Versão II
A nudez líquida e azul da superfície marinha permite-nos apreciar melhor, como pela primeira vez,
a esplendorosa exuberância visível na face da terra
Lugar das escritas e das artes. Em oiro. E dos pássaros...
O navio tinha uma óptima biblioteca e um conceito giríssimo: cada um podia levar os livros que quisesse ler e trazê-los (ou não) sem escrever nenhum papel a requisitá-los.
Noutros navios em que tenho navegado, ou há biblioteca mas não há livros, ou há livros num armazém onde podemos requisitá-los e não há biblioteca, que, aliás, que se está a perder por todo o lado.
Mas aqui era diferente: para uma empresa destas, pouco monta comprar livros, talvez em segunda mão, se alguém os roubar, mas talvez seja mais normal os passageiros oferecerem-nos, como foi o meu caso.
Foto tirada pela Maria
Nunca regressaremos definitivamente de nenhuma viagem
Algo em nós permanecerá para sempre na distância.
(Sugestão: ouvir a música, nos vídeos ao lado, "Torna a Sorriento")
Já agora, este pormenor: A Estalagem tem um estilo parecido com Imaginália, mais do género do que escrevo às vezes neste blogue quando escrevo bem. A Ilha das Cruzes tem um estilo cómico, pois é uma comédia, no género do que escrevo às vezes no Terra Imunda.
Já aqui disse que me interesso pela vida dos santos, que foram sempre pessoas invulgares, extravagantes, rebeldes, extremamente corajosas. Às vezes parecem loucas, talvez de loucura sagrada.
Aceitam-se opiniões.
Dias depois: Confesso que, após ter lido os dois simpáticos comentários a este post, fiquei com a mesma dúvida: se eram flores de lótus ou nenúfares. Será que as flores de lótus são nenúfares?

