Os passarinhos enganaram-se. Ainda estamos no Inverno e já estão a fazer ninhos, ou a cantar como quando fazem ninhos.
As flores também se enganaram: faltava mais de um mês para a Primavera e já estavam todas a deitar a cabeça de fora.
Quem anda a enganar as aves e as flores?
quarta-feira, fevereiro 27, 2008
terça-feira, fevereiro 26, 2008
domingo, fevereiro 24, 2008
Cantares de Salomão
1 De noite busquei em minha cama aquele a quem ama a minha alma; busquei-o e não o achei.
2 Levantar-me-ei, pois, e rodearei a cidade; pelas ruas e pelas praças buscarei aquele a quem ama a minha alma; busquei-o e não o achei.
3 Acharam-me os guardas, que rondavam pela cidade; eu perguntei-lhes: Vistes aquele a quem ama a minha alma?
4 Apartando-me eu um pouco deles, logo achei aquele a quem ama a minha alma; detive-o, até que o introduzi em casa de minha mãe, na câmara daquela que me gerou.
5 Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervas do campo, que não acordeis nem desperteis o meu amor, até que queira.
Cantares de Salomão Capítulo 3, in Bíblia Sagrada
2 Levantar-me-ei, pois, e rodearei a cidade; pelas ruas e pelas praças buscarei aquele a quem ama a minha alma; busquei-o e não o achei.
3 Acharam-me os guardas, que rondavam pela cidade; eu perguntei-lhes: Vistes aquele a quem ama a minha alma?
4 Apartando-me eu um pouco deles, logo achei aquele a quem ama a minha alma; detive-o, até que o introduzi em casa de minha mãe, na câmara daquela que me gerou.
5 Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervas do campo, que não acordeis nem desperteis o meu amor, até que queira.
Cantares de Salomão Capítulo 3, in Bíblia Sagrada
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
"A uma passante"
Creio que eu e a Andarilha gostamos dos mesmos poemas, pois ela coloca-me aqui em comentário alguns dos meus preferidos. É isto que a Internet tem de fantástico, pôr em comunicação pessoas de continentes diferentes mas que se entendem bem. Tem-me acontecido até com gente do Chile...
Como acho muito estranho ler Baudelaire em português por ser a musicalidade em língua francesa a sua mais excitante característica, aqui vai o poema que a Andarilha escreveu em português no meu post do dia dia 28 de Janeiro. Também gosto muito do da Sofia que ela colocou no post anterior.
Aí vai. Para ler em voz alta.
À une passante
La rue assourdissante autour de moi hurlait.
Longue, mince, en grand deuil, douleur majestueuse,
Une femme passa, d'une main fastueuse
Soulevant, balançant le feston et l'ourlet;
Agile et noble, avec sa jambe de statue.
Moi, je buvais, crispé comme un extravagant,
Dans son oeil, ciel livide où germe l'ouragan,
La douceur qui fascine et le plaisir qui tue.
Un éclair... puis la nuit! — Fugitive beauté
Dont le regard m'a fait soudainement renaître,
Ne te verrai-je plus que dans l'éternité?
Ailleurs, bien loin d'ici! trop tard! jamais peut-être!
Car j'ignore où tu fuis, tu ne sais où je vais,
Ô toi que j'eusse aimée, ô toi qui le savais!
— Charles Baudelaire
Como acho muito estranho ler Baudelaire em português por ser a musicalidade em língua francesa a sua mais excitante característica, aqui vai o poema que a Andarilha escreveu em português no meu post do dia dia 28 de Janeiro. Também gosto muito do da Sofia que ela colocou no post anterior.
Aí vai. Para ler em voz alta.
À une passante
La rue assourdissante autour de moi hurlait.
Longue, mince, en grand deuil, douleur majestueuse,
Une femme passa, d'une main fastueuse
Soulevant, balançant le feston et l'ourlet;
Agile et noble, avec sa jambe de statue.
Moi, je buvais, crispé comme un extravagant,
Dans son oeil, ciel livide où germe l'ouragan,
La douceur qui fascine et le plaisir qui tue.
Un éclair... puis la nuit! — Fugitive beauté
Dont le regard m'a fait soudainement renaître,
Ne te verrai-je plus que dans l'éternité?
Ailleurs, bien loin d'ici! trop tard! jamais peut-être!
Car j'ignore où tu fuis, tu ne sais où je vais,
Ô toi que j'eusse aimée, ô toi qui le savais!
— Charles Baudelaire
sábado, fevereiro 16, 2008
Mais mar para a Andarilha
Estreito de Gibraltar - lado sul - com névoa
A Andarilha anda lá pelo lo Nordeste brasileiro, que julgo ser a terra dela, com 36º de calor, mas ciranda por estas paragens frias.
Foge para aqui. Só mentalmente?
A Andarilha anda lá pelo lo Nordeste brasileiro, que julgo ser a terra dela, com 36º de calor, mas ciranda por estas paragens frias.
Foge para aqui. Só mentalmente?
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
Mar
Não é igual em todo o lado, Inteb. Este mar também é em Cabo Verde e é verde.
Parabéns! Muitos anos e bons!
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
terça-feira, janeiro 22, 2008
segunda-feira, janeiro 21, 2008
Medo...
O medo é a coisa mais perigosa que existe à face da terra.
Quando todos têm coragem, o perigo encolhe-se.
Quando todos têm coragem, o perigo encolhe-se.
quarta-feira, janeiro 09, 2008
Mensagem Poética
Uma jovem do Perú (tão longe!) deixou uma mensagem muito poética no último post. Diz que também está a chover no Perú (não será pelas mesmas razões...) e mais escreve, num português correcto:
Onde se abrigará você quando chove?
Onde se abrigará você quando chove?
domingo, janeiro 06, 2008
Chuva
Está a chover muito. Gosto muito do tempo quando chove muito.
Onde se abrigará a escrevedeira quando chove?
Onde se abrigará a escrevedeira quando chove?
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Tempo
quarta-feira, janeiro 02, 2008
Escrevedeira Sombria

Esta ave é uma Escrevedeira Amarela. Há outra chamada Escrevedeira Sombria.
Deve ter sido algum poeta que deu nome a estes pássaros: Escrevedeira Sombria.
Tal como eu. Hei-de usar isto como pseudónimo.
Esta foto foi tirada de
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terça-feira, janeiro 01, 2008
domingo, dezembro 30, 2007
sábado, dezembro 29, 2007
sexta-feira, dezembro 21, 2007
segunda-feira, dezembro 17, 2007
Ainda a propósito de escrevedeiras e escrevedoras
Quando uma das minhas irmãs era muito pequena, uma mulher analfabeta pediu-lhe que lhe escrevesse uma carta para um parente.
A rapariga lá escreveu o que a mulher lhe foi ditando.
E por fim a mulher ditou o seguinte:
- Desculpa por a carta ir muito mal escrita, mas a rapariga que a escreveu não sabe escrever melhor.
Embora a escrevedora fosse pequena, não se ficou. Chateou-se, resmungou e ainda hoje esta é uma das nossas anedotas familiares.
A rapariga lá escreveu o que a mulher lhe foi ditando.
E por fim a mulher ditou o seguinte:
- Desculpa por a carta ir muito mal escrita, mas a rapariga que a escreveu não sabe escrever melhor.
Embora a escrevedora fosse pequena, não se ficou. Chateou-se, resmungou e ainda hoje esta é uma das nossas anedotas familiares.
domingo, dezembro 16, 2007
quinta-feira, dezembro 13, 2007
ESCREVEDEIRAS
Finalmente consegui encontrar uma mascote para este blogue.
A ESCREVEDEIRA. É um passarinho lindo. Porque será que se chama assim?
Como eu sou a escrevedeira ou escrevedora destes Escrevedoiros e do blogue Terra Imunda, logo... me identifico com ela.
Quanto à palavra escrevedora, descobri-a no filme brasileiro inesquecível Central do Brasil com a actriz Fernanda Montenegro, bem conhecida em Portugal. Escrevedoras são mulheres que escrevem cartas, a pedido de quem não sabe escrever. A pedido por favor ou pagantibus. Nesse sentido, é mesmo uma profissão, com os seus truques.
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