sexta-feira, dezembro 21, 2007

A vida é feita de milhares de sensações de prazer, quase quotidianas e de grandes e raros desgostos. Que também se recordam quase quotidianamente se não pudermos evitar.
Saibamos viver o presente!

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Ainda a propósito de escrevedeiras e escrevedoras

Quando uma das minhas irmãs era muito pequena, uma mulher analfabeta pediu-lhe que lhe escrevesse uma carta para um parente.

A rapariga lá escreveu o que a mulher lhe foi ditando.

E por fim a mulher ditou o seguinte:

- Desculpa por a carta ir muito mal escrita, mas a rapariga que a escreveu não sabe escrever melhor.

Embora a escrevedora fosse pequena, não se ficou. Chateou-se, resmungou e ainda hoje esta é uma das nossas anedotas familiares.

domingo, dezembro 16, 2007

Até que enfim chegou o frio! Viva o frio!

quinta-feira, dezembro 13, 2007

ESCREVEDEIRAS

Finalmente consegui encontrar uma mascote para este blogue.
A ESCREVEDEIRA. É um passarinho lindo. Porque será que se chama assim?
Como eu sou a escrevedeira ou escrevedora destes Escrevedoiros e do blogue Terra Imunda, logo... me identifico com ela.

Quanto à palavra escrevedora, descobri-a no filme brasileiro inesquecível Central do Brasil com a actriz Fernanda Montenegro, bem conhecida em Portugal. Escrevedoras são mulheres que escrevem cartas, a pedido de quem não sabe escrever. A pedido por favor ou pagantibus. Nesse sentido, é mesmo uma profissão, com os seus truques.

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Belíssimo


Ver mais em Terra Imunda
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domingo, dezembro 09, 2007

Nosso senhor nos livre
Da boca de má gente


(in esconjuro contra os maridos transviados, canto popular orquestrado por Lopes Graça)

sábado, dezembro 01, 2007

quarta-feira, novembro 28, 2007

Este blog, Escrevedoiros




Este blog, Escrevedoiros, como vos disse, comecei a escrevê-lo quando perdi este caderno.
E depois continuei, quando o achei, a pedido de vários fregueses.
Posted by PicasaA capa representa o "Milagre na ponte de Rialto" De Carpaccio. Não se vê bem.

quinta-feira, novembro 22, 2007

AMARRAS






Nem com todas as amarras me amarrareis aqui
Nem a lugar nenhum da terra, nem a nada
Ainda que esta cidade seja muito bela
E que desperte em mim a nostalgia de ficar
Ainda que estas pessoas me peçam que fique
Ou que despertem em mim o desejo de ficar
Nem com todas as amarras me amarrareis aqui
Nem a lugar nenhum da terra, nem a nada




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quarta-feira, outubro 31, 2007

Escrever

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quinta-feira, outubro 11, 2007

Quanto de dor é muita dor?
Quanto de prazer é um prazer imenso?

quinta-feira, setembro 27, 2007

As pessoas morrem muito

segunda-feira, setembro 24, 2007

Na Terra

Quando estamos em terra não pensamos que estamos na terra nem pensamos na terra.
Para pensarmos nisso é preciso termos regressado do mar.

domingo, setembro 02, 2007

Após a tempestade nocturna

 


Ainda que a tempestade possa ter sido apenas, para citar Victor Hugo, “uma tempestade sob um crânio”
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Lua diurna sobre o mar

 
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sexta-feira, agosto 17, 2007

Cicuta e a minha sombra



Li recentemente, num romance italiano de Jovine, que se usava a cicuta também como pomada para as feridas.
Como têm vindo cá várias pessoas pesquisar sobre o assunto, o romance é o seguinte:
A Senhora Ava : romance / Francesco Jovine.- Lisboa : Minerva, 1965
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terça-feira, agosto 14, 2007

Talvez o Encontro

Procurei por ti em Siracusa, sabendo embora que não me encontrarás, ainda que percorras a terra inteira à minha espera.

(Autoria própria)

segunda-feira, agosto 13, 2007

Outro poema da Sophia

Quando eu morrer voltarei para buscar
Os momentos que não vivi junto do mar


Sophia de Mello Breyner

sexta-feira, agosto 10, 2007

Rappelle-toi Barbara

Neste Verão ando a reler poemas lindos, como este, por exemplo.


Rappelle-toi Barbara
Il pleuvait sans cesse sur Brest ce jour-là
Et tu marchais souriante
Epanouie ravie ruisselante
Sous la pluie
Rappelle-toi Barbara
Il pleuvait sans cesse sur Brest
Et je t'ai croisée rue de Siam
Tu souriais
Et moi je souriais de même
Rappelle-toi Barbara
Toi que je ne connaissais pas
Toi qui ne me connaissais pas
Rappelle-toi
Rappelle toi quand même ce jour-là
N'oublie pas
Un homme sous un porche s'abritait
Et il a crié ton nom
Barbara
Et tu as couru vers lui sous la pluie
Ruisselante ravie épanouie
Et tu t'es jetée dans ses bras
Rappelle-toi cela Barbara
Et ne m'en veux pas si je te tutoie
Je dis tu à tous ceux que j'aime
Même si je ne les ai vus qu'une seule fois
Je dis tu à tous ceux qui s'aiment
Même si je ne les connais pas
Rappelle-toi Barbara
N'oublie pas
Cette pluie sage et heureuse
Sur ton visage heureux
Sur cette ville heureuse


Cette pluie sur la mer
Sur l'arsenal
Sur le bateau d'Ouessant
Oh Barbara
Quelle connerie la guerre
Qu'es-tu devenue maintenant
Sous cette pluie de fer
De feu d'acier de sang
Et celui qui te serrait dans ses bras
Amoureusement
Est-il mort disparu ou bien encore vivant
Oh Barbara
Il pleut sans cesse sur Brest
Comme il pleuvait avant
Mais ce n'est plus pareil et tout est abîmé
C'est une pluie de deuil terrible et désolée
Ce n'est même plus l'orage
De fer d'acier de sang
Tout simplement des nuages
Qui crèvent comme des chiens
Des chiens qui disparaissent
Au fil de l'eau sur Brest
Et vont pourrir au loin
Au loin très loin de Brest
Dont il ne reste rien.




Jacques Prévert, "Paroles", Gallimard

quinta-feira, agosto 02, 2007

Gaiolas

Os seres que amamos, as coisas que amamos
não devem ser gaiolas que nos prendam