sexta-feira, junho 13, 2008

O Romance de Gengi

Ando a ler agora com grande alegria o Romance de Gengi. foi o primeiro romance escrito no mundo, no ano 1000.
A autora é a uma mulher japonesa, chamada Murasaki Shikibu.
Já aqui tinha falado nela a propósito de um livro que é a sua biografia, de onde tirei os poemas (haiku) sobre as flores de cerejeira.
Esse outro livro é : "História de Murasaki", Liza Dalby, Lisboa: Gótica, 2001.
este: Romance de Gengi, Murasaki Shikibu, Relógio de Água, Lisboa: 2008

quinta-feira, junho 12, 2008

Flores de Jacarandá

Inclino a minha cabeça e sobre mim
Caem as flores de um azul intenso
Flores de Jacarandá

Cai a época temporal, dizendo-me que chegaram ao fim estas pétalas.

Inclino a minha cabeça e sobre mim cai o tempo

E o tempo tem para mim a cor das flores: pétalas demasiado azuis

Se eu morresse agora não me queixaria
Nem me lamentaria de falta de azul

domingo, junho 08, 2008

Lisboa: o Templo




Não gosto de templos fechados, feitos de pedra.
Um caminho num templo de flores
Faz-me pensar num percurso espiritual: num templo.
Posted by PicasaPodemos percorrê-lo enquanto meditamos:
em quê...?
Podemos percorrê-lo como se caminhássemos num claustro
sem pedras

quarta-feira, junho 04, 2008

Dia Bom

Hoje, dia 4 de Junho, também é um dia bom.
Creio que não se nota muito que tenho andado um pouco deprimida?

segunda-feira, junho 02, 2008

Dia Bom

- Hoje, dia 3 de Junho, é um dia bom.
- Porquê?
- Porque todos os dias são bons. E porque vem aí o Verão. Pelo menos neste lado do mundo.

quarta-feira, maio 28, 2008

Não dormes sob os ciprestes
Pois não há sono no mundo

O corpo é a sombra das vestes
Que encobrem teu ser profundo.


Fernando Pessoa in "Iniciação"

segunda-feira, maio 19, 2008

Imaginália

Parece que só em Junho é que o livro estará à venda nas livrarias.
Se já o procurou, como várias pessoas o fizeram, não desanime.

quarta-feira, maio 14, 2008

Só mais um nadinha de Imaginália

Imaginália XIII Talvez o regresso: côro


Nunca conseguiremos regressar completamente a lugar nenhum. Nem mesmo no espaço, nem a nenhum tempo: passado ou futuro.


in Imaginália, de Graciete Nobre, Lisboa: Luz das Letras, 2008

domingo, maio 11, 2008

Apresentação do livro

Agradeço às pessoas que estiveram ontem na apresentação do livro e também às que não puderam estar e me deram apoio moral.
Vai haver uma outra apresentação daqui por um mês, quem não pôde ir a esta talvez possa ir à outra.
P.S.: (escrito em 2011: esta segunda apresentação não se realizou, porque me aborrecem essas coisas e já a primeira foi por muita insistência do editor.)

terça-feira, maio 06, 2008

Imaginália

Vou aqui deixar um excerto do livro, exactamente o princípio.

"Havia uma fonte no meio da praça principal da cidade. Chovia torrencialmente naquele Inverno entre 2 séculos.

Os poucos que se aventuravam fora de portas podiam ver as duas águas que se cruzavam: as águas da terra, que se elevavam para o espaço, as águas do espaço, que desciam para a terra, majestosas e indiferentes.
Como todas as cidades, passadas e futuras, Imaginália é a cidade dos mil desejos. Mas só alguns se realizam. Talvez poucos.
Não se trata de uma cidade imaginária, pelo menos não o é mais do que qualquer outra.
Não se situa num local em especial, nem em nenhum país.
Imaginália existe no coração de todas as cidades. De todas as pessoas. Nos sonhos a dormir, cuja acção se situa em cidades ou em lugares habitados por gente.
Nas recordações dos viajantes vindos de outras paragens, dos imigrantes, dos que nascidos nas aldeias remotas, para ali transportaram as suas vidas, as suas memórias, os seus desejos."

Imaginem um lugar...

O livro tem um estilo próprio, mas algo idêntico ao que uso neste blogue.
É uma obra de ficção, mas tem um lado poético.

quarta-feira, abril 30, 2008

Docas e navios








Este é o cenário do post anterior.

Na última foto, a dos bares do sítio designado como Docas, vêem-se ao fundo os ciprestes do cemitério dos Prazeres: a maior mancha de ciprestes da Europa.



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Para a andarilha

Dizem que cachaça é água
Cachaça não é água não
Cachaça vem do alambique
E a água vem do ribeirão

Pode-me faltar tudo na vida
Arroz, feijão e pão
Pode-me faltar _______(manteiga?)
Isso não faz falta não

Pode-me faltar o amor
Isso eu até acho graça
Só não quero que me falte
A garrafa da cachaça

Vindos do fundo da minha infância ou primeira juventude, aparecem-me estes versos todos na cabeça, letra e música, enquanto bebo uma caipirinha num bar do porto de Lisboa, vendo entrar os navios do grande oceano e partir outros, talvez para sempre.



Esta cantiga sempre me pareceu ridícula, mas isso foi antes de conhecer: 1º- O Brasil, 2ª- a caipirinha, inestimável contributo dos brasileiros para a alegria de viver (cachaça, açúcar de cana, lima e gelo picado).

Passo bem sem a cachça. Quanto ao amor, depois de o ter conhecido, concordo com a frase:
Pode-me faltar o amor/Isso eu até acho graça.

Talvez não seja o verdadeiro amor, mas quem é que conhece esse? Os românticos, os obcecados... os carentes... serão normais?!

sábado, abril 26, 2008

Pôr-do-sol da minha janela




Às vezes, ao ver o pôr-do-sol da minha janela, imagino que estou no alto-mar a ver o sol pôr-se sobre terra.
Imagino que estou noutra janela, enquanto, no alto-mar, me sonho noutra terra, vendo os navios por entre as cortinas.
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sexta-feira, abril 25, 2008

Mandar calar os pássaros

Houve um época em que eu me deitava tarde, me levantava tarde e dormia mal.


Nessa época, os pássaros começavam a cantar por volta das cinco da manhã, na Primavera. Mas nunca era a uma hora certa: talvez às 5 menos 3 minutos, talvez às cinco e doze minutos, como se o relógio não fosse capaz de apanhar essas "nuances".


Quando eu queria adormecer, começavam eles uma chilreada, como se o mundo tivesse sido inventado naquele momento. E eu tinha sono. O barulho não me deixava dormir...


Apetecia-me mandar calar os pássaros

domingo, abril 20, 2008

Livro

Vou publicar um livro escrito por mim. Quem gosta dos textos que escrevo, em cima do joelho, neste blogue Escrevedoiros, muito mais gostará do que escrevi com muito cuidado e muito tempo.
O lançamento vai ser em 10 de Maio. Quando faltar pouco tempo, convido todo o mundo para o lançamento. Tomem nota na agenda: talvez às 15 horas.

sábado, abril 19, 2008

Giorgione


Este quadro, "A Tempestade", é particularmente bom

sábado, abril 12, 2008

Haiku

"Agora que fostes colhidas, flores de pessegueiro, ficai bonitas;
não precisais de ter ciúmes da cerejeira cruel. "

de Murasaki, in "História de Murasaki", Liza Dalby, Lisboa: Gótica, 2001

terça-feira, abril 08, 2008

Flor da cerejeira (a continuar)

"Nem a flor da cerejeira, a mais bela das flores, nem a humilde flor de pereira têm grande aroma; nem há diferenças na maneira como caem."
(poema oriental)


(poema de Murasaki, poetisa japonesa, autora de "A História de Gengi"

segunda-feira, abril 07, 2008

Sem título

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