazeres

O nosso corpo e o nosso espírito são a fonte de inúmeros prazeres.
É para os sentir que vale a pena viver!

domingo, maio 29, 2011

Texto de Sophia - o meu favorito

Sophia inventou este texto para explicar à empregada o caminho desde a sua casa de férias, em Lagos, até ao mercado. Tenho uma amiga que foi amiga da poetisa e que acha decepcionante ver lugares tão banais, que percorreram juntas várias vezes, descritos desta maneira... por não ter visto nada disto quando por lá passou :)




Caminho da manhã



"Vais pela estrada que é de terra amarela e quase sem nenhuma sombra. As cigarras cantarão o silêncio de bronze. À tua direita irá primeiro um muro caiado que desenha a curva da estrada. Depois encontrarás as figueiras transparentes e enroladas; mas os seus ramos não dão nenhuma sombra. E assim irás sempre em frente com a pesada mão do Sol pousada nos teus ombros, mas conduzida por uma luz levíssima e fresca. Até chegares às muralhas antigas da cidade que estão em ruínas. Passa debaixo da porta e vai pelas pequenas ruas estreitas, direitas e brancas, até encontrares em frente do mar uma grande praça quadrada e clara que tem no centro uma estátua. Segue entre as casas e o mar até ao mercado que fica depois de uma alta parede amarela. Aí deves parar e olhar um instante para o largo pois ali o visível se vê até ao fim. E olha bem o branco, o puro branco, o branco de cal onde a luz cai a direito. Também ali entre a cidade e a água não encontrarás nenhuma sombra; abriga-te por isso no sopro corrido e fresco do mar. Entra no mercado e vira à tua direita e ao terceiro homem que encontrares em frente da terceira banca de pedra compra peixes. Os peixes são azuis e brilhantes e escuros com malhas pretas. E o homem há-de pedir-te que vejas como as suas guelras são encarnadas e que vejas bem como o seu azul é profundo e como eles cheiram realmente, realmente a mar. Depois verás peixes pretos e vermelhos e cor-de-rosa e cor de prata. E verás os polvos cor de pedra e as conchas, os búzios e as espadas do mar. E a luz se tornará líquida e o próprio ar salgado e um caranguejo irá correndo sobre uma mesa de pedra. À tua direita então verás uma escada: sobe depressa mas sem tocar no velho cego que desce devagar. E ao cimo da escada está uma mulher de meia idade com rugas finas e leves na cara. E tem ao pescoço uma medalha de ouro com o retrato do filho que morreu. Pede-lhe que te dê um ramo de louro, um ramo de orégãos, um ramo de salsa e um ramo de hortelã. Mais adiante compra figos pretos: mas os figos não são pretos mas azuis e dentro são cor-de-rosa e de todos eles corre uma lágrima de mel. Depois vai de vendedor em vendedor e enche os teus cestos de frutos, hortaliças, ervas, orvalhos e limões. Depois desce a escada, sai do mercado e caminha para o centro da cidade. Agora aí verás que ao longo das paredes nasceu uma serpente de sombra azul, estreita e comprida. Caminha rente às casas. Num dos teus ombros pousará a mão da sombra, no outro a mão do Sol. Caminha até encontrares uma igreja alta e quadrada.Lá dentro ficarás ajoelhada na penumbra olhando o branco das paredes e o brilho azul dos azulejos. Aí escutarás o silêncio. Aí se levantará como um canto o teu amor pelas coisas visíveis que é a tua oração em frente do grande Deus invisível." 

Sophia de Mello Breyner in Livro Sexto

segunda-feira, maio 23, 2011

Para a minha irmã mais velha





Que ama os jacarandás. Volto lá, para tirar mais fotos.