sábado, março 19, 2011
Espectáculo: Nascimento da lua. Lugar: Terra. Hora: Em Contínuo
A lua regressa do Oriente, vitoriosa e triunfante, depois das festas que lhe fizeram por lá.
(Para saber como são as festas, ver o meu outro blogue AQUI)
quinta-feira, março 17, 2011
As arcas do tesouro
Comprarei as arcas para guardar os meus tesouros:
As pérolas da chuva, as lágrimas de contemplar a imensa beleza,
O cheiro a maresia nos dias de nevoeiro,
O por-do-sol sobre uma montanha asiática,
Um navio passando entre a terra e a ilha, de noite,
A estátua de Vénus imaginada nesse espaço nocturno, invisível,
A beleza dentro dos livros,
As palavras tão doces, tão selvagens,
As mil flores que florescem nas bordas dos caminhos,
Os bosques distantes sob a chuva,
As pérolas da chuva, as lágrimas de contemplar a imensa beleza,
O cheiro a maresia nos dias de nevoeiro,
O por-do-sol sobre uma montanha asiática,
Um navio passando entre a terra e a ilha, de noite,
A estátua de Vénus imaginada nesse espaço nocturno, invisível,
A beleza dentro dos livros,
As palavras tão doces, tão selvagens,
As mil flores que florescem nas bordas dos caminhos,
Os bosques distantes sob a chuva,
A doçura dos abraços
Guardarei todas estas maravilhas que vivi dentro destas arcas que colocarei sobre o terraço ao ar livre, por não caberem na escuridão.
Graciete Nobre
(Este é um post antigo que tinha apagado e que republiquei. Os comentários são antigos, excepto o último até agora, que diz: "frágil e perene como...nós".)
Guardarei todas estas maravilhas que vivi dentro destas arcas que colocarei sobre o terraço ao ar livre, por não caberem na escuridão.
Graciete Nobre
(Este é um post antigo que tinha apagado e que republiquei. Os comentários são antigos, excepto o último até agora, que diz: "frágil e perene como...nós".)
terça-feira, março 15, 2011
Adeus ao mar!
Junto aqui mais uma tela marinha do mesmo pintor russo, Ivan Aivazovsky, o pintor dos mares e um poema de Pushkin, grande poeta russo, também do Sec. XIX.
A pintura chama-se Adeus ao Mar de Pushkin e o poema é o "Adeus ao mar", de Pushkin, escrito na sua juventude. Não encontro em tradução portuguesa, vai em Espanhol.
Al Mar
¡Adiós, libérrimo elemento!
Contemplo por postrera vez
tus olas célicas al viento,
tu hermosura y altivez.
Cual queja triste de un amigo,
como su voz de despedida,
tu imperativo, mustio ruido
por vez postrera se avecina.
¡Límite ansiado de mi alma!
Por tus orillas en tinieblas
tan a menudo yo vagaba,
atormentado por mi idea.
¿Y no amé tu eco acaso,
todo el fragor de tus abismos,
y el silencio al ocaso,
y el arrebato advenedizo?
La barca fiel del pescador
que guardas tú, mar, por antojo,
roza el oleaje con valor,
mas desenfrenas tu enojo
y se hunde en banda la mejor.
sábado, março 12, 2011
Em benefício dos mares
Nunca é tarde para descobrir coisas novas e agora com a net, encontra-se tudo.
É como a diferença ou ausência de diferença existente entre oposições de palavras como descobrimento / encontro. Ou descoberta / invenção. Pois toda a descoberta é uma invenção. E toda a descoberta é também um encontro. Às vezes mesmo um encontrão. É por isso que muitas pessoas se recusam a descobrir seja o que for.
Pinturas sobre o mar do pintor russo Ivan Aivazovsky, artista romântico do Século XIX, considerado lá, alhures, numa parte do mundo considerada esquisita e que passou por convulsões esquisitas, em tudo e também na arte, como o pintor dos mares.
Os mares têm cor política? Podem ser pintados com as bandeiras dos reinos ou das repúblicas, mas todas as construções humanas caem. Todas as realizações humanas estão condenadas à destruição. Só sobra o que existe de divino no ser humano. A criação. A arte. O amor. A compaixão.
VER MAIS AQUI
sexta-feira, março 11, 2011
Oração atribuída a São Francisco de Assis
Descobri, através duma amiga virtual indiana e de religião hindu, que esta oração atribuída a São Francisco de Assis é partilhada por muitas religiões do mundo, ao ponto de se ter perdido a noção da sua autoria...
Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.
segunda-feira, março 07, 2011
terça-feira, março 01, 2011
Mirabai: poetisa e santa indiana da Idade Média
«Ajoelho-me perante ti
Bihari A tua coroa é
de penas de pavão e o tilak
brilha na tua fronte
Ondulam os pendentes de oiro
nas tuas orelhas e os negros
anéis dos teus cabelos
Quando tocas flauta
deixas desassossegado
o coração das mulheres
de Braj Ao contemplar-te
Mira desfalece»
in A Phala, Jul-Out 2009
I Am Mad(FOR LORD KRISHNA)
I am mad with love
And no one understands my plight.
Only the wounded
Understand the agonies of the wounded,
When the fire rages in the heart.
Only the jeweller knows the value of the jewel,
Not the one who lets it go.
In pain I wander from door to door,
But could not find a doctor.
Says Mira: Harken, my Master,
Mira's pain will subside
When Shyam comes as the doctor.
- Mirabai
sábado, fevereiro 19, 2011
Fitzcarraldo
Encontrei no Youtube este excerto do filme Fitzcarraldo de Werner Hertzog, cuja acção decorre na Amazónia, no tempo de Caruso.
sexta-feira, fevereiro 11, 2011
Glória ao Egipto
Glória ao Egipto Giuseppe Verdi
É uma revolução bonita: um rapaz que se imolou pelo fogo iluminou o mundo com a sua luz.
(1º Vídeo: Gloria all' Egitto - Coro y Marcha Triunfal).
Etiquetas:
Música,
Ópera,
Sinal dos Tempos,
Tempos Antigos,
Tempos Modernos,
Vídeo
segunda-feira, fevereiro 07, 2011
terça-feira, janeiro 25, 2011
Previsões astrológicas para 2011
Previsões astrológicas para 2011
Encontrei este sítio, que faz uma explicação longa, completa e minuciosa da posição dos planetas ao longo do ano. Nunca vi nada assim. E as previsões não parecem ser más...
Encontrei este sítio, que faz uma explicação longa, completa e minuciosa da posição dos planetas ao longo do ano. Nunca vi nada assim. E as previsões não parecem ser más...
segunda-feira, janeiro 24, 2011
La Wally
Esta é uma das minhas árias preferidas de uma das minhas óperas preferidas.
La Wally de Alfredo Catalani
Ária Ebben? Ne andrò lontana
Inspirei-me nela para escrever o texto "A Estalagem", uma tragédia.
Letra da ária
Ebben? Ne andrò lontana,
Come va l'eco della pia campana,
Là, fra la neve bianca;
Là, fra le nubi d'ôr;
Laddóve la speranza, la speranz
È rimpianto, è rimpianto, è dolor!
O della madre mia casa gioconda,
La Wally ne andrà da te, da te
Lontana assai, e forse a te,
E forse a te, non farà mai più ritorno,
Nè più la rivedrai!
Mai più, mai più!
Ne andrò sola e lontana,
Come l'eco è della pia campana,
Là, fra la neve bianca;
Ne andrò, ne andrò sola e lontana!
E fra le nubi d'ôr!
Come l'eco è della pia campana,
Là, fra la neve bianca;
Ne andrò, ne andrò sola e lontana!
E fra le nubi d'ôr!
sexta-feira, janeiro 21, 2011
Blogue
Existem às vezes situações nos blogues que não entendo. Será que alguém me pode explicar por que razão andam agora muitas pessoas de várias regiões a ler o post
A Masseira Sombria ?
Que escrevi em 1 de agosto de 2010?
Em Lisboa, em Viseu, nos Estados Unidos... será que enviaram emails uns aos outros?
A Masseira Sombria ?
Que escrevi em 1 de agosto de 2010?
Em Lisboa, em Viseu, nos Estados Unidos... será que enviaram emails uns aos outros?
segunda-feira, janeiro 17, 2011
Santa Clara de Assis e São Francisco de Assis
Como este blogue trata às vezes de santos, aqui fica um excerto do filme sobre Santa Clara de Assis e São Francisco de Assis, do filme de Franco Zefirelli
Brother Sun Sister Moon
Traduzido seria "Irmão sol, irmã lua", mas a versão portuguesa intitula-se São Francisco de Assis.
Alguém conhece um filme sobre a vida de um santo, intitulado O Sal da Terra? Talvez italiano, europeu...
sábado, janeiro 15, 2011
quarta-feira, janeiro 12, 2011
O Desencobrimento da Terra
A Revista TRIPLOV Acaba de sair e publica um curto texto dramático de minha autoria, intitulado
"O Desencobrimento da Terra". É sobre Portugal, visto como pátria ou mátria a abandonar.
Excerto - Clicar por cima do texto
"O Desencobrimento da Terra". É sobre Portugal, visto como pátria ou mátria a abandonar.
Excerto - Clicar por cima do texto
sexta-feira, janeiro 07, 2011
"Caem co’a calma as aves" Sá de Miranda
Aqui temos também aves a caírem, neste soneto do Sec. XVI, não por causa do frio, mas por causa do calor, numa estação que costuma ser fria.
Será que as mudanças climáticas só aconteceram agora e por nossa culpa? Leiamos!
O sol é grande, caem co’a calma as aves,
do tempo em tal sazão, que sói ser fria;
esta água que d’alto cai acordar-m’-ia
do sono não, mas de cuidados graves.
Ó cousas, todas vãs, todas mudaves,
qual é tal coração qu’em vós confia?
Passam os tempos vai dia trás dia,
incertos muito mais que ao vento as naves.
Eu vira já aqui sombras, vira flores,
vi tantas águas, vi tanta verdura,
as aves todas cantavam d’amores.
Tudo é seco e mudo; e, de mestura,
Também mudando-m’eu fiz doutras cores:
E tudo o mais renova, isto é sem cura!
Sá de Miranda
É um dos mais belos poemas do autor e, sem dúvida, o mais estranho. No Sec. XVI, o tema da mudança parecia tão moderno como nos parece hoje. Tudo muda, até mesmo o clima. Mas, em vez do nosso sentimento de culpa, exprime-se talvez uma sensação de impotência...
Mas, as aves cantando de amores, apesar de caírem, talvez nos passem despercebidas. Talvez porque o tempo delas não parece ser o nosso.
Etiquetas:
Poesia,
Tempo,
Tempos Antigos,
Tempos Modernos
quarta-feira, janeiro 05, 2011
sábado, janeiro 01, 2011
FELIZ ANO NOVO!!!
O ano nasceu assim, em Lisboa.
A segunda fotografia retrata os últimos minutos de 2010, Ano Velho e a primeira, os primeiros segundos de 2011, Ano Novo. Vida Nova.
Felicidades.
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