sábado, dezembro 02, 2006

Outono 2005

No caderno que perdi quando comecei este blog, tinha escrito assim em 26/11/2005:
O outono chegou finalmente, e com ele o Inverno, após um Verão demasiado longo. É bonita a mudança. Apetece estar em casa a ouvir a chuva no telhado. Apetecem muitas coisas diferentes de quando está sol.

Poderia ter escrito isto textualmente hoje mesmo.

sábado, novembro 25, 2006

Imaginem Vocês

Imaginem Vocês que este blog foi criado apenas porque, como disse na ocasião, perdi o caderno em que costumava escrever um diário.
Como se me tinha acabado o papel, passei a escrever aqui. Isto foi em Abril.
Ontem, ao procurar um livro, encontrei o dito diário de papel.
Logicamente, vou deixar de fazer este blog, claro!!!!!!!!
(A NÃO SER QUE VOCÊS ME PEÇAM PARA CONTINUAR). O que está entre parêntesis não tem importância nenhuma.

Esta Terra

Hoje de manhã acordei em Lisboa.

Chovia torrencialmente.

À ida para o trabalho vi o Tejo por entre as cortinas de chuva
No meu trabalho vi o mar e as gentes que lá se encontravam por entre as cortinas de chuva
Ainda bem que eu não nasci nesta terra!
Ainda bem que a vejo como um lugar de aventura, sempre novo,

segunda-feira, novembro 20, 2006

Do que não cantarão as aves do dia?

Gosto de ouvir a chuva a cair assim, com força, lavando o ar, as árvores… as paredes, os telhados,
Mas para onde foram os pássaros?
Estarão molhados, nos ramos, debaixo das folhas,
Transidos, tremendo, no medo da água torrencial?

Do que não cantarão os pássaros do dia?

quinta-feira, novembro 16, 2006

Isto

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Mar

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On the road again

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domingo, novembro 12, 2006

As Minhas Escolhas FIL: Arte Lisboa

No ano passado, na Bienal de Veneza, gostei particularmente de instalações de vídeo, que foi o que de mais moderno e mais conseguido me pareceu encontrar por lá.
É, pois, uma grata surpresa encontrar na FIL: Arte Lisboa obras de pintura e escultura mais convencionais, que me agradaram muito e que partecem indicar um caminho de regresso ao figurativismo naturalista.
As de Leonor de Castro, creio que estão na Galeria S. Francisco.

De Leonor de Castro FIL: FIL: Arte Lisboa

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De Leonor de Castro FIL: FIL: Arte Lisboa

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FIL: Arte Lisboa: De Martinho Costa

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FIL: Arte Lisboa: de Maurizio Savini

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sexta-feira, novembro 10, 2006

Comments

Por lapso, cliquei numa coisa qualquer, que, por lapso, impedia as pessoas de fazerem comentários directamente. Agora já podem.

segunda-feira, novembro 06, 2006

Para a Sandra

O poeta deve ser alguém que sempre viveu no exílio
talvez debaixo das japoneiras ou das magnólias em flor,
talvez longe da pátria, ou, mesmo, pior ainda:
quem sabe, talvez na pátria

O Conhecimento do Deserto

Julguei ter conhecido o deserto, até ao dia em que olhei, por acaso, para o fundo dos olhos dela.
Nesse dia descobri, enquanto olhava para baixo, que o meu deserto era o lugar das caravanas de passagem, o das colinas mutáveis, douráveis ao nascer e pôr do sol, o deserto das miragens, o lugar de onde se sonha a água, de onde se anseia a frescura e a abundância das chuvas torrenciais.


E o deserto dela era apenas a sede.
Sinto ternura por tudo o que começa e por tudo o que termina
talvez, por exemplo, a juventude e a velhice

quinta-feira, novembro 02, 2006

mas o exílio é quase sempre mais belo do que a pátria

nádia / grace

quarta-feira, novembro 01, 2006

Todos Os Santos

Pensamento deste dia, 1 de Novembro:
Será este mundo assim tão bom, para nós termos pena daqueles que partiram, ou dos que estão para partir?
Creio que o melhor deste mundo são as sensações de prazer, mas é preciso ter um corpo saudável para as sentir. E poucas preocupações...

domingo, outubro 15, 2006

Céu de Lisboa

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segunda-feira, outubro 02, 2006

Vasco da Gama

Sempre me pareceu absurdo que não houvesse romances nem filmes sobre a espantosa e incrível descoberta de Vasco da Gama, a viagem para a Índia e tudo o mais.
Nestas férias, li até meio, a princípio com sofreguidão, depois sem pachorra e por fim atirando-o para o lado, um romance grossíssimo chamado "Além do Maar", escrito por um português. Felizmente não o cheguei a comprar.
Acabo de ler agora, com alguma dificuldade, um romance sobre o assunto, da autoria de dois franceses, um versado em história e o outro em escriturações, digamos, em literatura vendável.
O que terá de errado esta história, que não dá nada de jeito em termos de ficção? Talvez um excesso de realidade?
Talvez a personalidade horrenda e até mesmo insuportável de Vasco da Gama?
Só o tio Luís, até agora, é que o conseguiu digerir...
Talvez por ser poeta...

"Ressuscita-me
ainda que mais não seja
porque sou poeta..." (ver post anterior chamado Viva)