domingo, agosto 01, 2010

A Masseira Sombria


A minha mãe tinha nove irmãos e uma mãe que os espancava a todos. Tinha um pai, desertor da guerra de 14-18 - poucos portugueses foram para essa guerra e muitos menos escaparam com vida, para além dos desertores, que escaparam todos, claro... este pai defendia os filhos.

A mãe da minha mãe tinha uma masseira. Era uma peça de mobiliário destinada a amassar a farinha para fazer pão, e que também servia de mesa. A parte de amassar era destacável e tinha vagamente a forma de um barco. Ou talvez de um pequeno caixão. Todos os caixões são navios que nos transportam...

Num belo e quente dia de Verão, a minha mãe e uns irmãos mais novos levaram a parte de cima da masseira para um pequeno riozinho, o que se chama um ribeiro. A masseira flutuava bem e eles navegaram felizes toda a tarde, rio abaixo. Este ribeirinho ia dar ao Rio Douro, mas não foi dar. Só havia um remo, que era a pá do forno e, quanto ao leme, não havia.

Quando chegaram a casa (nem chegaram por si, foi preciso ir buscá-los) apanharam todos uma grande surra. Mas a minha mãe contava isto como uma coisa muito gira que tinha feito... muito boa...

De todas as vezes que embarquei, às vezes em navios de luxo, senti que tinha embarcado clandestinamente na masseira da minha avó, com a minha mãe e os meus tios, no riozinho de prata que ia dar ao rio Douro, mas não foi.

E talvez todos os navios tenham começado por ser assim, masseiras sombrias e clandestinas, deslocadas da terra para o mar, possuídas pela vibração das marés e pelo sonho de navegar: assim como todas as descobertas marítimas começaram por ser naufrágios.

A masseira continua parada no mesmo sítio, sombria e lúgubre, como que fundeada, talvez ainda ansiando pelo mar.

Hoje, dia um de Agosto, quero homenagear a minha mãe no dia em que ela morreu. Há muito tempo, tinha eu 18 anos.

E gosto de a lembrar assim: não morta, mas viva, alegre, feliz e criança: a desafiar o "poder" e a sentir-se encantada por o ter feito. Recordando esses momentos com prazer durante toda a vida.

Infância: tempo de navegar em algo de imaginário mas quase real. Tempo de partir sem levar nada, por ainda não se ter nada. E sem receio de naufragar e perder tudo. Sem receio de que vá tudo "por água abaixo". Porque ainda não temos nada.

P.S.: Programei a mensagem para ser publicada hoje, 1 de Agosto, às oito da manhã.
Graciete Nobre
A foto extraída deste blogue CLICAR AQUI: a masseira parece ser uma miniatura, assim como a pá, pelo menos imagino-os e recordo-os bem maiores e sem pinturas. Era também na parte de cima que se guardava o pão.

sexta-feira, julho 30, 2010

Lágrimas do Oceano



Outra vez Keiko Matsui: Tears of the Ocean. Há outros vídeos dela em Terra Imunda.

domingo, julho 25, 2010

Luar Sagrado

É hoje o dia do luar sagrado para os hindus, o Guru Purnima de que falei num post anterior.
É uma festa em honra dos Gurus, que conduzem espiritualmente a humanidade, mas inclui o jejum, como purificação física e espiritual.
A noite passada já parecia dia, um dia escuro...

sábado, julho 24, 2010

Impressões

Durante muito tempo, pensei que o Verão era o tempo da felicidade.
Agora entendo que só pode ser feliz no verão quem o for todo o ano...

quarta-feira, julho 21, 2010

A Lua Cheia

No próximo domingo, 25 de Julho, é celebrado pelos hindus o Guru Purnima, a lua cheia, em honra dos Gurus, que conduzem espiritualmente a humanidade. Também podem ser considerados professores e muito mais do que isso, claro.

Mother Maya é também uma Guru. Considerada santa pelos indianos e vivendo em recolhimento nos Estados Unidos da América, tem feito uma viagem à volta do mundo para convencer as pessoas a fazerem um voto de não-violência: voto de Ahimsa, como fez o Mahatma Gandhi. Este voto inclui a alimentação vegetariana, a não-violência contra animais. É uma mãe cósmica.
No texto em link, escrito por ela, afirma que nos aproximamos da Idade do Ouro. Uma nova era, mais evoluída e melhor.

terça-feira, julho 20, 2010

Le Vieux Moulin

Engraçado. Vi nas estatísticas dos blogues que andou alguém a fazer tradução automática para francês do meu poema "O velho moinho", publicado na revista Triplov. Ficou um texto estranho. Mas com passagens giras. Assim:


Le Vieux Moulin


Au fond de la vallée du fleuve, l'eau calme

doux et tranquille qui nous attend


Toujours court, légèrement lieu caché de la paix

Willow bourgmestre laisse que la pente de l'eau

sur votre chemin dans un hommage solennel.


Pour y accéder il faut descendre la colline:

Gorse, ronces, orties émeraude,

gratter bruts dans la peau.


Ne passez pas, disent-ils. Ne cherchez pas le chemin

Brook est un mystère que vous ne doit pas divulguer

Dos à dos - disent-ils - Stop!


La pleine lune éclaire doucement le ruisseau caché

de passage à l'ombre des grands arbres qui entourent


Stop parmi les saules petite crique

Retourne à la lune au clair de lune

hommage silencieux à la terre liquide univers vide

Le moulin abandonné rappelle d'autres temps déjà.

quinta-feira, julho 15, 2010

Poema de Sophia

MEDITAÇÃO DO DUQUE DE GÂNDIA SOBRE A MORTE DE ISABEL DE PORTUGAL

"Nunca mais
A tua face será pura, limpa e viva
Nem o teu andar como onda fugitiva
Se poderá nos passos do tempo tecer.
E nunca mais darei ao tempo a minha vida.

Nunca mais servirei Senhor que possa morrer."


Sophia de Melo Breyner Andresen
(EXCERTO)

segunda-feira, julho 12, 2010

Provérbio chinês

"Das trinta e seis maneiras que existem para escapar, a melhor é a fuga."

Citado por Pearl Buck, "A Bridge to Pass"

sábado, julho 10, 2010

Todos os tempos

Em alturas como estas, de intenso calor, sabemos valorizar a chuva, a frescura das sombras, o Outono... vai ser bom quando sentirmos o aconchego da casa nas noites de Inverno... Todos os tempos são bons, embora este seja o meu preferido.
Ao dizer que é o meu preferido refiro-me, também, ao tempo presente.

quarta-feira, julho 07, 2010

A seda azul dos dias





A seda azul dos dias / A seda azul das noites

A noite vai descendo lentamente, muito lentamente
Sobre esta parte da terra antes do mar,
No centro do Ocidente do mundo (conhecido)

A dádiva do repouso acaricia finalmente
As nossas cabeças inclinadas, entregues à febre do tempo

Muitos nunca vão esquecer este dia que agora acaba em sombras, 
Quase todos o olvidarão para sempre

A luz desaparece lentamente, muito lentamente...
Ouvem-se as vozes, diálogos familiares, falas tranquilas do dia que assim se extingue na cidade

Ouvem-se os sons da água que corre, invisíveis cascatas, ou fontes dos jardins                escondidos e dos quintais ocultos
Ouve-se o som surdo das rodas dos automóveis, cada vez mais espaçado, mais lento, na cidade que repousa

Muitos dormem


E outros partem para a aventura da noite
Podemos descansar se quisermos, podemos partir se quisermos nesta cidade noctívaga

A lua cheia e a estrela do pastor aparecem agora, tranquilamente
Lembrando-nos a placidez dos campos, das terras longe, noutras paragens

Dizem-nos que nada mudou. E que tudo muda sempre?
Que nada mudou, dizem:
- Voltamos sempre aqui, mais ou menos a esta hora. Aqui e a toda a parte...
Dizem-nos que a luz há-de vir todos os dias e todas as noites
"Para ti" - quase parecem sussurrar




- SÃO MAIS OS MORTOS DO QUE OS VIVOS - ciciamos baixinho, como se ninguém nos  escutasse,
Nas trevas que se adensam, medonhas, e para cá dos montes, já quase invisíveis

- São mais os vivos - parece tranquilizar-nos a luz obscura, a escuridão tenebrosa, a claridade ambígua do luar
- Porque todos foram vivos, um dia.
E todos tiveram medo da escuridão,
Como tu

Muitos dormem!



[N.B.: Este texto será alterado, pois é apenas um esboço.]

quinta-feira, julho 01, 2010

Que pássaro será este?





Que pássaro será este? Adoro pássaros, mas ainda entendo muito pouco sobre este assunto.
Nos próximos meses e anos, espero entender muito mais.
Um tordo?

Os pássaros parecem ser desnecessários. É por isso que parecem ser um milagre. Um milagre desnecessário. Talvez o mais interessante de todos, do ponto de vista estético.

sábado, junho 26, 2010

Colibris (Beija-Flores) no Ninho


Este vídeo mostra dois pequenos colibris no ninho, num jardim, até aprenderem a voar e desaparecerem para sempre. É acompanhado de música muito suave.

Pores-do Sol



Muitos pores-do-sol fotografados do mesmo sítio deram este repousante vídeo.

terça-feira, junho 22, 2010

Pássaro Cardeal (Cardinal): o anúncio da Primavera noutras paragens

Para nós, são as andorinhas que trazem a Primavera, o que mostra a importância que damos aos pássaros, ainda quando não parece. Mas as andorinhas são aves discretas.
Agora imaginem vocês que viviam num país onde o Inverno se cobre de neve. E que o anúncio da Primavera se fazia com um pássaro vermelho. Vivo. Um pássaro vivo e vermelho vivo. Tão vermelho que se chama cardeal, ou "cardinal", em inglês, a pensar nas vestes rubras dos cardeais.
Isto passa-se nos Estados Unidos, no Canadá e no México. Esqueço a América do Sul, que não tem neve nem grande desejo de Primavera, julgo eu, mas tem cardeais.
(Não consegui obter a página de onde tirei a foto, só posso dizer que a encontrei no Google Images)

domingo, junho 20, 2010

Liberdade / Liberty

"Please Use Your Liberty to Promote Ours" Aung San Suu Kyi
"

Tradução: "Por favor, usem a vossa liberdade para promover a nossa"


Isto é algo que podemos fazer com a nossa liberdade. Promover (ou despromover) a liberdade dos outros.

sábado, junho 19, 2010

L'amour

"L'amour participe de l'âme même. Il est de même nature qu'elle. Comme elle il est étincelle ...

L'amour est une respiration céleste de l'air du paradis." Les Misérables, VICTOR HUGO


Muito se escreve hoje sobre o amor, não já apenas o amor entre duas pessoas, como até aqui, mas o amor universal. Como o define Dante Alighieri: "O amor que move o sol e as outras estrelas". "L'amor che muove il sole e l'altre stelle"

A atracção universal, o amor de que tanto se fala hoje, mas que foi já intuído pelos grandes pensadores do passado.

quinta-feira, junho 17, 2010

Novidade

É uma surpresa, um prazer e uma honra para mim ter-nos aparecido aqui, como seguidora deste blogue Escrevedoiros, uma índia brasileira, escritora e activista dos direitos dos povos "indígenas" do Brasil, Eliane Potiguara.
Olá Eliane! Seja bem aparecida!


É todo um mundo novo a ser descoberto, esse dos índios do Brasil, a que aqui em Portugal não damos muita atenção, pela distância geográfica e geoestratégica que nos separa.

sábado, junho 12, 2010

Pirata



Poema "Pirata" de Sophia de Mello Breyner

sexta-feira, junho 11, 2010

TRIPLO V

Acabei de publicar dois poemas meus no Triplo V e deve sair uma minha peça de teatro no próximo número da revista Triplo V. Os poemas também estão neste blogue, mas separados um do outro.

quinta-feira, junho 10, 2010

Todos os navios

"Todos os navios são objectos românticos, à excepção daquele em que navegamos. Basta embarcarmos para que o romance abandone o nosso navio e fique a pairar sobre todas as velas que vemos no horizonte."
Emerson

segunda-feira, junho 07, 2010

Gralhas!


Ficam aqui estas duas belas gralhas, em homenagem a todas as gralhas que se cometem por aí e aqui.
Gralhas de Nuca Cinzenta, foto extraída de

quarta-feira, junho 02, 2010

Limpar as águas



É uma meditação para limpar (curar) as águas do Golfo do México, poluídas por uma maré negra.
Poucas coisas me dão tanta tranquilidade e paz como ouvir e ver este vídeo: desejando, para todas as pessoas do mundo, paz, alegria, tranquilidade, cura, felicidade, abundância.
Mal não faz. Não acham?

domingo, maio 30, 2010

A chama que lava



Luz violeta: a chama que lava.
Isto é para meditar, isto é, para ouvir tranquilamente, como se acreditasse no que diz...
Talvez seja verdade... talvez dê para descontrair... talvez...

quinta-feira, maio 27, 2010

"A tristeza é um muro entre dois jardins"



"A tristeza é um muro entre dois jardins" Khalil Gibran

quarta-feira, maio 26, 2010

L'amor che muove il sole e l'altre stelle

"L'amor che muove il sole e l'altre stelle"

Clicar sobre o nome

Traduzido:
O amor que move o sol e as outras estrelas

Tendo vivido no Século XIII, este poeta exprime ideias que são hoje consideradas "New Age".
Como esta.

sexta-feira, maio 21, 2010

Sintra: a pedra e a carne




“Vou passar a noite a Sintra por não poder passá-la em Lisboa, 


"Mas, quando chegar a Sintra, terei pena de não ter ficado em Lisboa.

Sempre esta inquietação sem propósito, sem nexo, sem conseqüência,

Sempre, sempre, sempre,

Esta angústia excessiva do espírito por coisa nenhuma, 


Na estrada de Sintra, ou na estrada do sonho, ou na estrada da vida..."


Fernado Pessoa “ Ao volante do Chevrolet pela Estrada de Sintra”

Confesso que partilho com o Tio Fernando esta inquietação a respeito do sonho e a respeito da estrada deserta. E a respeito de quase tudo, mas não a respeito de Sintra nem de Lisboa, que amo.

E sobretudo a respeito de conduzir um Chevrolet. Ou qualquer outra viatura.

Tenho amigos virtuais altamente ecológicos, mas não tão ecológicos que não conduzam um automóvel, como eu (ao contrário de mim), que não conduzo nenhuma coisa com rodas, excepto uma bicicleta com rodas.

E tenho amigos e/ou/ conhecidos que conduzem automóveis de certas marcas, julgando que alguém os ama por isso.

Eu e eles temos isto em comum: eu já desisti, por incapacidade, talvez, de conduzir uma viatura, eles já desistiram, por incapacidade talvez, de serem amados por aquilo que não está na coisa com rodas e motor. Nem na marca.

Eu e eles pedimos a reforma por invalidez: eu nas coisas com rodas, eles no amor propriamente dito. Eu no amor só a quatro mãos... eles no amor só a quatro rodas.

Mas…O que é o amor?! - Essa (Eça) é outra questão.

É melhor falarmos de Sintra.

domingo, maio 16, 2010

O Tempo das Cerejas (outra vez)



Escrevo todos os anos alguma coisa sobre as cerejas, que adoro, não só pelo sabor, mas também pela sua beleza e raridade.. Ou posto fotografias.
Esta canção francesa foi composta em 1866 e é associada à Comuna de Paris. Letra de Jean-Baptiste Clément, música de Antoine Renard.

Letra

Quand nous chanterons, le temps des cerises
Et gai rossignol et merle moqueur
Seront tous en fête.
Les belles auront la folie en tête
Et les amoureux du soleil au coeur
Quand nous chanterons, le temps des cerises
Sifflera bien mieux le merle moqueur.

Mais il est bien court le temps des cerises
Où l'on s'en va deux cueillir en rêvant
Des pendants d'oreilles,
Cerises d'amour aux robes pareilles
Tombant sous la feuille en gouttes de sang.
Mais il est bien court le temps des cerises
Pendant de corail qu'on cueille en rêvant.

Quand vous en serez au temps des cerises
Si vous avez peur des chagrins d'amour
Evitez les belles!
Moi qui ne crains pas les peines cruelles
Je ne vivrai point sans souffrir un jour.
Quand vous en serez au temps des cerises
Vous aurez aussi des peines d'amour.

J'aimerai toujours le temps des cerises
C'est de ce temps là que je garde au coeur
Une plaie ouverte.
Et Dame Fortune en m'étant offerte
Ne pourra jamais fermer ma douleur,
J'aimerai toujours le temps des cerises
Et le souvenir que je garde au coeur.

Couplet ajouté pendant la guerre de 1871

Quand il reviendra le temps des cerises
Pendores idiots magistrats moqueurs
Seront tous en fête.
Les bourgeois auront la folie en tête
A l'ombre seront poètes chanteurs.
Mais quand reviendra le temps des cerises
Siffleront bien haut chassepots vengeurs.

terça-feira, maio 11, 2010

sábado, maio 08, 2010

Lisbon By Night

Ontem, 7 de Maio de 2010



quinta-feira, maio 06, 2010

Cajuína

Existirmos: a que será que se destina?
Pois quando tu me deste a rosa pequenina
Vi que és um homem lindo e que se acaso a sina
Do menino infeliz não se nos ilumina
Tampouco turva-se a lágrima nordestina
Apenas a matéria vida era tão fina
E éramos olharmo-nos intacta retina
A cajuína cristalina em Teresina


Sempre gostei desta música. Antes de haver internet não percebia nada da letra, o que contribuiu para o meu gostar dela. Confesso que agora não entendo muito mais. Também dá para dançar. Para quem gosta de dançar...

sexta-feira, abril 30, 2010

Pássaros, navios e muito mais...


Bernardette, respondo-lhe aqui. Clicar por cima


Aqui está um enigma.
Ia eu a uma drogaria para comprar um produto muito prosaico e mesmo desagradável, quando descubro lá dentro e à venda duas, pelo menos, das minhas paixões: pássaros e navios (neste caso do navio, um postal antigo e escrito); também gosto de filatelia e este é um objecto filatélico. Tudo numa drogaria e por cinco Euros. O dono da loja, figura muito interessante, indiano, ficou de trazer todos os postais que lá tivesse de navios e barcos e eu fiquei de os comprar ou de os publicitar. Aqui. Quanto aos pássaros, eram mesmo periquitos azuis e verdes, vivíssimos. Eu já aqui disse que gosto muito de pássaros e é por isso que nunca tive nenhum.

Fico à espera do comentário do nosso amigo hiper-entendido em Navios, o Luís Miguel Correia, que me dá a honra de ser seguidor deste blogue e que sabe tudo quanto há para saber a respeito de várias temáticas, todas elas relacionadas com a navegação. Tem também vários livros publicados sobre o assunto.
Trata-se, se bem entendi, do navio "Sierra Morena", que, na imagem, está a largar do porto do Rio de Janeiro. Não deve ser uma fotografia, parece uma pintura. O postal, provavelmente enviado por alguém que nele viajava, foi expedido em 1928 de Bolonha para Bremen. Lamento que o meu fraco alemão me impeça de perceber a letra e o texto, pois adoro ler cartas que não foram escritas para mim. LOL!
(Bem, também há pessoas que se auto-elogiam...)

terça-feira, abril 27, 2010

Navegamos na escuridão

O sol já se pôs há mais de uma semana e ainda não voltou a nascer. Não sabemos se voltará a nascer algum dia.
Apenas o farol de Alumiaria se mostra aceso e altaneiro à frente da cidade, que agora viaja em direcção ao Sul.
Mas quanto tempo poderá ainda manter-se alumiado a alumiar a passagem, o caminho?
Talvez os abismos do mar se transformem em abismos de terra.

E nos engulam para sempre.

N.B.:(Não sei se alguma vez vou acabar de escrever este livro e também não sei se é um livro.)


Fotos minhas com o mesmo título


AQUI

E AQUI

sexta-feira, abril 23, 2010

Maravilhoso Pássaro

Acabo de descobrir este maravilhoso pássaro, Saíra de Sete Cores, da Mata Atlântica do Brasil e juntamente com ele uma questão ecológica que lhe diz respeito.


Já disse, num destes blogues, que a primeira coisa que me impressionou agradavelmente no Brasil foi o canto de aves estranhas, nunca ouvidas e que não cheguei a ver, à mistura com o cheiro magnífico de novas e estranhas flores... Foi também o principal motivo para regressar.

quinta-feira, abril 22, 2010

Corvos Marinhos

terça-feira, abril 13, 2010

Augúrio

Tenho por mim o augúrio das aves
Cantando felizes nesta Primavera:
Viver a cantar! Amar a beleza da terra!

segunda-feira, abril 05, 2010

Primavera




Flor de Magnólia

quinta-feira, abril 01, 2010

Escrever não é Escrever

A poesia não se escreve: faz-se


O que quero dizer com isto?
Os mais antigos poetas de cada país, dos países antigos, nunca escreveram poesia.
Uns não sabiam escrever, outros não iam gastar uma coisa tão cara como papiro, pergaminho, ou algo de tão apagável como tábuas de cera só para escrever poesia, algo que se podia reter na memória. Inventavam a poesia na cabeça, diziam-na, musicavam-na, mas seguramente não a escreviam.

E além disso não são necessárias as palavras para criar poesia. Existem actos poéticos. Poderia haver, como há na arte, instalações poéticas. E também no dia-a-dia, gestos poéticos.

quarta-feira, março 31, 2010

Exílio

Durante a maior parte da vida que vivi, senti-me exilada no tempo.
Sentia-me exilada no passado, sabendo que o meu lugar só podia ficar no futuro.

terça-feira, março 30, 2010

Meditação New Age

"Somente a pessoa criativa é rica; ela pode ser um mendigo, mas é rica."
Osho

segunda-feira, março 22, 2010

Flower Power

domingo, março 21, 2010

A Primavera Chegará

"A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la."


Cecília Meirelles

domingo, março 14, 2010

Eu sei um ninho!


E sei outro ninho, mas não digo aonde fica. Só dou uma dica: fica em Lisboa.
(E também fica no meu outro blogue, nesta data.)

sábado, março 13, 2010

Cá está a Prima (Vera)





Mostra-me a beleza sempre nova da tua desordem

terça-feira, março 09, 2010

Momentos de esplendor

Depois de meses de aguaceiros, um dia esplendoroso de sol.
Só por isso já nos sentimos felizes, como se todos os problemas tivessem ficado esquecidos.
O corpo descontrai-se, distende-se, regozija-se em indefiníveis sensações de prazer.

Já imaginaram quantos momentos de esplendor vamos ter no futuro?
E já chegaram as andorinhas.

segunda-feira, março 08, 2010

Dia Da Mulher

Para celebrar o Dia da Mulher, desejo a todas as mulheres que se renovem com a Primavera, por se lembrarem que são também seres da natureza.
Que a renovação seja interior e exterior, um renascimento!

Dia da Mulher




Para celebrar o Dia da Mulher, desejo a todas as mulheres que se renovem com a Primavera, por se lembrarem que são também seres da natureza.
Que a renovação seja interior e exterior, um renascimento!

sábado, março 06, 2010

terça-feira, março 02, 2010

Meditação New Age

Ver e ouvir isto, assim: confortavelmente sentado/a, com as mãos abertas pousadas nos joelhos e voltadas para cima. Isto é só uma sugestão, claro...
A chama violeta é considerada transmutadora. A cor violeta deve ser imaginada, mas aqui é vista e imaginada. Confesso que nunca sei imaginar esta cor...

sábado, fevereiro 27, 2010

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

Misoandria

Acabo de descobrir uma nova palavra, em francês, mas fácil de traduzir.
Misoandrie
Traduzir-se-á por Misoandria ou talvez Misandria. Acabo de constatar que existem as duas.
Reparem: Misoginia significa não gostar de mulheres e/ou considerá-las inferiores. Não confundir com Gay, pois há muitos homens que aparentemente gostam das mulheres, mas não se percebe porquê, dado que têm a pior das opiniões a respeito delas. E também há mulheres que não gostam das mulheres.
Misoandria será então, não gostar de homens (masculino de Homem/Mulher) e/ou considerá-los inferiores.
Havemos de reconhecer que esta atitude existe, não apenas da parte das mulheres, mas também da parte dos homens. E há muitas mulheres que gostam dos homens, apesar de não lhe reconhecerem nada de interessante, o que é o correspondente aos homens misóginos.

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Papagaios




São três pássaros, mas se não fizesse zoom mal se viam e fazendo, não podia apanhar os três. É vulgar andarem em bandos e espero fazer mais fotos. Tive de cortar as casas, porque se via o seu interior, com o zoom...


terça-feira, fevereiro 16, 2010

Impressões

Hoje é um daqueles dias cinzentos, escuros, chuvosos, frios, gelados... e feriado - dia de Carnaval.
Apetece estar doente com uma doença pouco grave, constipação, gripe, febre, para ficar metida na cama todo o dia. A ver chover pela janela e a observar as nuvens cinzentas, pensando que vem aí mais temporal.


segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Asas Silenciosas

Se forem ao youtube, clicando por cima, podem ver com "écran" completo


sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Impressões

Chove torrencialmente. Lá fora. Há névoa e escuridão
Mas dentro da minha cabeça está um dia luminoso

Onde não entra a escuridão, nem as noites de Inverno nem a névoa das tardes.

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Melro

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Que mundo maravilhoso!


Acho que ninguém percebe isto, mas eu acho que o mundo é maravilhoso.
É isso que digo de mil maneiras neste blogue.
(Tinha aqui ´vídeo de "What A Wonderfull World", do Youtube, mas foi retirado do Youtube numa reivindicação de direitos de autor....)
Fica a mensagem!

domingo, janeiro 31, 2010

Noites de Inverno

Maravilhosas longas noites de Inverno
Afortunado quem as consegue dormir tranquilamente, acordando de vez em quando para constatar que ainda é cedo!
E mal aventurado quem espera longamente pelo dia, possuído pela insónia!

sábado, janeiro 30, 2010

Adagio in G minor by Albinoni

Karajan e a Berlin Philharmonic

sábado, janeiro 23, 2010

Romantic Saxophone - desperado

Ainda tenho Hi5, embora não utilize e lá, tenho um amigo desconhecido e doido que me envia músicas hiper-românticas.
Gostei desta.


Boa Notícia

A Unesco acaba de disponiblizar online a


e também já existe no Facebook para fans


segunda-feira, janeiro 18, 2010

Aldeias Modernas

Andei à procura na net duma antiga amiga francesa, cuja amizade me foi agradável e da qual perdi o rasto numa das vezes em que mudei de casa ou de terra.
Encontrei uma mulher com o mesmo nome e, melhor ainda:
Encontrei uma aldeia francesa com 9 habitantes. Todos muito satisfeitos e felizes na fotografia. Há ainda várias informações e fotos da aldeia.
Aldeia perdida no mapa? Nem por isso. Nem perdida no ciberespaço.
E que tal fazer o mesmo com as nossas aldeias?

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Turner Navios e Mar

Se calhar eu já disse aqui (talvez mil vezes) que gosto muito da obra de Turner, sobretudo quando representa barcos no mar, mas as suas pinturas são quase todas tão trágicas, tempestades, naufrágios (eu e os meus amigos marujos não gostamos de naufrágios, pois não?).
Esta é mais suave, é só a pesca à baleia.
Whalers. 1845. Oil on canvas. Tate Gallery, London, UK.
(Baleeiros. 1845. Óleo sobre tela).

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Quem serão estes?





Não faço a mais vaga ideia de quem serão estas pessoas. Acho que nunca as (os) vi, mas parecem bem dispostas (os).

domingo, janeiro 10, 2010

Olhar para o lume

Quando alguém fica parado, absorto a olhar para o mar, é como se estivesse a olhar para o lume:
Como que ausente do lugar e do tempo, como que sonhando com outra vida, outras pessoas, outro eu a ser ou a ter sido...
Quando alguém fica parado, absorto a olhar para o mar, vemos que algo dentro de si pensa noutra terra noutra vida noutra possibilidade de vir a ter sido outra coisa. Outra gente. Talvez noutro lugar distante.

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Sonhar de Maria Betânia

Que lindo!


terça-feira, janeiro 05, 2010

Que desplante!

De cada vez que coloco vídeos neste blogue, como faço no outro, acontece uma coisa incrível: alternando com os que escolhi, aparecem outros duma banda muito vulgar, designada por Undefined. Parece isto querer dizer que não defini qualquer coisa, mas acho que sim...
Mistérios da net. Talvez o meu amigo do Fliscorno me possa dizer...

domingo, janeiro 03, 2010

Estranha fotografia

A minha amiga Pinkye tirou-no esta fotografia num navio, a olhar para o tecto espelhado.
Boa viagem por mar, Pinkie (é a que tem o cabelo cor-de-rosa.

sexta-feira, janeiro 01, 2010

Meditar é uma maneira de começar

Meditar é uma maneira de começar.
A Bíblia diz que no princípio era o verbo, ou seja, no princípio era a palavra, o verbo divino.
Os budistas, yoguis, etc., afirmam o mesmo, acrecentando que a palavra primordial e divina é:
OM, pronunciada AUM.
Esta palavra é um mantra budista: meditar e/ou orar à maneira budista e nomeadamente à maneira do
Budismo Zen, pode consistir apenas em pronunciar este som,
só com um fôlego, enchendo os pulmões de ar, como se ouve nos vídeos.





quarta-feira, dezembro 30, 2009

Trevo da sorte

FELIZ DÉCADA 2010 PARA TODOS VOCÊS
COM A COR VIOLETA TRANSMUTADORA


Para início de 2010, procure um trevo de quatro folhas

Lua de Dia


Lua de Dia sobre vinha vindimada

terça-feira, dezembro 29, 2009

Para relaxar

Surpresas do Tempo

A outra surpresa, não muito nítida, foi este passarinho pousado na minha magnólia em botão.
Parece uma escrevedeira amarela. Não deve ser, mas gostaria que fosse.

domingo, dezembro 27, 2009

Surpresas do Tempo






Em tempos plantei esta magnífica magnólia, mas nunca tive a oportunidade de a ver em flor, pois nunca posso estar lá quando isso acontece, por alturas de Fevereiro.
Este ano a natureza e o tempo fizeram-me duas surpresas: floriram mais cedo alguns botões e a lua diurna iluminou-a para mim.

sábado, dezembro 26, 2009

Naturaleza




O que será aquilo preto e amarelo, escondido e muito atento, no meio da vegetação?
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sexta-feira, dezembro 25, 2009

Rolas Turcas em Vinha Vindimada


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Rolas Turcas em Vinha Vindimada e Podada de Verde Tinto