sábado, outubro 03, 2009
A beleza da Terra
Dentro da biblioteca do navio havia esta cena campestre, que nos fazia pensar na beleza da terra. De resto, nos navios há quase só pinturas e gravuras do mar e de barcos.
quinta-feira, outubro 01, 2009
Outro Koan
Quatro monges decidiram meditar em silêncio completo, sem falar por duas semanas. Na noite do primeiro dia a vela começou a falhar e então apagou.
O primeiro monge disse, "Oh, não! A vela apagou!"
O segundo comentou, "Não tínhamos que ficar em silêncio completo?"
O terceiro reclamou, "Por que vocês dois quebraram o silêncio?"
Finalmente o quarto afirmou, todo orgulhoso, "Aha! Eu sou o único que não falou!"
segunda-feira, setembro 28, 2009
sexta-feira, setembro 25, 2009
Foto
Às vezes fazem-se fotografias como esta. O mar à noite ou fim de tarde. As diferentes variações de luz e cor fazem aparecer figuras.
terça-feira, setembro 22, 2009
Amizade, Verdade, Autenticidade, etc.
Ainda existe simplicidade e autenticidade nas relações
E é isso que estamos todos a precisar de saber, se até nos bichos existe tudo isso, imagine como poderia ser nos humanos: como pode vir a ser, quando aprendermos a ser humanos.
(Isto não pretende ser um poema, nem nada no género).
Ver aqui, aqueles a quem não mandei mail.
http://video.msn.com/video.aspx?mkt=en-US&vid=17f4bc71-7c71-4d28-9788-c9484d54b7f0
Ao princípio, enganei-me a postar o vídeo, mas já rectifiquei. Começa por publicidade, mas é esperar um nadinha.
domingo, setembro 20, 2009
Rentrée
Para o ano que agora se inicia, mais do que em Janeiro, fiz o seguinte voto, ou o seguinte projecto: Criar o vazio. Preencher o vazio com a minha alegria. Afinal, é o que fazem todos os pobres deste mundo. E também os outros seres. Flores, bichos...
sábado, setembro 19, 2009
Casa poema

Em cada cerviz néscia. É entrudo e riem,
Felizes, porque neles pensa e sente
A vida, que não eles!
De rosas, inda que de falsas
Teçam capelas veras. Breve e vão é o tempo
Que lhes é dado, e por misericórdia
Breve nem vão sentido
Se a ciência é vida, sábio é só o néscio.
Quão pouca diferença a mente interna
Do homem da dos brutos! Sus! Deixai
Brincar os moribundos!
Ricardo Reis, in "Odes" Heterónimo de Fernando Pessoa
Variantes: v.1- Pesa o decreto atroz do fim certeiro./ Pesa o decreto igual do fim diverso
Último: Leixai / Deixai viver os moribundos
(Mais pormenores na fotografia, se ampliada).
É este o poema que decora todas as paredes da Casa Fernando Pessoa, transformada numa casa-poema. Ver o meu outro blogue nesta data (19/09/09).
sexta-feira, setembro 18, 2009
Mais Mistérios
Aleister Crowley, famosíssimo mago inglês, vem a Lisboa misteriosamente para visitar Fernando Pessoa. (Não esquecer que Pessoa não era ninguém para ninguém, nessa época, muito menos para um famoso mago).
Aparentemente, morre afogado no sítio chamado Boca do Inferno. Também aparentemente, esta morte terá sido encenada com o conivência de Pessoa.
...Para reaparecer mais tarde noutro sítio.
O livro, da autora brasileira Montserrat Rico Góngora, intitula-se "Passageiros da Neblina". Creio que é um romance.
Recebi um convite, mas julgo que quem quiser, pode ir.
quinta-feira, setembro 17, 2009
Conde de Saint Germain
domingo, setembro 13, 2009
quinta-feira, setembro 10, 2009
O écran gigante II
Vi ao longe a grande estátua negra do Pombal sobre o enorme pedestal branco, enquadrada por arranha-céus cinzentos num fundo de céu cinzento.
Quando se viaja por mar e se vê sempre uma mar profundamente azul sob um céu intensamente azul, deseja-se outro cenário. Deseja-se que mude o écran gigante.
(Este post apareceu-me de repente traduzido para Inglês, sem que eu o solicitasse e com o título "The Diamond Vision". Não é estranho? Tão poético!)
quarta-feira, setembro 09, 2009
O écran gigante
Belo espectáculo.
quarta-feira, setembro 02, 2009
sexta-feira, agosto 28, 2009
A nudez da superfície marítima
Versão II
A nudez líquida e azul da superfície marinha permite-nos apreciar melhor, como pela primeira vez,
a esplendorosa exuberância visível na face da terra
quinta-feira, agosto 27, 2009
Escrever na Biblioteca
O navio tinha uma óptima biblioteca e um conceito giríssimo: cada um podia levar os livros que quisesse ler e trazê-los (ou não) sem escrever nenhum papel a requisitá-los.
Noutros navios em que tenho navegado, ou há biblioteca mas não há livros, ou há livros num armazém onde podemos requisitá-los e não há biblioteca, que, aliás, que se está a perder por todo o lado.
Mas aqui era diferente: para uma empresa destas, pouco monta comprar livros, talvez em segunda mão, se alguém os roubar, mas talvez seja mais normal os passageiros oferecerem-nos, como foi o meu caso.
Foto tirada pela Maria
segunda-feira, agosto 24, 2009
Navegar...
domingo, agosto 23, 2009
Partir
Nunca regressaremos definitivamente de nenhuma viagem
Algo em nós permanecerá para sempre na distância.
(Sugestão: ouvir a música, nos vídeos ao lado, "Torna a Sorriento")
sexta-feira, agosto 21, 2009
É doce morrer no mar
Os rebordos trabalhados que costumam ser de madeira eram de frutos silvestres e cerejas. Foi um sonho feliz, muito saboroso. Havia muita gente à espera de o comer quando fosse o momento oportuno.
Não se pode dizer que eu seja uma pessoa pessimista. Nem mesmo nos sonhos.
Esta frase "É doce morrer no mar" tinha-a relido na biblioteca do navio, no livro Mar Morto de Jorge Amado, pouco antes de me ir deitar.
Mas o sonho teve um sabor Zen, como quem vislumbra uma estranha e inesperada verdade.
P.S.: (Dias mais tarde, uma leitora deste blogue contou-me que tinha sonhado o mesmo sonho, ou outro parecido, depois de ler este texto).
terça-feira, agosto 18, 2009
segunda-feira, agosto 17, 2009
sexta-feira, agosto 14, 2009
Koan
14. A Lua Não Pode Ser Roubada
Ryokan, um mestre Zen, vivia a mais simples e frugais das vidas em uma pequena cabana aos pés de uma montanha. Uma noite um ladrão entrou na cabana apenas para descobrir que nada havia para ser roubado.
Ryokan retornou e o surpreendeu lá.
"Você fez uma longa viagem para me visitar," ele disse ao gatuno, "e você não deveria retornar de mãos vazias. Por favor tome minhas roupas como um presente."
O ladrão ficou perplexo. Rindo de troça, ele tomou as roupas e esgueirou-se para fora.Ryokan sentou-se nu, olhando a lua.
"Pobre coitado," ele murmurou. "Gostaria de poder dar-lhe esta bela lua."
Há mais AQUI
terça-feira, agosto 11, 2009
As Minhas Peças de Teatro
Mas a net é sempre uma boa surpresa. Maior à medida que o tempo passa. Nela, o tempo joga sempre a nosso favor.
segunda-feira, agosto 10, 2009
Os que nos enchem os dias
ao lado das pessoas que nós amamos, ainda que estas sejam poucas.
Devemos então agradecer, não àqueles que nos estimam,
mas aos que sabem fazer-se amar e que assim nos enchem os dias.
Nadinha
Se quiser ouvir algumas das minhas músicas preferidas, clique nos vídeos ao lado. São tês músicas e substituem-se entre si:
Lilly Marlene, de Marlenne Dietrich (e outra) - Não ver o 1º vídeo
Torna a Sorriento, por diversos cantores
Alfonsina e el mar
Respeito o silêncio. Clique só se lhe apetecer ouvir música. As letras estão no blogue.
domingo, agosto 09, 2009
sexta-feira, agosto 07, 2009
Sá de Miranda: O Sol é Grande
O sol é grande: caem co'a calma as aves,
Do tempo em tal sazão, que sói ser fria.
Esta água que de alto cai acordar-me-ia,
Do sono não, mas de cuidados graves.
Ó cousas todas vãs, todas mudaves,
Qual é tal coração que em vós confia?
Passam os tempos, vai dia trás dia,
Incertos muito mais que ao vento as naves.
Eu vira já aqui sombras, vira flores,
Vi tantas águas, vi tanta verdura,
As aves todas cantavam de amores.
Tudo é seco e mudo; e, de mistura,
Também mudando-me eu fiz doutras cores.
E tudo o mais renova: isto é sem cura!
quinta-feira, agosto 06, 2009
Ainda sobre o Mar: O Tumulto das Ondas
Reli-o agora com grande prazer e entusiasmo.
Desde que me apaixonei pelo mar, tudo o que lhe diz respeito me fascina.
Fez-me lembrar um outro livro de pescadores, "Hans de Islândia" de Pierre Loti, de que também gostei, mas que é muito triste, ao contrário deste. Acho mesmo que alguns autores têm esse estigma: já sabemos que o livro vai acabar tão mal, mesmo antes de o termos lido, que nem apetece começar.
A mesma coisa, mal, tristeza, fim trágico, com um escritor italiano de que gosto muito se me abstrair desse senão, Giuseppe Verga. Em Portugal só é conhecido, desse autor, o título "Cavaleria Rusticana" de um dos seus contos, que deu lugar a uma ópera. O seu principal romance, "Os Malavoglia", já foi traduzido para português, mas há muito tempo, podendo ser encontrado em alfarrabistas.
Todos estes três escritores, como outros, me fascinam por irem buscar a simplicidade da vida dos pobres e ignorantes, logo eles, que estão longe de ser simples, pondo-nos em contacto com os elementos essenciais da vida humana, sem sofisticação nem disfarces.
O trabalho, o ócio, o amor, a amizade, a dor, a alegria, o prazer e enfim, nestes casos, a paixão pelo mar que é comum a quase todos os marinheiros e pescadores.
segunda-feira, agosto 03, 2009
Romances sobre o mar
A solução para isto é voltar aos grandes autores do passado, que não estão expostos.
Lembrei-me agora de Joseph Conrad, um marinheiro cujos romances são sobretudo aventuras marítimas, tal como Melville.
Livros bons para ler à beira-mar, num navio, ou em vez do mar.
E baratos. Acabo de comprar o seu melhor romance, "No Coração das Trevas", por 12 Euros.
Acho que ainda só li deste autor Lord Jim e um chamado "The Rover", que talvez se traduza por "O Pirata", de que falei em Escrevedoiros.
Quanto a Melville, ou a Jack London... é só escolher.
Pena não haver, ou não ter havido, escritores portugueses que narrem aventuras marítimas. Como os gregos e os de expressão inglesa, com este Conrad que é ucraniano mas que escreve em inglês.
Pena que não tenham fugido para Portugal, mas que, inversamente, tenham fugido de Portugal, os escritores e demais artistas e demais seres humanos que foram perseguidos injustamente. Pela censura, por exemplo. Pela intransigência. Pela inveja.
sábado, agosto 01, 2009
Chuva de Verão
Não por acaso dormi tão bem e acordo tão alegre, num dia de recordações tristes.
Abro a janela que dá para a natureza: sinto o cheiro agradecido da terra
A alegria dos pássaros que cantam mais ainda do que o habitual
A névoa ocupa o espaço onde costumava estar a paisagem com árvores e casas
E o corpo agradece esta inesperada dádiva da água
A pele sentindo que regressa ao seu tamanho natural
Apenas lamento não ter acordado com os galos
Sabendo então que poderia continuar a dormir
Ouvindo a chuva a cair tranquilamente na nesga de telhado que fica ao lado da minha cama.
sexta-feira, julho 31, 2009
Oração a Santa Bárbara
Gosto também daquilo que ela representa simbolicamente e da oração que lhe é consagrada.
Imaginem vocês que no Brasil, no Candomblé, existe um deus, talvez Óxum, que corresponde a Santa Bárbara. Disseram-me que era aquela fitinha verde escura da Baía.
Uma jovem rapariga grega, morta na flor da idade, na Idade Média, como é hoje recordada e porquê? Não sendo antropóloga, não sei responder e acho que ninguém sabe.
É invocada, sobretudo, como protetora contra a morte trágica e contra os perigos de explosões, de raios e de tempestades. Deveria ser também invocada pelos escritores, por deter os elementos essenciais da vida e da morte. E pela sua juventude eterna.
Oração a Santa Bárbara
Santa Bárbara, que sois mais forte que as torres das fortalezas e a violência dos furacões, fazei que os raios não me atinjam, os trovões não me assustem e o troar dos canhões não me abalem a coragem e a bravura. Ficai sempre ao meu lado para que possa enfrentar de fronte erguida e rosto sereno todas as tempestades e batalhas de minha vida, para que, vencedor de todas as lutas, com a consciência do dever cumprido, possa agradecer a vós, minha protetora, e render graças a Deus...
Falta o resto, que pode ser encontrado na Internet.
AQUI
domingo, julho 26, 2009
A Paisagem Não Tem Dono
Este edifício, talvez antigo armazém, fica nas docas, em Belém.
Esta frase (provocatória) está escrita na parede em duas línguas, Português e Inglês:
A Paisagem Não Tem Dono
Landscape Has No Owner
Será que não tem? Em lado nenhum?
terça-feira, julho 21, 2009
Boas Notícias
Mas ninguém quer esses aparelhos, todos preferem o objecto em papel, muitíssimo mais caro.
Também podem ser utilizados alguns telemóveis modernos, mas provavelmente virá a ser inventado um sistema que agrade a todos.
Não me choca ler um livro num e-book, embora nunca o tenha feito.
A prova disso é que os meus mais recentes livros já existem para download. Estou quase arrependida de ter pubicado o primeiro só em papel.
E não estou arrependida de não ter publicado nenhum mais cedo. É agora o tempo de o fazer.
Vocês nunca me ouvirão dizer que o meu tempo era melhor ou pior.
O meu tempo é este. E o que há-de vir.
Literatura digital
Barnes & Noble lança a maior e-livraria do mundo
Em suma,com este sistema digital, os livros são muitíssimo mais baratos e não ocupam espaço.
E não é necessário plantar e depois abater tantos eucaliptos.
Para os autores, em certos sistemas modernos que incluem este, também não é necessário aturar as exigências dos editores, nem a sua incompetência.
domingo, julho 19, 2009
Já agora, uma explicação
É por isso que auto-publiquei estas e tenciono fazer o mesmo com uma tese que escrevi sobre Natália Correia.
É ainda possível não comprar o livro e sim fazer o download do texto e lê-lo no computador ou num e-book. Estes públicos específicos é o que farão, embora o livro só demore uma semana a imprimir e a chegar ao destino.
É claro que não oferecerei o livro a ninguém, em princípio, dado que tenho de o comprar primeiro.
É mais barato mandar vir vários do que só um, dado que o custo do transporte é o mesmo, mas podemos mandar vir livros de diversos autores. Ainda não sei como é se se encomendar na Amazon ou no Barnes and Noble, pois isso só será possível quando houver a versão definitiva, ou seja, dentro de alguns dias, acho ~eu.
quinta-feira, julho 16, 2009
As peças novas
É a chamada Vista Prévia: clicar por cima das imagens aqui ao lado e por cima da vista prévia e nas setas para a frente e para trás.
Já os revi e alterei, porque estavam com letra muito pequena. Aumentou também o número de páginas, mas vou receber outras cópias antes de passar os projectos a definitivos e antes de irem para a Amazon.com e outros sítios.
sábado, julho 11, 2009
Nunca ter visto o mar
Teremos tendência para pensar que já não há ninguém que nunca tenha visto o mar, mas não será assim. Haverá sem dúvida muito menos gente do que há décadas, sobretudo em Portugal, país estreito, todo ele à beira-mar.
De facto, há 50 anos em Portugal, havia muitas pessoas que viviam em aldeias e que nunca sequer tinham ido à povoação mais próxima, muito menos a uma cidade e, embora vivessem a 20 Kilómetros do mar ou até mesmo menos, nunca o tinham visto. Também não o tinham visto na televisão e é pouco provável que o tivessem admirado em fotografias ou postais. Isto acontecia sobretudo com mulheres, pois os rapazes, pelo menos alguns, iam à tropa e para isso ficavam até a conhecer as maiores cidades do país.
Serve esta reflexão também para salientar como o nosso tempo é tão diferente de todos os que existiram anteriormente: a situação que referi existia há 50 anos e também há 500 ou 2000, mas em Portugal já deve ser rara a pessoa que nunca saiu da sua terra e que nunca viu o mar. É claro que ainda as há... menos ainda alguém que nunca o tenha visto na televisão... mas no mundo, há de certeza milhões de pessoas que nunca o viram de nenhuma maneira.
Raramente pensamos nessas pessoas. Na verdade, nunca pensamos.
segunda-feira, julho 06, 2009
A Ilha das Cruzes
Já agora, este pormenor: A Estalagem tem um estilo parecido com Imaginália, mais do género do que escrevo às vezes neste blogue quando escrevo bem. A Ilha das Cruzes tem um estilo cómico, pois é uma comédia, no género do que escrevo às vezes no Terra Imunda.A acção decorre num tempo indefinido, talvez século XVII ou XVIII, em que se fazia a carreira regular para a Índia.
Sinopse:
Duas prostitutas e uma judia muito convencional estão a fazer a viagem, na intenção de começarem vida nova nessa terra, mas uma das raparigas envolve-se com um dos pilotos e as três são expulsas pelo padre que manda na nau e são abandonadas numa ilha deserta.
Quando já se encontram muito bem instaladas na terra, que é uma ilha de abastecimento, ou seja, tem alimentos e água potável, embora não seja cultivada , aparecem lá... adivinhem quem...
O padre e o piloto, que são náufragos, uma vez que a nau naufragou e o piloto salvou o outro.
Com pessoas tão diferentes a viverem numa pequena terra em que não há mais ninguém, A Ilha das Cruzes, imaginem o resto. Podem também tentar imaginar a razão do título...
A intriga baseia-se na realidade, pois os padres e frades mandavam expulsar mulheres que ofendiam o seu conceito de religião ou de moral. Abandonavam-nas em qualquer parte na costa africana.
Quando comecei a escrever esta peça, era minha ideia fazer uma tragédia, dado que o tema é tão dramático, mas saiu uma comédia.
quinta-feira, julho 02, 2009
Pronto, Cá está!
terça-feira, junho 30, 2009
The Inn - A Estalagem

segunda-feira, junho 29, 2009
Santa Bárbara
Já aqui disse que me interesso pela vida dos santos, que foram sempre pessoas invulgares, extravagantes, rebeldes, extremamente corajosas. Às vezes parecem loucas, talvez de loucura sagrada.Uma das minhas favoritas é Santa Bárbara, sobre quem ando para escrever aqui há muito.
É considerada grega ou turca e tendo vivido no sec. III, mas há também versões que a dão como portuguesa e também oriunda da ilha de Lanzarote, nas Canárias. Foi nessa ilha que lhe prestei atenção pela primeira vez.
Existe nela um local de culto e peregrinação a Santa Bárbara, que dizem ter sido martirizada por, sendo princesa, esconder os habitantes dentro de subterrâneos, para que não fossem capturados e levados como escravos, o que acontecia muito em todas as ilhas. Terá sido torturada para denunciar a localização dos autóctones.
Será uma lenda, mas a sua biografia oficial é ainda menos verosímil. De qualquer forma, trata-se de uma mulher muito forte, que matou o próprio pai como seu primeiro milagre e como vingança, fazendo cair sobre ele um relâmpago.
Daí ser padroeira de todos os que trabalham com fogo ou explosivos e também protectora nas tempestades com raios.
É geralmente representada tendo numa mão uma torre, geralmente com três janelas, ou em vez disso a Eucaristia, sendo neste caso mais difícil de identificar. Segura na outra mão a palma do martírio, ou uma espada, que julgo simbolizar o raio.
VER Biografia na Wiki
sábado, junho 27, 2009
Mutações...
"O primeiro resultado não foi exactamente uma feminização do meu corpo, mas um despir da capa rugosa que cobre os indivíduos masculinos. Não estou a falar apenas dos pêlos ou da textura da pele, nem da saliência dura dos músculos: tudo isto desapareceu efectivamente nos anos que se seguiram, mas com eles desapareceu também algo menos tangível, que sei agora ser especificamente masculino: uma espécie de camada invisível de resiliência acumulada, que oferece um escudo para o lado masculino das espécies, mas ao mesmo tempo diminui as sensações do corpo".
É, explica Morris, como se os homens "tivessem um contacto menos imediato com o ar e o sol" e estivessem "mais poderosamente compactados nos seus próprios recursos". Com o tratamento hormonal a que se sujeitou, essa "armadura" foi desaparecendo e Morris sentiu-se tão mais leve que sonhava frequentemente com levitação."
sexta-feira, junho 26, 2009
Imagens deste blogue
O Google disponibiliza todas as imagens dos blogues num álbum de fotografias do Picasa, de consulta privada.
Na intenção de o vir a tornar público, retirei desse álbum todas as imagens que não eram fotografias tiradas por mim. Resultado: essas imagens desapareceram também dos posts do blogue.
Talvez consiga recolocar algumas, mas não todas, pelo que peço desculpa.
Hei-de fazer um álbum com as minhas melhores fotos, mas há tanta coisa a fazer na net...
Nem percebo porque é que muitos não fazem nada!
quarta-feira, junho 24, 2009
Mais Livros
Isto quer dizer amigos e /ou amigas:
Viram um comentário que foi posto no post anterior, anunciando um site de publicação on-demand? Há outros, sobretudo um americano chamado Lulu.com.
Tinha a intenção de, por estes dias, publicar uma peça de teatro nesse site.
Um editor maluco, que me deu cabo da paciência e do juízo durante vários anos, sempre a marcar o lançamento dos livros para breve e adiando logo a seguir, mandou traduzir para Inglês essa peça, o que foi caríssimo, pago por ele. Também estava em curso a tradução para Espanhol, Alemão e mesmo chinês, quando concluí que mais me valia ir lavar escadas do que aturar aquele tipo e apanhar uma depressão nervosa. Pedia-me o exclusivo da obra e eu acabei por correr com ele.
Agora não me serve de nada uma peça em Inglês e o melhor é publicá-la no tal site americano, que também inclui a versão de E-book.
E o original, seguido de outra peça, talvez no mesmo site ou neste novo que aqui me apareceu.
Isso será feito em breve, aproveitando estes dias de convalescença e as férias, e vocês são os primeiros a saber.
Neste caso, não farei lançamento, até porque fiquei "traumatizada" com os episódios que vos contei.
segunda-feira, junho 22, 2009
sexta-feira, junho 19, 2009
terça-feira, junho 16, 2009
segunda-feira, junho 15, 2009
Goa ou o Guardião da Aurora
Tenho um perfil de hi5, através do qual tenho o prazer de me manter em contacto com amigos, novos e antigos, mas sobretudo com os improváveis. Os prováveis telefonam-me ou chateiam-me.
Agora fiz um perfil de Facebook e enviei propostas de amizade a todos os meus amigos e a mais umas pessoas, poucas. Adivinhem qual foi o primeiro a responder (e único até agora):
Richard Zimmler.
Pede o seguinte:
"Um pequeno favor.... A edição espanhola do meu romance Goa ou o Guardião da Aurora acabou de sair. Agradecia que mencionasse o livro aos seus amigos de Espanha e America Latina. OBRIGADO!!!"
Este blogue tem alguns amigos da América Latina, incluindo a minha querida Griselda Rosas.
Já agora, fica aqui a ecomendação também para os portugueses, embora eu ainda não tenha lido, mas vai ser o próximo.
Estou a acabar de ler um livro também passado na Índia, no tempo da "invasão" dos portugueses. Livro muito interessante, de que já falei no outro blogue: "O Expresso de Cantão". O autor é o italiano Giuliano da Empoli e a personagem principal é um seu antepassado, Giovanni da Empoli.
domingo, junho 14, 2009
Aparência de Escrevedoiros
A seguir farei o mesmo com Terra Imunda, pois é mais difícil repôr as várias aplicações que esse blogue tem.
A fotografia, que é do porto de Ceuta, tirada por mim, é para alterar. E esta semana, o contador não contou os visistantes. Aliás, o contador dos visitantes do perfil parou há meses em 2700.
Acrescentei uma aplicação: seguidores.
Como este blogue tem visitantes habituais e mesmo diários, que em certos casos nem vão ver o outro, seria giro que se inscrevessem como seguidores.
Já tenho um que nem esperava ter... pela fotografia, parece ser o Santo António de Pádua... além de mim mesma, mas eu só lá estou como isco, para verem como é.
quarta-feira, junho 10, 2009
Que plantas serão estas?
Aceitam-se opiniões.
Dias depois: Confesso que, após ter lido os dois simpáticos comentários a este post, fiquei com a mesma dúvida: se eram flores de lótus ou nenúfares. Será que as flores de lótus são nenúfares?
sábado, junho 06, 2009
Dança quando chegares ao fim

Recomenda a macaca barbuda"
segunda-feira, junho 01, 2009
Lisboa ao Longe
sábado, maio 30, 2009
Modernidade
É claro que haverá em breve maneiras menos drásticas e menos dramáticas de escolher o sexo das crianças, para nem falar na clonagem.
Imaginem o que aconteceria num futuro próximo, se já fosse possível fazer isso.
O Oriente ficava sem mulheres e o Ocidente ficava sem homens.
Quem é que quer ou quererá um rapazola que vai andar a gastar as calças nos bancos da escola sem nenhum sucesso e que se vai, previsivelmente, baldar para os pais quando forem velhos? Ou mesmo que não se balde, que lhes poderá esta criatura dar, de bom e de útil?
É claro que todos querem uma rapariga. que vai ser boa estudante, boa profissional, boa cozinheira, filha exemplar, etc....
quinta-feira, maio 28, 2009
A Amizade (ainda)
A raposa não disse nada disso, portanto vou eu dizê-lo. Que estou aqui para escrever.
Tenho ouvido defender a rotina nos relacionamentos humanos como algo que não se pode evitar. Ouvi-o a uma amiga que morreu recentemente. Talvez por não ter entendido que a vida não é necessariamente uma chatice.
Que a amizade pode ser algo que começa de novo e para sempre, algo que pode e deve ser inventado.
Que o amor tem sido constantemente confundido com outras coisas.
Que a amizade e o amor só podem ser um milagre.
A ter sido inventado.
Por nós. Os actuais habitantes do planeta.
Porque já foram obrigatórios. E talvez ainda o sejam.
Porque a vida a sério é uma guerra aberta contra a mediocridade, a preguiça e o conformismo.
Porque a mizade, se não é, devia ser outra coisa.
Uma relação do espírito com o mundo. Contra a estupidez, a mediocridade, o conformismo, a banalidade, a monotonia, tudo coisas que devemos deixar dependuradas nas cordas de secar do tempo, para que venham a ter pertencido ao passado.
Graciete Nobre
(Texto escrito de improviso, a ser alterado)








