segunda-feira, dezembro 22, 2008

Céu de Lisboa


Céu de Lisboa
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quarta-feira, dezembro 17, 2008

Luzes


Rua Augusta: iluminações de Natal.
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domingo, dezembro 14, 2008

O Azul Opaco da Terra

Possuído pelo espírito do fogo e pelos raios do sol
É extraído da forja o ferro em chamas transformado
Mais belo, mais luzente que o ouro ou o diamante,

Em breve será apenas uma peça enferrujada e útil,
Depois de ter passado pela água agora turva.
Como um bicho fugente, irascível e leve
O pedaço de ferro atravessa a água, reagindo à sordidez

Tal como ele saibamos possuir a luz:
Assanhados, irascíveis reagir contra os limites
Que nos obrigam a ser pedra ou coisa

Saibamos nós ao menos, nós os senhores do fogo
Ser chama e ser aurora
Ser pedaço de ferro moldado a nosso gosto
Ser cor e luz, ser fogo e ser augúrio

E iluminados partirmos para o azul opaco da terra.
Graciete Nobre
Lisboa, 15\9\96

domingo, dezembro 07, 2008

Chuva Torrencial

Choveu tormentosamente durante muitos dias.
A terra ficou repleta de pequenos lagos, espelhos de água

Estes espelhos espalhados pelo mundo visível
Reflectem a beleza do universo:

Os palácios das cidades, as ervas, as flores, as árvores das florestas
As estrelas, os cometas, a lua, as nuvens, o sol
E o passarinho que bebe a água caída da chuva...
E que se banha satisfeito nas paisagem do ar reflectidas no chão

quarta-feira, novembro 26, 2008

O Velho Moinho

No fundo do vale o ribeiro de águas mansas
macias e tranquilas nos espera


Corre sempre, levemente, lugar escondido de paz
Salgueiros de folhas glaucas como a água se inclinam
no seu curso em solene homenagem.


Para lá chegar temos que descer o monte:
Tojos, silvas, urtigas cor de esmeralda,
ásperas nos arranham a pele.


Não passes, dizem. Não procures o caminho
O ribeiro é um mistério que não deves desvendar
Volta para trás--dizem --pára!


A lua cheia ilumina docemente o ribeiro escondido
atravessando a sombra das altas árvores que o cercam


Parada entre salgueiros a pequena enseada
Devolve à lua os raios de luar
silenciosa homenagem da terra líquida ao universo vazio
O moinho abandonado recorda outros tempos que já foram.


Graciete Nobre

terça-feira, novembro 25, 2008

"Bound for Distant Shores"

"Bound for Distant Shores"

Este é mais um quadro de Vladimir Kush.
Gosto muito deste pintor. Também gosto muito de Salvador Dali, embora sejam bem diferentes... (há quem os confunda). Este é mais ingénuo.
Agrada-me nos dois a criação de amplos espaços para lá do real, com dimensões alteradas como as dos sonhos.
Creio que a pintura conseguiu melhor do que outras artes e do que a literatura exprimir e inventar estas visões, que correspondem ao programa surrealista.
Em Vladimir agrada-me a constante presença do mar, que adquire dimensões interiores e oníricas, mesmo quando apela à distância e ao infinito. Faz-me lembrar aquele poema de Pessoa:
"E outra vez conquistemos a Distância
Do mar ou outra, mas que seja nossa!"
Esta é a nossa Distância.

Ondulações do Oceano



Ripples on the Ocean


Andava à procura desta pintura do surrealista Vladimir Kush. É bonita, não é?

Continuo à procura de uma outra parecida com esta.

É um pintor surrealista russo.

Ver mais em

domingo, novembro 23, 2008

A minha sombra


Auto-retrato da Sombra em Lisboa (como se vê pelo pavimento).
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quarta-feira, novembro 19, 2008

Casa Arquetípica



Casinha arquetípica: vejo-a da minha janela e já a fotografei muitas vezes...
Citando Garrett: " Quem terá o bom gosto [...] de morar ali?"
É uma casita pobre e creio que de habitação clandestina, mas a mim parece-me sempre que as casinhas muito simples, muito pequenas e isoladas é que dão a sensação de estar numa casa.
A sensação de estar protegida dos elementos essenciais, chuva, neve...
Agora que ando a experimentar a máquina fotográfica nova, vou publicar fotografias de casinhas minúsculas, dentro e fora de Lisboa.
(Também vou tentar fotografar galinhas, mas isso é para pôr no Terra Imunda. :))
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terça-feira, novembro 18, 2008

Portas do Mar: É por aqui que se vai...

Posted by PicasaVejam só os nomes das coisas...
Também é importante que as Portas do Mar sejam escadas.

Portas do Mar

Em pleno cenro de Lisboa, as pessoas têm vasos de plantas à porta das casas...

Escadinhas das Portas do Mar
Também vi isto em Dubrovnik. Creio que tenho essa foto no Terra Imunda. Vou procurá-la.

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domingo, novembro 16, 2008




Cais fluvial do Cais do Sodré - edifício novo
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quinta-feira, novembro 06, 2008

Céu de Lisboa


Céu de Lisboa e Lisboa sob o seu céu.
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sábado, novembro 01, 2008

Mais tintas em Bakersfield





E fica a sugestão que li na net e veiculei aqui. Pode não ser muito legal, mas quem nos impede de imprimir uma fotografia destas, ampliada, mandar encaixilhá-la e pô-la na parede da sala? ou noutra parede, da cozinha, da casa de banho...






quarta-feira, outubro 29, 2008

Caixa de Tintas









Enviaram-me por email estas e outras fotografias maravilhosas, mas sem indicação de autor, pelo que não posso referi-lo aqui. Foram tiradas em Bakersfield, Califórnia.

domingo, outubro 26, 2008

Chuva Bendita

Às vezes apetece-me que chova.
Em Lisboa só chove raramente...

segunda-feira, outubro 20, 2008

Amma

Tal como eu, vocês se calhar nunca ouviram falar nesta guru indiana, também ouvi dizer gurua...
Chama-se Amma, há quem a considere a única guru (o único guru) actualmente encarnado.
com esta informação, não estava à espera que ela fosse tão bem considerada pela ONU.
Vale a pena, a meu ver, ver esta homepage sobre ela, escrita em brasileiro.
http://www.ammabrasil.org/

quarta-feira, outubro 15, 2008

Fotografias fantásticas

Vi na net uma sugestão óptima: porque não ir ao nosso próprio computador, ou mesmo à net e não imprimir fotografias fantásticas para emoldurar e colocar nas nossas paredes, ampliadas e com boa resolução???????????

sábado, outubro 11, 2008

O ajuntamento das águas


E disse Deus: Ajuntem-se num só lugar as águas que estão debaixo do céu, e apareça o elemento seco. E assim foi. Chamou Deus ao elemento seco terra, e ao ajuntamento das águas mares.
Génesis
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terça-feira, outubro 07, 2008

Génesis

1:1 No princípio criou Deus os céus e a terra.

1:2 A terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo, mas o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas.

1:3 Disse Deus: haja luz. E houve luz.

1:4 Viu Deus que a luz era boa; e fez separação entre a luz e as trevas.

1:5 E Deus chamou à luz dia, e às trevas noite. E foi a tarde e a manhã, o dia primeiro.

1:6 E disse Deus: haja um firmamento no meio das águas, e haja separação entre águas e águas.

1:7 Fez, pois, Deus o firmamento, e separou as águas que estavam debaixo do firmamento das que estavam por cima do firmamento. E assim foi.

1:8 Chamou Deus ao firmamento céu. E foi a tarde e a manhã, o dia segundo.

1:9 E disse Deus: Ajuntem-se num só lugar as águas que estão debaixo do céu, e apareça o elemento seco. E assim foi.

1:10 Chamou Deus ao elemento seco terra, e ao ajuntamento das águas mares. E viu Deus que isso era bom.

Génesis

domingo, outubro 05, 2008

Ler a Bíblia

Este Papa tomou iniciativas para que os católicos leiam a Bíblia, já que não têm o hábito de o fazer, como toda a gente sabe.
Para além das medidas que tomou, apoiou uma da televisão italiana RAI, que consiste numa maratona de leitura em directo. demora vários dias e são mais de mil os leitores, entre pessoas famosas e voluntários, incluindo pessoas de outras religiões.
Será a primeira vez na história que um Papa dá abertura a um programa televisivo: cabe-lhe a ele ler a primeira frase da Bíblia. A maior parte da leitura será transmitida por um canal educativo e não pelo canal principal, mas o início e na RAI uno. E ainda chegarama dizer que este Papa considerava pecado ver televisão. Foi um dos muitos boatos para o denegrir no início, por ser alemão, mas afinal tem feito coisas muito boas. Vou agora ver, é às 7 e 10 de Itália, 6 e 10 de Portugal. não posso deixar de aplaudir, pois sempre achei ridículo que os católicos não percebam nada de religião católica. Também não sabem nada sobre os santos.
Por outro lado, o catolicismo é pioneiro na interpretação da Bíblia como texto literário influenciado pela época em que foi escrito.
A propósito: qual é a 1ª frase da Bíblia? Aviso já que é lindíssima. Hei-de escrevê-la aqui, mas antes espero que alguém a escreva.

sábado, setembro 27, 2008

"A primeira Aldeia Global: como Portugal mudou o mundo"

Ao lermos este título, concluimos logo que o autor é um português nacionalista bacoco. Para logo a seguir nos surpreendermos ao descobrir que o autor é inglês.
Este autor inglês, Martin Page, apaixonou-se por Portugal e pelos portugueses, sobretudo por aquilo (muito) que os portugueses têm de diferente dos ingleses.
Pela parte que me toca, obrigada Martin Page, não serei eu a dizer que não é verdade, não vou negar que os portugueses são incríveis, fantásticos, estavam predestinados desde a idade Média para uma missão especial e divina...
Enfim, aquilo que um português teria pejo de dizer, di-lo ele, numa narração da nossa história em versão revista e, a meu ver, adaptada. Parece-me que certas interpretações são muito fantasistas, mas por isso mesmo são narradas estórias da nossa história que são giríssimas.
Por exemplo: vocês já ouviram falar da lenda das amendoeiras, não é? Aquele rei muçulmano que mandou plantar muitas amendoeiras, uns dizem que no Algarve, outros dizem que no Norte, porque a sua esposa, que tinha sido escrava, gostava de neve e as amendoeiras em flor imitavam a neve. Este livro conta outro episódio de amor pela dita esposa tão belo como este, para logo a seguir dizer que, mal o pai do rei, ou príncipe, morreu, logo ele mandou chamar para junto de si o ainda hoje famoso poeta Ibn Amar, que amava desde criança e que tinha sido exilado pelo rei, por isso mesmo. Enfim, depois destas demonstrações de amor pela ex-escrava, correu com ela a troco de um homem...
Convenhamos: isto deve ser verdade! quem se lembraria de inventar tal coisa?


Não é um livro de literatura, mas sim de história. Tal como acontece com um livro de que falei noutro blogue, "O Império à Deriva" (CLICAR), não tem pretensões a romance histórico, mas lê-se com tanto prazer e entusiasmo como se fosse ficção. A propósito: o rei é também um poeta conhecido, mesmo famoso na cultura árabe da Península Ibérica: Al Mut' Amid. E, de facto, a ideia das amendoeiras foi uma ideia poética. Eu já tinha ouvido falar dos dois poetas, embora desconhecesse os pormenores. Ou melhor, já tinha lido poesia de ambos, pois existem livros traduzidos para português.

sexta-feira, setembro 26, 2008

quarta-feira, setembro 17, 2008

Trompa de Eustáquio

Como me doía muito um ouvido, no domingo, fui ao médico, na urgência.
Disse-me que o ouvido estava óptimo e que eu tinha, há meses, uma bela rinite, uma bela faringite e não sei o quê na Trompa de Eustáquio. A seguir, explicou-me que Eustáqui era um grego que descobriu a trompa de Eustáquio, que tem o feitio de uma trompa mas funciona como um tambor cuíca.
Depois disse que os otorrinos portugueses fizeram uma invenção extraordinária, pela qual, infelizmente, não ganharam o Nobel.
Quando ia já numa grande peroração contra o Nobel português da Medicina atribuído a Egas Moniz, perguntei-lhe qual era a invenção: desdobrou um clip até fazer um s e disse que se podem limpar os ouvidos com uma das partes redondas. Foi essa a invenção.
Resultado, fartei-me de rir apesar daquelas doenças todas e de não poder beber durante uns tempos por causa dos medicamentos.
São as pessoas que fazem a diferença entre uma situação horrenda e uma situação gira.
Lembrem-se disto.

sábado, setembro 13, 2008

Mutações

Estamos em tempo de renovação.
Meditemos sobre a mudança que queremos.

terça-feira, setembro 09, 2008

A Senhora das Especiarias

E finalmente um livro fantástico, verdadeiramente original em todos os aspectos, com uma leitura agradabilíssima e inventando uma estética com a qual me identifico totalmente.Já tinha visto o filme na televisão, que me pareceu na altura inovador em muitos aspectos, desde a história em si ao aspecto propriamente cinematográfico. Depois comprei o livro nas Canárias, em Espanhol, "La Señora de las Especias". Talvez goste mais dele assim, com palavras que não entendo, mas hei-de lê-lo em português. Não sei se já pensaram nisso, mas há frequentemente muitas coisas que não entendemos num livro e que às vezes contribuem para o seu encanto: os nomes das árvores que não conhecemos e portanto não podemos imaginar como são, neste caso o nome das especiarias, etc... O livro é puramente ficcional, no essencial não se parece nada com a realidade, mas ao mesmo tempo absorve um grande manancial do real.

Conta a história completamente fantasista de uma feiticeira indiana, mestra de especiarias, que vive numa loja em Oakland, sem poder pôr os pés na rua durante toda a vida, pelos votos que fez. Vende especiarias como feitiços e tem a missão de ajudar com elas os indianos que lhe frequentam a loja, embora estes, na sua maioria, nem saibam que ela os ajuda.

Embora esteja escrito em prosa, o livro tem uma imensa dose de poesia. Li, da mesma autora, também em Espanhol, "Irmãs da Alma" (traduzo eu o título). É interessante, mas este parece ser a sua obra-prima.
Ambos se baseiam também muito nas sensações, nas imagens e em particular no olfacto.

segunda-feira, agosto 25, 2008

A Rapariga que Roubava Livros".

Deixei em Lisboa o livro "Os Pilares da Terra", por ser muito grande. Leio depois o resto. Estou agora a ler "A Rapariga que Roubava Livros".

Tem este a vantagem de ser um livro completamente diferente de qualquer outro, ou seja, algo de que a Literatura contemporânea necessita urgentemente como de pão para a boca, pois andamos a ler livros que são todos iguais, sobretudo romances históricos em que tudo é idêntico ao que acontece no Sec. XXI; se não fosse, o autor corria o risco de nós não gostarmos...
Este livro refere-se à época da 2ª Guerra Mundial e a acção decorre na Alemanha.
A narradora é a morte, que nessa época teve muito que fazer...

sexta-feira, agosto 22, 2008

Os Pilares da Terra

Ando a ler, em espanhol porque comprei nas Canárias, "Os Pilares da Terra" De Ken Folett. Já tinha lido um conto que uma publicidade do País Basco me ofereceu, em Lisboa, sem que eu entenda a relação entre o autor e o País Basco.

É uma prosa poderosíssima, muito baseada no corpo e nas suas sensações, reportada à época das construções das grandes catedrais góticas.

É um dos melhores livros que li até hoje, pelo menos dentro do romance histórico.

Único senão: descreve com algum pormenor as relações sexuais, mas de forma pouco interessante, talvez puritana... descreve muitas outras sensações com grande mestria, conferindo um enorme prazer de leitura. Também é um livro enorme em tamanho.

quinta-feira, agosto 21, 2008

quarta-feira, agosto 20, 2008

A Viagem

"Ele, ou ela, sabe que a viagem é a própria meta, que a peregrinação em si é o santuário. Cada passo no caminho é importante por si mesmo."

Mestre Osho

Ver Aqui

domingo, agosto 17, 2008

Imaginália

Algumas pessoas têm-me dito que têm dificuldade em encontrar o meu livro "Imaginália". Sendo o primeiro, á natural que haja falhas...
Tem havido problemas com a distribuição, mas finalmente, Aleluia! já existe na Livraria Bulhosa, na Byblos, numa livrarias online e talvez noutros sítios. Para já ficam estes aqui:


Bulhosa
Byblos
Livros Net

quinta-feira, agosto 14, 2008

Ilhas Afortunadas

Já vos falei aqui dum livro giríssimo, "Navigatio Brendani" traduzido "Navegação de S. Brandão", uma obra medieval que descobri com prazer e espanto numa feira do livro, portanto num Maio.
Tal como os eremitas do Sul procuravam o deserto para rezar e meditar, os do Norte (actual Grã-Bretanha) procuravam o mar, numa navegação sem rumo, ou por outra, tendo por rumo a vontade de Deus.
Foi o que fez S. Brandão.
E descobriu, ao fim de uma viagem de aventuras, as Ilhas Afortunadas, onde era o Paraíso Terrestre.
Durante muito tempo estas ilhas figuraram no imaginário europeu como lugares míticos e místicos. Até que as Ilhas Canárias foram descobertas. Depois do Sec XIII passaram a ser elas as Ilhas Afortunadas.
De salientar também que o conceito já existia desde a Grécia Antiga, que as situava no Oceano Atlântico. Parece-me tudo isto interessante, mas só agora vou começar a ler sobre o assunto, por exemplo, numa enorme Revista Oceanos que me ofereceram uma vez, sobre Ilhas. Será uma leitura agradável para as longas noites de Inverno.

VER WIKI

Ver também neste blogue (aparecerá a seguir a este post).

Creio que o poema de Pessoa tem em conta alguns destes sentidos. Vou copiá-lo para aqui do comentário em que a Carla o transcreveu, sem apagar o comentário, o que quer dizer que ficará repetido.


Ilhas afortunadas

Que voz vem no som das ondas
Que não é a voz do mar?
É a voz de alguém que nos fala,
Mas que, se escutarmos, cala,
Por ter havido escutar.
E só se, meio dormindo,
Sem saber de ouvir ouvimos,
Que ela nos diz a esperança
A que, como uma criança
Dormente, a dormir sorrimos.
São ilhas afortunadas,
São terras sem ter lugar,
Onde o Rei mora esperando.
Mas se vamos dispertando,
Cala a voz, e há só o mar.

(Fernando Pessoa)

terça-feira, agosto 12, 2008

Flora



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Tanto Mar



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quinta-feira, agosto 07, 2008



Oh, como e bom e belo poder descansar a sombra de uma arvore tranquila e florida quando esta calor! E sentir a brisa amavel, a humidade e a sombra como um abraço carinhoso...

Orla Branca




E a orla branca fpoi de ilha em continente
Clareou, correndo ate ao fim do mundo
E viu-se a terra inteira de repente
Surgir redonda do azul profundo

in Mensagem, Pessoa, citado de cor.

Oh, como e bom saber de cor poemas bonitos e recorda-los quando vem a proposito!

terça-feira, agosto 05, 2008

Ilhas Afortunadas

Talvez a Carla e outros se lembrem logo do poema de Fernando Pessoa, mas as Ilhas Afortunadas eram as Ilhas Canarias, consideradas assim por fazerem imaginar o Paraiso, pela sua beleza e pela bondade do clima.
Existem partes vde realidade e de mito relacionadas com estas ilhas onde estou agora, mas agora nao tenho tempo para aprofundar o assunto. Nem para escrever aqui o poema de Pessoa.

domingo, agosto 03, 2008

Esta sou eu a olhar para o mar, outra vez



Imaginem um sítio bonito á beira-mar para quem nao gosta de praia. As praias sao pretas e rochosas. Desculpem os acentos ou a falta deles.

terça-feira, julho 29, 2008

Dacia Maraini

Nunca falei aqui de uma das minhas escritoras favoritas, a italiana Dacia Maraini, que leio no original. Creio que em português só existe um livro dela: A Longa Vida De Mariana Ucria.




Foi o primeiro romance que li em Italiano, sem nunca ter estudado a língua. A princípio percebi mal e no fundo acabei por ler outra história que não aquela. No fim voltei ao princípio e li a história verdadeira.




É um livro realmente fantástico, sobre uma surda-muda que comunica por escrito numa época em que ainda poucas pessoas sabiam escrever. Às vezes com alguma ironia, a autora mostra as possibilidades e os limites da comunicação por escrito, assim como o facto de a indiferença ou distracção se manifestar muito mais desta forma. Aborda muitas outras questões para além desta. É original no verdadeiro sentido da palavra. Acaba também por ser muito actual, pois hoje comunicamos muito por escrito, em frases curtas, como faziam com ela.




Descubro agora com prazer que essa grande escritora tem um forum no qual responde publicamente aos mails que lhe enviam, também publicamente. Não conheço nenhum outro escritor que faça isso...

Ver Aqui

segunda-feira, julho 28, 2008

"A Taberna da Índia"


Ainda a respeito do mesmo assunto, os descobrimentos, li também um livro, esse sim, fantástico inspirado no assunto e chamado "A Taberna da Índia". O autor, António Sarabia, é um escritor espanhol e fala sobretudo de Espanha. Até pelo título se vê ser um livro com estilo: a índia é uma mulher trazida das Américas contra a vontade, índia americana.
Uma das personagens é Cristovão Colombo, regressado das Índias Ocidentais, passeando-se por uma Barcelona que já o ignora.

sábado, julho 26, 2008

Ainda a propósito do romance histórico

Tenho reflectido sobre isto, como se vê no post anterior e em outros.

Creio que evoluí e já entendi alguma coisa. Oiçam.

Há uns anos atrás, falando para pessoas muito jovens, contei a lenda de Pedro e Inês. Tenho jeito para contar histórias e estavam todos enleados no meu discurso.

- E então, segundo dizem, D. Pedro arrancou o coração dos matadores de Inês. A um, arrancou-lhe o coração pela frente, pelo peito, a outro arrancou-lho pelas costas.

Seguiu-se um silêncio. Estava tudo a imaginar isto, enquanto as minhas palavras ressoavam misteriosamente nos ouvidos atentos. De repente uma jovem põe o braço no ar, com o ar mais inocente deste mundo.
- Desculpe, posso fazer uma pergunta?
- Sim.
- Mas antes de arrancar os corações dessa maneira, D. Pedro deu-lhes anestesia geral?

Após as gargalhadas que se seguiram a esta pergunta e por causa delas, creio que demorei muito tempo a compreendê-la.

Compreendo-a agora bem, ao ler romances históricos e ao perguntar a razão por que certos temas e sobretudo certas personagens históricas não servem. É por isto, claro.

Vasco da Gama aprisionou centenas de inofensivos pescadores indianos nas costas da Índia. Devolveu depois a terra os respectivos barcos carregados com o seguinte: as cabeças, as mãos e os pés.

É caso para perguntar: seria o nosso herói um "serial killer", ou ter-lhes-á dado anestesia geral? E distribuido calmantes e anti-depressivos para os familiares e amigos que encontraram estes achados trazidos pelo mar? Os padres da Inquisição, antes de queimarem as pessoas vivas davam-lhes anestesia geral? Então, como entender a sua caridade cristã? Pensavam que era melhor arder aqui na terra do que arder nas penas do Inferno... mas ninguém está preparado para se identificar ou para venerar heróis que, aos olhos modernos, só podem ser comparados aos serial killers e aos filmes "Silêncio dos Inocentes", etc... Espero que vocês entendam o que eu quero dizer, pois frequentemente as pessoas não entendem as minhas ideias.

Os romances históricos nunca mostram estas brutalidades nas personagens que veneram, dado que a nossa mentalidade não entende estas coisas. E os grandes autores, como a Isabel Allende ou a Rosa Mantero fazem questão absoluta de dizer que aquilo que escrevem não é romance histórico. Embora pareça...

Um dos nossos mitos urbanos diz-nos que nunca houve tanta violência como agora. A mim parece-me que nunca houve tão pouca. Nem tão mal aceite, a pouca que há. Refiro-me à realidade propriamente dita.

quinta-feira, julho 24, 2008

Romances sobre os Descobrimentos

Como ando a ler e reler tudo o que diga respeito ao mar e a ver filmes sobre o assunto, etc., encontrei no alfarrabista das Amoreiras o único romance histórico que conheço sobre a época dos Descobrimentos Portugueses. Conheço também um mais recente, de que falei aqui, sobre a viagem de Vasco da Gama, mas esse é quase uma reprodução da relação da mesma viagem, conseguindo ainda ser mais chato. (Ver http://escrevedoirosemaluquices.blogspot.com/search?q=vasco+da+gama)
Este livro explora uma história verídica e de facto estranha, uma das estórias dos Descobrimentos, que devem ter muitas aventuras como esta. Depois da ultrapassagem do Cabo Bojador por Gil Eanes, Nuno Tristão prossegue na exploração da costa até ao Rio Amargo, agora chamado Geba, nas margens do qual é morto pela população autóctone, como vingança por anteriores ataques portugueses. A barca, ou falua, chamada "Dos Irmãos", juntamente com toda a informação referente ao achado, foi então trazida para Portugal por um rapaz de quinze anos chamado Aires. A tripulação era apenas constituida por esse Aires, dois grumetes (muito jovens, portanto), um jovem negro e um marinheiro.
O livro, do escritor alemão Hans Baumann, chama-se "A Falua dos Irmãos". Creio que também poderia ser traduzido por "A Barca dos Irmãos", até porque a tradução é péssima e com vírgulas a mais. Foi publicado em 1960 pela "Empresa Nacional de Publicidade", ligada ao regime Salazarista.
É um livro leve, interessante, não propriamente extraordinário, tem algumas críticas aos portugueses da época e ao Infante D. Henrique, mas é um elogio à exploração do mar e descoberta de novas terras.
É estranho que este e outros filões de estórias da nossa História não estejam ainda a ser explorados... talvez porque os descobridores nos parecem a nós muito sagrados e não sabemos humanizá-los...

sábado, julho 19, 2008

Venda dos meus livros

Várias pessoas me têm dito que procuram o meu livro nas livrarias, mas não o encontram.Recebi um mail do editor, em resposta a um meu de protesto. Está a haver um problema com a distribuidora, que só ficará resolvido em Janeiro, dado que a editora tem um contrato até lá.Depois de ambos protestarmos, encontrei-o hoje na Byblos, onde vou com muita frequência. Não procurei noutros sítios.

quinta-feira, julho 17, 2008

Sem título

Vive-se no Verão para escrever no Inverno.

Se não se vive nunca, talvez se possa escrever sempre.