terça-feira, dezembro 21, 2010

Bom Inverno!

Começa hoje o Inverno, mas todos os tempos são belos. E bons.
É bom ficar à lareira a olhar o fogo, a mexer no lume... a sonhar, a beber algo quente...
É bom estar numa cama quentinha... muito quentinha, a ouvir a chuva torrencial a cair no telhado...
As madrugadas geladas e chuvosas fazem-nos apreciar melhor o mês de Maio, desejar o tempo das cerejas, o futuro.
Bom Inverno!
E para os brasileiros: Feliz Verão.

domingo, dezembro 19, 2010

Dez Mil Guitarras

Acabo de comprar um livro que deve ser giríssimo, Dez Mil Guitarras um romance histórico de Cathérine Clément, uma das melhores do género, sobre... adivinhem o quê....
Alcácer Quibir.  Depois conto.
A despropósito: ouvi dizer muito bem sobre o fime Laços Brancos que passou há pouco no cinema e reparei que está a dar no TV  Cine. Vi um bocado. Tem um tipo de violência psicológica que faz lembrar Fassbinder e imagens lindas de morrer. Longe daquela ingenuidade americana, bang, bang, bang...

Segunda impressão: o livro é um pouco chato, tal como um que li anteriormente da mesma autora... pensei que fosse apenas aquele... pretende dar tanta informação que acaba por ser uma reportagem ficcional e não um verdadeiro romance.


Enfim, hoje, Janeiro de 2012, já o esqueci completamente.

sexta-feira, dezembro 17, 2010

Vidas e Viagens



Uma ópera sobre "as vidas e as mortes" da escritora e aventureira francesa Isabelle Eberhardt (1877-1904)
Jornalista e viajante, morreu no decurso de uma inundação em Marrocos, no decorrer de uma das suas viagens.

Song From the Uproar: The Lives and Deaths of Isabelle Eberhardt

quarta-feira, dezembro 15, 2010

 princípes, meus irmãos
Arre, estou farto de semideuses! "


Fernando Pessoa / Álvaro de Campos

sábado, dezembro 11, 2010

Sensações Oblíquas de Leitura

Não sei se já vos aconteceu, mas provavelmente...
Às vezes receamos assumir as sensações que nos parecem inusitadas... e, apesar de ter lido muito sobre estética literária, nunca vi esta sensação referida.

Recordo-me de estar num hotel de Sintra, estirada na estreita cama, a reler um livro de Júlio Dinis, em que tudo se passa no campo, a imaginar um muro à beira dos campos cultivados, num caminho cheio de pó e ao mesmo tempo vendo e sentindo Sintra, a sua paisagem em volta do quarto e do hotel, ao mesmo tempo que sentia o cheiro da cozinha, entrando pela janela aberta ao sol da tarde.
Ainda ontem, enquanto lia um livro de Marguerite Yourcenar, Un Homme Obscur, na parte em que a acção decorre no mar, imaginava ao mesmo tempo estas sensações / recordações de estar em terra a ler sobre a terra, em Sintra.

Ou estar num navio a ler as descrições do deserto do livro "Vers Ispaham" de Pierre Loti.
Recordo a sensação de ver o mar sem terra à vista, observando distraidamente uma rola solitária e peregrina pousando num estai, ao mesmo tempo que imaginava, lendo, uma pequena cidade no meio do deserto onde o autor viu os condenados em celas subterrâneas, quase via as mulas a treparem pelos despenhadeiros do Irão, no insuportável calor e na insuportável poeira das paisagens desérticas... a água e o mar que me rodeavam e que são o contrário do deserto.

Estes momentos de leitura foram alguns dos inúmeros e muito intensos momentos de prazer da minha vida.

quarta-feira, dezembro 08, 2010

SUSAN PHILIPSZ



Esta performer ganhou o prémio de arte Turner com uma instalaçãoo que inclui uma canção medieval. Pode ver-se e ouvir-se também no Centro de Arte Moderna da Gulbenkian.
Retirado do site da revista L+Arte do Facebook

quarta-feira, dezembro 01, 2010

Oração Budista

Dedicatória:

"Possam os seres, em toda a parte, que padecem 
Tormento nas suas mentes e corpos
Possuir, por virtude do meu mérito,
Alegria e felicidade em grau ilimitado.


Que eles não estejam doentes
nem se comportem malignamente.
Possam eles não ter medo, nem sofrer insultos.
Possam as suas mentes ser sempre livres de mágoa.

Possam os cegos receber a sua vista,
Possam os surdos começar a ouvir
E as mulheres à beira do momento dar à luz
Como Mayadevi, livres de toda a dor.


Possam todos os nus ser agora vestidos
E todos os famintos comer até se fartarem.
Possam todos aqueles ressequidos de sede receber
Águas puras e deliciosa bebida.

Possam os pobres e indigentes encontrar riqueza
E alegria os conturbados e ansiosos.
Possam aqueles agora desesperados terem a mente sã,
De verdadeira constância dotados.


Possa todo o ser afligido de doença
Ser imediatamente livre de todo o mal.
Possa toda a enfermidade que atormenta os vivos
Ser totalmente e para sempre ausente do mundo.

quinta-feira, novembro 25, 2010

O Alarme

A minha comédia O Alarme e uma outra peça de minha autoria foram agora publicadas na revista online 
TRIPLOV nºs 5 e 7
 Se quiserem ler o Alarme, espero que se riam... é sobre a actual sociedade portuguesa... e mais não digo.
Procurar por ordem alfabética, no G.
VER AQUI REVISTA TRIPLOV
Mas afinal parece que 
Vale a pena ler outros artigos desta revista.

sexta-feira, novembro 19, 2010

Hortelã Mourisca



Para recordar esta letra tão campestre, tão ecológica e mesmo tão biológica. Quem se lembraria hoje de meter o nariz, ou melhor, o rosto, logo de madrugada, no orvalho da Hortelã Mourisca e da Macela? Sem pesticidas, claro. A propósito, algum de vocês conhece essas plantas?
Letra da própria Amália Rodrigues.
(Este post tem as cores do Verão, verde e dourado)

Vem o sol de agosto, vou dormir no prado,
Tudo lá é de gosto, sem ferro de arado.
A cama está feita de hortelã mourica
E a macela espreita com graça e belisca!
Hortelã mourisca por entre a macela,
Vem lavar teu rosto no orvalho dela!
Hortelã mourisca pela madrugada,
Beijarei teus olhos, rosa perfumada!
Sob um mar de estrelas de flor de macela,
Não tenho fronteiras, não tenho janelas!
Tenho a minha amada, cotovia arisca,
Toda perfumada de hortelã mourisca!

sábado, novembro 06, 2010

Exposição das Relíquias do Buda e de Outros Grandes Mestres Budistas


Local: Lisboa - Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa, Rua de Dona Estefânia, 175
Entre 6 e 14 de Novembro de 2010, aberto ao público das 10.00 às 19.00 horas. 
Com palestras, sessões de meditação e bênçãos.
ENTRADA LIVRE
(Algumas relíquias são pequenos cristais que aparecem entre as cinzas da cremação. Não aparecem normalmente, só estas pessoas as têm. Algumas destas pedras, na sua maioria parecidas com pérolas, mas baças, segundo dizem, apareceram espontaneamente junto das outras.)


A exposição faz parte do Projecto Maytreia. Houve vários Budas, aquele a quem chamamos Buda pode ser considerado o Buda Histórico e foi o quarto, está previsto existir um dia o Buda do Futuro, Buda Maytreia.
Este projecto pretende desenvolver em todos os aspectos uma região muito pouco desenvolvida e muito pobre a norte da Índia, a terra onde morreu o Buda Histórico. Vão construir uma estátua gigante de Maytreia, igual à da imagem e colocarão dentro as relíquias que, segundo dizem, têm o poder de curar doenças, entre vários outros.

quinta-feira, novembro 04, 2010

Carta aberta a um amigo virtual

Caro Medina (do Brasil):
A verdadeira fraternidade é esta: a fraternidade do espírito.
Está para nascer o homem novo, mas talvez o homem novo sejamos nós mesmos. Está para nascer, ou a nascer, talvez até dentro de nós mesmos, o homem novo. A mulher nova. Uomini.
Mas esse novo humano não dará mais valor ao cérebro do que ao coração. E o medo não será a sua principal motivação para fazer ou não fazer. Como é agora.
E o medo não será a sua principal motivação para viver ou não viver, como é agora.
E sim a alegria. E a alegria será a sua principal motivação para fazer ou não fazer.
Incluindo a alegria do encontro.


Caro amigo: isso que você vê nascer dentro de si, talvez de inconfessado, é mesmo você.
É você mesmo, fruto dos tempos a ser. Acolha sem desconfiança o que aparecer dentro de si de novo e de bom.
Nunca apreciei a intimidade nem valorizei a proximidade, não são os próximos no espaço que nos inspiram. E o corpo... bem, o corpo... importante embora, parece ser, sem o ser, o essencial. O corpo é importante como impressão, mas é irrelevante como verdade. O corpo é apenas a verdade da terra. O mar delimita os seus limites. E a terra expande as suas ilusões.
Por mim, sei que fui feita para viver neste tempo em que a amizade e a proximidade mental ou psíquica ignoram a distância.
E para começar agora a ser. E a ter sido. A não ser que a relação entre as pessoas seja irrelevante e que só na solidão possamos encontrar a distância...
Não posso ter sido a única. Espero por vocês. Por si, caro amigo. Podemos encontrar-nos na diferença e na semelhança e na ilusão e no sonho. Ou digamos assim: 
Encontrar-nos-emos por aí.
E vai ser bom.


(Texto a ser alterado, claro.)

domingo, outubro 31, 2010

Constable



Carroça de Feno, Constable, 1928
Embora tenha prometido colocar aqui marinhas e motivos aquáticos, (prometi no outro blogue, não neste), para já fica aqui esta paisagem campestre como um apelo à nostalgia do Outono, ou em sintonia com ela.

segunda-feira, outubro 18, 2010

Almário

Ocorre-me muitas vezes esta palavra: almário.
É apenas uma corruptela de armário, que dizem muito as pessoas do Norte de Portugal.
É um daqueles erros bonitos. Será que os armários são todos almários?
Também ficava melhor (era mais correcto, no fundo) dizer: ele está na idade do almário.

sexta-feira, outubro 15, 2010

Que falta que faz a Natália!

"Temos fantasmas tão educados
Que adormecemos no seu ombro
Somos vazios despovoados
De personagens de assombro"
Natália Correia

quinta-feira, outubro 14, 2010

"Graças a Deus sou ateu"

"Vivemos numa sociedade laicizada, a maior parte são cristãos não praticantes, outros nem fé têm, mas a maioria são homens e mulheres rectos que procuram fazer o melhor que podem. Eu acho que Deus age nessa gente sem eles saberem", disse o cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, ontem na celebração da missa dos 50 anos do movimento dos Cursilhos de Cristandade em Portugal.


No mínimo, é uma visão simpática da sociedade. Só deve ser chato para aqueles que não acreditam nem querem acreditar...
E para os que dizem: "Graças a Deus sou ateu", frase que caracteriza os que acreditam mas fingem que não acreditam... pior ainda para os que não acreditam, mas fingem acreditam...
E já agora, ainda há os que acreditam e fingem que acreditam, e os que não acreditam e fingem que não acreditam...

sábado, outubro 09, 2010

Nossa Senhora do Cabo

Conto-a como ma contaram a mim.
Um saloio e uma velhota tiveram um sonho em que lhes apareceu Nossa Senhora. 
E então encontraram-se. E combinaram ir os dois juntos ao Cabo Espichel.
E, quando lá chegaram, encontraram uma imagem abandonada da Nossa Senhora. 
E o povo começou a fazer uma romaria à "Nossa Senhora do Cabo".
E todos os anos, a Nossa Senhora do Cabo fica numa das 25 freguesias das redondezas e depois vai em procissão para outra.
E este ano está em Sintra, mas só voltará daqui por 25 anos.
E não me peçam mais pormenores. De cada vez que os pedi, responderam-me: não sei. Só me disseram que isto do saloio e da velhota aconteceu há 300 anos. Mais coisa menos coisa.

quinta-feira, outubro 07, 2010

Olá Amílcar! Há que tempos!
Eu andava a cismar como foram os meus blogues parar aos preferidos do blogue da Ex-DGEMN...

quarta-feira, setembro 29, 2010

A Stranger in Paradise



É assim que eu vejo uma viagem por mar. Ou por outros mares.
Entre o esplendor do espírito e o esplendor da matéria.

domingo, setembro 26, 2010