quinta-feira, novembro 25, 2010

O Alarme

A minha comédia O Alarme e uma outra peça de minha autoria foram agora publicadas na revista online 
TRIPLOV nºs 5 e 7
 Se quiserem ler o Alarme, espero que se riam... é sobre a actual sociedade portuguesa... e mais não digo.
Procurar por ordem alfabética, no G.
VER AQUI REVISTA TRIPLOV
Mas afinal parece que 
Vale a pena ler outros artigos desta revista.

sexta-feira, novembro 19, 2010

Hortelã Mourisca



Para recordar esta letra tão campestre, tão ecológica e mesmo tão biológica. Quem se lembraria hoje de meter o nariz, ou melhor, o rosto, logo de madrugada, no orvalho da Hortelã Mourisca e da Macela? Sem pesticidas, claro. A propósito, algum de vocês conhece essas plantas?
Letra da própria Amália Rodrigues.
(Este post tem as cores do Verão, verde e dourado)

Vem o sol de agosto, vou dormir no prado,
Tudo lá é de gosto, sem ferro de arado.
A cama está feita de hortelã mourica
E a macela espreita com graça e belisca!
Hortelã mourisca por entre a macela,
Vem lavar teu rosto no orvalho dela!
Hortelã mourisca pela madrugada,
Beijarei teus olhos, rosa perfumada!
Sob um mar de estrelas de flor de macela,
Não tenho fronteiras, não tenho janelas!
Tenho a minha amada, cotovia arisca,
Toda perfumada de hortelã mourisca!

sábado, novembro 06, 2010

Exposição das Relíquias do Buda e de Outros Grandes Mestres Budistas


Local: Lisboa - Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa, Rua de Dona Estefânia, 175
Entre 6 e 14 de Novembro de 2010, aberto ao público das 10.00 às 19.00 horas. 
Com palestras, sessões de meditação e bênçãos.
ENTRADA LIVRE
(Algumas relíquias são pequenos cristais que aparecem entre as cinzas da cremação. Não aparecem normalmente, só estas pessoas as têm. Algumas destas pedras, na sua maioria parecidas com pérolas, mas baças, segundo dizem, apareceram espontaneamente junto das outras.)


A exposição faz parte do Projecto Maytreia. Houve vários Budas, aquele a quem chamamos Buda pode ser considerado o Buda Histórico e foi o quarto, está previsto existir um dia o Buda do Futuro, Buda Maytreia.
Este projecto pretende desenvolver em todos os aspectos uma região muito pouco desenvolvida e muito pobre a norte da Índia, a terra onde morreu o Buda Histórico. Vão construir uma estátua gigante de Maytreia, igual à da imagem e colocarão dentro as relíquias que, segundo dizem, têm o poder de curar doenças, entre vários outros.

quinta-feira, novembro 04, 2010

Carta aberta a um amigo virtual

Caro Medina (do Brasil):
A verdadeira fraternidade é esta: a fraternidade do espírito.
Está para nascer o homem novo, mas talvez o homem novo sejamos nós mesmos. Está para nascer, ou a nascer, talvez até dentro de nós mesmos, o homem novo. A mulher nova. Uomini.
Mas esse novo humano não dará mais valor ao cérebro do que ao coração. E o medo não será a sua principal motivação para fazer ou não fazer. Como é agora.
E o medo não será a sua principal motivação para viver ou não viver, como é agora.
E sim a alegria. E a alegria será a sua principal motivação para fazer ou não fazer.
Incluindo a alegria do encontro.


Caro amigo: isso que você vê nascer dentro de si, talvez de inconfessado, é mesmo você.
É você mesmo, fruto dos tempos a ser. Acolha sem desconfiança o que aparecer dentro de si de novo e de bom.
Nunca apreciei a intimidade nem valorizei a proximidade, não são os próximos no espaço que nos inspiram. E o corpo... bem, o corpo... importante embora, parece ser, sem o ser, o essencial. O corpo é importante como impressão, mas é irrelevante como verdade. O corpo é apenas a verdade da terra. O mar delimita os seus limites. E a terra expande as suas ilusões.
Por mim, sei que fui feita para viver neste tempo em que a amizade e a proximidade mental ou psíquica ignoram a distância.
E para começar agora a ser. E a ter sido. A não ser que a relação entre as pessoas seja irrelevante e que só na solidão possamos encontrar a distância...
Não posso ter sido a única. Espero por vocês. Por si, caro amigo. Podemos encontrar-nos na diferença e na semelhança e na ilusão e no sonho. Ou digamos assim: 
Encontrar-nos-emos por aí.
E vai ser bom.


(Texto a ser alterado, claro.)

domingo, outubro 31, 2010

Constable



Carroça de Feno, Constable, 1928
Embora tenha prometido colocar aqui marinhas e motivos aquáticos, (prometi no outro blogue, não neste), para já fica aqui esta paisagem campestre como um apelo à nostalgia do Outono, ou em sintonia com ela.

segunda-feira, outubro 18, 2010

Almário

Ocorre-me muitas vezes esta palavra: almário.
É apenas uma corruptela de armário, que dizem muito as pessoas do Norte de Portugal.
É um daqueles erros bonitos. Será que os armários são todos almários?
Também ficava melhor (era mais correcto, no fundo) dizer: ele está na idade do almário.

sexta-feira, outubro 15, 2010

Que falta que faz a Natália!

"Temos fantasmas tão educados
Que adormecemos no seu ombro
Somos vazios despovoados
De personagens de assombro"
Natália Correia

quinta-feira, outubro 14, 2010

"Graças a Deus sou ateu"

"Vivemos numa sociedade laicizada, a maior parte são cristãos não praticantes, outros nem fé têm, mas a maioria são homens e mulheres rectos que procuram fazer o melhor que podem. Eu acho que Deus age nessa gente sem eles saberem", disse o cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, ontem na celebração da missa dos 50 anos do movimento dos Cursilhos de Cristandade em Portugal.


No mínimo, é uma visão simpática da sociedade. Só deve ser chato para aqueles que não acreditam nem querem acreditar...
E para os que dizem: "Graças a Deus sou ateu", frase que caracteriza os que acreditam mas fingem que não acreditam... pior ainda para os que não acreditam, mas fingem acreditam...
E já agora, ainda há os que acreditam e fingem que acreditam, e os que não acreditam e fingem que não acreditam...

sábado, outubro 09, 2010

Nossa Senhora do Cabo

Conto-a como ma contaram a mim.
Um saloio e uma velhota tiveram um sonho em que lhes apareceu Nossa Senhora. 
E então encontraram-se. E combinaram ir os dois juntos ao Cabo Espichel.
E, quando lá chegaram, encontraram uma imagem abandonada da Nossa Senhora. 
E o povo começou a fazer uma romaria à "Nossa Senhora do Cabo".
E todos os anos, a Nossa Senhora do Cabo fica numa das 25 freguesias das redondezas e depois vai em procissão para outra.
E este ano está em Sintra, mas só voltará daqui por 25 anos.
E não me peçam mais pormenores. De cada vez que os pedi, responderam-me: não sei. Só me disseram que isto do saloio e da velhota aconteceu há 300 anos. Mais coisa menos coisa.

quinta-feira, outubro 07, 2010

Olá Amílcar! Há que tempos!
Eu andava a cismar como foram os meus blogues parar aos preferidos do blogue da Ex-DGEMN...

quarta-feira, setembro 29, 2010

A Stranger in Paradise



É assim que eu vejo uma viagem por mar. Ou por outros mares.
Entre o esplendor do espírito e o esplendor da matéria.

domingo, setembro 26, 2010

sábado, setembro 25, 2010

terça-feira, setembro 21, 2010

"A gente só nasce
Quando somos nós
Que temos as dores"

segunda-feira, setembro 20, 2010

A luzinha é você

Este blogue também já tem um globinho, que muda com as estações do ano, por exemplo, fica com neve, etc.
A luzinha também é você, mas este gira mais.

domingo, setembro 19, 2010

Osho

"Chegou a hora em que é necessário uma grande rebelião contra todas as religiões estabelecidas. A religiosidade é necessária no mundo, mas não precisamos de novas religiões – chega de hindus, cristãos, mulçumanos -, apenas de pessoas puramente religiosas, pessoas que tenham grande respeito por si mesmas"
Osho

sábado, setembro 11, 2010

Viagem luminosa




A luz do sol reflecte-se nas ondas que a devolvem
A luz da lua regressa ao espaço,
As estrelas são demasiado nítidas num écran de escuridão
A viagem marítima é a viagem luminosa.

A luz do espaço, a luz do mar, a luz interior de quem navega por ser seu destino navegar:
Estar entre a escuridão e a luz, entre o medo e a aventura
Entre o que é e o que poderá deixar de ser, na imaterialidade das vagas formas marinhas

terça-feira, setembro 07, 2010

AS FÉRIAS SÃO DEMASIADO ESTAFANTES. VAMOS TRABALHAR

VAMOS TRABALHAR PORQUE PRECISAMOS DE DESCANSAR.

Nem que nos pagassem bem, nunca nós correríamos ou caminharíamos, para trabalhar, muitos quilómetros debaixo da torreira do sol, nos países mais quentes do mundo. Como fazemos nas férias. Antes organizaríamos tremendas manifs para protestarmos contra o trabalho escravo.

Tive sorte: depois de me ter esmifrado até perder o fôlego e até me arderem os pés à torreira do sol mediterrânico e de outros sóis, o meu primeiro dia de trabalho é o primeiro dia que vi, em vários meses, nublado e com chuva.

Bom trabalho para vocês.

segunda-feira, setembro 06, 2010

It's so easy to leave me All alone with the memory Of my days in the sun.




Os meus amigos mais jovens ainda não devem conhecer esta música.
É preciso construir agora boas recordações dos nossos dias "in the sun"


Midnight,
Not a sound from the pavement
Has the moon lost her memory?
She is smiling alone.
In the lamplight,
The withered leaves collect at my feet,
And the wind begins to moan.

Memory,
All alone in the moonlight,
I can dream of the old days
Life was beautiful then
I remember the time
I knew what happiness was.
Let the memory live again.

Every street lamp seems to beat
A fatalistic warning.
Someone mutters and the street lamp gutters
And soon it will be morning.

Daylight,
I must wait for the sunrise,
I must think of a new life
And I musn't give in.
When the dawn comes,
Tonight will be a memory too
And a new day will begin.

Burnt out ends of smoky days,
The stale cold smell of morning.
A street lamp dies,
Another night is over,
Another day is dawning.

Touch me,
It's so easy to leave me
All alone with the memory
Of my days in the sun.
If you touch me,
You'll understand what happiness is.
Look, a new day has begun.