sexta-feira, abril 25, 2008

Mandar calar os pássaros

Houve um época em que eu me deitava tarde, me levantava tarde e dormia mal.


Nessa época, os pássaros começavam a cantar por volta das cinco da manhã, na Primavera. Mas nunca era a uma hora certa: talvez às 5 menos 3 minutos, talvez às cinco e doze minutos, como se o relógio não fosse capaz de apanhar essas "nuances".


Quando eu queria adormecer, começavam eles uma chilreada, como se o mundo tivesse sido inventado naquele momento. E eu tinha sono. O barulho não me deixava dormir...


Apetecia-me mandar calar os pássaros

domingo, abril 20, 2008

Livro

Vou publicar um livro escrito por mim. Quem gosta dos textos que escrevo, em cima do joelho, neste blogue Escrevedoiros, muito mais gostará do que escrevi com muito cuidado e muito tempo.
O lançamento vai ser em 10 de Maio. Quando faltar pouco tempo, convido todo o mundo para o lançamento. Tomem nota na agenda: talvez às 15 horas.

sábado, abril 19, 2008

Giorgione


Este quadro, "A Tempestade", é particularmente bom

sábado, abril 12, 2008

Haiku

"Agora que fostes colhidas, flores de pessegueiro, ficai bonitas;
não precisais de ter ciúmes da cerejeira cruel. "

de Murasaki, in "História de Murasaki", Liza Dalby, Lisboa: Gótica, 2001

terça-feira, abril 08, 2008

Flor da cerejeira (a continuar)

"Nem a flor da cerejeira, a mais bela das flores, nem a humilde flor de pereira têm grande aroma; nem há diferenças na maneira como caem."
(poema oriental)


(poema de Murasaki, poetisa japonesa, autora de "A História de Gengi"

segunda-feira, abril 07, 2008

Sem título

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sexta-feira, abril 04, 2008

quarta-feira, abril 02, 2008

Costume japonês das Cerejeiras em Flor

"Existe todo um esquema que envolve o hanami (observação das flores), que inclui desde piqueniques a atrações diversas, sob as cerejeiras em flor. Os eventos são realizados em parques, templos, beiras de rios e até mesmo nas ruas. Em locais concorridos, é comum ver as pessoas guardando lugares sob as árvores desde a manhã, para amigos, familiares ou colegas da empresa. O costume do hanami vem de muito tempo atrás. Durante a era Heian (794 - 1185) a festividade era reservada à aristocracia, que se reunia para escrever poemas e cantar sob as cerejeiras. Elas foram e ainda são tema de canções e danças japonesas. A popularização aconteceu somente durante a era Edo (1688 - 1704) e, desde então, tornou-se uma tradição para a maioria dos japoneses. Nessa época, as pessoas reuniam-se sob as cerejeiras para comer, beber e dançar. "

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terça-feira, abril 01, 2008

Águas Passadas

Águas Passadas

Hoje, dia um de Abril, gostava de dizer uma mentira, mas já há tantas mentiras... quem iria distingui-la da verdade?

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sexta-feira, março 28, 2008

Cerejeira

Cerejeira em flor com povoação ao fundo: Real, em Castelo de Paiva
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quarta-feira, março 26, 2008

Flores de árvore de fruto - talvez cerejeira


Se eu fosse chinesa...
Colheria todas estas flores para as dispor como decoração na minha casa, renunciando aos frutos.
Depois, fazia um poema sobre as flores da macieira, da cerejeira, do pessegueiro.


Se eu fosse japonesa...


Mesmo assim, tirei uma fotografia...
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sexta-feira, março 21, 2008

Primavera

Começa agora a Primavera
Boa Primavera para vocês

quinta-feira, março 20, 2008

Plantas felizes

Fui à janela e vi, num jardinzito modesto, as plantas encharcadas pelas últimas chuvas torrenciais. São plantas felizes.
Com a idade e a consciência do tempo, aprendi a tirar prazer destas pequenas coisas, a felicidade das plantas, a mudança, os pequenos momentos e os pequenos dias sem importância.

segunda-feira, março 17, 2008

Magnólia Branca

Plantei uma vez uma magnólia que deveria dar flores brancas.
Plantei-a em homenagem à Natália Correia, que gostava de flores vivas, não colhidas, flores na planta.
Passaram-se muitos anos: a magnólia, segundo dizem, tem dado muitas flores brancas e grandes. Dizem que está muito bela, quando se põe em flor.
Pessoalmente, nunca vi.

quinta-feira, março 13, 2008

O Místico Milarepa

"Conta-se sobre um grande místico, Milarepa:Quando foi encontrar seu mestre no Tibete ele era tão humilde, tão puro, tão autêntico, que os outros discípulos ficaram com inveja dele. Era certo que ele seria o sucessor. E é claro, que havia política envolvida, assim eles tentaram matá-lo.Um dia disseram a ele, “Se você realmente acredita no mestre, pode pular da montanha? Se você realmente acredita, se tiver confiança, então nada irá lhe acontecer, você não irá se machucar.” E Milarepa saltou, sem hesitar por um momento sequer. Eles correram para baixo, pois era uma queda de quase mil metros. Eles desceram esperando encontrar os ossos dele espatifados, mas encontraram-no sentado numa postura de lótus, muito feliz, imensamente feliz. Ele abriu os olhos e disse, “vocês estão certos, confiança protege.”Pensaram que isso devia ser alguma coincidência. Uma outra vez, quando uma casa estava pegando fogo, disseram a ele: "Se você ama seu mestre e confia nele, você pode entrar lá.” Ele entrou correndo para salvar uma mulher e seu filho que estavam lá dentro. O fogo era tão intenso que os outros discípulos esperavam que ele morresse – mas quando ele saiu com a mulher e a criança, não havia sequer uma queimadura em seu corpo. E ele ficou ainda mais radiante, pois a confiança protege.Um outro dia eles estavam indo a algum lugar, e tinham que atravessar um rio, e disseram a ele, “Você não precisa ir no barco. Você tem uma confiança tão grande, que pode andar sobre o rio” – e ele andou.Essa foi a primeira vez que o mestre o viu fazendo essas coisas. Ele não sabia que tinham dito a Milarepa que pulasse da montanha ou entrasse na casa em chamas. Mas dessa vez ele estava ali na outra margem e ele viu Milarepa caminhando sobre as águas e disse: “O que você está fazendo? Isso é impossível!”E Milarepa disse, “Não é impossível de jeito nenhum! Estou fazendo isso através de seu poder, meu senhor.”Então o Mestre pensou, “Se meu nome e meu poder podem fazer isso a esse homem estúpido e ignorante, imagine comigo. E eu mesmo nunca tentei..." Assim ele tentou fazer o mesmo. Ele afogou-se. Nunca mais se ouviu falar nele depois desse dia."

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Ninho

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terça-feira, março 11, 2008

A Infância: os Pássaros

Estava eu com o corpo todo suspenso.
As mãos arranhadas. Os joelhos esfolados.
Em riscos de  cair ao chão, muitos metros baixo.

Os dedos das mãos metidos no buraco do muro, entre duas pedras, enfim, entre várias pedras.
Os dedos dos pés metidos no buraco do muro, entre as pedras agudas e quentes do sol.
O corpo em precário equilíbrio, quase a cair.

Mas em mim só existiam os olhos: só via!
E, alguns segundos antes de cair, ainda consegui vislumbrar a completa maravilha:
Três passarinhos minúsculos com os bicos abertos, cantavam. No minúsculo ninho, na parede de pedra.

Eu já antes tinha caído, é claro,
Com os joelhos esfolados, doridos, e muito feliz, fui contar à minha mãe:
- Mãe, eu sei um ninho! Olhe Ali! Tão pequeninos e cantam tanto! De biquitos abertos.

Douro litoral: socalcos: muros feitos de bocados de pedras: crianças felizes descobrem ninhos.

sábado, março 08, 2008

Dia da Mulher

Hoje é o dia da mulher.
Parabéns a todas as mulheres livres, desejando que, um dia, todos os seres, humanos ou outros, sejam assim.
Se há seres que gostam de não ser livres, que isso seja um dia uma escolha como qualquer outra.

quinta-feira, março 06, 2008

Os que voam: observemos os pássaros

Os pássaros ocupam só um pequeno espaço na nossa vida.
Um espaço escondido, quase esquecido e carinhoso.
Um sorriso leve. Sentir a suavidade e a leveza das penas contra a pele do rosto e dos lábios como quando uma vez achámos um ninho. O cheiro desconhecido das penas, dos ovos e do ninho. Um cheiro que é das aves. Um cheiro a liberdade. Dos que não pertencem à terra. Dos que voam.

(isto foi escrito em cima do joelho: a alterar)

sábado, março 01, 2008

Ainda os pássaros: é o tempo deles...

Gosto de pássaros, por isso nunca tive nenhum
Sempre me pareceu a posse menos importante do que a liberdade
A deles e a minha