domingo, outubro 11, 2009

Orgulhemo-nos da Língua Portuguesa e do Mar


Se temos alguma obrigação nacional ou nacionalista ou patriótica ( e cada uma destas palavras quer dizer uma coisa diferente, todas elas cheias de mais palavras e de mais ideias)...

Se temos alguma obrigação nacional ou nacionalista ou patriótica, é a de sermos fiéis ao mar e à língua portuguesa. Houve muitas pessoas, ao longo da história, que foram envolvidas em tudo isto.
Não devemos permitir que esta terra seja uma coutada de oportunistas. (O próprio Salazar tinha ideais, coitado!)
Não devemos aceitar esta cambada de medíocres à frente dum país que, sendo pequeno, se orgulha de ter sido grande e se envergonha de não ser tão bom quanto podia e devia ser agora, num projecto europeu.
Não permitamos que as espertezas saloias sejam o rosto do nosso país que é o "rosto" geográfico do Continente Europeu.

terça-feira, outubro 06, 2009

Quem diabo é Deus?

A conselho de uma muito jovem amiga, ando a ler a "Fórmula de Deus" daquele jornalista...
Parece-me que os seus livros são reportagens muito exaustivas e parcamente romanceadas sobre um determinado assunto. Este assunto, neste livro, são mesmo vários: a origem do universo, o seu fim possível, a existência de Deus, Einstein e a bomba atómica, a CIA, o Hezbolla, os xiitas e os sunitas e um tipo caracterizado como parvo, que é a personagem central.
Apesar de tudo o que aqui escrevo, estou a gostar. Como não gostar? São assuntos interessantes e/ou da ordem do dia...
E acho que percebi aquela coisa do Big Bang, que nunca tinha entendido.
Mas não me venham com histórias: para além da vertente claramente comercial do livro, (que o tornará interessante em todo o mundo, sobretudo se a Oprah gostar dele, o que é pouco provável), o que vai este livro acrescentar ao panorama literário, seja ele português, europeu ou mundial?
Nada mesmo, julgo eu.

sábado, outubro 03, 2009

A beleza da Terra


Dentro da biblioteca do navio havia esta cena campestre, que nos fazia pensar na beleza da terra. De resto, nos navios há quase só pinturas e gravuras do mar e de barcos.
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quinta-feira, outubro 01, 2009

Outro Koan

O Silêncio Completo
Quatro monges decidiram meditar em silêncio completo, sem falar por duas semanas. Na noite do primeiro dia a vela começou a falhar e então apagou.
O primeiro monge disse, "Oh, não! A vela apagou!"
O segundo comentou, "Não tínhamos que ficar em silêncio completo?"
O terceiro reclamou, "Por que vocês dois quebraram o silêncio?"
Finalmente o quarto afirmou, todo orgulhoso, "Aha! Eu sou o único que não falou!"

segunda-feira, setembro 28, 2009

Navegar


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sexta-feira, setembro 25, 2009

Foto


Às vezes fazem-se fotografias como esta. O mar à noite ou fim de tarde. As diferentes variações de luz e cor fazem aparecer figuras.
(Não parecem uns olhos e uma boca?)Posted by Picasa
Fotografia do Oceano Atlântico tirada dum navio em alto-mar à noite.

terça-feira, setembro 22, 2009

Amizade, Verdade, Autenticidade, etc.

Ainda existe amizade à primeira vista e sem interesse.
Ainda existe simplicidade e autenticidade nas relações
E é isso que estamos todos a precisar de saber, se até nos bichos existe tudo isso, imagine como poderia ser nos humanos: como pode vir a ser, quando aprendermos a ser humanos.
(Isto não pretende ser um poema, nem nada no género).

Ver aqui, aqueles a quem não mandei mail.

http://video.msn.com/video.aspx?mkt=en-US&vid=17f4bc71-7c71-4d28-9788-c9484d54b7f0

Ao princípio, enganei-me a postar o vídeo, mas já rectifiquei. Começa por publicidade, mas é esperar um nadinha.

domingo, setembro 20, 2009

Rentrée



Para o ano que agora se inicia, mais do que em Janeiro, fiz o seguinte voto, ou o seguinte projecto: Criar o vazio. Preencher o vazio com a minha alegria. Afinal, é o que fazem todos os pobres deste mundo. E também os outros seres. Flores, bichos...
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sábado, setembro 19, 2009

Casa poema


Pesa a sentença atroz do algoz ignoto
Em cada cerviz néscia. É entrudo e riem,
Felizes, porque neles pensa e sente
A vida, que não eles!

De rosas, inda que de falsas
Teçam capelas veras. Breve e vão é o tempo
Que lhes é dado, e por misericórdia
Breve nem vão sentido

Se a ciência é vida, sábio é só o néscio.
Quão pouca diferença a mente interna
Do homem da dos brutos! Sus! Deixai
Brincar os moribundos!

Ricardo Reis, in "Odes" Heterónimo de Fernando Pessoa

Variantes: v.1- Pesa o decreto atroz do fim certeiro./ Pesa o decreto igual do fim diverso
Último: Leixai / Deixai viver os moribundos
(Mais pormenores na fotografia, se ampliada).

É este o poema que decora todas as paredes da Casa Fernando Pessoa, transformada numa casa-poema. Ver o meu outro blogue nesta data (19/09/09).

sexta-feira, setembro 18, 2009

Mais Mistérios

E, já que estamos a falar de mistérios, existe o caso de que agora se fala e que é o assunto dum livro a ser lançado dia 23, próxima quarta-feira, na Casa Fernando Pessoa.
Aleister Crowley, famosíssimo mago inglês, vem a Lisboa misteriosamente para visitar Fernando Pessoa. (Não esquecer que Pessoa não era ninguém para ninguém, nessa época, muito menos para um famoso mago).
Aparentemente, morre afogado no sítio chamado Boca do Inferno. Também aparentemente, esta morte terá sido encenada com o conivência de Pessoa.
...Para reaparecer mais tarde noutro sítio.
O livro, da autora brasileira Montserrat Rico Góngora, intitula-se "Passageiros da Neblina". Creio que é um romance.
Recebi um convite, mas julgo que quem quiser, pode ir.

quinta-feira, setembro 17, 2009

Conde de Saint Germain

Como vocês já terão notado, eu interesso-me por vários assuntos e gosto de partilhar convosco (e não só convosco) algumas das minhas muitas descobertas. A que vou narrar é uma delas.

Muita gente acredita que existe um homem, o Conde de St. Germain, que está vivo desde o tempo da Revolução Francesa, pois descobriu o elixir da imortalidade, bem como a Pedra Filosofal.
Esta Pedra permite-lhe, não só fazer ouro a partir de qualquer coisa, como também fazer pedras preciosas. É um alquimista e é crido por alquimistas e outros esotéricos.

domingo, setembro 13, 2009

O Mundo




O mundo é intensamente colorido.
Só o homem inventa e expõe os tons pardos e sombrios.
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quinta-feira, setembro 10, 2009

O écran gigante II

Hoje o écran gigante amanheceu cinzento.
Vi ao longe a grande estátua negra do Pombal sobre o enorme pedestal branco, enquadrada por arranha-céus cinzentos num fundo de céu cinzento.

Quando se viaja por mar e se vê sempre uma mar profundamente azul sob um céu intensamente azul, deseja-se outro cenário. Deseja-se que mude o écran gigante.

(Este post apareceu-me de repente traduzido para Inglês, sem que eu o solicitasse e com o título "The Diamond Vision". Não é estranho? Tão poético!)

quarta-feira, setembro 09, 2009

O écran gigante

Hoje de madrugada o écran gigante iluminou-se inesperadamente e mudou o cenário: chuva, trovoada, relâmpagos... E depois voltou a ficar tudo azul, intensamente.
Belo espectáculo.

quarta-feira, setembro 02, 2009

A infinita exuberância da terra




A nudez líquida e azul da superfície marítima permite-nos apreciar melhor, como pela primeira vez, a infinita exuberância da superfície da terra.
(Fotos da Ilha da Madeira)

sexta-feira, agosto 28, 2009

A nudez da superfície marítima






A nudez líquida e azul da superfície marítima permite-nos apreciar melhor, como pela primeira vez, a infinita exuberância da superfície da terra.


Versão II


A nudez líquida e azul da superfície marinha permite-nos apreciar melhor, como pela primeira vez,
a esplendorosa exuberância visível na face da terra

quinta-feira, agosto 27, 2009

Escrever na Biblioteca



O navio tinha uma óptima biblioteca e um conceito giríssimo: cada um podia levar os livros que quisesse ler e trazê-los (ou não) sem escrever nenhum papel a requisitá-los.
Noutros navios em que tenho navegado, ou há biblioteca mas não há livros, ou há livros num armazém onde podemos requisitá-los e não há biblioteca, que, aliás, que se está a perder por todo o lado.
Mas aqui era diferente: para uma empresa destas, pouco monta comprar livros, talvez em segunda mão, se alguém os roubar, mas talvez seja mais normal os passageiros oferecerem-nos, como foi o meu caso.

E vejam que lugar bonito! Posted by Picasa

Foto tirada pela Maria

segunda-feira, agosto 24, 2009

Navegar...

Nunca regressaremos definitivamente de nenhuma viagem
Há algo em nós que permanecerá para sempre na distância.
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domingo, agosto 23, 2009

Partir

Nunca regressaremos definitivamente de nenhuma viagem
Algo em nós permanecerá para sempre na distância.

(Sugestão: ouvir a música, nos vídeos ao lado, "Torna a Sorriento")

sexta-feira, agosto 21, 2009

É doce morrer no mar




Após uma noite como nunca tinha passado nenhuma no mar, em que adormecia de exaustão, deitada e acordava sentada com o balanço do navio, entre as Ilhas Canária e a Ilha da Madeira, em que era impossível não pensar na morte, ou por naufrágio ou de qualquer outra maneira, por uma questão, não tanto de medo, mas de associação de ideias, acordei de manhã a sonhar com um caixão feito de chocolate.
Os rebordos trabalhados que costumam ser de madeira eram de frutos silvestres e cerejas. Foi um sonho feliz, muito saboroso. Havia muita gente à espera de o comer quando fosse o momento oportuno.
Não se pode dizer que eu seja uma pessoa pessimista. Nem mesmo nos sonhos.

Esta frase "É doce morrer no mar" tinha-a relido na biblioteca do navio, no livro Mar Morto de Jorge Amado, pouco antes de me ir deitar.
Mas o sonho teve um sabor Zen, como quem vislumbra uma estranha e inesperada verdade.

P.S.: (Dias mais tarde, uma leitora deste blogue contou-me que tinha sonhado o mesmo sonho, ou outro parecido, depois de ler este texto).

terça-feira, agosto 18, 2009

Águas das almas






Foi daqui que muitos viram Lisboa pela última vez, ou mesmo o terreno da pátria, Lisboa ou outro.
A esta distancia das águas salgadas: as do mar e as dos olhos.










segunda-feira, agosto 17, 2009


sexta-feira, agosto 14, 2009

Koan

Sabem o que é um Koan? É um conto Budista Zen muito curto e que serve para meditar. Aqui vai um dos meus preferidos.

14. A Lua Não Pode Ser Roubada

Ryokan, um mestre Zen, vivia a mais simples e frugais das vidas em uma pequena cabana aos pés de uma montanha. Uma noite um ladrão entrou na cabana apenas para descobrir que nada havia para ser roubado.
Ryokan retornou e o surpreendeu lá.
"Você fez uma longa viagem para me visitar," ele disse ao gatuno, "e você não deveria retornar de mãos vazias. Por favor tome minhas roupas como um presente."
O ladrão ficou perplexo. Rindo de troça, ele tomou as roupas e esgueirou-se para fora.Ryokan sentou-se nu, olhando a lua.
"Pobre coitado," ele murmurou. "Gostaria de poder dar-lhe esta bela lua."

Há mais AQUI

terça-feira, agosto 11, 2009

As Minhas Peças de Teatro

Só hoje aprovei a versão definitiva da publicação das minhas peças de teatro. Se não fosse tão impaciente, seria sensato eu só dar a informação hoje pela primeira vez. Preferível até seria dar a informação daqui por um mês ou dois, quando já houver distribuição.
Mas a net é sempre uma boa surpresa. Maior à medida que o tempo passa. Nela, o tempo joga sempre a nosso favor.

segunda-feira, agosto 10, 2009

Os que nos enchem os dias

As pessoas que nos amam, ainda que sejam muitas, pouco valem
ao lado das pessoas que nós amamos, ainda que estas sejam poucas.

Devemos então agradecer, não àqueles que nos estimam,
mas aos que sabem fazer-se amar e que assim nos enchem os dias.

Nadinha

Se quiser ouvir algumas das minhas músicas preferidas, clique nos vídeos ao lado. São tês músicas e substituem-se entre si:
Lilly Marlene, de Marlenne Dietrich (e outra) - Não ver o 1º vídeo
Torna a Sorriento, por diversos cantores
Alfonsina e el mar

Respeito o silêncio. Clique só se lhe apetecer ouvir música. As letras estão no blogue.

domingo, agosto 09, 2009

Mar visto do Estoril


Estoril
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sexta-feira, agosto 07, 2009

Sá de Miranda: O Sol é Grande

Tendo acabado de escrever sobre Sá de Miranda e seu irmão, Mem de Sá, no blogue Terra Imunda, cumpro o prometido de aqui deixar um poema (um soneto) deste autor sobre a mudança. Agrada-me sobretudo o ser estranho. Senão, reparem: será que as aves morrem de calor, como é dito nos dois primeiros versos? Numa estação que costuma ser fria? E que quer dizer isto? Oiçamo-lo:


O sol é grande: caem co'a calma as aves,
Do tempo em tal sazão, que sói ser fria.
Esta água que de alto cai acordar-me-ia,
Do sono não, mas de cuidados graves.

Ó cousas todas vãs, todas mudaves,
Qual é tal coração que em vós confia?
Passam os tempos, vai dia trás dia,
Incertos muito mais que ao vento as naves.

Eu vira já aqui sombras, vira flores,
Vi tantas águas, vi tanta verdura,
As aves todas cantavam de amores.

Tudo é seco e mudo; e, de mistura,
Também mudando-me eu fiz doutras cores.
E tudo o mais renova: isto é sem cura!

quinta-feira, agosto 06, 2009

Ainda sobre o Mar: O Tumulto das Ondas

Descobri agora este livro, "O Tumulto das Ondas" de Mishima, numa das minhas estantes. Curiosamente, não me lembrava de o ter lido nem de gostar particularmente de Mishima.
Reli-o agora com grande prazer e entusiasmo.
Desde que me apaixonei pelo mar, tudo o que lhe diz respeito me fascina.
Fez-me lembrar um outro livro de pescadores, "Hans de Islândia" de Pierre Loti, de que também gostei, mas que é muito triste, ao contrário deste. Acho mesmo que alguns autores têm esse estigma: já sabemos que o livro vai acabar tão mal, mesmo antes de o termos lido, que nem apetece começar.
A mesma coisa, mal, tristeza, fim trágico, com um escritor italiano de que gosto muito se me abstrair desse senão, Giuseppe Verga. Em Portugal só é conhecido, desse autor, o título "Cavaleria Rusticana" de um dos seus contos, que deu lugar a uma ópera. O seu principal romance, "Os Malavoglia", já foi traduzido para português, mas há muito tempo, podendo ser encontrado em alfarrabistas.

Todos estes três escritores, como outros, me fascinam por irem buscar a simplicidade da vida dos pobres e ignorantes, logo eles, que estão longe de ser simples, pondo-nos em contacto com os elementos essenciais da vida humana, sem sofisticação nem disfarces.
O trabalho, o ócio, o amor, a amizade, a dor, a alegria, o prazer e enfim, nestes casos, a paixão pelo mar que é comum a quase todos os marinheiros e pescadores.

segunda-feira, agosto 03, 2009

Romances sobre o mar

Ao entrar numa livraria hoje em dia ficamos baralhados com tanto lixo: o mais vendido da Oprah, o mais vendido não sei do quê. Há um título que nos chama a atenção hoje, mas amanhã já não o vemos.
A solução para isto é voltar aos grandes autores do passado, que não estão expostos.
Lembrei-me agora de Joseph Conrad, um marinheiro cujos romances são sobretudo aventuras marítimas, tal como Melville.
Livros bons para ler à beira-mar, num navio, ou em vez do mar.
E baratos. Acabo de comprar o seu melhor romance, "No Coração das Trevas", por 12 Euros.
Acho que ainda só li deste autor Lord Jim e um chamado "The Rover", que talvez se traduza por "O Pirata", de que falei em Escrevedoiros.
Quanto a Melville, ou a Jack London... é só escolher.
Pena não haver, ou não ter havido, escritores portugueses que narrem aventuras marítimas. Como os gregos e os de expressão inglesa, com este Conrad que é ucraniano mas que escreve em inglês.
Pena que não tenham fugido para Portugal, mas que, inversamente, tenham fugido de Portugal, os escritores e demais artistas e demais seres humanos que foram perseguidos injustamente. Pela censura, por exemplo. Pela intransigência. Pela inveja.

sábado, agosto 01, 2009

Chuva de Verão

Após uns dias de sufocante e contínuo calor, acordo com um dia de aguaceiros. Chuva de Verão.
Não por acaso dormi tão bem e acordo tão alegre, num dia de recordações tristes.

Abro a janela que dá para a natureza: sinto o cheiro agradecido da terra
A alegria dos pássaros que cantam mais ainda do que o habitual

A névoa ocupa o espaço onde costumava estar a paisagem com árvores e casas
E o corpo agradece esta inesperada dádiva da água
A pele sentindo que regressa ao seu tamanho natural

Apenas lamento não ter acordado com os galos
Sabendo então que poderia continuar a dormir
Ouvindo a chuva a cair tranquilamente na nesga de telhado que fica ao lado da minha cama.

sexta-feira, julho 31, 2009

Oração a Santa Bárbara

Gosto da Santa Bárbara, como vocês já sabem, o que não quer dizer que acredite nela.
Gosto também daquilo que ela representa simbolicamente e da oração que lhe é consagrada.
Imaginem vocês que no Brasil, no Candomblé, existe um deus, talvez Óxum, que corresponde a Santa Bárbara. Disseram-me que era aquela fitinha verde escura da Baía.
Uma jovem rapariga grega, morta na flor da idade, na Idade Média, como é hoje recordada e porquê? Não sendo antropóloga, não sei responder e acho que ninguém sabe.

É invocada, sobretudo, como protetora contra a morte trágica e contra os perigos de explosões, de raios e de tempestades. Deveria ser também invocada pelos escritores, por deter os elementos essenciais da vida e da morte. E pela sua juventude eterna.

Oração a Santa Bárbara

Santa Bárbara, que sois mais forte que as torres das fortalezas e a violência dos furacões, fazei que os raios não me atinjam, os trovões não me assustem e o troar dos canhões não me abalem a coragem e a bravura. Ficai sempre ao meu lado para que possa enfrentar de fronte erguida e rosto sereno todas as tempestades e batalhas de minha vida, para que, vencedor de todas as lutas, com a consciência do dever cumprido, possa agradecer a vós, minha protetora, e render graças a Deus...


Falta o resto, que pode ser encontrado na Internet.
AQUI

domingo, julho 26, 2009

A Paisagem Não Tem Dono


Este edifício, talvez antigo armazém, fica nas docas, em Belém.
Esta frase (provocatória) está escrita na parede em duas línguas, Português e Inglês:

A Paisagem Não Tem Dono
Landscape Has No Owner

Será que não tem? Em lado nenhum?
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terça-feira, julho 21, 2009

Boas Notícias

A partir de agora, vai ser mais fácil ler em formato digital: existem, há muitos anos, e-books, aparelhos para ler que substituem os livros.
Mas ninguém quer esses aparelhos, todos preferem o objecto em papel, muitíssimo mais caro.
Também podem ser utilizados alguns telemóveis modernos, mas provavelmente virá a ser inventado um sistema que agrade a todos.
Não me choca ler um livro num e-book, embora nunca o tenha feito.
A prova disso é que os meus mais recentes livros já existem para download. Estou quase arrependida de ter pubicado o primeiro só em papel.
E não estou arrependida de não ter publicado nenhum mais cedo. É agora o tempo de o fazer.
Vocês nunca me ouvirão dizer que o meu tempo era melhor ou pior.
O meu tempo é este. E o que há-de vir.

Literatura digital
Barnes & Noble lança a maior e-livraria do mundo


Em suma,com este sistema digital, os livros são muitíssimo mais baratos e não ocupam espaço.
E não é necessário plantar e depois abater tantos eucaliptos.
Para os autores, em certos sistemas modernos que incluem este, também não é necessário aturar as exigências dos editores, nem a sua incompetência.

Com rendas de pedra

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Jardim e Basílica da Estrela

É uma das belas construções e um dos belos jardins de Lisboa
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domingo, julho 19, 2009

Já agora, uma explicação

Como ninguém lê e muito menos compra peças de teatro e teses, excepto as companhias de teatro, que não dão para fazer um mercado, e as pessoas que fazem teses sobre o mesmo tema, as editoras normalmente não publicam este tipo de livro.

É por isso que auto-publiquei estas e tenciono fazer o mesmo com uma tese que escrevi sobre Natália Correia.

É ainda possível não comprar o livro e sim fazer o download do texto e lê-lo no computador ou num e-book. Estes públicos específicos é o que farão, embora o livro só demore uma semana a imprimir e a chegar ao destino.

É claro que não oferecerei o livro a ninguém, em princípio, dado que tenho de o comprar primeiro.

É mais barato mandar vir vários do que só um, dado que o custo do transporte é o mesmo, mas podemos mandar vir livros de diversos autores. Ainda não sei como é se se encomendar na Amazon ou no Barnes and Noble, pois isso só será possível quando houver a versão definitiva, ou seja, dentro de alguns dias, acho ~eu.

quinta-feira, julho 16, 2009

As peças novas

Aquele sítio onde publiquei as peças dá para ler algumas páginas.
É a chamada Vista Prévia: clicar por cima das imagens aqui ao lado e por cima da vista prévia e nas setas para a frente e para trás.
Já os revi e alterei, porque estavam com letra muito pequena. Aumentou também o número de páginas, mas vou receber outras cópias antes de passar os projectos a definitivos e antes de irem para a Amazon.com e outros sítios.

sábado, julho 11, 2009

Nunca ter visto o mar

A peça que escrevi, "A Estalagem", baseia-se na ideia de alguém sonhar ver o mar porque nunca o viu. Procurei situá-la fora do tempo, não sendo possível afirmar em que época se passa, nem em que país. Chamo a isto o teatro da alma, pois é a alma humana que aqui se apresenta, desligada das circunstâncias materiais.

Teremos tendência para pensar que já não há ninguém que nunca tenha visto o mar, mas não será assim. Haverá sem dúvida muito menos gente do que há décadas, sobretudo em Portugal, país estreito, todo ele à beira-mar.

De facto, há 50 anos em Portugal, havia muitas pessoas que viviam em aldeias e que nunca sequer tinham ido à povoação mais próxima, muito menos a uma cidade e, embora vivessem a 20 Kilómetros do mar ou até mesmo menos, nunca o tinham visto. Também não o tinham visto na televisão e é pouco provável que o tivessem admirado em fotografias ou postais. Isto acontecia sobretudo com mulheres, pois os rapazes, pelo menos alguns, iam à tropa e para isso ficavam até a conhecer as maiores cidades do país.

Serve esta reflexão também para salientar como o nosso tempo é tão diferente de todos os que existiram anteriormente: a situação que referi existia há 50 anos e também há 500 ou 2000, mas em Portugal já deve ser rara a pessoa que nunca saiu da sua terra e que nunca viu o mar. É claro que ainda as há... menos ainda alguém que nunca o tenha visto na televisão... mas no mundo, há de certeza milhões de pessoas que nunca o viram de nenhuma maneira.
Raramente pensamos nessas pessoas. Na verdade, nunca pensamos.

segunda-feira, julho 06, 2009

A Ilha das Cruzes

Já agora, este pormenor: A Estalagem tem um estilo parecido com Imaginália, mais do género do que escrevo às vezes neste blogue quando escrevo bem. A Ilha das Cruzes tem um estilo cómico, pois é uma comédia, no género do que escrevo às vezes no Terra Imunda.
A acção decorre num tempo indefinido, talvez século XVII ou XVIII, em que se fazia a carreira regular para a Índia.
Sinopse:
Duas prostitutas e uma judia muito convencional estão a fazer a viagem, na intenção de começarem vida nova nessa terra, mas uma das raparigas envolve-se com um dos pilotos e as três são expulsas pelo padre que manda na nau e são abandonadas numa ilha deserta.
Quando já se encontram muito bem instaladas na terra, que é uma ilha de abastecimento, ou seja, tem alimentos e água potável, embora não seja cultivada , aparecem lá... adivinhem quem...
O padre e o piloto, que são náufragos, uma vez que a nau naufragou e o piloto salvou o outro.
Com pessoas tão diferentes a viverem numa pequena terra em que não há mais ninguém, A Ilha das Cruzes, imaginem o resto. Podem também tentar imaginar a razão do título...
A intriga baseia-se na realidade, pois os padres e frades mandavam expulsar mulheres que ofendiam o seu conceito de religião ou de moral. Abandonavam-nas em qualquer parte na costa africana.
Quando comecei a escrever esta peça, era minha ideia fazer uma tragédia, dado que o tema é tão dramático, mas saiu uma comédia.

quinta-feira, julho 02, 2009

Pronto, Cá está!

Cá está o original, A Estalagem e mais uma peça, A Ilha das Cruzes. Uma tragédia seguida de uma comédia.
Andava há Séculos para publicar estes dois textos, mas há sempre um momento para tudo.

terça-feira, junho 30, 2009

The Inn - A Estalagem


Cá está como prometido e graças a Santa Bárbara.
Provérbio: Só te lembras de Santa Bárbara quando troveja.


Aproveitei estes dias de convalescença para fazer este livro.
Virá a estar disponível em livrarias online como Amazon, Barnes and Noble, etc.

Ainda não está à venda, dado que está em fase de revisão, por uns quinze dias.
Não vos aconselho a comprá-lo quanto estiver, dado que está escrito em Inglês. Vou publicar também o original em português, juntamente com outra peça.
CLICAR AQUI
E para saber porque é que o livro está escrito em Inglês,
CLICAR AQUI neste mesmo blogue há poucos dias.

segunda-feira, junho 29, 2009

Santa Bárbara

Já aqui disse que me interesso pela vida dos santos, que foram sempre pessoas invulgares, extravagantes, rebeldes, extremamente corajosas. Às vezes parecem loucas, talvez de loucura sagrada.
Uma das minhas favoritas é Santa Bárbara, sobre quem ando para escrever aqui há muito.
É considerada grega ou turca e tendo vivido no sec. III, mas há também versões que a dão como portuguesa e também oriunda da ilha de Lanzarote, nas Canárias. Foi nessa ilha que lhe prestei atenção pela primeira vez.
Existe nela um local de culto e peregrinação a Santa Bárbara, que dizem ter sido martirizada por, sendo princesa, esconder os habitantes dentro de subterrâneos, para que não fossem capturados e levados como escravos, o que acontecia muito em todas as ilhas. Terá sido torturada para denunciar a localização dos autóctones.
Será uma lenda, mas a sua biografia oficial é ainda menos verosímil. De qualquer forma, trata-se de uma mulher muito forte, que matou o próprio pai como seu primeiro milagre e como vingança, fazendo cair sobre ele um relâmpago.
Daí ser padroeira de todos os que trabalham com fogo ou explosivos e também protectora nas tempestades com raios.
É geralmente representada tendo numa mão uma torre, geralmente com três janelas, ou em vez disso a Eucaristia, sendo neste caso mais difícil de identificar. Segura na outra mão a palma do martírio, ou uma espada, que julgo simbolizar o raio.
VER Biografia na Wiki

sexta-feira, junho 26, 2009

Imagens deste blogue

Cometi um erro neste blogue.
O Google disponibiliza todas as imagens dos blogues num álbum de fotografias do Picasa, de consulta privada.
Na intenção de o vir a tornar público, retirei desse álbum todas as imagens que não eram fotografias tiradas por mim. Resultado: essas imagens desapareceram também dos posts do blogue.
Talvez consiga recolocar algumas, mas não todas, pelo que peço desculpa.
Hei-de fazer um álbum com as minhas melhores fotos, mas há tanta coisa a fazer na net...
Nem percebo porque é que muitos não fazem nada!

quarta-feira, junho 24, 2009

Mais Livros

Car@s Amig@s:
Isto quer dizer amigos e /ou amigas:
Viram um comentário que foi posto no post anterior, anunciando um site de publicação on-demand? Há outros, sobretudo um americano chamado Lulu.com.
Tinha a intenção de, por estes dias, publicar uma peça de teatro nesse site.
Um editor maluco, que me deu cabo da paciência e do juízo durante vários anos, sempre a marcar o lançamento dos livros para breve e adiando logo a seguir, mandou traduzir para Inglês essa peça, o que foi caríssimo, pago por ele. Também estava em curso a tradução para Espanhol, Alemão e mesmo chinês, quando concluí que mais me valia ir lavar escadas do que aturar aquele tipo e apanhar uma depressão nervosa. Pedia-me o exclusivo da obra e eu acabei por correr com ele.
Agora não me serve de nada uma peça em Inglês e o melhor é publicá-la no tal site americano, que também inclui a versão de E-book.
E o original, seguido de outra peça, talvez no mesmo site ou neste novo que aqui me apareceu.
Isso será feito em breve, aproveitando estes dias de convalescença e as férias, e vocês são os primeiros a saber.
Neste caso, não farei lançamento, até porque fiquei "traumatizada" com os episódios que vos contei.

segunda-feira, junho 22, 2009

Navegar Navegar

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sexta-feira, junho 19, 2009

A Ponte

"A vida é uma ponte. Atravessa-a, mas não fixes nela a tua morada."
Santa Catarina de Sena

terça-feira, junho 16, 2009

Goa ou o Gurdião da Aurora

Ainda referente ao último post, aqui vai a capa do livro

segunda-feira, junho 15, 2009

Goa ou o Guardião da Aurora

Há três posts atrás, falei do escritor americano (e agora também português) Richard Zimmler.

Tenho um perfil de hi5, através do qual tenho o prazer de me manter em contacto com amigos, novos e antigos, mas sobretudo com os improváveis. Os prováveis telefonam-me ou chateiam-me.

Agora fiz um perfil de Facebook e enviei propostas de amizade a todos os meus amigos e a mais umas pessoas, poucas. Adivinhem qual foi o primeiro a responder (e único até agora):

Richard Zimmler.

Pede o seguinte:
"Um pequeno favor.... A edição espanhola do meu romance Goa ou o Guardião da Aurora acabou de sair. Agradecia que mencionasse o livro aos seus amigos de Espanha e America Latina. OBRIGADO!!!"

Este blogue tem alguns amigos da América Latina, incluindo a minha querida Griselda Rosas.
Já agora, fica aqui a ecomendação também para os portugueses, embora eu ainda não tenha lido, mas vai ser o próximo.
Estou a acabar de ler um livro também passado na Índia, no tempo da "invasão" dos portugueses. Livro muito interessante, de que já falei no outro blogue: "O Expresso de Cantão". O autor é o italiano Giuliano da Empoli e a personagem principal é um seu antepassado, Giovanni da Empoli.

domingo, junho 14, 2009

Aparência de Escrevedoiros

Como estão a ver, mudei muito a aparência de Escrevedoiros, para melhor, espero.

A seguir farei o mesmo com Terra Imunda, pois é mais difícil repôr as várias aplicações que esse blogue tem.
A fotografia, que é do porto de Ceuta, tirada por mim, é para alterar. E esta semana, o contador não contou os visistantes. Aliás, o contador dos visitantes do perfil parou há meses em 2700.
Acrescentei uma aplicação: seguidores.
Como este blogue tem visitantes habituais e mesmo diários, que em certos casos nem vão ver o outro, seria giro que se inscrevessem como seguidores.

Já tenho um que nem esperava ter... pela fotografia, parece ser o Santo António de Pádua... além de mim mesma, mas eu só lá estou como isco, para verem como é.

quarta-feira, junho 10, 2009

Que plantas serão estas?


Aceitam-se opiniões.

Dias depois: Confesso que, após ter lido os dois simpáticos comentários a este post, fiquei com a mesma dúvida: se eram flores de lótus ou nenúfares. Será que as flores de lótus são nenúfares?

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sábado, junho 06, 2009

Dança quando chegares ao fim


Fui ontem ao lançamento do último livro de Richard Zimmler, desta vez um livro infantil.

É o autor de "O Último Cabalista de Lisboa", um dos melhores romances históricos da actualidade.

Quando fui, há tempos, a um encontro com ele promovido pela livraria Bulhosa, estava longe de imaginar a sua biografia, que contou com toda a naturalidade e simplicidade: é uma pessoa tão simples como não há nenhuma em Portugal desde há décadas. Isto vê-se por várias formas, desde a maneira como se veste, até ao modo como diz que veio para cá porque se apaixonou por um português. Refere, aliás, o nome dele, que não recordo, mas é um dos nossos melhores cientistas, que o encontrou na América e ainda bem.

Parece que também diz (por blague, talvez) que é um português que escreve em Inglês. Tem dupla nacionalidade, portuguesa e norte-americana e também diz que é judeu, embora tal coisa nem exista para nós (isso de ser judeu).

Este livro para crianças chama-se "Dança quando chegares ao fim" e foi escrito mesmo em Português, a rimar. Convenhamos que o texto total deve ter metade de uma página, mas fica muito giro com as ilustrações (feitas por outra pessoa).
Exemplos: "Não sejas resmungão e chato
Dizem o camaleão e o pato"
"Defende quem necessita de ajuda
Recomenda a macaca barbuda"
O autor está também acessível através do Facebook