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sábado, maio 12, 2012

Regressa sempre, o Tempo das Cerejas


Ver posts anteriores, neste blogue, clicando abaixo em Cerejas.

terça-feira, dezembro 21, 2010

Bom Inverno!

Começa hoje o Inverno, mas todos os tempos são belos. E bons.
É bom ficar à lareira a olhar o fogo, a mexer no lume... a sonhar, a beber algo quente...
É bom estar numa cama quentinha... muito quentinha, a ouvir a chuva torrencial a cair no telhado...
As madrugadas geladas e chuvosas fazem-nos apreciar melhor o mês de Maio, desejar o tempo das cerejas, o futuro.
Bom Inverno!
E para os brasileiros: Feliz Verão.

domingo, maio 16, 2010

O Tempo das Cerejas (outra vez)



Escrevo todos os anos alguma coisa sobre as cerejas, que adoro, não só pelo sabor, mas também pela sua beleza e raridade.. Ou posto fotografias.
Esta canção francesa foi composta em 1866 e é associada à Comuna de Paris. Letra de Jean-Baptiste Clément, música de Antoine Renard.

Letra

Quand nous chanterons, le temps des cerises
Et gai rossignol et merle moqueur
Seront tous en fête.
Les belles auront la folie en tête
Et les amoureux du soleil au coeur
Quand nous chanterons, le temps des cerises
Sifflera bien mieux le merle moqueur.

Mais il est bien court le temps des cerises
Où l'on s'en va deux cueillir en rêvant
Des pendants d'oreilles,
Cerises d'amour aux robes pareilles
Tombant sous la feuille en gouttes de sang.
Mais il est bien court le temps des cerises
Pendant de corail qu'on cueille en rêvant.

Quand vous en serez au temps des cerises
Si vous avez peur des chagrins d'amour
Evitez les belles!
Moi qui ne crains pas les peines cruelles
Je ne vivrai point sans souffrir un jour.
Quand vous en serez au temps des cerises
Vous aurez aussi des peines d'amour.

J'aimerai toujours le temps des cerises
C'est de ce temps là que je garde au coeur
Une plaie ouverte.
Et Dame Fortune en m'étant offerte
Ne pourra jamais fermer ma douleur,
J'aimerai toujours le temps des cerises
Et le souvenir que je garde au coeur.

Couplet ajouté pendant la guerre de 1871

Quand il reviendra le temps des cerises
Pendores idiots magistrats moqueurs
Seront tous en fête.
Les bourgeois auront la folie en tête
A l'ombre seront poètes chanteurs.
Mais quand reviendra le temps des cerises
Siffleront bien haut chassepots vengeurs.

sexta-feira, agosto 21, 2009

É doce morrer no mar




Após uma noite como nunca tinha passado nenhuma no mar, em que adormecia de exaustão, deitada e acordava sentada com o balanço do navio, entre as Ilhas Canária e a Ilha da Madeira, em que era impossível não pensar na morte, ou por naufrágio ou de qualquer outra maneira, por uma questão, não tanto de medo, mas de associação de ideias, acordei de manhã a sonhar com um caixão feito de chocolate.
Os rebordos trabalhados que costumam ser de madeira eram de frutos silvestres e cerejas. Foi um sonho feliz, muito saboroso. Havia muita gente à espera de o comer quando fosse o momento oportuno.
Não se pode dizer que eu seja uma pessoa pessimista. Nem mesmo nos sonhos.

Esta frase "É doce morrer no mar" tinha-a relido na biblioteca do navio, no livro Mar Morto de Jorge Amado, pouco antes de me ir deitar.
Mas o sonho teve um sabor Zen, como quem vislumbra uma estranha e inesperada verdade.

P.S.: (Dias mais tarde, uma leitora deste blogue contou-me que tinha sonhado o mesmo sonho, ou outro parecido, depois de ler este texto).

segunda-feira, julho 14, 2008

CEREJAS


Após as flores de cerejeira, tão cantadas pelos poetas, os frutos: uma dádiva.
Não sei de quais gosto mais. A cereja é um dos meus frutos preferidos.
Obrigada....
Obrigada,
Obrigada cerejeira!
Pensei que gostava mais dumas cerejas claras, cor-de rosa, chamadas cerejas brancas, mas estas muito escuras e grandes são fantásticas. Menos bonitas, a meu ver.
Desejo a todos vocês o prazer que estou a sentir a comê-las enquanto escrevo, prazer sazonal. Só comparável ao que senti ao ver as cerejeiras em flor.
O único tempo que existe é o presente.
Ver também http://escrevedoirosemaluquices.blogspot.com/search?q=cerejas
(Ver também as fotos que aqui tenho das cerejeiras em flor. Para isso, clicar nas palavras abaixo, em verde)
Posted by Picasa

sábado, junho 03, 2006

Cerejas, ou o Tempo Reencontrado


Posted by Picasa Estas cerejas são iguaizinhas às da cerejeira do meu avô, quando eu ia para cima dela com um livro: os gatos iam também, claro! E lá ficava eu a comer cerejas, a ler um livro e a brincar com os gatos, ou com um deles no meu colo.

De facto, muito nova eu aprendi sozinha a trepar a oliveiras, cerejeiras e muros. Estava convencida de que uma rapariga, se se tivesse esforçado tanto como eu, conseguiria o mesmo, no máximo, mas os rapazes, todos, obviamente, sabiam trepar a pique, a pinheiros e eucaliptos, sem ninguém lhes tivesse ensinado, enfim, era inato… era essa a principal diferença entre os rapazes e as raparigas.
Devo confessar que, como eu fazia muitas perguntas, a minha mãe me aldrabava um bocado…
Até que um dia… Oh desilusão! A primeira!
Recebemos a visita de uma pessoas do Porto, incluindo dois rapazes. Mal eles chegaram, eu trepei ao ramo mais alto da oliveira mais alta, obviamente, para mostrar que não era uma rapariga vulgar.
Empoleirada lá em cima, a princípio julguei ter visto e ouvido mal, por causa das folhas que se interpunham entre mim e os factos, mas foi assim:
Os rapazes ficaram grudados na terra, de cabeça erguida a olhar para mim, como se eu fosse um pássaro por entre as folhas e disseram:
- Nós não sabemos trepar às árvores…
Por pouco não caí despencada de lá abaixo, com o espanto de tal descoberta: os rapazes não sabiam todos, naturalmente, trepar aos eucaliptos? Então qual era a grande diferença entre os rapazes e as raparigas?
Aqui vos juro, contudo, que os moços não regressaram ao Porto sem saberem subir às cerejeiras, às oliveiras e aos muros baixos. Só a pique é que não. Porque isso era próprio de... enfim... 
Estas recordações enriquecem o meu gostar de cerejas, sobretudo estas cor-de-rosa, menos doces, mais claras, mais bonitas.

sexta-feira, abril 21, 2006

O tanque de Mogos: lavadoiros, opiniadoiros e bebedoiros

- Então a sua vizinha já anda mais calma??!
- Eu sei lá…
- Se elas ficassem em casa com as mãozinhas postas a rezar, não lhes acontecia nada disto!
- Essas nódoas de vinho saem muito bem…
- Isto não é vinho!
- Então o que é? Parece vinho…
- Sei lá!


Por entre os cedros cantam as aves encantadas com a Primavera. A água do tanque é agora tépida e cai da bica com um canto também suave e doce. Borboletas perpassam nos malmequeres rasando a água. As cerejas enchem de cor o cimo das muitas árvores e o perfume das flores e das ervas enche o ar.
Esta terra parece o Paraíso!