domingo, junho 08, 2008

Lisboa: o Templo




Não gosto de templos fechados, feitos de pedra.
Um caminho num templo de flores
Faz-me pensar num percurso espiritual: num templo.
Posted by PicasaPodemos percorrê-lo enquanto meditamos:
em quê...?
Podemos percorrê-lo como se caminhássemos num claustro
sem pedras

quarta-feira, junho 04, 2008

Dia Bom

Hoje, dia 4 de Junho, também é um dia bom.
Creio que não se nota muito que tenho andado um pouco deprimida?

segunda-feira, junho 02, 2008

Dia Bom

- Hoje, dia 3 de Junho, é um dia bom.
- Porquê?
- Porque todos os dias são bons. E porque vem aí o Verão. Pelo menos neste lado do mundo.

quarta-feira, maio 28, 2008

Não dormes sob os ciprestes
Pois não há sono no mundo

O corpo é a sombra das vestes
Que encobrem teu ser profundo.


Fernando Pessoa in "Iniciação"

segunda-feira, maio 19, 2008

Imaginália

Parece que só em Junho é que o livro estará à venda nas livrarias.
Se já o procurou, como várias pessoas o fizeram, não desanime.

quarta-feira, maio 14, 2008

Só mais um nadinha de Imaginália

Imaginália XIII Talvez o regresso: côro


Nunca conseguiremos regressar completamente a lugar nenhum. Nem mesmo no espaço, nem a nenhum tempo: passado ou futuro.


in Imaginália, de Graciete Nobre, Lisboa: Luz das Letras, 2008

domingo, maio 11, 2008

Apresentação do livro

Agradeço às pessoas que estiveram ontem na apresentação do livro e também às que não puderam estar e me deram apoio moral.
Vai haver uma outra apresentação daqui por um mês, quem não pôde ir a esta talvez possa ir à outra.
P.S.: (escrito em 2011: esta segunda apresentação não se realizou, porque me aborrecem essas coisas e já a primeira foi por muita insistência do editor.)

terça-feira, maio 06, 2008

Imaginália

Vou aqui deixar um excerto do livro, exactamente o princípio.

"Havia uma fonte no meio da praça principal da cidade. Chovia torrencialmente naquele Inverno entre 2 séculos.

Os poucos que se aventuravam fora de portas podiam ver as duas águas que se cruzavam: as águas da terra, que se elevavam para o espaço, as águas do espaço, que desciam para a terra, majestosas e indiferentes.
Como todas as cidades, passadas e futuras, Imaginália é a cidade dos mil desejos. Mas só alguns se realizam. Talvez poucos.
Não se trata de uma cidade imaginária, pelo menos não o é mais do que qualquer outra.
Não se situa num local em especial, nem em nenhum país.
Imaginália existe no coração de todas as cidades. De todas as pessoas. Nos sonhos a dormir, cuja acção se situa em cidades ou em lugares habitados por gente.
Nas recordações dos viajantes vindos de outras paragens, dos imigrantes, dos que nascidos nas aldeias remotas, para ali transportaram as suas vidas, as suas memórias, os seus desejos."

Imaginem um lugar...

O livro tem um estilo próprio, mas algo idêntico ao que uso neste blogue.
É uma obra de ficção, mas tem um lado poético.

quarta-feira, abril 30, 2008

Docas e navios








Este é o cenário do post anterior.

Na última foto, a dos bares do sítio designado como Docas, vêem-se ao fundo os ciprestes do cemitério dos Prazeres: a maior mancha de ciprestes da Europa.



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Para a andarilha

Dizem que cachaça é água
Cachaça não é água não
Cachaça vem do alambique
E a água vem do ribeirão

Pode-me faltar tudo na vida
Arroz, feijão e pão
Pode-me faltar _______(manteiga?)
Isso não faz falta não

Pode-me faltar o amor
Isso eu até acho graça
Só não quero que me falte
A garrafa da cachaça

Vindos do fundo da minha infância ou primeira juventude, aparecem-me estes versos todos na cabeça, letra e música, enquanto bebo uma caipirinha num bar do porto de Lisboa, vendo entrar os navios do grande oceano e partir outros, talvez para sempre.



Esta cantiga sempre me pareceu ridícula, mas isso foi antes de conhecer: 1º- O Brasil, 2ª- a caipirinha, inestimável contributo dos brasileiros para a alegria de viver (cachaça, açúcar de cana, lima e gelo picado).

Passo bem sem a cachça. Quanto ao amor, depois de o ter conhecido, concordo com a frase:
Pode-me faltar o amor/Isso eu até acho graça.

Talvez não seja o verdadeiro amor, mas quem é que conhece esse? Os românticos, os obcecados... os carentes... serão normais?!

sábado, abril 26, 2008

Pôr-do-sol da minha janela




Às vezes, ao ver o pôr-do-sol da minha janela, imagino que estou no alto-mar a ver o sol pôr-se sobre terra.
Imagino que estou noutra janela, enquanto, no alto-mar, me sonho noutra terra, vendo os navios por entre as cortinas.
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sexta-feira, abril 25, 2008

Mandar calar os pássaros

Houve um época em que eu me deitava tarde, me levantava tarde e dormia mal.


Nessa época, os pássaros começavam a cantar por volta das cinco da manhã, na Primavera. Mas nunca era a uma hora certa: talvez às 5 menos 3 minutos, talvez às cinco e doze minutos, como se o relógio não fosse capaz de apanhar essas "nuances".


Quando eu queria adormecer, começavam eles uma chilreada, como se o mundo tivesse sido inventado naquele momento. E eu tinha sono. O barulho não me deixava dormir...


Apetecia-me mandar calar os pássaros

domingo, abril 20, 2008

Livro

Vou publicar um livro escrito por mim. Quem gosta dos textos que escrevo, em cima do joelho, neste blogue Escrevedoiros, muito mais gostará do que escrevi com muito cuidado e muito tempo.
O lançamento vai ser em 10 de Maio. Quando faltar pouco tempo, convido todo o mundo para o lançamento. Tomem nota na agenda: talvez às 15 horas.

sábado, abril 19, 2008

Giorgione


Este quadro, "A Tempestade", é particularmente bom

sábado, abril 12, 2008

Haiku

"Agora que fostes colhidas, flores de pessegueiro, ficai bonitas;
não precisais de ter ciúmes da cerejeira cruel. "

de Murasaki, in "História de Murasaki", Liza Dalby, Lisboa: Gótica, 2001

terça-feira, abril 08, 2008

Flor da cerejeira (a continuar)

"Nem a flor da cerejeira, a mais bela das flores, nem a humilde flor de pereira têm grande aroma; nem há diferenças na maneira como caem."
(poema oriental)


(poema de Murasaki, poetisa japonesa, autora de "A História de Gengi"

segunda-feira, abril 07, 2008

Sem título

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sexta-feira, abril 04, 2008

quarta-feira, abril 02, 2008

Costume japonês das Cerejeiras em Flor

"Existe todo um esquema que envolve o hanami (observação das flores), que inclui desde piqueniques a atrações diversas, sob as cerejeiras em flor. Os eventos são realizados em parques, templos, beiras de rios e até mesmo nas ruas. Em locais concorridos, é comum ver as pessoas guardando lugares sob as árvores desde a manhã, para amigos, familiares ou colegas da empresa. O costume do hanami vem de muito tempo atrás. Durante a era Heian (794 - 1185) a festividade era reservada à aristocracia, que se reunia para escrever poemas e cantar sob as cerejeiras. Elas foram e ainda são tema de canções e danças japonesas. A popularização aconteceu somente durante a era Edo (1688 - 1704) e, desde então, tornou-se uma tradição para a maioria dos japoneses. Nessa época, as pessoas reuniam-se sob as cerejeiras para comer, beber e dançar. "

VER MAIS AQUI

terça-feira, abril 01, 2008

Águas Passadas

Águas Passadas

Hoje, dia um de Abril, gostava de dizer uma mentira, mas já há tantas mentiras... quem iria distingui-la da verdade?

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sexta-feira, março 28, 2008

Cerejeira

Cerejeira em flor com povoação ao fundo: Real, em Castelo de Paiva
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quarta-feira, março 26, 2008

Flores de árvore de fruto - talvez cerejeira


Se eu fosse chinesa...
Colheria todas estas flores para as dispor como decoração na minha casa, renunciando aos frutos.
Depois, fazia um poema sobre as flores da macieira, da cerejeira, do pessegueiro.


Se eu fosse japonesa...


Mesmo assim, tirei uma fotografia...
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sexta-feira, março 21, 2008

Primavera

Começa agora a Primavera
Boa Primavera para vocês

quinta-feira, março 20, 2008

Plantas felizes

Fui à janela e vi, num jardinzito modesto, as plantas encharcadas pelas últimas chuvas torrenciais. São plantas felizes.
Com a idade e a consciência do tempo, aprendi a tirar prazer destas pequenas coisas, a felicidade das plantas, a mudança, os pequenos momentos e os pequenos dias sem importância.

segunda-feira, março 17, 2008

Magnólia Branca

Plantei uma vez uma magnólia que deveria dar flores brancas.
Plantei-a em homenagem à Natália Correia, que gostava de flores vivas, não colhidas, flores na planta.
Passaram-se muitos anos: a magnólia, segundo dizem, tem dado muitas flores brancas e grandes. Dizem que está muito bela, quando se põe em flor.
Pessoalmente, nunca vi.

quinta-feira, março 13, 2008

O Místico Milarepa

"Conta-se sobre um grande místico, Milarepa:Quando foi encontrar seu mestre no Tibete ele era tão humilde, tão puro, tão autêntico, que os outros discípulos ficaram com inveja dele. Era certo que ele seria o sucessor. E é claro, que havia política envolvida, assim eles tentaram matá-lo.Um dia disseram a ele, “Se você realmente acredita no mestre, pode pular da montanha? Se você realmente acredita, se tiver confiança, então nada irá lhe acontecer, você não irá se machucar.” E Milarepa saltou, sem hesitar por um momento sequer. Eles correram para baixo, pois era uma queda de quase mil metros. Eles desceram esperando encontrar os ossos dele espatifados, mas encontraram-no sentado numa postura de lótus, muito feliz, imensamente feliz. Ele abriu os olhos e disse, “vocês estão certos, confiança protege.”Pensaram que isso devia ser alguma coincidência. Uma outra vez, quando uma casa estava pegando fogo, disseram a ele: "Se você ama seu mestre e confia nele, você pode entrar lá.” Ele entrou correndo para salvar uma mulher e seu filho que estavam lá dentro. O fogo era tão intenso que os outros discípulos esperavam que ele morresse – mas quando ele saiu com a mulher e a criança, não havia sequer uma queimadura em seu corpo. E ele ficou ainda mais radiante, pois a confiança protege.Um outro dia eles estavam indo a algum lugar, e tinham que atravessar um rio, e disseram a ele, “Você não precisa ir no barco. Você tem uma confiança tão grande, que pode andar sobre o rio” – e ele andou.Essa foi a primeira vez que o mestre o viu fazendo essas coisas. Ele não sabia que tinham dito a Milarepa que pulasse da montanha ou entrasse na casa em chamas. Mas dessa vez ele estava ali na outra margem e ele viu Milarepa caminhando sobre as águas e disse: “O que você está fazendo? Isso é impossível!”E Milarepa disse, “Não é impossível de jeito nenhum! Estou fazendo isso através de seu poder, meu senhor.”Então o Mestre pensou, “Se meu nome e meu poder podem fazer isso a esse homem estúpido e ignorante, imagine comigo. E eu mesmo nunca tentei..." Assim ele tentou fazer o mesmo. Ele afogou-se. Nunca mais se ouviu falar nele depois desse dia."

VER AQUI

Ninho

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terça-feira, março 11, 2008

A Infância: os Pássaros

Estava eu com o corpo todo suspenso.
As mãos arranhadas. Os joelhos esfolados.
Em riscos de  cair ao chão, muitos metros baixo.

Os dedos das mãos metidos no buraco do muro, entre duas pedras, enfim, entre várias pedras.
Os dedos dos pés metidos no buraco do muro, entre as pedras agudas e quentes do sol.
O corpo em precário equilíbrio, quase a cair.

Mas em mim só existiam os olhos: só via!
E, alguns segundos antes de cair, ainda consegui vislumbrar a completa maravilha:
Três passarinhos minúsculos com os bicos abertos, cantavam. No minúsculo ninho, na parede de pedra.

Eu já antes tinha caído, é claro,
Com os joelhos esfolados, doridos, e muito feliz, fui contar à minha mãe:
- Mãe, eu sei um ninho! Olhe Ali! Tão pequeninos e cantam tanto! De biquitos abertos.

Douro litoral: socalcos: muros feitos de bocados de pedras: crianças felizes descobrem ninhos.

sábado, março 08, 2008

Dia da Mulher

Hoje é o dia da mulher.
Parabéns a todas as mulheres livres, desejando que, um dia, todos os seres, humanos ou outros, sejam assim.
Se há seres que gostam de não ser livres, que isso seja um dia uma escolha como qualquer outra.

quinta-feira, março 06, 2008

Os que voam: observemos os pássaros

Os pássaros ocupam só um pequeno espaço na nossa vida.
Um espaço escondido, quase esquecido e carinhoso.
Um sorriso leve. Sentir a suavidade e a leveza das penas contra a pele do rosto e dos lábios como quando uma vez achámos um ninho. O cheiro desconhecido das penas, dos ovos e do ninho. Um cheiro que é das aves. Um cheiro a liberdade. Dos que não pertencem à terra. Dos que voam.

(isto foi escrito em cima do joelho: a alterar)

sábado, março 01, 2008

Ainda os pássaros: é o tempo deles...

Gosto de pássaros, por isso nunca tive nenhum
Sempre me pareceu a posse menos importante do que a liberdade
A deles e a minha

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Os passarinhos enganaram-se

Os passarinhos enganaram-se. Ainda estamos no Inverno e já estão a fazer ninhos, ou a cantar como quando fazem ninhos.
As flores também se enganaram: faltava mais de um mês para a Primavera e já estavam todas a deitar a cabeça de fora.
Quem anda a enganar as aves e as flores?

terça-feira, fevereiro 26, 2008

Mar Molhado...








Caspar David Friedrich (foto da net)
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domingo, fevereiro 24, 2008

Cantares de Salomão

1 De noite busquei em minha cama aquele a quem ama a minha alma; busquei-o e não o achei.
2 Levantar-me-ei, pois, e rodearei a cidade; pelas ruas e pelas praças buscarei aquele a quem ama a minha alma; busquei-o e não o achei.
3 Acharam-me os guardas, que rondavam pela cidade; eu perguntei-lhes: Vistes aquele a quem ama a minha alma?
4 Apartando-me eu um pouco deles, logo achei aquele a quem ama a minha alma; detive-o, até que o introduzi em casa de minha mãe, na câmara daquela que me gerou.
5 Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervas do campo, que não acordeis nem desperteis o meu amor, até que queira.

Cantares de Salomão Capítulo 3, in Bíblia Sagrada

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

"A uma passante"

Creio que eu e a Andarilha gostamos dos mesmos poemas, pois ela coloca-me aqui em comentário alguns dos meus preferidos. É isto que a Internet tem de fantástico, pôr em comunicação pessoas de continentes diferentes mas que se entendem bem. Tem-me acontecido até com gente do Chile...
Como acho muito estranho ler Baudelaire em português por ser a musicalidade em língua francesa a sua mais excitante característica, aqui vai o poema que a Andarilha escreveu em português no meu post do dia dia 28 de Janeiro. Também gosto muito do da Sofia que ela colocou no post anterior.
Aí vai. Para ler em voz alta.

À une passante

La rue assourdissante autour de moi hurlait.
Longue, mince, en grand deuil, douleur majestueuse,
Une femme passa, d'une main fastueuse
Soulevant, balançant le feston et l'ourlet;

Agile et noble, avec sa jambe de statue.
Moi, je buvais, crispé comme un extravagant,
Dans son oeil, ciel livide où germe l'ouragan,
La douceur qui fascine et le plaisir qui tue.

Un éclair... puis la nuit! — Fugitive beauté
Dont le regard m'a fait soudainement renaître,
Ne te verrai-je plus que dans l'éternité?

Ailleurs, bien loin d'ici! trop tard! jamais peut-être!
Car j'ignore où tu fuis, tu ne sais où je vais,
Ô toi que j'eusse aimée, ô toi qui le savais!

— Charles Baudelaire

sábado, fevereiro 16, 2008

Mais mar para a Andarilha

Estreito de Gibraltar - lado sul - com névoa

A Andarilha anda lá pelo lo Nordeste brasileiro, que julgo ser a terra dela, com 36º de calor, mas ciranda por estas paragens frias.
Foge para aqui. Só mentalmente?
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sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Mar


Não é igual em todo o lado, Inteb. Este mar também é em Cabo Verde e é verde.
Parabéns! Muitos anos e bons!
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quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Mar


Cabo Verde, Agosto de 2007
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segunda-feira, janeiro 28, 2008

Deus dá-nos uma noite todos os dias

terça-feira, janeiro 22, 2008

Dores

A dor serve para nos sentirmos felizes, só porque não temos dores.

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Medo...

O medo é a coisa mais perigosa que existe à face da terra.
Quando todos têm coragem, o perigo encolhe-se.

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Mensagem Poética

Uma jovem do Perú (tão longe!) deixou uma mensagem muito poética no último post. Diz que também está a chover no Perú (não será pelas mesmas razões...) e mais escreve, num português correcto:

Onde se abrigará você quando chove?

domingo, janeiro 06, 2008

Chuva

Está a chover muito. Gosto muito do tempo quando chove muito.
Onde se abrigará a escrevedeira quando chove?

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Escrevedeira Sombria



Esta ave é uma Escrevedeira Amarela. Há outra chamada Escrevedeira Sombria.
Deve ter sido algum poeta que deu nome a estes pássaros: Escrevedeira Sombria.

Tal como eu. Hei-de usar isto como pseudónimo.


Esta foto foi tirada de

terça-feira, janeiro 01, 2008

Sol de Inverno


Ditado popular:
É lindo como o sol de Inverno
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domingo, dezembro 30, 2007

Raízes

Raiz dum enorme cipreste.
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sábado, dezembro 29, 2007

Bom ano de 2008


Ver mensagem em Terra Imunda
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sexta-feira, dezembro 21, 2007

A vida é feita de milhares de sensações de prazer, quase quotidianas e de grandes e raros desgostos. Que também se recordam quase quotidianamente se não pudermos evitar.
Saibamos viver o presente!

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Ainda a propósito de escrevedeiras e escrevedoras

Quando uma das minhas irmãs era muito pequena, uma mulher analfabeta pediu-lhe que lhe escrevesse uma carta para um parente.

A rapariga lá escreveu o que a mulher lhe foi ditando.

E por fim a mulher ditou o seguinte:

- Desculpa por a carta ir muito mal escrita, mas a rapariga que a escreveu não sabe escrever melhor.

Embora a escrevedora fosse pequena, não se ficou. Chateou-se, resmungou e ainda hoje esta é uma das nossas anedotas familiares.

domingo, dezembro 16, 2007

Até que enfim chegou o frio! Viva o frio!

quinta-feira, dezembro 13, 2007

ESCREVEDEIRAS

Finalmente consegui encontrar uma mascote para este blogue.
A ESCREVEDEIRA. É um passarinho lindo. Porque será que se chama assim?
Como eu sou a escrevedeira ou escrevedora destes Escrevedoiros e do blogue Terra Imunda, logo... me identifico com ela.

Quanto à palavra escrevedora, descobri-a no filme brasileiro inesquecível Central do Brasil com a actriz Fernanda Montenegro, bem conhecida em Portugal. Escrevedoras são mulheres que escrevem cartas, a pedido de quem não sabe escrever. A pedido por favor ou pagantibus. Nesse sentido, é mesmo uma profissão, com os seus truques.

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Belíssimo


Ver mais em Terra Imunda
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domingo, dezembro 09, 2007

Nosso senhor nos livre
Da boca de má gente


(in esconjuro contra os maridos transviados, canto popular orquestrado por Lopes Graça)

sábado, dezembro 01, 2007

quarta-feira, novembro 28, 2007

Este blog, Escrevedoiros




Este blog, Escrevedoiros, como vos disse, comecei a escrevê-lo quando perdi este caderno.
E depois continuei, quando o achei, a pedido de vários fregueses.
Posted by PicasaA capa representa o "Milagre na ponte de Rialto" De Carpaccio. Não se vê bem.