quinta-feira, novembro 26, 2009

Arte Sacra Contemporânea


Existe, de facto, na Bíblia, um mandamento que diz:
“Não farás para ti imagem de escultura, Nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, Nem em baixo na terra, Nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto...” Ex 20.4,5

A Igreja Católica ignorou regiamente este mandamento e outras afirmações do género, ao contrário de quase todas as religiões cristãs (protestantes, ortodoxas) e foi aí que acertou. Pelo menos nisto, não há dúvida: a arte europeia e depois pan-europeia deve-lhe muito e quase tudo.
Agora, o Papa Bento XVI (como vocês sabem, sempre gostei dele) decidiu convocar os artistas para que de novo haja uma simbiose entre a Religião Católica e a Arte.

Há também uma revista de arte muito interessante, portuguesa, com a particularidade de estar no Facebook e de ter actualização quase contínua e alguns convites para eventos. Com gente bem disposta, informal e alegre.
Está prestes a sair o número de Dezembro. Tem uma parte dedicada a leilões.

segunda-feira, novembro 23, 2009

Quadrinho



E este foi o quadrinho que comprei, uma pequena pintura (óleo sobre tela) de Rui Coutinho, artista que nem conhecia.
Acho-o lindíssimo e reparem no pormenor de as bordas do quadro também estarem pintadas, continuando o rio, ou o mar e também as nuvens e a terra... nem se pode emoldurar...
Já está dependurado no meu quarto, para eu o ver bem, antes de o colocar na sala para todos o verem.

domingo, novembro 22, 2009

FIL ARTE LISBOA 2009



Há sempre uma peça que impressiona mais. No meu caso é quase sempre uma peça de escultura. No caso desta feira, julgo que é sempre escultura, como na Bienal de Veneza me parece ser mais vídeo ou instalação.
Neste caso foi isto: " O Vaga-mundo e o Vira-lata". Os outros dados estão na última foto do post.

sexta-feira, novembro 20, 2009

FIL ARTE LISBOA 2009




Muito interessante esta artista coreana MiHei, tive vontade de comprar uma caixinha destas.
Têm fotografias dos dois lados e também se podem expor dos dois lados, de maneira que vemos uma sobreposição das duas, que as imagens não mostram bem. Algumas ainda têm pequenos poemas da artista, escritos em francês. Ficou muito envergonhada quando a fotografei.

A obra não está nada favorecida neste post, mas pelo menos chamo a atenção para ela. A FIL está muito boa, vale a pena ir lá até segunda-feira inclusive. Claro que se vão perdendo coisas, por exemplo, eu já trouxe o meu quadro.

domingo, novembro 15, 2009

ARTE

Fui ver à Culturgest esta exposição de Jos Gruiter (Geel, Bélgica, 1965) e Harald Thys (Wilrijk, Bélgica, 1966). CLICAR AQUI

É o tipo de exposição/vídeo que pode ou não inspirar-nos, pois mostra o que de adormecido e de impessoal e de fingido há nas relações humanas. Não já o fingir que se gosta, mas o seu oposto, o fingir que não se vê, que não se sente, próprio da actual "sociabilidade" europeia.

Enquanto assistia à projecção, sentada nas escadas da sala e sozinha no escuro, ocorreram-me estas ideias / palavras, que fui dizendo em vol alta:

Non, je ne suis pas un cadavre exquis, je suis seulement un cadavre.

Sim, eu gostaria de buscar o mar impoluto
Um mar que não existe...

sábado, novembro 14, 2009

Perguntar às estrelas

Não pergunte às estrelas o que deve fazer.
Surpreenda as estrelas, fazendo o que lhe apetece

segunda-feira, novembro 09, 2009

Sinceridade não é sinónimo de rudeza II

Quando coloquei o post com este título, apareceram comentários acalorados, embora poucos.
É por me parecer importante esta reflexão na nossa sociedade que volto a levantar a questão.
A Denise, que ainda não conhecia, escreveu isto:

Aqui no Brasil diversas vezes as pessoas confundem sinceridade com grosseria. Fica sempre a dúvida: ser educado é ser falso? Mas eu concordo contigo... ser educado é ser educado, e ser grosso é ser grosso, educados ou não. Abraços

É claro que eu não me referia ao Brasil, mas temos tanta coisa em comum... gostaria de ouvir outras opiniões sobre o assunto, por me parecer que somos todos massacrados com "ideias" como esta, o que a Rekoa exprime bem no comentário que fez.
Deveríamos apreciar a delicadeza, a sensibilidade, estamos numa época em que se diz que devemos ter pensamentos positivos, exprimir afecto, amor, etc., mas basta um burgesso deitar cá para fora uma grosseria para logo nos parecer que é superior a muitos outros.

Já agora, conto um episódio que se passou comigo num paquete de cruzeiro, tendo eu apresentado queixa da criatura "sincera".
Estávamos a fazer a simulação de abandono do navio, que demora sempre bastante tempo e dirigíamo-nos para os botes salva-vidas, quando uma criança comentou, receosamente:
- Se isto fosse a sério, Ao fim de tanto tempo, já o navio se tinha afundado.
Responde um burgesso da tripulação, um marinheiro:
- Ó filho, se isto fosse a sério eu já não estava aqui, já me tinha safado, como me safei doutras vezes. - E começou a contar que já tinha escapado por um triz, mas segundo a filosofia do "salve-se quem puder" e não, nunca, tentando ajudar os outros.
A mãe da criança agradeceu a sinceridade e honestidade da resposta, realmente muito instrutiva para uma criança. E para todos nós.
O meu modo de agradecer a "sinceridade e honestidade" desta resposta foi apresentar uma queixa contra o homem. Não sabia o nome, mas todos os tripulantes sabiam quem era o único "capaz" de dizer estas coisas. Se fossem todos assim...
Talvez devido a esta adorável "sinceridade", houve uma senhora que desmaiou de medo.

quinta-feira, novembro 05, 2009

segunda-feira, novembro 02, 2009

Zenith no Zénith

Este é o navio Zenith, no Cais da Rocha, no zénite da tarde.

quinta-feira, outubro 29, 2009

Sinceridade não é sinónimo de rudeza

As pessoas brutas, quando são sinceras, são brutas.
As pessoas delicadas, quando são sinceras, são delicadas.


Parem de dizer que uma pessoa é pouco sincera porque é querida e de elogiar as pessoas brutas chamando-lhes sinceras. A sinceridade não é sinónimo de rudeza. Nem é necessariamente uma qualidade.

domingo, outubro 25, 2009

The Light of Peace

Ainda nem entendi bem o que é isto, mas gosto.
Todas as pinturas com este título são do mesmo sítio (um certo farol) e são da autoria de Thomas Kinkade.

quinta-feira, outubro 22, 2009

A casa maravilhosa


A casa maravilhosa

Era uma casa maravilhosa. Por fora, parecia que ia cair, de tão velha.
Antes de nós lá chegarmos, tínhamos de atravessar um lodaçal muito grande e ficávamos com os sapatos cheios de terra e de lama. Quando entrávamos na nossa casa, tínhamos que calçar pantufas porque a vizinha de baixo já era muito velha e não aguentava o barulho dos nossos passos. Lá dentro, nós tínhamos uma inclina também africana como nós, mas é claro que a gente não podíamos nunca entrar no quarto da inclina. Mas depois, quando já estávamos lá dentro, todos de pantufas, a casa era o lugar mais maravilhoso do mundo. Éramos todos pretos, lá dentro. Mesmo a inclina. E estava quentinho...

Até que um dia... a inclina chegou a casa e atirou-se para cima da mesa, a chorar. Tinha perdido o emprego.
- Estou farta disto. Não aguento - dizia, na sua voz rouca - vou voltar para África! estou farta.
Então, a minha mãe disse:
- Se tu vais voltar para África, então nós temos de nos mudar para uma casa mais barata e mais pequena, porque, sem a tua renda, não podemos pagar esta renda.
E então assim foi. Mudámos para um pequeno apartamento. Era mais moderno, não tinha lama, não tinha a vizinha velha a reclamar por causa do barulho. Mas havia um problema.
É que a inclina tinha pago uma calção quando foi morar connosco. E quando nós nos mudámos para a casa nova, tivemos de a levar, para ela se gozar da calção que já estava paga, claro.
Como ela tinha pago uma calção por um quarto onde estava sozinha, então nós tivemos que dormir todos apinhados na sala, para ela poder gozar a calção no único quarto da casa.
- Agora adivinhe, setôra!!
- O quê?
- Adivinhe!!!
- Não sei!
- A inclina gostou tanto da casa nova, que lhe passou a raiva. Arranjou um emprego novo e ficou na mesma a viver connosco.
- Eu sempre me dei bem com vocês. Já estou habituada... E, portanto, fico aqui.
- Não é engraçado, setôra?
- Bem, engraçado...eu... pois, é muito engraçado!

N:B:: Vou colocar este texto no Terra, porque aqui pouca gente o lê.

terça-feira, outubro 20, 2009

Ohhhhh!

Parece que ninguém quer ouvir a minha história. Não digo. Não digo. Prontos!

segunda-feira, outubro 19, 2009

Histórias verdadeiras, mas verdadeiras

Hoje * fui de "boleia" às sete e trinta da manhã para o meu trabalho. Como estava inspirada, fui todo o caminho a contar histórias. Não histórias inventadas, mas verdadeiras. Tão giras!
Lembrei-me, então, que as podia também contar aqui. Todo o mundo gosta de me ouvir contar histórias.
Fica para quando tiver falta de assunto.

Por exemplo, a história da casa maravilhosa.
Peçam-me que conte a história verdadeira da casa maravilhosa.
Só a conto se vocês pedirem.

*Nota: o hoje pode não ser hoje.

sábado, outubro 17, 2009

Navegar



Parece-me que fui feita para navegar, mas só descobri isso recentemente.
Este é o Príncipe Perfeito, um navio que já fez viagens para as ex-colónias e que começa agora a fazer pequenos cruzeiros no Tejo. Vou colocar mais fotos, tanto aqui como no Terra.
Luís Miguel: O Santíssima Trinidad, do qual tenho fotografias, muito procuradas, no meu outro blogue, deve ser maior do que este, não é?

Afinal, o Luís miguel Correia, grande entendido em navios, acaba por esclarecer que este não é o paquete que fazia viagens para África. De facto, O Santíssima Trinidad, cuja réplica fotografei no porto de Málaga e que foi o maior navio do mundo no seu tempo, é bem maior.

segunda-feira, outubro 12, 2009

Música New Age

Encontrei no Facebook estes vídeos de Karunesh, que não conhecia. Aconselho os dois: o Facebook e Karunesh. É bom ver com o ecrã completo: para quem não sabe, clica-se por cima do vídeo, que aumenta, outra vez por cima e depois no "rectângulo" com ângulos redondos. LOL!
Só não sugiro que fechem os olhos, porque as imagens são belíssimas.
PS.: Há duas sequências de vídeos: uma da cantiga Alfonsina, cantada por Mercedes Sosa e outros, outra de Karunesh. Esperando um bocadinho, elas alternam.
Também se podem gravar em DVD e ver na televisão.

domingo, outubro 11, 2009

Orgulhemo-nos da Língua Portuguesa e do Mar


Se temos alguma obrigação nacional ou nacionalista ou patriótica ( e cada uma destas palavras quer dizer uma coisa diferente, todas elas cheias de mais palavras e de mais ideias)...

Se temos alguma obrigação nacional ou nacionalista ou patriótica, é a de sermos fiéis ao mar e à língua portuguesa. Houve muitas pessoas, ao longo da história, que foram envolvidas em tudo isto.
Não devemos permitir que esta terra seja uma coutada de oportunistas. (O próprio Salazar tinha ideais, coitado!)
Não devemos aceitar esta cambada de medíocres à frente dum país que, sendo pequeno, se orgulha de ter sido grande e se envergonha de não ser tão bom quanto podia e devia ser agora, num projecto europeu.
Não permitamos que as espertezas saloias sejam o rosto do nosso país que é o "rosto" geográfico do Continente Europeu.

terça-feira, outubro 06, 2009

Quem diabo é Deus?

A conselho de uma muito jovem amiga, ando a ler a "Fórmula de Deus" daquele jornalista...
Parece-me que os seus livros são reportagens muito exaustivas e parcamente romanceadas sobre um determinado assunto. Este assunto, neste livro, são mesmo vários: a origem do universo, o seu fim possível, a existência de Deus, Einstein e a bomba atómica, a CIA, o Hezbolla, os xiitas e os sunitas e um tipo caracterizado como parvo, que é a personagem central.
Apesar de tudo o que aqui escrevo, estou a gostar. Como não gostar? São assuntos interessantes e/ou da ordem do dia...
E acho que percebi aquela coisa do Big Bang, que nunca tinha entendido.
Mas não me venham com histórias: para além da vertente claramente comercial do livro, (que o tornará interessante em todo o mundo, sobretudo se a Oprah gostar dele, o que é pouco provável), o que vai este livro acrescentar ao panorama literário, seja ele português, europeu ou mundial?
Nada mesmo, julgo eu.

sábado, outubro 03, 2009

A beleza da Terra


Dentro da biblioteca do navio havia esta cena campestre, que nos fazia pensar na beleza da terra. De resto, nos navios há quase só pinturas e gravuras do mar e de barcos.
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quinta-feira, outubro 01, 2009

Outro Koan

O Silêncio Completo
Quatro monges decidiram meditar em silêncio completo, sem falar por duas semanas. Na noite do primeiro dia a vela começou a falhar e então apagou.
O primeiro monge disse, "Oh, não! A vela apagou!"
O segundo comentou, "Não tínhamos que ficar em silêncio completo?"
O terceiro reclamou, "Por que vocês dois quebraram o silêncio?"
Finalmente o quarto afirmou, todo orgulhoso, "Aha! Eu sou o único que não falou!"

segunda-feira, setembro 28, 2009

Navegar


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sexta-feira, setembro 25, 2009

Foto


Às vezes fazem-se fotografias como esta. O mar à noite ou fim de tarde. As diferentes variações de luz e cor fazem aparecer figuras.
(Não parecem uns olhos e uma boca?)Posted by Picasa
Fotografia do Oceano Atlântico tirada dum navio em alto-mar à noite.

terça-feira, setembro 22, 2009

Amizade, Verdade, Autenticidade, etc.

Ainda existe amizade à primeira vista e sem interesse.
Ainda existe simplicidade e autenticidade nas relações
E é isso que estamos todos a precisar de saber, se até nos bichos existe tudo isso, imagine como poderia ser nos humanos: como pode vir a ser, quando aprendermos a ser humanos.
(Isto não pretende ser um poema, nem nada no género).

Ver aqui, aqueles a quem não mandei mail.

http://video.msn.com/video.aspx?mkt=en-US&vid=17f4bc71-7c71-4d28-9788-c9484d54b7f0

Ao princípio, enganei-me a postar o vídeo, mas já rectifiquei. Começa por publicidade, mas é esperar um nadinha.

domingo, setembro 20, 2009

Rentrée



Para o ano que agora se inicia, mais do que em Janeiro, fiz o seguinte voto, ou o seguinte projecto: Criar o vazio. Preencher o vazio com a minha alegria. Afinal, é o que fazem todos os pobres deste mundo. E também os outros seres. Flores, bichos...
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sábado, setembro 19, 2009

Casa poema


Pesa a sentença atroz do algoz ignoto
Em cada cerviz néscia. É entrudo e riem,
Felizes, porque neles pensa e sente
A vida, que não eles!

De rosas, inda que de falsas
Teçam capelas veras. Breve e vão é o tempo
Que lhes é dado, e por misericórdia
Breve nem vão sentido

Se a ciência é vida, sábio é só o néscio.
Quão pouca diferença a mente interna
Do homem da dos brutos! Sus! Deixai
Brincar os moribundos!

Ricardo Reis, in "Odes" Heterónimo de Fernando Pessoa

Variantes: v.1- Pesa o decreto atroz do fim certeiro./ Pesa o decreto igual do fim diverso
Último: Leixai / Deixai viver os moribundos
(Mais pormenores na fotografia, se ampliada).

É este o poema que decora todas as paredes da Casa Fernando Pessoa, transformada numa casa-poema. Ver o meu outro blogue nesta data (19/09/09).

sexta-feira, setembro 18, 2009

Mais Mistérios

E, já que estamos a falar de mistérios, existe o caso de que agora se fala e que é o assunto dum livro a ser lançado dia 23, próxima quarta-feira, na Casa Fernando Pessoa.
Aleister Crowley, famosíssimo mago inglês, vem a Lisboa misteriosamente para visitar Fernando Pessoa. (Não esquecer que Pessoa não era ninguém para ninguém, nessa época, muito menos para um famoso mago).
Aparentemente, morre afogado no sítio chamado Boca do Inferno. Também aparentemente, esta morte terá sido encenada com o conivência de Pessoa.
...Para reaparecer mais tarde noutro sítio.
O livro, da autora brasileira Montserrat Rico Góngora, intitula-se "Passageiros da Neblina". Creio que é um romance.
Recebi um convite, mas julgo que quem quiser, pode ir.

quinta-feira, setembro 17, 2009

Conde de Saint Germain

Como vocês já terão notado, eu interesso-me por vários assuntos e gosto de partilhar convosco (e não só convosco) algumas das minhas muitas descobertas. A que vou narrar é uma delas.

Muita gente acredita que existe um homem, o Conde de St. Germain, que está vivo desde o tempo da Revolução Francesa, pois descobriu o elixir da imortalidade, bem como a Pedra Filosofal.
Esta Pedra permite-lhe, não só fazer ouro a partir de qualquer coisa, como também fazer pedras preciosas. É um alquimista e é crido por alquimistas e outros esotéricos.

domingo, setembro 13, 2009

O Mundo




O mundo é intensamente colorido.
Só o homem inventa e expõe os tons pardos e sombrios.
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quinta-feira, setembro 10, 2009

O écran gigante II

Hoje o écran gigante amanheceu cinzento.
Vi ao longe a grande estátua negra do Pombal sobre o enorme pedestal branco, enquadrada por arranha-céus cinzentos num fundo de céu cinzento.

Quando se viaja por mar e se vê sempre uma mar profundamente azul sob um céu intensamente azul, deseja-se outro cenário. Deseja-se que mude o écran gigante.

(Este post apareceu-me de repente traduzido para Inglês, sem que eu o solicitasse e com o título "The Diamond Vision". Não é estranho? Tão poético!)

quarta-feira, setembro 09, 2009

O écran gigante

Hoje de madrugada o écran gigante iluminou-se inesperadamente e mudou o cenário: chuva, trovoada, relâmpagos... E depois voltou a ficar tudo azul, intensamente.
Belo espectáculo.

quarta-feira, setembro 02, 2009

A infinita exuberância da terra




A nudez líquida e azul da superfície marítima permite-nos apreciar melhor, como pela primeira vez, a infinita exuberância da superfície da terra.
(Fotos da Ilha da Madeira)

sexta-feira, agosto 28, 2009

A nudez da superfície marítima






A nudez líquida e azul da superfície marítima permite-nos apreciar melhor, como pela primeira vez, a infinita exuberância da superfície da terra.


Versão II


A nudez líquida e azul da superfície marinha permite-nos apreciar melhor, como pela primeira vez,
a esplendorosa exuberância visível na face da terra

quinta-feira, agosto 27, 2009

Escrever na Biblioteca



O navio tinha uma óptima biblioteca e um conceito giríssimo: cada um podia levar os livros que quisesse ler e trazê-los (ou não) sem escrever nenhum papel a requisitá-los.
Noutros navios em que tenho navegado, ou há biblioteca mas não há livros, ou há livros num armazém onde podemos requisitá-los e não há biblioteca, que, aliás, que se está a perder por todo o lado.
Mas aqui era diferente: para uma empresa destas, pouco monta comprar livros, talvez em segunda mão, se alguém os roubar, mas talvez seja mais normal os passageiros oferecerem-nos, como foi o meu caso.

E vejam que lugar bonito! Posted by Picasa

Foto tirada pela Maria

segunda-feira, agosto 24, 2009

Navegar...

Nunca regressaremos definitivamente de nenhuma viagem
Há algo em nós que permanecerá para sempre na distância.
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domingo, agosto 23, 2009

Partir

Nunca regressaremos definitivamente de nenhuma viagem
Algo em nós permanecerá para sempre na distância.

(Sugestão: ouvir a música, nos vídeos ao lado, "Torna a Sorriento")

sexta-feira, agosto 21, 2009

É doce morrer no mar




Após uma noite como nunca tinha passado nenhuma no mar, em que adormecia de exaustão, deitada e acordava sentada com o balanço do navio, entre as Ilhas Canária e a Ilha da Madeira, em que era impossível não pensar na morte, ou por naufrágio ou de qualquer outra maneira, por uma questão, não tanto de medo, mas de associação de ideias, acordei de manhã a sonhar com um caixão feito de chocolate.
Os rebordos trabalhados que costumam ser de madeira eram de frutos silvestres e cerejas. Foi um sonho feliz, muito saboroso. Havia muita gente à espera de o comer quando fosse o momento oportuno.
Não se pode dizer que eu seja uma pessoa pessimista. Nem mesmo nos sonhos.

Esta frase "É doce morrer no mar" tinha-a relido na biblioteca do navio, no livro Mar Morto de Jorge Amado, pouco antes de me ir deitar.
Mas o sonho teve um sabor Zen, como quem vislumbra uma estranha e inesperada verdade.

P.S.: (Dias mais tarde, uma leitora deste blogue contou-me que tinha sonhado o mesmo sonho, ou outro parecido, depois de ler este texto).

terça-feira, agosto 18, 2009

Águas das almas






Foi daqui que muitos viram Lisboa pela última vez, ou mesmo o terreno da pátria, Lisboa ou outro.
A esta distancia das águas salgadas: as do mar e as dos olhos.










segunda-feira, agosto 17, 2009


sexta-feira, agosto 14, 2009

Koan

Sabem o que é um Koan? É um conto Budista Zen muito curto e que serve para meditar. Aqui vai um dos meus preferidos.

14. A Lua Não Pode Ser Roubada

Ryokan, um mestre Zen, vivia a mais simples e frugais das vidas em uma pequena cabana aos pés de uma montanha. Uma noite um ladrão entrou na cabana apenas para descobrir que nada havia para ser roubado.
Ryokan retornou e o surpreendeu lá.
"Você fez uma longa viagem para me visitar," ele disse ao gatuno, "e você não deveria retornar de mãos vazias. Por favor tome minhas roupas como um presente."
O ladrão ficou perplexo. Rindo de troça, ele tomou as roupas e esgueirou-se para fora.Ryokan sentou-se nu, olhando a lua.
"Pobre coitado," ele murmurou. "Gostaria de poder dar-lhe esta bela lua."

Há mais AQUI

terça-feira, agosto 11, 2009

As Minhas Peças de Teatro

Só hoje aprovei a versão definitiva da publicação das minhas peças de teatro. Se não fosse tão impaciente, seria sensato eu só dar a informação hoje pela primeira vez. Preferível até seria dar a informação daqui por um mês ou dois, quando já houver distribuição.
Mas a net é sempre uma boa surpresa. Maior à medida que o tempo passa. Nela, o tempo joga sempre a nosso favor.

segunda-feira, agosto 10, 2009

Os que nos enchem os dias

As pessoas que nos amam, ainda que sejam muitas, pouco valem
ao lado das pessoas que nós amamos, ainda que estas sejam poucas.

Devemos então agradecer, não àqueles que nos estimam,
mas aos que sabem fazer-se amar e que assim nos enchem os dias.

Nadinha

Se quiser ouvir algumas das minhas músicas preferidas, clique nos vídeos ao lado. São tês músicas e substituem-se entre si:
Lilly Marlene, de Marlenne Dietrich (e outra) - Não ver o 1º vídeo
Torna a Sorriento, por diversos cantores
Alfonsina e el mar

Respeito o silêncio. Clique só se lhe apetecer ouvir música. As letras estão no blogue.

domingo, agosto 09, 2009

Mar visto do Estoril


Estoril
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sexta-feira, agosto 07, 2009

Sá de Miranda: O Sol é Grande

Tendo acabado de escrever sobre Sá de Miranda e seu irmão, Mem de Sá, no blogue Terra Imunda, cumpro o prometido de aqui deixar um poema (um soneto) deste autor sobre a mudança. Agrada-me sobretudo o ser estranho. Senão, reparem: será que as aves morrem de calor, como é dito nos dois primeiros versos? Numa estação que costuma ser fria? E que quer dizer isto? Oiçamo-lo:


O sol é grande: caem co'a calma as aves,
Do tempo em tal sazão, que sói ser fria.
Esta água que de alto cai acordar-me-ia,
Do sono não, mas de cuidados graves.

Ó cousas todas vãs, todas mudaves,
Qual é tal coração que em vós confia?
Passam os tempos, vai dia trás dia,
Incertos muito mais que ao vento as naves.

Eu vira já aqui sombras, vira flores,
Vi tantas águas, vi tanta verdura,
As aves todas cantavam de amores.

Tudo é seco e mudo; e, de mistura,
Também mudando-me eu fiz doutras cores.
E tudo o mais renova: isto é sem cura!

quinta-feira, agosto 06, 2009

Ainda sobre o Mar: O Tumulto das Ondas

Descobri agora este livro, "O Tumulto das Ondas" de Mishima, numa das minhas estantes. Curiosamente, não me lembrava de o ter lido nem de gostar particularmente de Mishima.
Reli-o agora com grande prazer e entusiasmo.
Desde que me apaixonei pelo mar, tudo o que lhe diz respeito me fascina.
Fez-me lembrar um outro livro de pescadores, "Hans de Islândia" de Pierre Loti, de que também gostei, mas que é muito triste, ao contrário deste. Acho mesmo que alguns autores têm esse estigma: já sabemos que o livro vai acabar tão mal, mesmo antes de o termos lido, que nem apetece começar.
A mesma coisa, mal, tristeza, fim trágico, com um escritor italiano de que gosto muito se me abstrair desse senão, Giuseppe Verga. Em Portugal só é conhecido, desse autor, o título "Cavaleria Rusticana" de um dos seus contos, que deu lugar a uma ópera. O seu principal romance, "Os Malavoglia", já foi traduzido para português, mas há muito tempo, podendo ser encontrado em alfarrabistas.

Todos estes três escritores, como outros, me fascinam por irem buscar a simplicidade da vida dos pobres e ignorantes, logo eles, que estão longe de ser simples, pondo-nos em contacto com os elementos essenciais da vida humana, sem sofisticação nem disfarces.
O trabalho, o ócio, o amor, a amizade, a dor, a alegria, o prazer e enfim, nestes casos, a paixão pelo mar que é comum a quase todos os marinheiros e pescadores.

segunda-feira, agosto 03, 2009

Romances sobre o mar

Ao entrar numa livraria hoje em dia ficamos baralhados com tanto lixo: o mais vendido da Oprah, o mais vendido não sei do quê. Há um título que nos chama a atenção hoje, mas amanhã já não o vemos.
A solução para isto é voltar aos grandes autores do passado, que não estão expostos.
Lembrei-me agora de Joseph Conrad, um marinheiro cujos romances são sobretudo aventuras marítimas, tal como Melville.
Livros bons para ler à beira-mar, num navio, ou em vez do mar.
E baratos. Acabo de comprar o seu melhor romance, "No Coração das Trevas", por 12 Euros.
Acho que ainda só li deste autor Lord Jim e um chamado "The Rover", que talvez se traduza por "O Pirata", de que falei em Escrevedoiros.
Quanto a Melville, ou a Jack London... é só escolher.
Pena não haver, ou não ter havido, escritores portugueses que narrem aventuras marítimas. Como os gregos e os de expressão inglesa, com este Conrad que é ucraniano mas que escreve em inglês.
Pena que não tenham fugido para Portugal, mas que, inversamente, tenham fugido de Portugal, os escritores e demais artistas e demais seres humanos que foram perseguidos injustamente. Pela censura, por exemplo. Pela intransigência. Pela inveja.