segunda-feira, março 02, 2009

Pelicano (Albatroz?)


Este meu desejo de fotografar aves já é antigo. Mas com as máquinas antigas era mais fácil fotografar pássaros grandes como este. Numa ilha grega, creio que Mikonos. Satisfeitíssimo, à beira de uma das inúmeras capelas dessa ilha.
Creio que um pelicano é um albatroz, ou não?
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sábado, fevereiro 28, 2009

Chuva

O tempo voltou a estar de chuva. Que bom!
O ar espesso de humidade sente-se na pele, cheira-se e quase se vê.
Uma minha amiga partiu uma perna. Deve custar-lhe menos ficar em casa com este tempo.
Mas também é bom sentir a água, ouvi-la cair no telhado, vê-la

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Alumiaria

Ainda não percebi se alguma vez vou acabar de escrever este livro. Estou a escrever dois e parece-me que deveria escrever um terceiro, mais simples e mais fácil de entender. Como não preciso de dinheiro para comer e para beber, posso dar-me ao luxo de escrever o que me apetecer (tenho um trabalho que me dá prazer, além de me sustentar).

O livro talvez se chame Alumiaria e este é um dos capítulos:

(Homem não marinheiro)

O primeiro ser que vi foi uma pequena narceja amarela, debicando uns frutos numa árvore de flores. E pensei que a cidade teria uma natureza volátil como os pássaros. Mas essa ainda não era bem a verdade. A sua natureza aquática e flutuante talvez se sobrepusesse ao sonho de voar que têm todas as cidades. Esta desejava sobretudo partir através do oceano.
Fixei então os olhos num pequeno farol, que juntamente connosco se afastava da costa. Era importante levarmo-lo, para assinalarmos a nossa passagem através da imensa escuridão do universo e da incomensurável ausência de seres terrestres. Talvez fosse o farol que nos conduzia, embora se situasse (talvez por enquanto), na parte traseira da cidade, ou seja, do lado da terra. E foi assim que nos afastámos da baía que confinava com o deserto
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Graciete Nobre

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Viagens

Talvez a verdadeira viagem não seja para o exterior da terra
A verdadeira viagem talvez seja para o interior da alma

Patinho lindo!

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segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Pássaro


Posted by PicasaCom sorte, pode ser que este pássaro seja uma escrevedeira... gosto do nome e só tenho aqui uma foto de uma, que não foi tirada por mim.
Jardim-Museu Agrícola Tropical - Lisboa
Afinal deve ser uma felosa poliglota porque canta muito bem.
Não é escrevedeira mas é poliglota...
Ver aqui
Não, afinal é uma felosa musical, como se vê pela risca amarela sobre o olho. Estava só de passagem e estava adiantada no tempo: só deveria ter vindo em Março.

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Reflexos

(Lago com três peixes e com reflexos do céu e das palmeiras, num dia de muita chuva)

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Sorte para os Escrevedoiros

Este ano de 2009 está a correr muito bem para este blogue Escrevedoiros. Já é o favorito de dois novos blogues, um no México, de que já falei e outro na Alemanha.
O que agrada às autoras são as fotografias, ao que parece.
Vamos dar uma colher de chá e visistar esses novíssimos blogues, que também têm muitas imagens.

Mein blaues Sofa

Que quer dizer o meu sofá azul e

Griselda Rosas

Ambas começaram a blogar em Janeiro, tal como eu e ambas se dedicam às belas letras e às belas artes.
Sinto-me muito grata pela preferência

sábado, janeiro 31, 2009

Reflexos

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Reflexos da chuva

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quarta-feira, janeiro 28, 2009

Patitos e pombitos (e lixo)

Posted by PicasaTodos selvagens e livres

domingo, janeiro 25, 2009

Imaginália

O meu livro "Imaginália" já está À venda em mais livrarias, pois esteve bloqueado até Dezembro por um contrato com uma má distribuidora. Que eu saiba, existe pelo menos aqui:
Livraria Apolo70 - Campo PequenoCentro Comercial Apolo 70
Livros do King - Areeiro / Av. RomaCinema King
Livraria Portugal - Rua do Carmo, 70

sábado, janeiro 24, 2009

Melro

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quinta-feira, janeiro 22, 2009

(Falta de) LUZ

Ontem faltou a luz nas redondezas do sítio onde vivo. Situação tão inusitada, em Lisboa...
Fui bater à porta duns vizinhos, uma outrta vizinha veio bater à minha porta, tudo a perguntar se a luz falhava no prédio ou só na nossa casa. Constatámos que já não nos víamos uns aos outros há tempos. Nem nunca ninguém tinha reparado que uma nossa vizinha está grávida de seis meses... o que é uma notícia considerável num prédio pequeno.
A discrição é boa, mas tanta...
Tomei banho à luz da vela, li (pouco) à luz de uma vela e de uma lanterna, depois de constatar que poria fogo à casa se acendesse muitas velas...
E agora apetece-me não acender a luz e viver de acordo com a luz do dia, ou de luzes tão fracas que só nos mostram a noite e o que está próximo, incluindo os vizinhos.

quarta-feira, janeiro 21, 2009

O Imperador de Portugal

Acabei de ler, tendo-o feito com imenso prazer, o livro"O Imperador de Portugal" de Selma Lagerlof, escritora sueca e prémio Nobel da Literatura. Podemos pensar que é mais fácil para uma pessoa sueca ganhar esse prémio, mas muitos o mereceram menos do que ela. Já conhecia um seu livro, algo infantil "A maravilhosa viagem de Nils Holgersson através da Suécia" de que também gostei.
O título deste despertou-me a curiosidade e incentivou-me a comprá-lo o estar ele em saldo na Bertrand.
A personagem principal é um pobre lavrador sem terra sueco, que imagina o reino de Portugal como sendo um lugar de paz, de riqueza, de concórdia, etc. Não fala do nosso país como um lugar real, mas sim como algo de imaginário e mítico.
A acção central é o amor incondicional e exclusivo deste homem pela sua filha muito bela, chamada Clara Bela.
E mais não digo, a não ser que existe a evocação de um passado rural e o despertar de sensações que nós não sabemos de onde nos vêm, nem sabemos como podemos recordar algo que não foi nunca vivido por nós... mas a grande literatura é assim.

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Pardais

Uma vez comi um pardal. Eu teria talvez quatro anos e recordo duas versões dos factos, as duas parecendo-me igualmente verdadeiras.
Versão 1- o pardal pousou nos fios eléctricos e morreu electocutado.
Versão 2- um amigo que tinha nessa época, para aí tão pequeno como eu era, caçou-o com uma fisga.
A minha mãe cozinhou-o para mim e eu adorei, chamei-lhe um figo.
Nunca mais seria capaz de comer tal ave, ainda que o desejasse, pois gosto dos pardais vivos e livres, como gosto também das pessoas assim: vivas, livres e felizes.
Mas lembro-me perfeitamente de que gostei.



( Ver o blogue Terra Imunda nesta data)

domingo, janeiro 18, 2009

Fotografias

Em Cabo Verde, há dois anos, passei as fotografias da máquina para o computador do hotel e esqueci-me de as apagar.
Quando, no dia seguinte, voltei ao computador, encontrei uma das fotografias que tinha tirado à praia em frente ao hotel como fundo do ambiente de trabalho. Uma minha amiga estava de costas muito ao longe.
Creio que tenho neste blogue fotografias muito melhores do que esta, algumas das quais podem ser aprveitadas para o efeito.

sábado, janeiro 17, 2009

A vida ali



"A vida ali deve ser feliz, só porque não é a minha"
Fernando Pessoa (a propósito de Sintra)
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terça-feira, janeiro 13, 2009

A Impermanência

A recordar-me outra vez que a mais estável das regras do universo e da vida é a impermanência, uma grande amiga minha disse-nos adeus para sempre ontem e hoje.
Eu acho que já me tinha esquecido...

sábado, janeiro 10, 2009

Que maravilha!

Já tenho neste blogue uma imagem de uns monges budistas a acariciarem uns tigres, agora este vídeo mostra a reacção de um leão, que tinha sido criado por dois rapazes e soltado na selva, quando os encontra, um ano depois.
Será amor? Será a lei da atracção de que fala o segredo? Será a parábola de "o lobo e o cordeiro"?
Não deixe de ver
Aqui

A dos monges com os tigres é esta (Clicar aqui e rolar para baixo)
AQUI