sexta-feira, setembro 03, 2010

Amarrações





1ª foto: O porto de Ceuta é muito bonito, é o que aparece no genérico deste blogue.
Manobras para zarpar do porto de Ceuta.
2ª foto: Navegação em alto-mar

quinta-feira, setembro 02, 2010

Minha peça de teatro

Interrupção das navegações para dizer:

Foi publicada na Revista Triplov a minha peça de teatro, inédita até agora

Aldeia das Cavernas



Pretende demonstrar a ideia de que a aldeia global também pode ser considerada uma aldeia de cavernas, tanto no sentido do primitivismo das relações, como no sentido platónico das ilusões.
Essa não é necessariamente a minha opinião, é apenas um ponto de vista, que me surgiu na escrita desse texto.

Um enorme agradecimento a Estela Guedes, directora da Revista.

quarta-feira, setembro 01, 2010

terça-feira, agosto 31, 2010



"A vizinhança do mar destrói a pequenez"
Stendhal.
1ª foto - Em navegação
2ª foto - Museu da pesca, Palamós, Catalunha, Espanha

sábado, agosto 28, 2010

Navegaçoes

Balleira do navio Funchal, porto de Saint Tropez, França.
A caminho do navio, fundeado ao largo

sexta-feira, agosto 27, 2010

Navegações


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Porto de Saint Tropez

quinta-feira, agosto 26, 2010

Navegação




Posted by Picasa
Quando o navio fica fundeado ao largo, o embarque e o desembarque faz-se de lancha.
Chama-se baleeiras a estas embarcações, pois os navios de caça à baleia levam, ou levavam vários pequenos barcos acoplados, usados depois para as perseguir.
E depois é preciso içar tudo.

quarta-feira, agosto 25, 2010

Lua Cheia





A Oriente, a lua, nascendo. A nordeste, a lua. A Norte a Europa, Ao sul, a África. Breve momento de passagem.

Fecham-se-me os olhos doridos e cansados de terem visto tanta beleza e tanta luz.

Guardarei dentro de mim a memória deste esplendor luminoso para o recordar no Inverno e nas noites sem lua.

(Estreito de Gibraltar, lado Norte, Europa)

Para o Luis Miguel, o Joao e outros amantes de navios








Porto de Ajaccio, Corsega


terça-feira, agosto 24, 2010

segunda-feira, agosto 23, 2010

Navegações



Por mares já muito navegados, mas sempre misteriosos e inauditos.

quarta-feira, agosto 11, 2010

A BELEZA ESCONDE-SE DE QUEM NÃO A PROCURA

segunda-feira, agosto 09, 2010

Solidão

"A minha solidão não tem nada a ver com a presença ou ausência de pessoas... detesto quem me rouba a solidão, sem em troca me oferecer verdadeira companhia."
Friedrich Nietzsche

quinta-feira, agosto 05, 2010

Pôr-do-sol de Verão, visto de Lisboa










Pôr-do-sol de Verão, visto da minha janela
Com aquela "gaivota que anda perdida" pelos céus de Lisboa
Rastos de aviões nas nuvens e os meus pés

terça-feira, agosto 03, 2010

Serenata de Schubert



No fim do vídeo aparecem outros. Basta clicar na imagem para os ouvir.
Clicar nas quatro setas concêntricas, do lado direito, para ver em écran completo.
Ou abrir outra página e apenas ouvir o som.

domingo, agosto 01, 2010

A Masseira Sombria


A minha mãe tinha nove irmãos e uma mãe que os espancava a todos. Tinha um pai, desertor da guerra de 14-18 - poucos portugueses foram para essa guerra e muitos menos escaparam com vida, para além dos desertores, que escaparam todos, claro... este pai defendia os filhos.

A mãe da minha mãe tinha uma masseira. Era uma peça de mobiliário destinada a amassar a farinha para fazer pão, e que também servia de mesa. A parte de amassar era destacável e tinha vagamente a forma de um barco. Ou talvez de um pequeno caixão. Todos os caixões são navios que nos transportam...

Num belo e quente dia de Verão, a minha mãe e uns irmãos mais novos levaram a parte de cima da masseira para um pequeno riozinho, o que se chama um ribeiro. A masseira flutuava bem e eles navegaram felizes toda a tarde, rio abaixo. Este ribeirinho ia dar ao Rio Douro, mas não foi dar. Só havia um remo, que era a pá do forno e, quanto ao leme, não havia.

Quando chegaram a casa (nem chegaram por si, foi preciso ir buscá-los) apanharam todos uma grande surra. Mas a minha mãe contava isto como uma coisa muito gira que tinha feito... muito boa...

De todas as vezes que embarquei, às vezes em navios de luxo, senti que tinha embarcado clandestinamente na masseira da minha avó, com a minha mãe e os meus tios, no riozinho de prata que ia dar ao rio Douro, mas não foi.

E talvez todos os navios tenham começado por ser assim, masseiras sombrias e clandestinas, deslocadas da terra para o mar, possuídas pela vibração das marés e pelo sonho de navegar: assim como todas as descobertas marítimas começaram por ser naufrágios.

Hoje, dia um de Agosto, quero homenagear a minha mãe no dia em que ela morreu. Há muito tempo, tinha eu 18 anos.

E gosto de a lembrar assim: não morta, mas viva, alegre, feliz e criança: a desafiar o "poder" e a sentir-se encantada por o ter feito. Recordando esses momentos com prazer durante toda a vida.

Infância: tempo de navegar em algo de imaginário mas quase real. Tempo de partir sem levar nada, por ainda não se ter nada. E sem receio de naufragar e perder tudo. Sem receio de que vá tudo "por água abaixo". Porque ainda não temos nada.

P.S.: Programei a mensagem para ser publicada hoje, 1 de Agosto, às oito da manhã.
Graciete Nobre
Foto extraída deste blogue CLICAR AQUI: a masseira parece ser uma miniatura, assim como a pá, pelo menos imagino-os e recordo-os bem maiores e sem pinturas. Era também na parte de cima que se guardava o pão.

sexta-feira, julho 30, 2010

Lágrimas do Oceano



Outra vez Keiko Matsui: Tears of the Ocean. Há outros vídeos dela em Terra Imunda.

domingo, julho 25, 2010

Luar Sagrado

É hoje o dia do luar sagrado para os hindus, o Guru Purnima de que falei num post anterior.
É uma festa em honra dos Gurus, que conduzem espiritualmente a humanidade, mas inclui o jejum, como purificação física e espiritual.
A noite passada já parecia dia, um dia escuro...

sábado, julho 24, 2010

Impressões

Durante muito tempo, pensei que o Verão era o tempo da felicidade.
Agora entendo que só pode ser feliz no verão quem o for todo o ano...

quarta-feira, julho 21, 2010

A Lua Cheia

No próximo domingo, 25 de Julho, é celebrado pelos hindus o Guru Purnima, a lua cheia, em honra dos Gurus, que conduzem espiritualmente a humanidade. Também podem ser considerados professores e muito mais do que isso, claro.

Mother Maya é também uma Guru. Considerada santa pelos indianos e vivendo em recolhimento nos Estados Unidos da América, tem feito uma viagem à volta do mundo para convencer as pessoas a fazerem um voto de não-violência: voto de Ahimsa, como fez o Mahatma Gandhi. Este voto inclui a alimentação vegetariana, a não-violência contra animais. É uma mãe cósmica.
No texto em link, escrito por ela, afirma que nos aproximamos da Idade do Ouro. Uma nova era, mais evoluída e melhor.

terça-feira, julho 20, 2010

Le Vieux Moulin

Engraçado. Vi nas estatísticas dos blogues que andou alguém a fazer tradução automática para francês do meu poema "O velho moinho", publicado na revista Triplov. Ficou um texto estranho. Mas com passagens giras. Assim:


Le Vieux Moulin


Au fond de la vallée du fleuve, l'eau calme

doux et tranquille qui nous attend


Toujours court, légèrement lieu caché de la paix

Willow bourgmestre laisse que la pente de l'eau

sur votre chemin dans un hommage solennel.


Pour y accéder il faut descendre la colline:

Gorse, ronces, orties émeraude,

gratter bruts dans la peau.


Ne passez pas, disent-ils. Ne cherchez pas le chemin

Brook est un mystère que vous ne doit pas divulguer

Dos à dos - disent-ils - Stop!


La pleine lune éclaire doucement le ruisseau caché

de passage à l'ombre des grands arbres qui entourent


Stop parmi les saules petite crique

Retourne à la lune au clair de lune

hommage silencieux à la terre liquide univers vide

Le moulin abandonné rappelle d'autres temps déjà.

quinta-feira, julho 15, 2010

Poema de Sophia

MEDITAÇÃO DO DUQUE DE GÂNDIA SOBRE A MORTE DE ISABEL DE PORTUGAL

"Nunca mais
A tua face será pura, limpa e viva
Nem o teu andar como onda fugitiva
Se poderá nos passos do tempo tecer.
E nunca mais darei ao tempo a minha vida.

Nunca mais servirei Senhor que possa morrer."


Sophia de Melo Breyner Andresen
(EXCERTO)

segunda-feira, julho 12, 2010

Provérbio chinês

"Das trinta e seis maneiras que existem para escapar, a melhor é a fuga."

Citado por Pearl Buck, "A Bridge to Pass"

sábado, julho 10, 2010

Todos os tempos

Em alturas como estas, de intenso calor, sabemos valorizar a chuva, a frescura das sombras, o Outono... vai ser bom quando sentirmos o aconchego da casa nas noites de Inverno... Todos os tempos são bons, embora este seja o meu preferido.
Ao dizer que é o meu preferido refiro-me, também, ao tempo presente.

quarta-feira, julho 07, 2010

A seda azul dos dias





A seda azul dos dias / A seda azul das noites

A noite vai descendo lentamente, muito lentamente
Sobre esta parte da terra antes do mar,
No centro do Ocidente do mundo (conhecido)

A dádiva do repouso acaricia finalmente
As nossas cabeças inclinadas, entregues à febre do tempo

Muitos nunca vão esquecer este dia que agora acaba em sombras, 
Quase todos o olvidarão para sempre

A luz desaparece lentamente, muito lentamente...
Ouvem-se as vozes, diálogos familiares, falas tranquilas do dia que assim se extingue na cidade

Ouvem-se os sons da água que corre, invisíveis cascatas, ou fontes dos jardins                escondidos e dos quintais ocultos
Ouve-se o som surdo das rodas dos automóveis, cada vez mais espaçado, mais lento, na cidade que repousa

Muitos dormem


E outros partem para a aventura da noite
Podemos descansar se quisermos, podemos partir se quisermos nesta cidade noctívaga

A lua cheia e a estrela do pastor aparecem agora, tranquilamente
Lembrando-nos a placidez dos campos, das terras longe, noutras paragens

Dizem-nos que nada mudou. E que tudo muda sempre?
Que nada mudou, dizem:
- Voltamos sempre aqui, mais ou menos a esta hora. Aqui e a toda a parte...
Dizem-nos que a luz há-de vir todos os dias e todas as noites
"Para ti" - quase parecem sussurrar




- SÃO MAIS OS MORTOS DO QUE OS VIVOS - ciciamos baixinho, como se ninguém nos  escutasse,
Nas trevas que se adensam, medonhas, e para cá dos montes, já quase invisíveis

- São mais os vivos - parece tranquilizar-nos a luz obscura, a escuridão tenebrosa, a claridade ambígua do luar
- Porque todos foram vivos, um dia.
E todos tiveram medo da escuridão,
Como tu

Muitos dormem!



[N.B.: Este texto será alterado, pois é apenas um esboço.]

quinta-feira, julho 01, 2010

Que pássaro será este?





Que pássaro será este? Adoro pássaros, mas ainda entendo muito pouco sobre este assunto.
Nos próximos meses e anos, espero entender muito mais.
Um tordo?

Os pássaros parecem ser desnecessários. É por isso que parecem ser um milagre. Um milagre desnecessário. Talvez o mais interessante de todos, do ponto de vista estético.

sábado, junho 26, 2010

Colibris (Beija-Flores) no Ninho


Este vídeo mostra dois pequenos colibris no ninho, num jardim, até aprenderem a voar e desaparecerem para sempre. É acompanhado de música muito suave.

Pores-do Sol



Muitos pores-do-sol fotografados do mesmo sítio deram este repousante vídeo.

terça-feira, junho 22, 2010

Pássaro Cardeal (Cardinal): o anúncio da Primavera noutras paragens

Para nós, são as andorinhas que trazem a Primavera, o que mostra a importância que damos aos pássaros, ainda quando não parece. Mas as andorinhas são aves discretas.
Agora imaginem vocês que viviam num país onde o Inverno se cobre de neve. E que o anúncio da Primavera se fazia com um pássaro vermelho. Vivo. Um pássaro vivo e vermelho vivo. Tão vermelho que se chama cardeal, ou "cardinal", em inglês, a pensar nas vestes rubras dos cardeais.
Isto passa-se nos Estados Unidos, no Canadá e no México. Esqueço a América do Sul, que não tem neve nem grande desejo de Primavera, julgo eu, mas tem cardeais.
(Não consegui obter a página de onde tirei a foto, só posso dizer que a encontrei no Google Images)

domingo, junho 20, 2010

Liberdade / Liberty

"Please Use Your Liberty to Promote Ours" Aung San Suu Kyi
"

Tradução: "Por favor, usem a vossa liberdade para promover a nossa"


Isto é algo que podemos fazer com a nossa liberdade. Promover (ou despromover) a liberdade dos outros.

sábado, junho 19, 2010

L'amour

"L'amour participe de l'âme même. Il est de même nature qu'elle. Comme elle il est étincelle ...

L'amour est une respiration céleste de l'air du paradis." Les Misérables, VICTOR HUGO


Muito se escreve hoje sobre o amor, não já apenas o amor entre duas pessoas, como até aqui, mas o amor universal. Como o define Dante Alighieri: "O amor que move o sol e as outras estrelas". "L'amor che muove il sole e l'altre stelle"

A atracção universal, o amor de que tanto se fala hoje, mas que foi já intuído pelos grandes pensadores do passado.

quinta-feira, junho 17, 2010

Novidade

É uma surpresa, um prazer e uma honra para mim ter-nos aparecido aqui, como seguidora deste blogue Escrevedoiros, uma índia brasileira, escritora e activista dos direitos dos povos "indígenas" do Brasil, Eliane Potiguara.
Olá Eliane! Seja bem aparecida!


É todo um mundo novo a ser descoberto, esse dos índios do Brasil, a que aqui em Portugal não damos muita atenção, pela distância geográfica e geoestratégica que nos separa.

sábado, junho 12, 2010

Pirata



Poema "Pirata" de Sophia de Mello Breyner

sexta-feira, junho 11, 2010

TRIPLO V

Acabei de publicar dois poemas meus no Triplo V e deve sair uma minha peça de teatro no próximo número da revista Triplo V. Os poemas também estão neste blogue, mas separados um do outro.

quinta-feira, junho 10, 2010

Todos os navios

"Todos os navios são objectos românticos, à excepção daquele em que navegamos. Basta embarcarmos para que o romance abandone o nosso navio e fique a pairar sobre todas as velas que vemos no horizonte."
Emerson

segunda-feira, junho 07, 2010

Gralhas!


Ficam aqui estas duas belas gralhas, em homenagem a todas as gralhas que se cometem por aí e aqui.
Gralhas de Nuca Cinzenta, foto extraída de

quarta-feira, junho 02, 2010

Limpar as águas



É uma meditação para limpar (curar) as águas do Golfo do México, poluídas por uma maré negra.
Poucas coisas me dão tanta tranquilidade e paz como ouvir e ver este vídeo: desejando, para todas as pessoas do mundo, paz, alegria, tranquilidade, cura, felicidade, abundância.
Mal não faz. Não acham?

domingo, maio 30, 2010

A chama que lava



Luz violeta: a chama que lava.
Isto é para meditar, isto é, para ouvir tranquilamente, como se acreditasse no que diz...
Talvez seja verdade... talvez dê para descontrair... talvez...

quinta-feira, maio 27, 2010

"A tristeza é um muro entre dois jardins"



"A tristeza é um muro entre dois jardins" Khalil Gibran

quarta-feira, maio 26, 2010

L'amor che muove il sole e l'altre stelle

"L'amor che muove il sole e l'altre stelle"

Clicar sobre o nome

Traduzido:
O amor que move o sol e as outras estrelas

Tendo vivido no Século XIII, este poeta exprime ideias que são hoje consideradas "New Age".
Como esta.

sexta-feira, maio 21, 2010

Sintra: a pedra e a carne




“Vou passar a noite a Sintra por não poder passá-la em Lisboa, 


"Mas, quando chegar a Sintra, terei pena de não ter ficado em Lisboa.

Sempre esta inquietação sem propósito, sem nexo, sem conseqüência,

Sempre, sempre, sempre,

Esta angústia excessiva do espírito por coisa nenhuma, 


Na estrada de Sintra, ou na estrada do sonho, ou na estrada da vida..."


Fernado Pessoa “ Ao volante do Chevrolet pela Estrada de Sintra”

Confesso que partilho com o Tio Fernando esta inquietação a respeito do sonho e a respeito da estrada deserta. E a respeito de quase tudo, mas não a respeito de Sintra nem de Lisboa, que amo.

E sobretudo a respeito de conduzir um Chevrolet. Ou qualquer outra viatura.

Tenho amigos virtuais altamente ecológicos, mas não tão ecológicos que não conduzam um automóvel, como eu (ao contrário de mim), que não conduzo nenhuma coisa com rodas, excepto uma bicicleta com rodas.

E tenho amigos e/ou/ conhecidos que conduzem automóveis de certas marcas, julgando que alguém os ama por isso.

Eu e eles temos isto em comum: eu já desisti, por incapacidade, talvez, de conduzir uma viatura, eles já desistiram, por incapacidade talvez, de serem amados por aquilo que não está na coisa com rodas e motor. Nem na marca.

Eu e eles pedimos a reforma por invalidez: eu nas coisas com rodas, eles no amor propriamente dito. Eu no amor só a quatro mãos... eles no amor só a quatro rodas.

Mas…O que é o amor?! - Essa (Eça) é outra questão.

É melhor falarmos de Sintra.

domingo, maio 16, 2010

O Tempo das Cerejas (outra vez)



Escrevo todos os anos alguma coisa sobre as cerejas, que adoro, não só pelo sabor, mas também pela sua beleza e raridade.. Ou posto fotografias.
Esta canção francesa foi composta em 1866 e é associada à Comuna de Paris. Letra de Jean-Baptiste Clément, música de Antoine Renard.

Letra

Quand nous chanterons, le temps des cerises
Et gai rossignol et merle moqueur
Seront tous en fête.
Les belles auront la folie en tête
Et les amoureux du soleil au coeur
Quand nous chanterons, le temps des cerises
Sifflera bien mieux le merle moqueur.

Mais il est bien court le temps des cerises
Où l'on s'en va deux cueillir en rêvant
Des pendants d'oreilles,
Cerises d'amour aux robes pareilles
Tombant sous la feuille en gouttes de sang.
Mais il est bien court le temps des cerises
Pendant de corail qu'on cueille en rêvant.

Quand vous en serez au temps des cerises
Si vous avez peur des chagrins d'amour
Evitez les belles!
Moi qui ne crains pas les peines cruelles
Je ne vivrai point sans souffrir un jour.
Quand vous en serez au temps des cerises
Vous aurez aussi des peines d'amour.

J'aimerai toujours le temps des cerises
C'est de ce temps là que je garde au coeur
Une plaie ouverte.
Et Dame Fortune en m'étant offerte
Ne pourra jamais fermer ma douleur,
J'aimerai toujours le temps des cerises
Et le souvenir que je garde au coeur.

Couplet ajouté pendant la guerre de 1871

Quand il reviendra le temps des cerises
Pendores idiots magistrats moqueurs
Seront tous en fête.
Les bourgeois auront la folie en tête
A l'ombre seront poètes chanteurs.
Mais quand reviendra le temps des cerises
Siffleront bien haut chassepots vengeurs.

terça-feira, maio 11, 2010

sábado, maio 08, 2010

Lisbon By Night

Ontem, 7 de Maio de 2010



quinta-feira, maio 06, 2010

Cajuína

Existirmos: a que será que se destina?
Pois quando tu me deste a rosa pequenina
Vi que és um homem lindo e que se acaso a sina
Do menino infeliz não se nos ilumina
Tampouco turva-se a lágrima nordestina
Apenas a matéria vida era tão fina
E éramos olharmo-nos intacta retina
A cajuína cristalina em Teresina


Sempre gostei desta música. Antes de haver internet não percebia nada da letra, o que contribuiu para o meu gostar dela. Confesso que agora não entendo muito mais. Também dá para dançar. Para quem gosta de dançar...

sexta-feira, abril 30, 2010

Pássaros, navios e muito mais...


Bernardette, respondo-lhe aqui. Clicar por cima


Aqui está um enigma.
Ia eu a uma drogaria para comprar um produto muito prosaico e mesmo desagradável, quando descubro lá dentro e à venda duas, pelo menos, das minhas paixões: pássaros e navios (neste caso do navio, um postal antigo e escrito); também gosto de filatelia e este é um objecto filatélico. Tudo numa drogaria e por cinco Euros. O dono da loja, figura muito interessante, indiano, ficou de trazer todos os postais que lá tivesse de navios e barcos e eu fiquei de os comprar ou de os publicitar. Aqui. Quanto aos pássaros, eram mesmo periquitos azuis e verdes, vivíssimos. Eu já aqui disse que gosto muito de pássaros e é por isso que nunca tive nenhum.

Fico à espera do comentário do nosso amigo hiper-entendido em Navios, o Luís Miguel Correia, que me dá a honra de ser seguidor deste blogue e que sabe tudo quanto há para saber a respeito de várias temáticas, todas elas relacionadas com a navegação. Tem também vários livros publicados sobre o assunto.
Trata-se, se bem entendi, do navio "Sierra Morena", que, na imagem, está a largar do porto do Rio de Janeiro. Não deve ser uma fotografia, parece uma pintura. O postal, provavelmente enviado por alguém que nele viajava, foi expedido em 1928 de Bolonha para Bremen. Lamento que o meu fraco alemão me impeça de perceber a letra e o texto, pois adoro ler cartas que não foram escritas para mim. LOL!
(Bem, também há pessoas que se auto-elogiam...)