domingo, setembro 13, 2009

O Mundo




O mundo é intensamente colorido.
Só o homem inventa e expõe os tons pardos e sombrios.
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quinta-feira, setembro 10, 2009

O écran gigante II

Hoje o écran gigante amanheceu cinzento.
Vi ao longe a grande estátua negra do Pombal sobre o enorme pedestal branco, enquadrada por arranha-céus cinzentos num fundo de céu cinzento.

Quando se viaja por mar e se vê sempre uma mar profundamente azul sob um céu intensamente azul, deseja-se outro cenário. Deseja-se que mude o écran gigante.

(Este post apareceu-me de repente traduzido para Inglês, sem que eu o solicitasse e com o título "The Diamond Vision". Não é estranho? Tão poético!)

quarta-feira, setembro 09, 2009

O écran gigante

Hoje de madrugada o écran gigante iluminou-se inesperadamente e mudou o cenário: chuva, trovoada, relâmpagos... E depois voltou a ficar tudo azul, intensamente.
Belo espectáculo.

quarta-feira, setembro 02, 2009

A infinita exuberância da terra




A nudez líquida e azul da superfície marítima permite-nos apreciar melhor, como pela primeira vez, a infinita exuberância da superfície da terra.
(Fotos da Ilha da Madeira)

sexta-feira, agosto 28, 2009

A nudez da superfície marítima






A nudez líquida e azul da superfície marítima permite-nos apreciar melhor, como pela primeira vez, a infinita exuberância da superfície da terra.


Versão II


A nudez líquida e azul da superfície marinha permite-nos apreciar melhor, como pela primeira vez,
a esplendorosa exuberância visível na face da terra

quinta-feira, agosto 27, 2009

Escrever na Biblioteca



O navio tinha uma óptima biblioteca e um conceito giríssimo: cada um podia levar os livros que quisesse ler e trazê-los (ou não) sem escrever nenhum papel a requisitá-los.
Noutros navios em que tenho navegado, ou há biblioteca mas não há livros, ou há livros num armazém onde podemos requisitá-los e não há biblioteca, que, aliás, que se está a perder por todo o lado.
Mas aqui era diferente: para uma empresa destas, pouco monta comprar livros, talvez em segunda mão, se alguém os roubar, mas talvez seja mais normal os passageiros oferecerem-nos, como foi o meu caso.

E vejam que lugar bonito! Posted by Picasa

Foto tirada pela Maria

segunda-feira, agosto 24, 2009

Navegar...

Nunca regressaremos definitivamente de nenhuma viagem
Há algo em nós que permanecerá para sempre na distância.
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domingo, agosto 23, 2009

Partir

Nunca regressaremos definitivamente de nenhuma viagem
Algo em nós permanecerá para sempre na distância.

(Sugestão: ouvir a música, nos vídeos ao lado, "Torna a Sorriento")

sexta-feira, agosto 21, 2009

É doce morrer no mar




Após uma noite como nunca tinha passado nenhuma no mar, em que adormecia de exaustão, deitada e acordava sentada com o balanço do navio, entre as Ilhas Canária e a Ilha da Madeira, em que era impossível não pensar na morte, ou por naufrágio ou de qualquer outra maneira, por uma questão, não tanto de medo, mas de associação de ideias, acordei de manhã a sonhar com um caixão feito de chocolate.
Os rebordos trabalhados que costumam ser de madeira eram de frutos silvestres e cerejas. Foi um sonho feliz, muito saboroso. Havia muita gente à espera de o comer quando fosse o momento oportuno.
Não se pode dizer que eu seja uma pessoa pessimista. Nem mesmo nos sonhos.

Esta frase "É doce morrer no mar" tinha-a relido na biblioteca do navio, no livro Mar Morto de Jorge Amado, pouco antes de me ir deitar.
Mas o sonho teve um sabor Zen, como quem vislumbra uma estranha e inesperada verdade.

P.S.: (Dias mais tarde, uma leitora deste blogue contou-me que tinha sonhado o mesmo sonho, ou outro parecido, depois de ler este texto).

terça-feira, agosto 18, 2009

Águas das almas






Foi daqui que muitos viram Lisboa pela última vez, ou mesmo o terreno da pátria, Lisboa ou outro.
A esta distancia das águas salgadas: as do mar e as dos olhos.










segunda-feira, agosto 17, 2009


sexta-feira, agosto 14, 2009

Koan

Sabem o que é um Koan? É um conto Budista Zen muito curto e que serve para meditar. Aqui vai um dos meus preferidos.

14. A Lua Não Pode Ser Roubada

Ryokan, um mestre Zen, vivia a mais simples e frugais das vidas em uma pequena cabana aos pés de uma montanha. Uma noite um ladrão entrou na cabana apenas para descobrir que nada havia para ser roubado.
Ryokan retornou e o surpreendeu lá.
"Você fez uma longa viagem para me visitar," ele disse ao gatuno, "e você não deveria retornar de mãos vazias. Por favor tome minhas roupas como um presente."
O ladrão ficou perplexo. Rindo de troça, ele tomou as roupas e esgueirou-se para fora.Ryokan sentou-se nu, olhando a lua.
"Pobre coitado," ele murmurou. "Gostaria de poder dar-lhe esta bela lua."

Há mais AQUI

terça-feira, agosto 11, 2009

As Minhas Peças de Teatro

Só hoje aprovei a versão definitiva da publicação das minhas peças de teatro. Se não fosse tão impaciente, seria sensato eu só dar a informação hoje pela primeira vez. Preferível até seria dar a informação daqui por um mês ou dois, quando já houver distribuição.
Mas a net é sempre uma boa surpresa. Maior à medida que o tempo passa. Nela, o tempo joga sempre a nosso favor.

segunda-feira, agosto 10, 2009

Os que nos enchem os dias

As pessoas que nos amam, ainda que sejam muitas, pouco valem
ao lado das pessoas que nós amamos, ainda que estas sejam poucas.

Devemos então agradecer, não àqueles que nos estimam,
mas aos que sabem fazer-se amar e que assim nos enchem os dias.

Nadinha

Se quiser ouvir algumas das minhas músicas preferidas, clique nos vídeos ao lado. São tês músicas e substituem-se entre si:
Lilly Marlene, de Marlenne Dietrich (e outra) - Não ver o 1º vídeo
Torna a Sorriento, por diversos cantores
Alfonsina e el mar

Respeito o silêncio. Clique só se lhe apetecer ouvir música. As letras estão no blogue.

domingo, agosto 09, 2009

Mar visto do Estoril


Estoril
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sexta-feira, agosto 07, 2009

Sá de Miranda: O Sol é Grande

Tendo acabado de escrever sobre Sá de Miranda e seu irmão, Mem de Sá, no blogue Terra Imunda, cumpro o prometido de aqui deixar um poema (um soneto) deste autor sobre a mudança. Agrada-me sobretudo o ser estranho. Senão, reparem: será que as aves morrem de calor, como é dito nos dois primeiros versos? Numa estação que costuma ser fria? E que quer dizer isto? Oiçamo-lo:


O sol é grande: caem co'a calma as aves,
Do tempo em tal sazão, que sói ser fria.
Esta água que de alto cai acordar-me-ia,
Do sono não, mas de cuidados graves.

Ó cousas todas vãs, todas mudaves,
Qual é tal coração que em vós confia?
Passam os tempos, vai dia trás dia,
Incertos muito mais que ao vento as naves.

Eu vira já aqui sombras, vira flores,
Vi tantas águas, vi tanta verdura,
As aves todas cantavam de amores.

Tudo é seco e mudo; e, de mistura,
Também mudando-me eu fiz doutras cores.
E tudo o mais renova: isto é sem cura!

quinta-feira, agosto 06, 2009

Ainda sobre o Mar: O Tumulto das Ondas

Descobri agora este livro, "O Tumulto das Ondas" de Mishima, numa das minhas estantes. Curiosamente, não me lembrava de o ter lido nem de gostar particularmente de Mishima.
Reli-o agora com grande prazer e entusiasmo.
Desde que me apaixonei pelo mar, tudo o que lhe diz respeito me fascina.
Fez-me lembrar um outro livro de pescadores, "Hans de Islândia" de Pierre Loti, de que também gostei, mas que é muito triste, ao contrário deste. Acho mesmo que alguns autores têm esse estigma: já sabemos que o livro vai acabar tão mal, mesmo antes de o termos lido, que nem apetece começar.
A mesma coisa, mal, tristeza, fim trágico, com um escritor italiano de que gosto muito se me abstrair desse senão, Giuseppe Verga. Em Portugal só é conhecido, desse autor, o título "Cavaleria Rusticana" de um dos seus contos, que deu lugar a uma ópera. O seu principal romance, "Os Malavoglia", já foi traduzido para português, mas há muito tempo, podendo ser encontrado em alfarrabistas.

Todos estes três escritores, como outros, me fascinam por irem buscar a simplicidade da vida dos pobres e ignorantes, logo eles, que estão longe de ser simples, pondo-nos em contacto com os elementos essenciais da vida humana, sem sofisticação nem disfarces.
O trabalho, o ócio, o amor, a amizade, a dor, a alegria, o prazer e enfim, nestes casos, a paixão pelo mar que é comum a quase todos os marinheiros e pescadores.

segunda-feira, agosto 03, 2009

Romances sobre o mar

Ao entrar numa livraria hoje em dia ficamos baralhados com tanto lixo: o mais vendido da Oprah, o mais vendido não sei do quê. Há um título que nos chama a atenção hoje, mas amanhã já não o vemos.
A solução para isto é voltar aos grandes autores do passado, que não estão expostos.
Lembrei-me agora de Joseph Conrad, um marinheiro cujos romances são sobretudo aventuras marítimas, tal como Melville.
Livros bons para ler à beira-mar, num navio, ou em vez do mar.
E baratos. Acabo de comprar o seu melhor romance, "No Coração das Trevas", por 12 Euros.
Acho que ainda só li deste autor Lord Jim e um chamado "The Rover", que talvez se traduza por "O Pirata", de que falei em Escrevedoiros.
Quanto a Melville, ou a Jack London... é só escolher.
Pena não haver, ou não ter havido, escritores portugueses que narrem aventuras marítimas. Como os gregos e os de expressão inglesa, com este Conrad que é ucraniano mas que escreve em inglês.
Pena que não tenham fugido para Portugal, mas que, inversamente, tenham fugido de Portugal, os escritores e demais artistas e demais seres humanos que foram perseguidos injustamente. Pela censura, por exemplo. Pela intransigência. Pela inveja.

sábado, agosto 01, 2009

Chuva de Verão

Após uns dias de sufocante e contínuo calor, acordo com um dia de aguaceiros. Chuva de Verão.
Não por acaso dormi tão bem e acordo tão alegre, num dia de recordações tristes.

Abro a janela que dá para a natureza: sinto o cheiro agradecido da terra
A alegria dos pássaros que cantam mais ainda do que o habitual

A névoa ocupa o espaço onde costumava estar a paisagem com árvores e casas
E o corpo agradece esta inesperada dádiva da água
A pele sentindo que regressa ao seu tamanho natural

Apenas lamento não ter acordado com os galos
Sabendo então que poderia continuar a dormir
Ouvindo a chuva a cair tranquilamente na nesga de telhado que fica ao lado da minha cama.

sexta-feira, julho 31, 2009

Oração a Santa Bárbara

Gosto da Santa Bárbara, como vocês já sabem, o que não quer dizer que acredite nela.
Gosto também daquilo que ela representa simbolicamente e da oração que lhe é consagrada.
Imaginem vocês que no Brasil, no Candomblé, existe um deus, talvez Óxum, que corresponde a Santa Bárbara. Disseram-me que era aquela fitinha verde escura da Baía.
Uma jovem rapariga grega, morta na flor da idade, na Idade Média, como é hoje recordada e porquê? Não sendo antropóloga, não sei responder e acho que ninguém sabe.

É invocada, sobretudo, como protetora contra a morte trágica e contra os perigos de explosões, de raios e de tempestades. Deveria ser também invocada pelos escritores, por deter os elementos essenciais da vida e da morte. E pela sua juventude eterna.

Oração a Santa Bárbara

Santa Bárbara, que sois mais forte que as torres das fortalezas e a violência dos furacões, fazei que os raios não me atinjam, os trovões não me assustem e o troar dos canhões não me abalem a coragem e a bravura. Ficai sempre ao meu lado para que possa enfrentar de fronte erguida e rosto sereno todas as tempestades e batalhas de minha vida, para que, vencedor de todas as lutas, com a consciência do dever cumprido, possa agradecer a vós, minha protetora, e render graças a Deus...


Falta o resto, que pode ser encontrado na Internet.
AQUI

domingo, julho 26, 2009

A Paisagem Não Tem Dono


Este edifício, talvez antigo armazém, fica nas docas, em Belém.
Esta frase (provocatória) está escrita na parede em duas línguas, Português e Inglês:

A Paisagem Não Tem Dono
Landscape Has No Owner

Será que não tem? Em lado nenhum?
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terça-feira, julho 21, 2009

Boas Notícias

A partir de agora, vai ser mais fácil ler em formato digital: existem, há muitos anos, e-books, aparelhos para ler que substituem os livros.
Mas ninguém quer esses aparelhos, todos preferem o objecto em papel, muitíssimo mais caro.
Também podem ser utilizados alguns telemóveis modernos, mas provavelmente virá a ser inventado um sistema que agrade a todos.
Não me choca ler um livro num e-book, embora nunca o tenha feito.
A prova disso é que os meus mais recentes livros já existem para download. Estou quase arrependida de ter pubicado o primeiro só em papel.
E não estou arrependida de não ter publicado nenhum mais cedo. É agora o tempo de o fazer.
Vocês nunca me ouvirão dizer que o meu tempo era melhor ou pior.
O meu tempo é este. E o que há-de vir.

Literatura digital
Barnes & Noble lança a maior e-livraria do mundo


Em suma,com este sistema digital, os livros são muitíssimo mais baratos e não ocupam espaço.
E não é necessário plantar e depois abater tantos eucaliptos.
Para os autores, em certos sistemas modernos que incluem este, também não é necessário aturar as exigências dos editores, nem a sua incompetência.

Com rendas de pedra

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Jardim e Basílica da Estrela

É uma das belas construções e um dos belos jardins de Lisboa
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domingo, julho 19, 2009

Já agora, uma explicação

Como ninguém lê e muito menos compra peças de teatro e teses, excepto as companhias de teatro, que não dão para fazer um mercado, e as pessoas que fazem teses sobre o mesmo tema, as editoras normalmente não publicam este tipo de livro.

É por isso que auto-publiquei estas e tenciono fazer o mesmo com uma tese que escrevi sobre Natália Correia.

É ainda possível não comprar o livro e sim fazer o download do texto e lê-lo no computador ou num e-book. Estes públicos específicos é o que farão, embora o livro só demore uma semana a imprimir e a chegar ao destino.

É claro que não oferecerei o livro a ninguém, em princípio, dado que tenho de o comprar primeiro.

É mais barato mandar vir vários do que só um, dado que o custo do transporte é o mesmo, mas podemos mandar vir livros de diversos autores. Ainda não sei como é se se encomendar na Amazon ou no Barnes and Noble, pois isso só será possível quando houver a versão definitiva, ou seja, dentro de alguns dias, acho ~eu.

quinta-feira, julho 16, 2009

As peças novas

Aquele sítio onde publiquei as peças dá para ler algumas páginas.
É a chamada Vista Prévia: clicar por cima das imagens aqui ao lado e por cima da vista prévia e nas setas para a frente e para trás.
Já os revi e alterei, porque estavam com letra muito pequena. Aumentou também o número de páginas, mas vou receber outras cópias antes de passar os projectos a definitivos e antes de irem para a Amazon.com e outros sítios.

sábado, julho 11, 2009

Nunca ter visto o mar

A peça que escrevi, "A Estalagem", baseia-se na ideia de alguém sonhar ver o mar porque nunca o viu. Procurei situá-la fora do tempo, não sendo possível afirmar em que época se passa, nem em que país. Chamo a isto o teatro da alma, pois é a alma humana que aqui se apresenta, desligada das circunstâncias materiais.

Teremos tendência para pensar que já não há ninguém que nunca tenha visto o mar, mas não será assim. Haverá sem dúvida muito menos gente do que há décadas, sobretudo em Portugal, país estreito, todo ele à beira-mar.

De facto, há 50 anos em Portugal, havia muitas pessoas que viviam em aldeias e que nunca sequer tinham ido à povoação mais próxima, muito menos a uma cidade e, embora vivessem a 20 Kilómetros do mar ou até mesmo menos, nunca o tinham visto. Também não o tinham visto na televisão e é pouco provável que o tivessem admirado em fotografias ou postais. Isto acontecia sobretudo com mulheres, pois os rapazes, pelo menos alguns, iam à tropa e para isso ficavam até a conhecer as maiores cidades do país.

Serve esta reflexão também para salientar como o nosso tempo é tão diferente de todos os que existiram anteriormente: a situação que referi existia há 50 anos e também há 500 ou 2000, mas em Portugal já deve ser rara a pessoa que nunca saiu da sua terra e que nunca viu o mar. É claro que ainda as há... menos ainda alguém que nunca o tenha visto na televisão... mas no mundo, há de certeza milhões de pessoas que nunca o viram de nenhuma maneira.
Raramente pensamos nessas pessoas. Na verdade, nunca pensamos.

segunda-feira, julho 06, 2009

A Ilha das Cruzes

Já agora, este pormenor: A Estalagem tem um estilo parecido com Imaginália, mais do género do que escrevo às vezes neste blogue quando escrevo bem. A Ilha das Cruzes tem um estilo cómico, pois é uma comédia, no género do que escrevo às vezes no Terra Imunda.
A acção decorre num tempo indefinido, talvez século XVII ou XVIII, em que se fazia a carreira regular para a Índia.
Sinopse:
Duas prostitutas e uma judia muito convencional estão a fazer a viagem, na intenção de começarem vida nova nessa terra, mas uma das raparigas envolve-se com um dos pilotos e as três são expulsas pelo padre que manda na nau e são abandonadas numa ilha deserta.
Quando já se encontram muito bem instaladas na terra, que é uma ilha de abastecimento, ou seja, tem alimentos e água potável, embora não seja cultivada , aparecem lá... adivinhem quem...
O padre e o piloto, que são náufragos, uma vez que a nau naufragou e o piloto salvou o outro.
Com pessoas tão diferentes a viverem numa pequena terra em que não há mais ninguém, A Ilha das Cruzes, imaginem o resto. Podem também tentar imaginar a razão do título...
A intriga baseia-se na realidade, pois os padres e frades mandavam expulsar mulheres que ofendiam o seu conceito de religião ou de moral. Abandonavam-nas em qualquer parte na costa africana.
Quando comecei a escrever esta peça, era minha ideia fazer uma tragédia, dado que o tema é tão dramático, mas saiu uma comédia.

quinta-feira, julho 02, 2009

Pronto, Cá está!

Cá está o original, A Estalagem e mais uma peça, A Ilha das Cruzes. Uma tragédia seguida de uma comédia.
Andava há Séculos para publicar estes dois textos, mas há sempre um momento para tudo.

terça-feira, junho 30, 2009

The Inn - A Estalagem


Cá está como prometido e graças a Santa Bárbara.
Provérbio: Só te lembras de Santa Bárbara quando troveja.


Aproveitei estes dias de convalescença para fazer este livro.
Virá a estar disponível em livrarias online como Amazon, Barnes and Noble, etc.

Ainda não está à venda, dado que está em fase de revisão, por uns quinze dias.
Não vos aconselho a comprá-lo quanto estiver, dado que está escrito em Inglês. Vou publicar também o original em português, juntamente com outra peça.
CLICAR AQUI
E para saber porque é que o livro está escrito em Inglês,
CLICAR AQUI neste mesmo blogue há poucos dias.

segunda-feira, junho 29, 2009

Santa Bárbara

Já aqui disse que me interesso pela vida dos santos, que foram sempre pessoas invulgares, extravagantes, rebeldes, extremamente corajosas. Às vezes parecem loucas, talvez de loucura sagrada.
Uma das minhas favoritas é Santa Bárbara, sobre quem ando para escrever aqui há muito.
É considerada grega ou turca e tendo vivido no sec. III, mas há também versões que a dão como portuguesa e também oriunda da ilha de Lanzarote, nas Canárias. Foi nessa ilha que lhe prestei atenção pela primeira vez.
Existe nela um local de culto e peregrinação a Santa Bárbara, que dizem ter sido martirizada por, sendo princesa, esconder os habitantes dentro de subterrâneos, para que não fossem capturados e levados como escravos, o que acontecia muito em todas as ilhas. Terá sido torturada para denunciar a localização dos autóctones.
Será uma lenda, mas a sua biografia oficial é ainda menos verosímil. De qualquer forma, trata-se de uma mulher muito forte, que matou o próprio pai como seu primeiro milagre e como vingança, fazendo cair sobre ele um relâmpago.
Daí ser padroeira de todos os que trabalham com fogo ou explosivos e também protectora nas tempestades com raios.
É geralmente representada tendo numa mão uma torre, geralmente com três janelas, ou em vez disso a Eucaristia, sendo neste caso mais difícil de identificar. Segura na outra mão a palma do martírio, ou uma espada, que julgo simbolizar o raio.
VER Biografia na Wiki

sexta-feira, junho 26, 2009

Imagens deste blogue

Cometi um erro neste blogue.
O Google disponibiliza todas as imagens dos blogues num álbum de fotografias do Picasa, de consulta privada.
Na intenção de o vir a tornar público, retirei desse álbum todas as imagens que não eram fotografias tiradas por mim. Resultado: essas imagens desapareceram também dos posts do blogue.
Talvez consiga recolocar algumas, mas não todas, pelo que peço desculpa.
Hei-de fazer um álbum com as minhas melhores fotos, mas há tanta coisa a fazer na net...
Nem percebo porque é que muitos não fazem nada!

quarta-feira, junho 24, 2009

Mais Livros

Car@s Amig@s:
Isto quer dizer amigos e /ou amigas:
Viram um comentário que foi posto no post anterior, anunciando um site de publicação on-demand? Há outros, sobretudo um americano chamado Lulu.com.
Tinha a intenção de, por estes dias, publicar uma peça de teatro nesse site.
Um editor maluco, que me deu cabo da paciência e do juízo durante vários anos, sempre a marcar o lançamento dos livros para breve e adiando logo a seguir, mandou traduzir para Inglês essa peça, o que foi caríssimo, pago por ele. Também estava em curso a tradução para Espanhol, Alemão e mesmo chinês, quando concluí que mais me valia ir lavar escadas do que aturar aquele tipo e apanhar uma depressão nervosa. Pedia-me o exclusivo da obra e eu acabei por correr com ele.
Agora não me serve de nada uma peça em Inglês e o melhor é publicá-la no tal site americano, que também inclui a versão de E-book.
E o original, seguido de outra peça, talvez no mesmo site ou neste novo que aqui me apareceu.
Isso será feito em breve, aproveitando estes dias de convalescença e as férias, e vocês são os primeiros a saber.
Neste caso, não farei lançamento, até porque fiquei "traumatizada" com os episódios que vos contei.

segunda-feira, junho 22, 2009

Navegar Navegar

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sexta-feira, junho 19, 2009

A Ponte

"A vida é uma ponte. Atravessa-a, mas não fixes nela a tua morada."
Santa Catarina de Sena

terça-feira, junho 16, 2009

Goa ou o Gurdião da Aurora

Ainda referente ao último post, aqui vai a capa do livro

segunda-feira, junho 15, 2009

Goa ou o Guardião da Aurora

Há três posts atrás, falei do escritor americano (e agora também português) Richard Zimmler.

Tenho um perfil de hi5, através do qual tenho o prazer de me manter em contacto com amigos, novos e antigos, mas sobretudo com os improváveis. Os prováveis telefonam-me ou chateiam-me.

Agora fiz um perfil de Facebook e enviei propostas de amizade a todos os meus amigos e a mais umas pessoas, poucas. Adivinhem qual foi o primeiro a responder (e único até agora):

Richard Zimmler.

Pede o seguinte:
"Um pequeno favor.... A edição espanhola do meu romance Goa ou o Guardião da Aurora acabou de sair. Agradecia que mencionasse o livro aos seus amigos de Espanha e America Latina. OBRIGADO!!!"

Este blogue tem alguns amigos da América Latina, incluindo a minha querida Griselda Rosas.
Já agora, fica aqui a ecomendação também para os portugueses, embora eu ainda não tenha lido, mas vai ser o próximo.
Estou a acabar de ler um livro também passado na Índia, no tempo da "invasão" dos portugueses. Livro muito interessante, de que já falei no outro blogue: "O Expresso de Cantão". O autor é o italiano Giuliano da Empoli e a personagem principal é um seu antepassado, Giovanni da Empoli.

domingo, junho 14, 2009

Aparência de Escrevedoiros

Como estão a ver, mudei muito a aparência de Escrevedoiros, para melhor, espero.

A seguir farei o mesmo com Terra Imunda, pois é mais difícil repôr as várias aplicações que esse blogue tem.
A fotografia, que é do porto de Ceuta, tirada por mim, é para alterar. E esta semana, o contador não contou os visistantes. Aliás, o contador dos visitantes do perfil parou há meses em 2700.
Acrescentei uma aplicação: seguidores.
Como este blogue tem visitantes habituais e mesmo diários, que em certos casos nem vão ver o outro, seria giro que se inscrevessem como seguidores.

Já tenho um que nem esperava ter... pela fotografia, parece ser o Santo António de Pádua... além de mim mesma, mas eu só lá estou como isco, para verem como é.

quarta-feira, junho 10, 2009

Que plantas serão estas?


Aceitam-se opiniões.

Dias depois: Confesso que, após ter lido os dois simpáticos comentários a este post, fiquei com a mesma dúvida: se eram flores de lótus ou nenúfares. Será que as flores de lótus são nenúfares?

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sábado, junho 06, 2009

Dança quando chegares ao fim


Fui ontem ao lançamento do último livro de Richard Zimmler, desta vez um livro infantil.

É o autor de "O Último Cabalista de Lisboa", um dos melhores romances históricos da actualidade.

Quando fui, há tempos, a um encontro com ele promovido pela livraria Bulhosa, estava longe de imaginar a sua biografia, que contou com toda a naturalidade e simplicidade: é uma pessoa tão simples como não há nenhuma em Portugal desde há décadas. Isto vê-se por várias formas, desde a maneira como se veste, até ao modo como diz que veio para cá porque se apaixonou por um português. Refere, aliás, o nome dele, que não recordo, mas é um dos nossos melhores cientistas, que o encontrou na América e ainda bem.

Parece que também diz (por blague, talvez) que é um português que escreve em Inglês. Tem dupla nacionalidade, portuguesa e norte-americana e também diz que é judeu, embora tal coisa nem exista para nós (isso de ser judeu).

Este livro para crianças chama-se "Dança quando chegares ao fim" e foi escrito mesmo em Português, a rimar. Convenhamos que o texto total deve ter metade de uma página, mas fica muito giro com as ilustrações (feitas por outra pessoa).
Exemplos: "Não sejas resmungão e chato
Dizem o camaleão e o pato"
"Defende quem necessita de ajuda
Recomenda a macaca barbuda"
O autor está também acessível através do Facebook

segunda-feira, junho 01, 2009

Lisboa ao Longe

Nunca desejei possuir nada. Contudo, a realidade às vezes impõe-se, a despeito da nossa vontade. Muitos me disseram que deveria comprar uma casa em Lisboa e de facto, as rendas são tão caras que só comprando.
Olhando Lisboa à noite, do outro lado do Tejo, pensando que poderia regressar, talvez a nado, olho e comovo-me.
Há um nadinha desta cidade que me pertence... é lá que está a minha cama principal...
É para lá que desejo regressar após todas as viagens...
Existem muitos lugares no mundo. Gosto de pensar que todos podem ser o meu. E este também.
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sábado, maio 30, 2009

Modernidade

Já falei, num dos meus blogs, do chamado aborto selectivo. Pratica-se sobretudo no Oriente (em todo o Oriente) para eliminar filhas indesejadas.
É claro que haverá em breve maneiras menos drásticas e menos dramáticas de escolher o sexo das crianças, para nem falar na clonagem.

Imaginem o que aconteceria num futuro próximo, se já fosse possível fazer isso.
O Oriente ficava sem mulheres e o Ocidente ficava sem homens.
Quem é que quer ou quererá um rapazola que vai andar a gastar as calças nos bancos da escola sem nenhum sucesso e que se vai, previsivelmente, baldar para os pais quando forem velhos? Ou mesmo que não se balde, que lhes poderá esta criatura dar, de bom e de útil?
É claro que todos querem uma rapariga. que vai ser boa estudante, boa profissional, boa cozinheira, filha exemplar, etc....

quinta-feira, maio 28, 2009

A Amizade (ainda)

Sim. Como poderia ter dito a raposa do Principezinho, a maioria das relações entre os homens (seres humanos, claro) baseia-se na dependência, no conformismo e na rotina.
A raposa não disse nada disso, portanto vou eu dizê-lo. Que estou aqui para escrever.

Tenho ouvido defender a rotina nos relacionamentos humanos como algo que não se pode evitar. Ouvi-o a uma amiga que morreu recentemente. Talvez por não ter entendido que a vida não é necessariamente uma chatice.
Que a amizade pode ser algo que começa de novo e para sempre, algo que pode e deve ser inventado.
Que o amor tem sido constantemente confundido com outras coisas.
Que a amizade e o amor só podem ser um milagre.
A ter sido inventado.
Por nós. Os actuais habitantes do planeta.
Porque já foram obrigatórios. E talvez ainda o sejam.
Porque a vida a sério é uma guerra aberta contra a mediocridade, a preguiça e o conformismo.
Porque a mizade, se não é, devia ser outra coisa.
Uma relação do espírito com o mundo. Contra a estupidez, a mediocridade, o conformismo, a banalidade, a monotonia, tudo coisas que devemos deixar dependuradas nas cordas de secar do tempo, para que venham a ter pertencido ao passado.

Graciete Nobre

(Texto escrito de improviso, a ser alterado)

sábado, maio 23, 2009

Amizade / Amor

Eis o mais lindo texto que jamais se escreveu sobre amizade, que parece muito com o amor.

"Vês, ali, os campos de espigas? Eu não como pão. Para mim, o trigo é inútil. Os campos de espigas nunca significaram nada para mim. E isso é muito triste! Mas tu... Tu tens o cabelo cor de ouro. Quando te tiveres ido embora, o trigo dourado fará lembrar-me de ti. E pela primeira vez amarei o ruído do vento no trigo...
-Adeus - disse o principezinho.
-Adeus - disse a raposa, e ficou durante muito tempo a olhar extasiada para os campos de trigo e a ouvir o vento assobiar entre as espigas.
O principezinho seguiu o seu caminho e notou com alegria que cada árvore lhe recordava a cor do pêlo da sua amiga raposa."


O Principezinho / Le Petit Prince, Antoine de Saint-Exupéry

quarta-feira, maio 20, 2009

Und mehr blumen fur

 

 

 

 
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Flores para...

 

 

 

 

Blumen für die Mutter-Tochter
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terça-feira, maio 19, 2009

Flores para vocês

 

Beijinhos
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terça-feira, maio 12, 2009

Rosmaninho

 

Não tenho tido tempo nem disposição para escrever, pelo que peço desculpa aos fregueses habituais deste blogue.
Beijinhos e este rosmaninho.
Viva a Primavera!
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quarta-feira, maio 06, 2009

Torna a Surriento

E já agora, fica aqui uma das minhas canções favoritas. Uma minha muito jovem amiga (tenho muitos amigos muito jovens) diz que eu tenho muitos livros preferidos, muitas canções preferidas. uma delas é Torna A Sorriento. Escusado será dizer que isto não é italiano, mas sim dialecto. Talvez Napolitano.


Encontra-a aqui por muitos intérpretes, todos bons



Letra


Viede 'o mare quant'è bello
Spira tantu sentimentu
Comme tu a chi tiene mente
Ca scetato 'o fai sunnà,
Guarda guà chisto ciardino;
Siente, siè, sti sciure arance:
Nu prufumo accussi fino
Dint'o core se ne va...


E tu dice: "Ìparto, addio!" bis
T'alluntane da stu core... bis
Da sta terra de l'ammore bis
Tieno 'o core 'e nun turnà? bis


Ma nun me lassà, bis
Nun darme stu turmiento! bis
Torna a Surriento, famme campà! bis


Vide o mare de sorriento
Che tesoro tene 'nfummo
Chi a girato tutto munno
Non lha visto comme accá
E tu dice io parto addio etc.

sábado, abril 25, 2009

O Bosco Deleitoso

O Bosco Deleitoso, ou Bosque Deleitoso, é uma das obras místicas escritas no Mosteiro de Alcobaça entre os finais do século XIV e o início do século XV. Cerca de setenta capítulos transcrevem a tradução da obra de Petrarca De Vita Solitaria. Os últimos quarenta e seis capítulos são originais. O Bosco Deleitoso foi impresso em Lisboa em 1515.


A vida activa usa bem e com justiça as coisas do mundo, mas a vida contemplativa renuncia ao mundo, voltando-se somente para Deus. Sendo «vaga de todo o negócio», é capaz de sentir o sabor do paraíso dentro da alma. No entanto, a vida activa é boa, sendo justamente considerada como degrau pelo qual se ascende, com a graça divina, à vida contemplativa
Vide aqui


É uma obra interessante, embora inclua a obra de Petrarca, ou até por isso mesmo, dado que não existia nessa época o conceito de autoria que conhecemos. Se calhar, o anónimo resolveu copiar a obra como copista, mas acrescentou umas coisas da sua lavra e pronto.
Quanto ao Bosco Deleitoso das fotografias do post anterior, só existem actualmente em Portugal dois tipos de bosco: os matagais como aqueles que fotografei e onde não cabe ser humano, até porque são quase a pique nas ribas do Douro (região) neste caso, ou os locais habitáveis e que seriam aprazíveis se não estivessem cobertos de lixo, nesta mania nacional de deixar o lixo espalhada por toda a parte, mesmo que fique lá para sempre.
Isto nem tem muito a ver com ecologia, tem a ver com sentido estético e limpeza.